segunda-feira, 25 de julho de 2011

Caí no mundo e não sei como voltar

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Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas. 

E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis! 

Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.  

Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.  

O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades. 
 


Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez. 

Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!
 


É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça. E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes. 

Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar. Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.

Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?

Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.

Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de … anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). 

Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava.. 

Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor…. É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com “guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa”, mudar para o “compre e jogue fora que já vem um novo modelo”. 

Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado… E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas… por amor de Deus! 

Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real. E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo.Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir. 

Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.

Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular a poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?

Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos…

Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê? Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.

Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis. E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.

E as pilhas! As pilhas das primeiras Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.

Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisas para enrolar.

Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia “esta é um 4 de bastos”.

As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.

Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!

E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa.

E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!

Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.

Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.

Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.

Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour.

Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue…  

 

(Eduardo Galeano - Brigada contra a corrupção brasileira  - http://freiconvento.wordpress.com)

Nau sem rumo

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           É com tristeza e preocupação que presenciamos a trajetória atual do nosso Brasil. A Nação do futuro sofre problemas atrozes, capazes de levá-la a um desastre nunca imaginado nos piores cenários traçados pelos especialistas do ramo.
 
         Se não, vejamos. Há quarenta anos nosso país encontrava-se em situação muito melhor do que a China, atual segunda economia mundial, caminhando para ser a primeira em 2030. Eles possuem um sistema econômico pujante, que poupa e investe cerca de 50% do seu PIB. Lá os corruptos são punidos com um tiro na nuca e a família do meliante ainda deve pagar o custo da bala. Possuem o domínio da tecnologia nuclear e espacial, tendo artefatos nucleares em condições de ser empregado na defesa de seus interesses. Seu planejamento estratégico abrange gerações.
 
         E nós, ficamos para trás. Os fatos são avassaladores. De início, não possuímos um Plano Nacional de Desenvolvimento. Ora, para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve. E quem não traça seu destino o terá traçado por outro. A corrupção atingiu um caráter endêmico, abrangendo os três Poderes, em especial o Executivo em seus três níveis.
 
Existe já a expectativa de qual será o escândalo da semana, pois a série é interminável. A cada momento, surge um mais escabroso do que os outros. E o pior é a garantia da impunidade. Os delitos são cometidos, a imprensa apura, denuncia, exercendo o papel que deveria caber aos órgãos de controle das respectivas administrações, mas ninguém é punido de fato. O máximo que ocorre é sair, a pedido, do atual cargo para, no futuro, ocupar outra posição ou comandar o processo de indicação do substituto.
 
         Consideramos como principais crimes cometidos pelos atuais detentores do poder político no Brasil a abertura para a perda da Integridade do Patrimônio Nacional e o abandono da educação da nossa juventude.
 
         O crime de lesa-pátria cometido pelas sucessivas administrações federais e demais “autoridades” no processo de demarcação de áreas indígenas e do reconhecimento do direito de propriedade de “quilombolas” é imperdoável. Seus autores terão seus nomes inscritos na galeria de traidores da Pátria, ao lado de Joaquim Silvério dos Reis e outros. A rede Bandeirantes mostrou, na semana passada, em várias reportagens as barbaridades cometidas contra o país e cidadãos brasileiros, bem como suas trágicas consequências, no relativo à demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol. E o mesmo está em vias de acontecer no Mato Grosso do Sul.
 
De início, o modo cruel e violento, digno das piores ditaduras, com que uma verdadeira “gestapo” invadiu propriedades privadas, sem ordem judicial, para expulsar seus legítimos proprietários, há décadas, jogando-os na miséria. E tudo isto para cumprir orientação oriunda de pressões externas de países e ONGs interessadas nas riquezas lá existentes.
 
Para culminar, a falta de visão dos irresponsáveis que perpetraram tal crime, ignorando o que aconteceu e está acontecendo no mundo (esquartejamento da Iugoslávia, ocupação do Iraque, Afeganistão, agressão à Líbia etc.).A questão “quilombola”, inventada de fora para dentro representa igual risco para a Soberania Nacional. Criaram as condições, por omissão, covardia, cumplicidade, leniência ou razão pior, para a balcanização do território brasileiro, com perda de nossas principais riquezas.
 
Outro desatino grave refere-se ao desprezo como é tratada nossa juventude, em especial no tocante ao processo educacional. Os pais, cada vez mais exigidos pelo consumismo criado artificialmente, passaram a não ter condições reais de educar seus filhos, transferindo a responsabilidade para as escolas. Ora, a função delas é ensinar e complementar a educação que as crianças deveriam receber no Lar. Não a de substituí-lo. Neste danoso processo, o futuro de nosso país, representado pela juventude, está seriamente comprometido.
 
Qual a família responsável que não está seriamente preocupada com a integridade física, moral e intelectual de seus descendentes? Os meios de comunicação, ao invés de atuar positivamente, deseducam, transmitindo programação de baixo nível, com inteira subversão dos valores e princípios morais e éticos do povo brasileiro. O homossexualismo é glorificado e a descriminalização das drogas pregada até por ex-presidentes da República.
 
