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domingo, 18 de maio de 2014

O gato que caça o rato

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Na crise de 2008, a China não teve problemas de crédito como muitos países. Seu problema, gravíssimo, foi comercial. O motor da economia chinesa eram as exportações para os EUA e para a Europa ocidental, e sua redução levou Pequim a embarcar num projeto contracíclico de investimentos maciços em infraestrutura e de expansão do crédito, particularmente o imobiliário.

A China vive hoje a ressaca desse projeto. Ironicamente, o país que entrou na crise sem problema de crédito passou a tê-lo por causa da expansão exagerada dos financiamentos e criação de bolha imobiliária, como foi o problema americano, num contexto diferente.

Além disso, a ação contracíclica causou grande distorção na alocação de recursos, produzindo projetos ineficientes e excesso de capacidade nos setores imobiliário, industrial e de infraestrutura.

Há um consenso hoje em Pequim de que não se deve persistir naquela estratégia para enfrentar a atual desaceleração econômica. O país é rigoroso no ajuste do mercado de crédito e na transição do modelo exportador --primeiro para o modelo de investimento em infraestrutura e agora para o modelo de desenvolvimento do mercado de consumo doméstico. Um quadro agravado pelo problema agudo da poluição, que pode fechar indústrias no médio prazo.

Esse enfrentamento vigoroso dos problemas é comum na história da China. Ela passou de confucionista --onde a tradição pesava mais do que a ciência e o futuro, congelando o país na Idade Média-- a um país comunista, com o líder Mao Tse-tung impondo processo de destruição sistemática dos valores e da tradicional estrutura política e social, chegando ao extremo de, no conceito de revolução permanente, destruir a estrutura administrativa que ele próprio havia criado. A Revolução Cultural maoista buscou a ciência ideológica, submetendo cada ato e cada passo, não só político, mas também científico e econômico, à matriz ideológica.

Uma vantagem dessa experiência radical foi que chegou aos limites da ideologização da política, da economia e da ciência, levando à desorganização econômica.

Com a ascensão de Deng Xiaoping, em 1978, houve a grande inflexão da economia, simbolizada pela sua frase: "Não me interessa a cor do gato desde que ele cace o rato".

A China passou do extremo ideológico para o pragmatismo, buscando na economia, na ciência e na administração pública as soluções mais eficazes para cada situação específica.

É uma lição para todos, principalmente na América Latina, ainda contaminada, em graus diferentes, por pensamentos ideológicos onde eles não são aplicáveis. O exemplo chinês mostra que o foco na eficiência e no resultado é o melhor caminho para a sociedade. 



(HENRIQUE MEIRELLES - Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/166459-o-gato-que-caca-o-rato.shtml)
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sábado, 29 de março de 2014

A Petrobrás e vampiros do Estado

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Primitiva na ação política, arrogante no exercício do poder, o falso brilhante Dilma Rousseff, durante anos, recebeu dos áulicos e de setores da imprensa chapa branca o diploma de gerente competente. No governo Lula da Silva, presidindo o Conselho de Administração da Petrobras, em 2006, chancelou operação enrolada que sequestrou US$ 1,18 bilhões dos seus cofres. Foi atropelada pelo “Put Option”, cláusula contratual que significa opção de venda e pela “cláusula Merlin” que concedia à empresa belga taxa de retorno de 6,9%, mesmo que o negócio registrasse resultado negativo.

Ao autorizar a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, a Petrobras foi vítima da irresponsabilidade dos seus dirigentes à época. Hoje o valor de mercado da Refinaria é de US$ 180 milhões. E o mais estarrecedor: em 2005, a empresa belga Astra Oil, comprou “Pasadena Refining System Inc” pelo valor total de US$ 42,5 milhões. Denunciada a ‘mutreta’ pelo jornal “O Estado de S.Paulo”,  Dilma Rousseff alegou que “recebeu informações incompletas e um parecer técnico e juridicamente falho.” O corpo técnico da Petrobras a desmentiu dizendo que ela tinha à sua disposição o processo completo da proposta de possível compra da refinaria. E o mais grave: a cláusula “Put Option”, que ela alegou não integrar o processo, é comum em contratos internacionais. Constante em outros que ela mesma aprovou, à exemplo da Refinaria comprada no Japão.

Ao tentar tirar o corpo fora, agora na Presidência da República, quis se eximir de responsabilidade na estranhíssima e milionária negociata. A engenheira Graça Foster, atual presidente da Petrobras, que vem tentando reimplantar um ciclo de moralização na sua administração, lembrou que o debate no Conselho de Administração é sempre intenso e a preparação de uma reunião toma dias e semanas de discussão.

Em palavras objetivas a defesa de Dilma Rousseff agride a verdade. Na época a Petrobrás era a 12ª maior empresa do mundo em valor de mercado, atualmente é a 120ª, com reflexos diretos nos seus programas de investimentos fundamentais para o futuro do desenvolvimento brasileiro. Estrangulando os acionistas minoritários, donos de 48% do seu capital. A desvalorização da empresa vem batendo  recordes seguidos, atingindo o seu caixa pela captura do governo, acionista majoritário, ao impor política de preços de combustíveis irrealista e temerária. Para combater a inflação, a Petrobrás importa derivados de petróleo a preços vigentes no mercado internacional e vende a preços menores para os consumidores brasileiros. Política criminosa praticada pelo governo brasileiro.

Orgulho nacional por várias gerações, a Petrobras nos últimos anos foi aparelhada pela incompetência, desmontando a sua marca histórica de só ter compromisso com o Brasil e menos com os governos de plantão. A crescente frequência na mídia com denúncias de ilicitudes de gradação variável levou o Ministério Público, a Polícia Federal e o Tribunal de Contas da União à investigação de transações suspeitas, destacadamente superfaturamento e evasão de divisas. Os seus quadros de qualificados profissionais de carreira, sentem-se agredidos pelos fatos surrealistas que vem alimentando as manchetes dos meios de comunicação atingindo a sua própria  história. Corrupção e desvios na execução de obras e contratos vêm colocando a empresa em roteiro perigoso.

Enfraquecer a Petrobras é crime de lesa pátria. Ela é o maior símbolo nacional de competência dos brasileiros na construção do seu futuro. Os seus servidores, em todos os níveis, trabalham com a mística devocional de estar servindo a Pátria. Respeitada internacionalmente pelo padrão de excelência em tecnologias inovadoras construídas pelos seus quadros técnicos, responde por 12% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. É responsável por programa de investimentos maior do que o da União. Igualmente responsável por 13% do total arrecadado com impostos pelo governo federal e 17% do ICMS pago aos Estados. Não pode continuar frequentando, recorrentemente, a lista de escândalos em que a Refinaria de Pasadena não é fato isolado.

Em setembro de 2005, o presidente Lula da Silva, associou-se à Venezuela para a construção em Pernambuco, da Refinaria Abreu Lima. O governo Hugo Chaves, logo depois, desistiu da  associação. Seria inaugurada em 2009, mas ainda está sendo construída. O investimento previsto seria de US$ 2,5 bilhões. Ao seu final o preço total será de US$ 20 bilhões. Resta indagar qual o insondável mistério, para a elevação do custo em quase dez vezes? Levando Graça Foster, presidente da empresa a afirmar: “Exemplo a ser estudado para que jamais volte a acontecer na companhia”. Sanear a Petrobrás, impedindo o seu loteamento político, que vem causando mutilação à sua imagem e prejuízo de vários bilhões de reais para a economia brasileira, vem sendo a luta da sua atual administração, com notórias resistências no Palácio do Planalto.

Não é sem propósito que muitos brasileiros, com ironia, pedem que rebatizem a planta petrolífera norte americana com o seu nome certo: “Refinaria Passeagrana”. Para felicidade do Barão Albert Frére, o empresário mais rico da Bélgica, especulador internacional e dono da Refinaria de Pasadena, pelo ganho de US$ 1 bilhão obtidos do governo brasileiro, com a conta repassada para a Petrobras. Ele próprio, assim se definiu, em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo” (22-03-2014). 
 
Respondeu a duas perguntas: Como definiria Albert Frére? E ele: 
 
“É um financeiro parasita que compra e vende sociedade, um parasita das finanças do Estado. É um vampiro do Estado. 
 
Enriquece graças ao Estado, seja o Estado belga, o francês...” Ou o Estado brasileiro? 
 
E ele: “Sim, ou o Estado brasileiro.”

(Hélio Duque - Fonte:http://www.alertatotal.net/2014/03/a-petrobras-e-vampiros-do-estado.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+AlertaTotal+%28Alerta+Total%29)


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sábado, 29 de setembro de 2012

Revelações de Marcos Valério afetam imagem do ex-presidente no exterior

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Divulgadas por VEJA, as revelações de Marcos Valério que empurraram o ex-presidente Lula para o pântano do mensalão foram noticiadas com destaque em vários países. Confira oito exemplos:


Espanha: "O principal acusado do 'julgamento do século' acusa Lula de ser 'chefe' da trama de compra de votos"

Chile: "Réu afirma que Lula 'era o chefe' da rede de corrupção julgada no Brasil"

Panamá: "Lula 'era o chefe' da quadrilha julgada no Brasil"

França: "No Brasil, o operador do escândalo dos anos Lula afirma que o chefe de Estado sabia de tudo"

Argentina: "Lula é acusado de ter liderado uma enorme rede de corrupção"

Honduras: "Lula é acusado de chefiar rede de corrupção"

México: "Empresário acusado por corrupção envolve Lula na fraude"

Venezuela: "Lula é acusado de ser 'o chefe' da corrupção no Brasil"

sábado, 22 de setembro de 2012

Ministério Público pede bloqueio de bens de Lula

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Por uso de dinheiro público para promoção pessoal

O Ministério Público Federal (MPF) de Brasília pediu à justiça o bloqueio dos bens do ex-presidente Lula da Silva, a quem acusa de improbidade administrativa por ter usado verba pública com claro intento de promoção pessoal.

O bloqueio de bens tem como finalidade garantir a devolução aos cofres públicos de quatro milhões de euros que Lula, segundo o MPF, usou indevidamente.