Querem atingir quais objetivos com a propagação destas anomalias?  Qual o pai que deseja ver seus filhos atingidos pelas drogas ou por outros vícios terríveis? O que o MEC pretende pagando edições de milhares de livros, onde a língua portuguesa é agredida e a matemática subvertida, bem como tentando patrocinar a divulgação de “kit gay”? Por que não investir estes recursos na melhoria da qualidade do precário ensino público oferecido aos nossos jovens? Afinal, não adianta ser a sétima ou sexta economia do mundo sem a existência de um povo capaz de usufruir os benefícios desta situação. Serão servos dos “donos do mundo”, meros extratores de matérias primas, eternamente dependentes, sem condições de autonomia e auto-suficiência. O desastre é total. Até nos esportes, passamos a perder todas, ao contrário do passado quando ganhávamos quase todas.

(Prof. Marcos Coimbra - Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia e Autor do livro Brasil Soberano - mcoimbra@antares.com.br <http://br.mc1132.mail.yahoo.com/mc/compose?to=mcoimbra@antares.com.br>) 
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Você é Branco? Cuidado!

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Hoje, tenho eu a impressão de que o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

Assim é que, se um branco, um índio ou um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles. Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado.

Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 183 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele. Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não índios foram discriminados.

Aos ´quilombolas´, que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria.

Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este ´privilégio´, porque cumpre a lei.

Desertores e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha,

garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para ´ressarcir´ àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.

E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?

Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios. 




(Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo - Fontes: Gazeta do Rio Pardo e http://www.mackenzie.br/dhtm/assessoria_comunicacao/imprensa/macknaimprensa.php?ass=2182&ano=2008).
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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Carta aberta ao ex-Presidente Lula

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Brasília, 12 de julho de 2011.

Excelentíssimo Senhor ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva.


                                                         Com todas as vênias que Vossa Excelência se fez merecedor por ter atingido a primeira Magistratura do país, exerço meu direito de cidadão, não implicando este exercício em afronta, mas crítica de quem já não mais acredita nos rumos deste país, mercê dos desmandos que de há muito vêm ocorrendo.

                                                         Assim, inicialmente entendo oportuno esclarecer a Vossa Excelência que:

1.    Nunca participei de qualquer movimento ou partido político;
2.    Nunca fui guerrilheiro;;
3.    Nunca participei de assalto a banco, nem de seqüestros.
4.    Nunca participei de qualquer ação terrorista assim como nunca ceifei vidas por razões ideológicas ou qualquer outra;
5.    Nunca estive exilado em Cuba, na Rússia ou em qualquer outro país, em razão do que nunca recebi dinheiro alienígena nem aprendi a nefasta arte das guerrilhas urbana e rural;
6.    Nunca recebi dinheiro desonesto, seja no bolso, na cueca, na meia, na mala preta ou mesmo em conta corrente, assim como nunca fiz remessa de qualquer numerário para o exterior;
7.    Também nunca participei de “mensalão” “mensalinho”; ou qualquer outra modalidade de corrupção;
8.    Nunca fui funcionário fantasma assim como nunca usufruí das benesses do nepotismo, direta ou indiretamente;
9.    Infelizmente, nunca fui craque em qualquer esporte, razão pela qual nunca percebi salários milionários;
10. Não sou beneficiário de programas do governo denominados bolsa estudo, bolsa alimentação, bolsa transporte, bolsa bujão de gás, bolsa sem-terra, bolsa sem-teto, como também nunca me beneficiei do sistema de cotas para negros, índios, afro-descentes, quilombolas e outros tantos que andam por aí;
11. Também não integro qualquer ONG nem o MST.