A ação interposta pelo MPF refere-se ao gasto desses quatro milhões de euros com a impressão e o envio pelo correio de mais de dez milhões de cartas enviadas pela Segurança Social a reformados entre Outubro e Dezembro de 2004, segundo ano do primeiro mandato de Lula.

A missiva avisava os reformados que um convénio estabelecido entre a Segurança Social e o até então desconhecido Banco BMG lhes permitia a partir de então pedirem empréstimos a juros baixos e sem qualquer burocracia àquela instituição bancária, com o desconto das parcelas sendo feito directamente nas reformas.

Até aí não haveria problema, não fossem dois detalhes, que chamaram a atenção dos promotores. O BMG, único banco privado a ser autorizado na altura a realizar esse tipo de empréstimo, conseguiu a autorização em menos de duas semanas, quando o normal seriam vários meses, e as cartas, simples correspondência informativa, eram assinadas por ninguém menos que o próprio presidente da República, algo nada comum para esse tipo de aviso.

Para o Ministério Público, não há dúvida de que Lula e o então ministro da Segurança Social, Amir Lando, que também assinou as cartas e é igualmente acusado na ação, usaram a correspondência para obterem promoção pessoal e lucro político e que a ação do presidente da República favoreceu a extrema rapidez com que o BMG conseguiu autorização para operar o negócio, desrespeitando as normas do mercado. A 13.ª Vara Federal, em Brasília, a quem a ação foi distribuída, ainda não se pronunciou sobre o pedido do MPF.



(Domingos Grilo Serrinha, Correspondente no Brasil - Correio da Manhã (Portugal) - Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/ministerio-publico-pede-bloqueio-de-bens-de-lula)
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O mensalão aos olhos do mundo

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Veja como a imprensa internacional enxergou o começo do julgamento do mensalão:




O diário britânico The Guardian ilustrou com uma foto do ex-ministro José Dirceu a reportagem sobre 'o julgamento do século' no Brasil
O americano Chicago Tribune informou que o desfecho do escândalo pode comprometer o legado de Lula
O site da rede britânica BBC noticiou o começo do julgamento em sua página principal
A emissora americana CBS enxergou no julgamento "um sinal positivo" para um país historicamente marcado pela corrupção impune
A agência americana Bloomberg abriu sua reportagem com uma interrogação: José Dirceu pode acabar na cadeia?
O argentino La Nación referiu-se ao caso como "o julgamento do século" e assim definiu o mensalão: "um gigantesco esquema de compra de apoio político com fundos públicos, que envolveu altos funcionários do Partido dos Trabalhadores (PT) e afetou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva".
O jornal paraguaio 'La Nación' ilustrou a reportagem com uma foto de Lula e registrou que, no grupo de réus, figuram ex-ministros, ex-deputados, empresários e banqueiros
O espanhol ABC considerou o caso "um escândalo sem precedentes, o maior da história brasileira"
A agência italiana Ansa destacou a participação de José Dirceu no esquema
A biografia de Lula publicada no The New York Times registra a pressão exercida pelo ex-presidente sobre o ministro Gilmar Mendes para adiar o início do julgamento
O Wall Street Journal enfatizou que o escândalo de corrupção não é prejudicial apenas à imagem do PT, mas também ao "popular ex-presidente Lula"
Em primeiro de agosto, a publicação italiana Corriere Della Sera noticiou o início do julgamento do mensalão
O jornal francês Le Monde noticiou a entrevista de Marcos Valério a VEJA

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Site do "Financial Times" publica artigo com críticas a Dilma

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O jornal "Financial Times" publicou ontem, em sua versão digital, um artigo intitulado "Dilma: Agony Aunt to the European Union".

O termo "agony aunt" se refere, em inglês, a colunistas especializados em conselhos sentimentais - em geral, uma senhora mais velha, daí o "aunt" ("tia"). Daí, também, a ironia do texto.




Virginia Mayo/Associated Press 
Dilma, à esquerda, concede entrevista coletiva ao lado de Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu


"O país ranqueado em 152º pelo Banco Mundial por seu pesado sistema tributário está aconselhando contra impostos restritivos", escreve a autora, Samantha Pearson.

A crítica é uma reação à advertência feita por Dilma na segunda-feira, durante visita à Europa. Não pela primeira vez, ela fez duras críticas ao modo com que os países desenvolvidos vêm controlando suas finanças.

"Políticos brasileiros recentemente têm tomado a si a resolução da crise financeira internacional, distribuindo conselhos", diz o texto.

O artigo aponta Guido Mantega, ministro da Fazenda, como "pioneiro" nessa prática, após ter feito discursos inflamados acerca da guerra cambial e propor, em setembro, um pacote de resgate ao euro vindo dos Brics.

Pearson escreve sobre a surpresa trazida pela "sugestão de que o Brasil deveria resgatar países [...] cujo PIB per capita é três vezes maior do que o seu próprio".

O artigo aponta que a posição do país, além de não ser realista, é também hipócrita.

"Dilma recentemente falou sobre a necessidade de combater o protecionismo apenas uma semana após aumentar impostos sobre carros estrangeiros em colossais 30 pontos percentuais."