                                                         Apenas e modestamente, dediquei ao todo, quarenta e quatro anos ao serviço público do meu estado natal, Minas Gerais e ao Estado de Rondônia, em razão do que percebo hoje aposentadoria que me garante sustento.
                                                          Então, não falo por mim, mas por milhões de brasileiros deserdados, esquecidos e maltratados pelo Estado.
                                                          Ao meu Estado de origem, Minas Gerais, e à Pátria, nada devo, exceto os quatro primeiros anos de estudo (antigo grupo escolar), pois os demais –ginasial, colegial, dois cursos superiores e vários de aperfeiçoamentos- foram conquistados a duras penas e ás minhas próprias expensas.
                                                          Hoje se tem notícia de que Vossa Excelência enviou ao Congresso Nacional projeto de lei que premia os ex-campeões de futebol, (tidos como heróis), com determinada quantia e ainda estende esse benefício aos seus descendentes.
                                                          Muito justo...
                                                          Pena que, após, serão agraciados com o nosso dinheiro, os campeões de todas as outras modalidades de esportes, os artistas, cineastas e muitos outros campeões, pretéritos e vindouros, ainda que sob imposição de mais sacrifício à população mediante a elevação dos impostos já escorchantes e a volta de outros para satisfazer a insaciável fome do erário.
                                                          Os jogadores de futebol, Senhor ex- Presidente, não são heróis brasileiros. Heróis de fato foram os vultos que fundaram a nacionalidade, como Joaquim José da Silva Xavier, por antonomásia “Tiradentes; os Inconfidentes Mineiros, os Bandeirantes, o Patriarca José Bonifácio de Andrada e Silva, os Imperadores Pedro I e Pedro II, Luiz Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Tamandaré, Ozório, Deodoro e Floriano, Benjamin Constant, Ana Néri, os que lutaram na Guerra do Paraguai, os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira que tudo deram de si na II Guerra Mundial e ainda, os que, sem heroísmo bélico, honraram e engrandeceram a Pátria, como Rio Branco, Santos Dumont, Vital Brazil, Carlos Gomes, Villa Lobos, Rui Barbosa, Carlos Chagas e muitíssimos outros nas áreas da ciência, da tecnologia, das letras, da música, do direito e da política.
                                                          Estes sim alicerçaram as bases e os rumos do Brasil.
                                                          Heróis da nacionalidade, Senhor ex-presidente, embora no anonimato, são os professores de todos os níveis, que alavancam o progresso deste país; heróis são os militares das Forças Armadas, sempre prontos ao serviço da Pátria; heróis são os policiais militares que enfrentam diuturnamente os bandidos e ainda as famigeradas comissões de direitos humanos, assim como heróis são os bombeiros militares, verdadeiros anjos da guarda da população.
                                                          Heróis são os médicos, para-médicos e funcionários da saúde que labutam sem recursos, sem equipamentos e sem medicamentos nos prontos socorros improvisados e nos sujos e peçonhentos hospitais públicos, sem a contrapartida de um salário justo e digno.
                                                          Heróis, enfim, são os milhões de brasileiros anônimos, pacatos, cumpridores dos deveres e pontuais pagadores de impostos absurdos, que não recebem do governo a constitucional contra partida do estudo, da alimentação, da moradia, da saúde, da segurança e do transporte.
                                                          Vossa Excelência, retirante nordestino de origem pobre, talvez não saiba, pela aversão aos bancos escolares e aos livros – como reiteradamente proclamado em suas falas - que há professores neste país que percebem menos de um salário mínimo; que há escolas de taipa, de lona e sem carteiras e alunos sem qualquer material escolar, desnutridos e completamente desassistidos.
                                                          Vossa Excelência talvez não saiba que há professoras do primeiro grau que caminham léguas para lecionar e percebem metade do salário mínimo sem qualquer outro tipo de ajuda, enquanto outras navegam corajosamente pelos rios e igarapés da Amazônia para o sacerdotal sacrifício de alfabetizar crianças ribeirinhas.
                                                          Vossa Excelência talvez não tenha conhecimento de que o sistema bancário brasileiro cobra, com a conivência e sob a proteção do Estado, mais de 450% de juros ao ano e retribui nas aplicações dos seus correntistas 12% em igual período;
                                                          Vossa Excelência talvez não tenha conhecimento do estado precário das rodovias federais e estaduais, dos desvios de verbas e da corrupção que se agiganta nos três níveis da administração pública, muito embora tivesse o dever de tudo saber enquanto Presidente da República. E mais, de determinar apurações e punir exemplarmente os ratos que infestam a administração pública.
                                                         Vossa Excelência teve conhecimento de que os gastos do seu governo com os cartões corporativos superaram o orçamento de muitos órgãos da administração?
                                                          Vossa Excelência teve conhecimento das infindáveis “marucutaias” havidas em seu governo, sem que nada se fizesse para estancá-las?
                                                          Certamente que não, como negado reiteradamente durante todos os oito anos de governo.
                                                          Cidadão do mundo, viajante contumaz, turista reconhecido, passou mais tempo no interior do “aero lula” e em terras estrangeiras do que aqui no nosso Brasil.
                                                          Empenhou-se para que aqui se realize a Copa do Mundo, obrigando a Federação, os Estados e Municípios a gastos astronômicos em detrimento das mais urgentes e comezinhas necessidades do povo.
                                                          Alheio à realidade nacional e movido pelo populismo, Vossa Excelência idealizou, materializou e enviou ao Congresso Nacional projeto de lei que assegura pensão aos ex-campeões mundiais de futebol.
                                                          Muito bem...
                                                          Mas, e aos ex-campões da educação, hoje aposentados com salário de fome e maltratados pelo desdém da União, dos Estados, Municípios e INSS?
                                                          E aos ex-campeões da medicina que dedicaram suas vidas à salvação de outras vidas?
                                                          E aos ex-campeões da ciência, que dedicaram noites e noites indormidas para a melhoria da saúde pública e  prevenção às doenças?
                                                          E aos ex-campeões da segurança pública, que enfrentaram diuturnamente a guerra ao crime?
                                                          E aos milhares de crianças e adolescentes moradores de rua e já escravos das drogas, que estatísticas já apontam em número de um milhão?
                                                          E aos atuais milhões de campeões anônimos que labutam diuturnamente para a melhoria das finanças, do progresso e da riqueza nacional?
                                                          Desses, Vossa Excelência não se lembrou, como não se lembrou dos atletas cubanos que lhe pediram asilo político. Entretanto dispensou especial atenção aos invasores de terras, às ONGs suspeitas, aos “cesares battistes” e aos falsos estadistas desta banda das Américas.
                                                          Por todos os títulos a iniciativa de Vossa Excelência é lamentável, antipática e discriminatória.
                                                          Como cidadão inconformado com tantos desmandos e tanta corrupção, alio-me ao pensamento de um dos maiores craques do nosso futebol, Tostão, cujo civismo o levou a repudiar essa demagógica iniciativa, porque cortesia feita com o chapéu alheio, ou seja, com o dinheiro do povo.

                                                         Só me resta esperar que Deus ilumine nossa presidente para que ela erradique de vez a corrupção neste país e que o Congresso Nacional, saindo da letargia e da genuflexão ante o Poder Executivo, ponha-se de pé e rejeite tão absurda proposta.

                                                          Atenciosamente,
                                                                        MOZART HAMILTON BUENO

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"O POLIGROTA"

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É verdade matemática que ninguém pódi negá:
essa história de gramática só serve pra atrapaiá.
Inda vem língua estrangêra ajudá a cumpricá!
É mió cabá cum isso pra todos podê falá.


Na Ingraterra ouví dizê que um pé de sapato é “xu”.
Desde logo já se vê, dois pé deve sê xuxu.
Xuxu pra nóis é um legume que cresce sorto no mato.
Os ingrêis lá que se arrume, mas nóis num come sapato.


Na Itália eles dize, eu não sei por que razão,
que como mantêga é “burro”, se passa burro no pão.
Desse jeito pra mim chega, sarve a vida no sertão,
onde mantêga é mantêga, burro é burro e pão é pão.



Na Argentina, veja ocêis, um “saco” é um paletó.
Se o gringo toma chuva tem que pô o saco no sór.
E se acaso o dito encóie, a muié diz o pió:
"Teu saco ficô piqueno, vê se arranja ôtro maió"...



Na América corpo é “bódi”. Veja que bódi vai dá:
Conheci uma americana doida pro bódi emprestá.
Fiquei meio atrapaiado e disse pra me escapá:
Ói, moça, eu não sou cabra, chega seu bódi pra lá!


Na Alemanha tudo é “bundes”:  Bundesliga, bundesbão.
Muita bundes só confunde, disnorteia o coração.
Alemão qué inventá o que Deus criou primêro.
É pecado espaiá o que tem lugar certêro.


No Chile,  “cueca” é dança de balançá e rodá.
Lá se dança e baila cueca inté a noite acabá.
Mas se um dia um chileno vié pro Brasir dançá,
que tente mostrá a cueca pra vê onde vai pará.


Uma gravata isquisita um certo francês me deu.
Perguntei, onde se bota? E o danado respondeu.
Eu sou home confirmado, acho que num entendeu,
Seu francês mar educado, bota a gravata no seu!


Pra terminar eu confirmo, tem que se tê posição.
Ô nóis fala a nossa língua, ô num fala nada não.
O que num pode é um povo fazê papér de idiota,
dizendo tudo que é novo só pra falá poligrota...

 
(Autor desconhecido)

Doutor é quem faz Doutorado

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No momento em que nós do Ministério Público da União nos preparamos para atuar contra diversas instituições de ensino superior por conta do número mínimo de mestres e doutores, eis que surge (das cinzas) a velha arenga de que o formado em Direito é Doutor.

A história, que, como boa mentira, muda a todo instante seus elementos, volta à moda. Agora não como resultado de ato de Dona Maria, a Pia, mas como consequência do decreto de D. Pedro I.

Fui advogado durante muitos anos antes de ingressar no Ministério Público. Há quase vinte anos sou Professor de Direito. E desde sempre vejo "docentes" e "profissionais" venderem essa balela para os pobres coitados dos alunos. 

A história, que, como boa mentira, muda a todo instante seus elementos, volta à moda. Agora não como resultado de ato de Dona Maria, a Pia, mas como consequência do decreto de D. Pedro I.

Fui advogado durante muitos anos antes de ingressar no Ministério Público. Há quase vinte anos sou Professor de Direito. E desde sempre vejo "docentes" e "profissionais" venderem essa balela para os pobres coitados dos alunos.

Quando coordenador de Curso tive o desprazer de chamar a atenção de (in) docentes que mentiam aos alunos dessa maneira. Eu lhes disse, inclusive, que, em vez de espalharem mentiras ouvidas de outros, melhor seria ensinarem seus alunos a escreverem, mas que essa minha esperança não se concretizaria porque nem mesmo eles sabiam escrever.

Pois bem!