(http://www1.folha.uol.com.br/mundo/985522-site-do-financial-times-publica-artigo-com-criticas-a-dilma.shtml)

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Embaixador dos EUA aponta corrupção no governo Lula

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Carta de embaixador dos EUA mostra preocupação com corrupção no governo Lula


Documento de diplomata americano foi revelado pelo site WikiLeaks esta semana


A diplomacia americana considera que a corrupção durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva era "generalizada e persistente" e atingia todos os Três Poderes. A avaliação foi revelada em uma carta enviada há um ano e meio pelo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, ao procurador-geral americano, Eric Holder.
Na carta, que servia como uma preparação para a visita de Holder ao Brasil, Shannon fez ainda um raio X da Justiça brasileira, acusando-a de "despreparada" e "disfuncional". O documento foi revelado esta semana pelo WikiLeaks.
Essa não é a primeira revelação sobre os comentários da diplomacia americana sobre a corrupção no Brasil. Documentos de 2004 e 2005 revelaram a mesma preocupação e mesmo o risco de os escândalos do mensalão acabarem imobilizando o governo.
Mas o que fica claro é que, mesmo no último ano do governo Lula, a percepção americana não havia mudado sobre a presença da corrupção na administração. E o fenômeno não se limitaria aos Três Poderes. Segundo Shannon, as forças de ordem também seriam prejudicadas por "falta de treinamento, rivalidades burocráticas, corrupção em algumas agências e uma força policial muito pequena para cobrir um país com 200 milhões de habitantes".
Outra constatação da diplomacia americana foi sobre os problemas enfrentados pela Justiça no Brasil. "Apesar de muitos juristas serem de alto nível, o sistema judiciário brasileiro é frequentemente descrito como sendo disfuncional, permeado por jurisdições que se acumulam, falta de treinamento, burocracia e atrasos", escreveu o embaixador.
Para Shannon, "polícia, procuradores e juízes precisam de treinamento adicional" no Brasil. "Procuradores e juízes, em especial, precisam de treinamento básico para ajudá-los a caminhar em direção a um sistema acusatório mais eficiente", escreveu.
Cooperação. 

A preocupação não se limita a comentários distantes sobre a situação no Brasil. Shannon deixa claro que são os interesses americanos que podem sair prejudicados. "Com seu crescente papel econômico e diplomático, os interesses americanos em termos de Justiça no Brasil também aumentam, já que o incremento do comércio, viagens, comunicação e finanças no Brasil também trazem oportunidades de exploração criminosa."
O diplomata aponta que a cooperação na área de Justiça com o Brasil é considerada no governo Obama como uma das prioridade para permitir que os Estados Unidos "atinjam seus objetivos na América do Sul". Para isso, sugere programas para o treinamento de juízes e policiais para lidar com o crime organizado.
A ajuda não seria desinteressada. "Procuradores e juízes precisam treinamento especializado em áreas de especial interesse para os EUA: gangues, crime organizado, drogas, tráfico de pessoas e lavagem de dinheiro, escreveu.

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quarta-feira, 16 de março de 2011

À sombra da catástrofe nuclear

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O desastre nuclear em Fukushima, Japão, continua a se agravar. Múltiplas explosões fizeram saltar os tetos e paredes externas de reatores da usina e uma luta heróica está em curso, para prever o pior. Durante vários dias, as autoridades tentaram tranquilizar o público. Agora, pedem ajuda.


Para obter respostas independentes sobre os riscos enfrentados pela população, o Global Post entrevistou Arnold Gundersen, de 39 anos, ex-veterano da indústria nuclear. Hoje professor de Física e Matemática em Kent, Gundersen trabalhou como operador de usina nuclear e atuou como especialista na investigação do incidente de Three Mile Island, nos EUA.



Autoridades japonesas afirmam que a possibilidade de uma emissão
de radiatividade em larga escala é pequena. Você concorda?


Arnold: Temo que a possibilidade seja de 50%, o que não considero “pequeno”.


Qual a base do seu cálculo?


Arnold: Há diversas razões. Temos três reatores envolvidos. Além disso, a radiação já está sendo captada por aviões a 150 quilômetros
de distância e na cidade. Se for cada vez mais difícil controlar estas instalações, as tentativas de conter a contaminação irão falhar. Isso
resultaria no lançamento rápido de enormes doses de radiação.


O New York Times relata que as emissões radiativas poderiam durar semanas ou meses. Que preocupação isto causa? Em que momento um reator no estado dos de Fukushima torna-se menos perigoso?


Arnold: A reação em cadeia foi interrompida. Ela durou dois segundos. Mas os isótopos radiativas ainda estão se desintegrando. O processo durará pelo menos um ano. Por isso, é preciso reduzir em muito a pressão dos reatores, a cada dia. Isso exige liberar isótopos radiativos, também.O New York Times está certo quando afirma que cada reator – três dos quatro da usina – precisará abrir válvulas todos os dias para garantir a queda de pressão. E haverá radiações destas instalações por pelo menos um ano.


Quais as ameaças para as saúde?