Naquela época, a história que se contava era a seguinte: Dona Maria, a Pia, havia "baixado um alvará" pelo qual os advogados portugueses teriam de ser tratados como doutores nas Cortes Brasileiras. Então, por uma "lógica" das mais obtusas, todos os bacharéis do Brasil, magicamente, passaram a ser Doutores. Não é necessária muita inteligência para perceber os erros desse raciocínio. Mas como muita gente pode pensar como um ex-aluno meu, melhor desenvolver o pensamento (dizia meu jovem aluno: "o senhor é Advogado; pra que fazer Doutorado de novo, professor?").

1) Desde já saibamos que Dona Maria, de Pia nada tinha. Era Louca mesmo! E assim era chamada pelo Povo: Dona Maria, a Louca!

2) Em seguida, tenhamos claro que o tão falado alvará jamais existiu. Em 2000, o Senado Federal presenteou-me com mídias digitais contendo a coleção completa dos atos normativos desde a Colônia (mais de quinhentos anos de história normativa). Não se encontra nada sobre advogados, bacharéis, dona Maria, etc. Para quem quiser, a consulta hoje pode ser feita pela Internet.

3) Mas digamos que o tal alvará existisse e que dona Maria não fosse tão louca assim e que o povo fosse simplesmente maledicente. Prestem atenção no que era divulgado: os advogados portugueses deveriam ser tratados como doutores perante as Cortes Brasileiras. Advogados e não quaisquer bacharéis. Portugueses e não quaisquer nacionais. Nas Cortes Brasileiras e só! Se você, portanto, fosse um advogado português em Portugal não seria tratado assim. Se fosse um bacharel (advogado não inscrito no setor competente), ou fosse um juiz ou membro do Ministério Público você não poderia ser tratado assim. E não seria mesmo. Pois os membros da Magistratura e do Ministério Público tinham e têm o tratamento de Excelência (o que muita gente não consegue aprender de jeito nenhum). Os delegados e advogados públicos e privados têm o tratamento de Senhoria. E bacharel, por seu turno, é bacharel; e ponto final!

4) Continuemos. Leiam a Constituição de 1824 e verão que não há "alvará" como ato normativo. E ainda que houvesse, não teria sentido que alguém, com suas capacidades mentais reduzidas (a Pia Senhora), pudesse editar ato jurídico válido. Para piorar: ainda que existisse, com os limites postos ou não, com o advento da República cairiam todos os modos de tratamento em desacordo com o princípio republicano da vedação do privilégio de casta. Na República vale o mérito. E assim ocorreu com muitos tratamentos de natureza nobiliárquica sem qualquer valor a não ser o valor pessoal (como o brasão de nobreza de minha família italiana que guardo por mero capricho porque nada vale além de um cafezinho e isto se somarmos mais dois reais).

A coisa foi tão longe à época que fiz questão de provocar meus adversários insistentemente até que a Ordem dos Advogados do Brasil se pronunciou diversas vezes sobre o tema e encerrou o assunto.

Agora retorna a historieta com ares de renovação, mas com as velhas mentiras de sempre.

Agora o ato é um "decreto". E o "culpado" é Dom Pedro I (IV em Portugal).

Mas o enredo é idêntico. E as palavras se aplicam a ele com perfeição.

Vamos enterrar tudo isso com um só golpe?!

A Lei de 11 de agosto de 1827, responsável pela criação dos cursos jurídicos no Brasil, em seu nono artigo diz com todas as letras: "Os que frequentarem os cinco anos de qualquer dos Cursos, com aprovação, conseguirão o grau de Bachareis formados. Haverá tambem o grau de Doutor, que será conferido àqueles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos que devem formar-se, e só os que o obtiverem poderão ser escolhidos para Lentes".

Traduzindo o óbvio. A) Conclusão do curso de cinco anos: Bacharel. B) Cumprimento dos requisitos especificados nos Estatutos: Doutor. C) Obtenção do título de Doutor: candidatura a Lente (hoje Livre-Docente, pré-requisito para ser Professor Titular). Entendamos de vez: os Estatutos são das respectivas Faculdades de Direito existentes naqueles tempos (São Paulo, Olinda e Recife). A Ordem dos Advogados do Brasil só veio a existir com seus Estatutos (que não são acadêmicos) nos anos trinta.

Senhores.

Doutor é apenas quem faz Doutorado. E isso vale também para médicos, dentistas, etc, etc.

A tradição faz com que nos chamemos de Doutores. Mas isso não torna Doutor nenhum médico, dentista, veterinário e, mui especialmente, advogados.

Falo com sossego.

Afinal, após o meu mestrado, fui aprovado mais de quatro vezes em concursos no Brasil e na Europa e defendi minha tese de Doutorado em Direito Internacional e Integração Econômica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Aliás, disse eu: tese de Doutorado! Esse nome não se aplica aos trabalhos de graduação, de especialização e de mestrado. E nenhuma peça judicial pode ser chamada de tese, com decência e honestidade.

Escrevi mais de trezentos artigos, pareceres (não simples cotas), ensaios e livros. Uma verificação no sítio eletrônico do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) pode compravar o que digo. Tudo devidamente publicado no Brasil, na Dinamarca, na Alemanha, na Itália, na França, Suécia, México. Não chamo nenhum destes trabalhos de tese, a não ser minha sofrida tese de Doutorado.