Arnold: Em 90 dias, os riscos causados pela iodina radiativa desaparecerão, porque ela se desintegrará. Mas os isótopos mais nocivos – césio e estrôncio – durarão 30 anos. E são voláteis.

 
No acidente de Three Mile Island, estrôncio foi detectado a 220 quilômetros do reator. Termina no leite das vacas e não desaparece por 300 anos. As emissões dos reatores japoneses vão durar um ano e conterão elementos que permanecerão na natureza por três séculos, no melhor dos casos. Se houver uma explosão, será muito pior.


O grande risco num acidente nuclear é que o calor torne-se intenso a ponto de romper a blindagem de aço, lançando enormes doses de radiação. Você diz que este risco é, atualmente, de 50%. 

Quais seriam as consequências, se o pior ocorresse?

Arnold: De alguma forma, as blindagens já se romperam. Iodina radiativa e césio foram encontrados na natureza, porque o primeiro
reator explodiu. Sua presença na atmosfera é uma indicação clara da ruptura.


O vazamento é de 1% dos isótopos radiativos gerados, por dia? Provavelmente. Nestas condições, ele afetará as cidades a um raio de 3 quilômetros. Acho que ninguém poderá voltar a elas em cinco anos. Num raio maior, de 20 quilômetros, acredito que o isolamento tenha de chegar a seis meses. Tudo isso na melhor hipótese, a de que se evite um derretimento. Se ele ocorrer, não poderá haver ninguém,
num raio de 30 quilômetros, por dez ou quinze anos.


Por que o isolamento?


Arnold: Nas regiões contaminadas, haverá alta incidência de câncer. As águas subterrâneas serão atingidas. Com um derretimento, tudo, a quilômetros de distância do reator, será contaminado.


Qual seria a rapidez da contaminação da água?


Arnold: Em Chernobyl houve um derretimento e a faixa de águas subterrâneas contaminadas está aos poucos expandindo-se até Kiev,
uma cidade muito grande distante cerca de 130 quilômetros. Não é algo fácil de mitigar.


É um problema grave num país como o Japão, muito populoso e com área relativamente reduzida.


Arnold: Claro.


Você afirma que a blindagem já foi afetada, ao contrário do que dizem as autoridades japonesas. Como você pode
saber que está certo?


Arnold: Há iodina radiativa e césio no ambiente. É uma indicação de que os reatores estão vazando. Exatamente quanto, é difícil dizer.
Não posso entender como estas autoridades podem dizer que as emissões são baixas, sem ter os instrumentos operando. É muito difícil determinar os níveis de radiação e de pressão.

O Japão e sua indústria nuclear fizeram investimentos muito pesados em energia nuclear. Também depois de Three Mile Island e de
Chernobyl, afirmou-se que não haveria problemas, até que eles apareceram. Por isso, não acredito muito em pronunciamentos oficiais na primeira semana de um acidente.

Significa que as pessoas com acesso a informação têm interesses em tornar as informações tão tranquilizadoras quanto possível?


Arnold: Sim, além disso de as autoridades buscarem evitar o pânico. Há o interesse financeiro de longo prazo em minimizar o impacto.
Perde-se transparência, no processo de construção da informação. Estamos todos lidando com informações de segunda mão.
Ouvi de uma fonte que o segundo reator não pode ser ventilado, porque o ventilador quebrou. Não sei se é verdade ou não. Goste de
ter ao menos duas fontes. Mas o acidente ainda não terminou. E ele pode agravar-se, antes de começar a se dissipar.


Se o sistema de ventilação estiver quebrado, a pressão continuará subindo, até que algo catastrófico ocorra?


Arnold: Neste caso, sim.


Tivemos explosões em dois dos prédios onde os reatores estão instalados. Você operou reatores nucleares. Num caso como este, as salas de controle seriam afetadas pelas explosões? E como é possível continuar controlando os reatores, em tais circunstâncias?


Arnold: Sim, as salas de controle estão quase totalmente inabitáveis. Os operadores devem estar usando cilindros de oxigênio, para
não respirar ar contaminado depois que a ventilação falhou. A sala de controle fica muito próxima aos reatores, provavelmente a uns 60
metros. Duvido que seja possível fazer muita coisa por lá. Estão contaminadas, seu ar não pode ser respirado. E é muito difícil fazer algo usando um cilindro de oxigênio e roupas parecidas com uma bolha.


Nesse caso, como se reduz a pressão? Os técnicos estariam sendo enviados ao reator, para realizar tarefas manualmente?


Arnold: Podem mandar gente para abrir manualmente uma válvula. Mais tarde, esta pessoa terá de voltar para fechá-la, também com
as mãos. Num terreno de radiação intensa, é possível fazer poucas viagens antes de se expor aos limites máximos de radiação. Os
trabalhadores recebem doses muito grandes, em curtos períodos. Não se pode expô-los a muitas tarefas, para não liquidar sua saúde. É um trabalho altamente especializado.


As doses a que os trabalhadores estão sendo submetidos os afetarão?


Arnold: Os riscos de desenvolverem câncer aumentará dramaticamente porque, de qualquer forma, as doses diárias que recebem superam as que se pode sofrer num ano. Para cada 250 rem recebidos, haverá um câncer. É um dado muito bem estabelecido. Entre um grupo submetido a 2,5 rem, haverá um câncer para cada cem pessoas.


A esta altura, Tóquio está a salvo?


Arnold: O vento dilui e espalha a radiação. Tóquio está distante. Mas a Alemanha também não fica perto de Chernobyl, e o solo em
algumas partes da Alemanha foi tão contaminado que ainda se proíbe a caça de javalis, 25 anos depois.
Ressalto que, no caso japonês, não temos medidas acuradas. Um avião cargueiro norte-americano passou a 160 quilômetros do
acidente, e a tripulação recebeu, em uma hora, a dose de radiação que normalmente receberia em um mês.

A radiação pode chegar aos Estados Unidos?


Arnold: Ela certamente chegará. Chernobyl chegou aos Estados Unidos. A questão é: quanta radiação? Não há dados para prever.

 
Há riscos de contaminação dos alimentos?

 
Arnold: No Japão, certamente.


(David Case, do Global Post - Tradução: Antonio Martins - Publicado originalmente no site Outras Palavras - http://www.outraspalavras.net/2011/03/15/a-sombra-da-catastrofenuclear)
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quarta-feira, 2 de março de 2011

Entidade pede a Obama fim de visto para Brasil

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O fim da obrigatoriedade de visto para brasileiros que viajam aos Estados Unidos está em pauta. Em visita ao Brasil, entre os dias 19 e 20, o presidente Barack Obama pode anunciar tal dispensa, que beneficiaria também os norte-americanos. 

Em geral, se a rejeição de vistos recua a níveis inferiores a 5%, o país emissor de turistas para os Estados Unidos entra no Visa Waiver Program, programa que dispensa a necessidade de carimbo no passaporte.
De acordo com números divulgados pela U.S. Travel Association no evento Pow Wow, em maio de 2010, a rejeição de vistos para brasileiros já estava em patamares compatíveis com a dispensa. 

E a questão é, antes de tudo, econômica: turistas provenientes do Brasil (890 mil em 2009) gastaram US$ 4,4 bilhões nos EUA. No mesmo período, 13 milhões de mexicanos foram ao país e gastaram um total estimado em US$ 8 bilhões. 

Em 2009, ainda segundo dados da U.S. Travel Association, que reúne a indústria do turismo norte-americana, os EUA receberam 54,9 milhões de visitantes estrangeiros. 

A lista dos 20 maiores mercados de 2009, incluindo os fronteiriços México e Canadá, colocou o Brasil em 7º lugar. Novos números mostram que, em 2010, 1,2 milhão de brasileiros foi aos EUA (aumento de 35% em relação a 2009). 

O que chama a atenção não é o número absoluto de brasileiros nos EUA, mas, sim, o montante dos gastos e o crescimento. 

RECIPROCIDADE
 
Para Luiz de Moura Jr., vice-presidente internacional da U.S. Travel Association, o crescimento do número de turistas brasileiros nos EUA poderia até dobrar se o visto viesse a ser abolido. 

Diante da divulgação dos números no Pow Wow, ele disse à Folha que "o caminho deve ser o do entendimento" e que, "graças à reciprocidade, norte-americanos, que enfrentam dificuldades semelhantes para obter visto de entrada no Brasil, seriam beneficiados". 

Moura Jr. divulgou ontem estimativa para 2011, que projeta 17% mais turistas brasileiros nos Estados Unidos (totalizando 1,4 milhão de viajantes). 

Os EUA viveram queda de visitantes no período 2008/ 2009. No geral, as cidades norte-americanas mais usadas como portas de entrada foram Nova York, Miami, Los Angeles, Newark (ao lado de Nova York) e Honolulu. 

Entre brasileiros, em 2009, as cidades mais visitadas foram Miami, Orlando e Nova York. 


(Silvio Cioffi - http://www1.folha.uol.com.br/mercado/883118-entidade-pede-a-obama-fim-de-visto-para-brasil.shtml)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Suíça diz não ao desarmamento em plebiscito histórico

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A pacata e civilizada Suíça é o hoje um dos países mais armados do mundo, rivalizando talvez com os EUA, e no que depender de sua população continuará assim por muito tempo.

Com quase 60% dos votos, a propostas de restrições à posse de armas na Suíça foi rejeitada pela população em plebiscito realizado neste domingo que guardou impressionante semelhança ao referendo brasileiro de 2005.

Lançada em 2006, por uma ampla coalizão de ONGs, sindicatos, pacifistas e partidos de centro-esquerda a iniciativa pretendia introduzir regras extremamente rigorosas para a posse de armas e um cadastro nacional e centralizado para todas armas de fogo.

Mas essa ideia de registro nacional já havia sido recusada pelo governo e pelo Parlamento, em especial devido ao seu custo. Somado a isso está também o receio de que o cadastro seja usado para outros fins que não apenas o controle.

Cartazes espalhados por toda a Suíça, debates públicos calorosos, brigas sobre estatísticas controversas e uma enxurrada de cartas de leitores aos jornais, marcaram o período que antecedeu o plebiscito.