Após anos como Advogado, eleito para o Instituto dos Advogados Brasileiros (poucos são), tendo ocupado comissões como a de Reforma do Poder Judiciário e de Direito Comunitário e após presidir a Associação Americana de Juristas, resolvi ingressar no Ministério Público da União para atuar especialmente junto à proteção dos Direitos Fundamentais dos Trabalhadores públicos e privados e na defesa dos interesses de toda a Sociedade. E assim o fiz: passei em quarto lugar nacional, terceiro lugar para a região Sul/Sudeste e em primeiro lugar no Estado de São Paulo. Após rápida passagem por Campinas, insisti com o Procurador-Geral em Brasília e fiz questão de vir para Mogi das Cruzes.

Em nossa Procuradoria, Doutor é só quem tem título acadêmico. Lá está estampado na parede para todos verem.

E não teve ninguém que reclamasse; porque, aliás, como disse linhas acima, foi a própria Ordem dos Advogados do Brasil quem assim determinou, conforme as decisões seguintes do Tribunal de Ética e Disciplina: Processos: E-3.652/2008; E-3.221/2005; E-2.573/02; E-2067/99; E-1.815/98.

Em resumo, dizem as decisões acima: não pode e não deve exigir o tratamento de Doutor ou apresentar-se como tal aquele que não possua titulação acadêmica para tanto.

Como eu costumo matar a cobra e matar bem matada, segue endereço oficial na Internet para consulta sobre a Lei Imperial:

www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/Rev_63/Lei_1827.htm 

Os profissionais, sejam quais forem, têm de ser respeitados pelo que fazem de bom e não arrogar para si tratamento ao qual não façam jus. Isso vale para todos. Mas para os profissionais do Direito é mais séria a recomendação.

Afinal, cumprir a lei e concretizar o Direito é nossa função. Respeitemos a lei e o Direito, portanto; estudemos e, aí assim, exijamos o tratamento que conquistarmos. Mas só então. 


(PROF. DR. MARÇO ANTÔNIO RIBEIRO TURA , 41 anos, jurista. Membro vitalício do Ministério Público da União. Doutor em Direito Internacional e Integração Econômica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Mestre em Direito Público e Ciência Política pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professor Visitante da Universidade de São Paulo. Ex-presidente da Associação Americana de Juristas, ex-titular do Instituto dos Advogados Brasileiros e ex-titular da Comissão de Reforma do Poder Judiciário da Ordem dos Advogados do Brasil - Fonte: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/1682209/doutor-e-quem-faz-doutorado)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

VI Festival de Orquídeas ocorre em São Roque entre os dias 29 de julho e 07 de agosto

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A cidade de São Roque é conhecida pelo clima serrano que favorece não só a produção de vinho, como também o cultivo de orquídeas. Para divulgar o cultivo local dessa e de outras flores, a AOSR - Associação Orquidófila de São Roque promove o VI Festival de Orquídeas e Plantas Ornamentais de São Roque. O evento ocorre entre os dias 29 de julho a 07 de agosto, as sextas e sábados, das 9 às 20h, e aos domingos, das 9 às 18h. A entrada é gratuita.

Entre as inúmeras espécies de flores e plantas ornamentais que poderão ser vistas pelo público, destacam-se alguns híbridos de orquídeas nacionais e estrangeiras que só florescem no inverno como a Coelogyne cristata, Cattleya loddigesii, Cymbidium, Cymbidium pendente, Dendrobium e Miltoniopsis. Algumas espécies curiosas valem a visita como a Vanda, espécie da Tailândia, cujas raízes são aéreas, ou seja, não podem ser enterradas. Duas espécies diferentes também podem ser vistas no Festival, como aOncidium sherrybaby que tem cheiro de chocolate e a Orquídea Baunilha (Vanilla) de onde se origina o alimento de mesmo nome.

Haverá o SOS Orquídeas, um espaço onde as pessoas podem tirar suas dúvidas sobre o cultivo dessas flores. Várias espécies serão comercializadas em um supermercado de orquídeas e plantas ornamentais.

Toda a família pode se divertir com atrações voltadas para todas as idades. Crianças e adolescentes podem aproveitar o Parque de Diversões, com mais de 20 brinquedos, entre eles, a Guerra de Cotonete, o Touro Mecânico, o Estilingue Humano e o Surf Machine, onde a criançada se diverte enquanto simula surfar em uma prancha e navio pirata inflável. Uma das grandes atrações esse ano é a Escola de Circo, que ocorre aos sábados e domingos onde artistas de circo, como palhaços e malabaristas, ensinarão suas artes.

Exposição de bichos de estimação e outros produtos também podem ser conferidos pelo público durante o evento. Além de flores e plantas, os visitantes desfrutarão das delícias na praça de alimentação. A famosa produção local de alcachofra, vinhos, licores, cachaças e artesanato estarão disponíveis para ser comprados pelo público. E para finalizar curtindo o frio serrano com conforto, haverá quentão, vinho quente e chocolate quente.

Programação

Para os aficionados por orquídeas o evento ainda conta com uma programação especial aos sábados e domingos.

A partir das 10h30 o público terá uma oficina em que será ensinado ao visitante como plantar adequadamente orquídea.

“Após essa oficina cada um poderá fazer o plantio sozinho, em sua casa, chácara etc. Além das orquídeas valorizamos a natureza e procuramos sempre protegê-la”, explica Erica Shirozu, produtora e diretora da Associação.

No período da tarde a partir das 15h haverá aula show com todas as orientações necessárias para cultivo das orquídeas.

Julgamento

As orquídeas expostas serão julgadas e premiadas em cinco categorias: híbrida, espécie, avançada, exótica e botânica. Cada categoria é avaliada por três juízes, a partir dos seguintes critérios: cultivo; cor; tamanho; substância e textura; quantidade de flores e conjunto (cultivo e harmonia).
Cada grupo de juiz executa o julgamento da categoria e coroa o primeiro, segundo e terceiro lugar. O produtor recebe certificado, troféu e medalha.

Serviço:

Data: de 29 de julho a 07 de agosto – sempre às sextas, sábados e domingos

Horário: sexta e sábado das 09 às 20h, domingos das 09 às 18h

Local: Recanto da Cascata – Rodovia Raposo Tavares Km 60 – São Roque - Tel: (11) 4712-5664

Entrada: gratuita

Estacionamento: R$ 5,00


Lenda da descoberta do café


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Pequena história da bebida


Conta a lenda que há mais de 1300 anos, no território de atual Etiópia, um jovem pastor árabe Kaldi observou uma tarde como suas cabras atuavam de uma forma estranha, correndo e dando saltos como loucas, depois de comer arbustos de frutos vermelhos.

 O pastor, intrigado pelo que ocorria, decidiu levar as mostras de folhas e frutos a um mosteiro chamado Cheodet, onde os monges por curiosidade puseram os grãos para cozinhar. Ao provar a bebida, acharam tão ruim que jogaram ao fogo o que sobrou.

Mas os grãos, à medida que se queimavam, despediam um agradável aroma.

 Os monges tentaram então voltar a preparar uma bebida com os grãos torrados e ficaram fascinados com o resultado.

 Ao tomar-se o café, as orações dos monges já não foram suaves e calmas, mas recitadas em coro com alegria.

 A lenda conta que o abade do mosteiro deu o nome de Kaaba à bebida, que em árabe quer dizer pedra preciosa de cor café.

 Nos 400 anos seguintes, os grãos de café eram apenas mastigados, para obter seu efeito revigorante. Os árabes, no século XIII, foram os primeiros a processar o fruto amadurecido e torrado e dele tirar a bebida.

  O café chegou à América do Sul, no século XVIII, com os franceses que iniciaram plantações nas Guianas. A saída de sementes do país era proibida, pois quem tivesse maior controle estabelecia o monopólio comercial.

 O sargento brasileiro, Francisco de Melo Palheta, foi enviado para resolver uma questão diplomática nas Guianas e, na volta, deveria contrabandear mudas de café para o Brasil. Palheta cumpriu as duas missões: os franceses reconheceram as fronteiras brasileiras e, depois de seduzir a esposa de um governador, o sargento conseguiu algumas sementes que foram trazidas em seu bolso.

O café passou a ser cultivado no norte do Brasil em 1722 e foi se espalhando pelas demais regiões. Atualmente, além do saboroso Café à moda brasileira, existem várias outras receitas de drinks tanto quentes quanto frios que podem ser saboreadas com muito gosto.





Café a gengibre

Ingredientes: 

4 colheres de sobremesa (ou sopa se quiser bem forte) de café moído
1 pitada de gengibre
4 colher de café de mel
4 colher de café de chantilly
Modo de fazer:
Misture o café com o gengibre e prepare o café. Ponha mel nas xícaras. Coloque o café e decore com o chantilly.








Café ao mel

Ingredientes: 

4 colheres de café moído
2 raminhos de canela
mel
Modo de fazer:
Prepare um café normal. Ponha 2 colherzinhas de mel em cada copo e meio raminho de canela. Coloque o café muito quente.









Café com canela


Ingredientes:
4 colheres de sopa de café moído
1 pitada de canela em pó
2 raminhos de canela
Modo de fazer:
Prepare um café expresso. Adicione uma pitada de canela quando bastante quente. Sirva com meio raminho de canela em cada xícara.






 



Café com cardamomo (ou cana-do-brejo)

Ingredientes:

3 xícaras de café forte, quente
sementes de 3 vagens de cardamomo
4 colheres de rum
4 colher de café de açúcar
Modo de fazer:
Esquente um pouco o rum com o cardamomo e açúcar. Agregue o café quente e sirva.








Café com laranja

Ingredientes:

3 xícaras de café forte
¾ xícara de suco de laranja
casca de laranja
4 colheres de sopa de creme
açúcar a gosto
canela em pó
Modo de fazer:
Prepare o café. Tire a casca de uma laranja e coloque-a no café quente, tampe e deixe repousar até que esfrie completamente. Coe e misture com o suco de laranja, com açúcar e creme. Sirva com gelo e agregue canela. Decore com laranja.