Para Bene Barbosa, presidente da ONG Movimento Viva Brasil e um dos coordenadores da campanha do "NÃO" no referendo de 2005, a semelhança entre os processos e o resultado no Brasil não causam espanto: "Somos países diferentes, com culturas diferentes, mas a necessidade de defesa é universal. É um direito natural de todo ser humano. É absurda a ideia que uma minoria pode tirar isso de todos."

Mas as semelhanças não param por aí. Em período anterior ao referendo as pesquisas apresentadas pelas ONGs pró-desarmamento apontavam para uma vitória folgada pelas restrições. Tal qual aconteceu no Brasil, o resultado foi exatamente oposto.

"Há uma grande diferença entre opinião popular e opinião publicada. Fato explicado bem pela teoria da Espiral do Silêncio, onde um indivíduo se priva de tomar uma posição achando que o seu grupo de convivência tem opinião dominante oposta," explica Barbosa.

De acordo com analistas suíços, esse foi mais um duríssimo golpe nos militantes pró-desarmamento de todo o mundo nos últimos anos. O primeiro foi a derrota no referendo brasileiro de 2005, mas não demonstram vontade de parar. Aguardemos então qual será o país escolhido para o próximo embate. 








(www.movimentovivabrasil.com.br)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

WIKILEAKS - Guerra cibernética

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(BR Press) - A notícia das manchetes dos últimos dias sobre a prisão de Julian Assange, o fundador do WikiLeaks,  provocou reações no mundo todo. Está em cheque a falta de transparência de vários governos, mas principalmente do Império americano. Pelo que se pode perceber, não há mais “segredos de Estado” que não possam ser colocados no ventilador.

O australiano de 39 anos mais procurado do mundo, até mais do que Bin Laden, sacudiu as estruturas do poder em escala global. A polêmica começou com a divulgação de documentos diplomáticos e do Departamento de Estado dos Estados Unidos, onde estão desnudados os bastidores das relações internacionais.

Procura-se

A alegação desta “procura global”, é de que ele tenha cometido crimes sexuais na Suécia... Na Suécia????? Desde o início do século 20, a Suécia é um país onde a liberdade sexual se caracteriza como sendo um dos pilares que a distingue como sociedade livre. E justamente Julian Assange ser condenado por crime sexual num país em que a sexualidade e a sua derivada liberdade de escolha, fazem parte da educação das crianças desde a sua gestação?  

Como aconteceu?

Anna Ardin organizou um seminário sobre os meios de comunicação e convidou Assange. Este aceitou o convite para participar em agosto passado, em Estocolmo; ela o hospedou em sua casa, inclusive lhe oferecendo uma festa no dia 14 de agosto. Sofia Wilen ficou impressionada com Assange durante o seminário (sentou-se na primeira fila) e o abordou. Saíram, foram ao cinema e depois para sua casa. 

Anna e Sofia. Ambas se conheciam, hospedaram Assange em suas casas, se relacionaram com ele e foram juntas denunciar Assange por crime sexual. Peças de um quebra-cabeça que não se encaixam.
E agora?

 Julian Assange ficará preso em Londres até o dia 14 de dezembro. Muitos ofereceram dinheiro para pagar sua fiança (o cineasta Ken Loach, o jornalista investigativo John Pilger, a herdeira milionária Jemina Khan), que foi negada pelo juiz, alegando que ele poderia fugir.

De acordo com o jornal  Independent, que cita fontes diplomáticas, as autoridades de Washington começaram negociações informais com as autoridades suecas sobre a possibilidade de entregar o fundador de WikiLeaks para a justiça americana. 

O ministro sueco das relações Exteriores, Carl Bidt, desmentiu tais informações veementemente: ”Temos um sistema judiciário independente, que age de modo independente, conforme a Lei e que não tem nenhuma ligação com as autoridades políticas suecas ou outras autoridades”. 

O advogado de Assange no Reino Unido, Mark Stephens, anunciou o risco de “forças ocultas em ação” na possibilidade da extradição de seu cliente para a Suécia.

Apoio global

Após o início da perseguição internacional a Assange, seus seguidores e colaboradores tomaram medidas para proteger o site WikiLeaks, que já foi clonado em mais de 700 websites, para impedir que o material possa desaparecer da internet.

E o próprio Assange distribuiu, por meio da internet, um arquivo codificado que contém todos os endereços diplomáticos dos Estados Unidos, assim como informações adicionais de outros governos, cujo conteúdo ficará acessível caso lhe aconteça algo.

Ataque virtual em massa

Um movimento, denominado 'Anonymous', lançou a operação sob o nome 'Payback' (devolução) citando uma campanha contínua contra "organizações inimigas da liberdade".

A chamada do  'Anonymous' para atacar as páginas de PayPal, Visa, Mastercard e outras relacionadas com o caso WikiLeaks e seu criador começou na segunda-feira (06/12). Bloquearam a página da web de Mastercard depois que a empresa anunciou terça-feira que não administraria mais os pagamentos para a organização dedicada à filtragem  de documentos diplomáticos estadunidenses.