Café moka quente

Ingredientes:

2 xícaras de café forte
1 colher de sopa de cacau em pó
4 colheres de sopa de creme de café*
½ xícara de creme de leite batido
gotas de chocolate para decorar
açúcar a gosto
Modo de Fazer:
Misture a cacau e o açúcar no café quente, agregue o creme de café. Decore com creme e gotas de chocolate.











Creme de café


Ingredientes:
1/2 litro de leite
2 gemas de ovo
150 g de açúcar
1/2 colher (chá) de baunilha
1 colher (sopa) de maisena
1 envelope de gelatina incolor sem sabor
2 colheres (sopa) de café solúvel
100 g de chocolate ao leite em barra
200 g de creme de leite

Modo de Fazer:
Bater as gemas e o açúcar, formando uma gemada clara. Misturar ao leite frio, juntamente com a maisena dissolvida em um pouco de água. Levar ao fogo, mexendo sempre até engrossar. Colocar o café e o chocolate em pedaços, misturando vigorosamente ao creme para dissolver. Umedecer a gelatina num prato fundo com 5 colheres de água.
Jogar em seguida meia xícara de água fervente para dissolver. Acrescentar a gelatina ao leite quente, incorporando bem. Juntar o rum e o creme de leite. Distribuir o creme de café em taças de vidro, levando à geladeira por 4 horas. Quando for servir, polvilhar um pouquinho de café solúvel em cada taça. 











Café quente com chocolate


Ingredientes:
1 tablete de chocolate amargo
1 xícara de água quente
4 colheres (sopa) de açúcar
1 pitada de sal
1/4 de xícara de café instantâneo
1 litro de leite
1/2 xícara de creme de leite batido
Noz-moscada
Pauzinhos de canela

Modo de Fazer:
Derreta o chocolate com a água em banho-maria. Acrescente o açúcar, o sal e o café. Retire a panela da água quente e cozinhe diretamente sobre o fogo por cinco minutos, mexendo constantemente. Coloque novamente em banho-maria e adicione lentamente o leite, mexendo sem parar. Aqueça bem. Sirva quente, em canecas, coberto com o creme de leite batido ao ponto de chantilly e uma pitada de noz-moscada. Coloque um pauzinho de canela em cada caneca.






 


Cappuccino caseiro

Ingredientes:

7 xícaras de café forte e quente
2 colheres de sopa rasas de açúcar
9 colheres de sopa de leite em pó
3 colheres de sopa de licor de café
Modo de fazer:
Misture todos os ingredientes no liquidificador até a obtenção de espuma e sirva imediatamente. Decore com canela em pó.









Ponche de café


Ingredientes:
4 pedacinhos de chocolate meio amargo
Açúcar a gosto
4 colheres de sobremesa de creme de leite
4 xícaras de café bem forte
Chantilly, canela e cacau em pó
Raspas de laranja
Modo de Fazer:
Derreter o chocolate, o açúcar e o creme em fogo brado. Juntar o café e levar ao fogo sem deixar ferver. Colocar em xícaras grandes. Guarneçer com chantilly e sobre ele colocar canela, cacau em pó e raspas de laranja.





 





ESPUMANTE DE CAFÉ 


Ingredientes:

1 xícara de café quente
1/2 xícara de creme de leite
1/4 de xícara de chocolate meio amargo partido em pedaços
2 1/2 colheres (sopa) de açúcar
Modo de Fazer:
 Misture o café e o creme de leite. Aqueça bem. Coloque no liquidificador, junte os pedaços de chocolate e açúcar. Tampe bem e bata em alta velocidade por 20 segundos. Despeje em canecas aquecidas. Rende 2 porções. 







Agora algumas receitas geladas de café para o dia que fizer um calorzinho.




 


Café gelado com canela


Ingredientes:

2 ½ xícaras de café extra forte e quente
3 lascas de canela
4 cravos
2 colheres de açúcar
gelo
Modo de Fazer:
Agregue cravo e canela ao café e deixe-o repousar tampado por uma hora. Tire os cravos e a canela, adicione o açúcar e misture bastante. Coloque o gelo em copos e sirva o café.










FRAPÊ DE SORVETE COM CAFÉ


Ingredientes: 
6 colheres (sopa) sorvete de creme
2 xícaras (chá) de leite gelado
2 colheres (sopa) de mel
1 colher (chá) de canela
6 colheres (chá) de café
Modo de Fazer:
 Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva a seguir.





Café sorvete

Prepare um café, adoce-o a gosto e ponha para congelar em cubos. Quando os cubos de café estiverem formados, tire-os do molde e pique-os. Sirva imediatamente em copo alto.


Café gelado

Prepare um café forte e deixe esfriar na geladeira. Quando estiver bem frio, bata-o no liquidificador com gelo picado e açúcar a gosto. Sirva imediatamente.


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