O ataque a Mastercard é o movimento mais potente em defesa de Assange, mas não é o único. O grupo ataca há várias horas também os sistemas informáticos dos advogados suecos das duas mulheres que acusam Assange de abuso sexual, em represália pelas  medidas tomadas,  e da Promotoria da Suécia por pedir sua extradição.

Pressão

Atacaram terça-feira a página web de Schweizer Post, o banco suíço que no dia anterior fechou a conta do fundador de WikiLeaks, Julian Assange, por ter sido acusado de facilitar para ele um domicílio suíço.
"Como organização, sempre mantivemos una postura firme em relação à censura e à liberdade de expressão e enfrentamos aqueles que tentam destruí-las por qualquer método”, afirmou um membro do 'Anonymous' à BBC.

Um dos principais doadores de fundos para WikiLeaks, a fundação Wau Holland, anunciou medida legal contra o fechamento, sem aviso prévio, de sua conta no servidor online do Paypal, bloqueando 10 mil euros em doações. O Paypal reconheceu que recebeu pressão dos Estados Unidos para cortar suas relações com WikiLeaks  "O Departamento de Estado nos afirmou que era ilegal. Foi muito direto", afirmou um membro da empresa.

Homem do ano

Numa pesquisa com leitores da revista Time para eleger o "Homem do Ano", Assange recebeu cerca de 300 mil votos – cerca de 80 mil a mais que o primeiro ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e mais de 160 mil à frente da cantora Lady Gaga. 

Daniel Ellsberg, o “garganta profunda” que em 1971 revelou ao New York Times as mentiras de Estado sobre o  Vietnam (“Pentagon Papers”), considera Assange o herói do nosso tempo: "Esperei durante 40 anos – disse ele – para ver alguém derrubar os segredos de Estado a ponto de mudar o rumo da história".

Um novo ator

A constatação é clara. Muito do que aprendemos sobre Relações Internacionais desde o fim da Guerra Fria, não serve mais para o mundo tal como se apresenta hoje, pois os parâmetros mudaram radicalmente nos últimos anos.

Indubitavelmente, o valor informativo desses documentos revelam uma série de fatos que servirão para uma melhor compreensão de alguns conflitos e personalidades que afetam de modo determinante a vida de muitos em vários países.

Novos atores condicionam as Relações Internacionais, tais como o fenômeno WikiLeaks, combinado com a força dos meios de comunicação (que usaram de forma responsável tais informações) e plasmam inúmeros requisitos acerca dos métodos para conduzir as relações diplomáticas no futuro.

A multiplicidade de conexões em rede nos leva à experiência de um novo tipo de modus operandi para o qual os governos deverão estar preparados no futuro. E para proteger e defender a soberania, deverão preparar-se para um novo tipo de guerra: a guerra cibernética. A guerra da informação.

Nem mesmo os mais visionários como Marshall McLuhan (autor da ideia de Aldeia Global) ou Samuel Huntington (autor de O Choque das Civilizações) teriam previsto um fenômeno como este. Um fenômeno sem volta.

Lembro-me da entrevista para apresentação de  meu projeto de doutorado, na USP em 1999. O conteúdo tratava  da comunicação /informação como um novo ator nas Relações Internacionais. Inesquecível a expressão de desdém do Prof. Dr. que me entrevistou: “Mas o que é que tem a ver 'comunicação' com Relações Internacionais, mocinha?” 

Será que ele ainda mantém a mesma opinião?

(Leda Lu Muniz trabalhou durante 15 anos na área de Relações Institucionais e Internacionais da União Europeia, é mestre em Sociologia, especialista em Política Internacional, pesquisadora, consultora e analista de Relações Internacionais. Contato: e-mail colunistas@brpress.net Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , Blog do Leitor e twitter@brpress.net Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Olha o site da FARC aí, gente! Saudando a nossa presidente!

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Compatriota DILMA ROUSSEFF


Presidenta electa del Brasil


Desde las montañas de Colombia, nuestro saludo cordial, bolivariano, con anhelo de Patria Grande.


Permítanos adherimos a la justificada alegría del gran pueblo de Luis Carlos Prestes, ante el hecho relevante de tener, por primera vez en la historia del Brasil, una presidenta; una mujer ligada siempre, a la lucha por la justicia. 

Presidenta Dilma, para usted, nuestro aplauso y reconocimiento.


Su exaltación a la presidencia de la República Federativa, sumada a su pública convicción de la necesidad de una salida política al conflicto interno de Colombia, ha centuplicado nuestra esperanza en la posibilidad de alcanzar la paz por la vía del diálogo y la justicia social.


Estamos seguros que la nueva presidencia del Brasil jugará papel determinante en la aclimatación de la paz regional y en la hermandad de los pueblos del continente.


De usted, atentamente,


Secretariado del Estado Mayor Central de las FARC-EP
Montañas de Colombia, Noviembre 1 de 2010

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Nota do Blog: Se duvidar da autenticidade da postagem, visite o site das FARC e confira a homenagem feita a "cumpanhera" Dilma:

http://wwww.farcejercitodelpueblo.org/site/editorial/compatriota-dilma-rousseff
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

KUHNER: The Soros empire - O império de Soros

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Mugshot
Illustration: Soros by Alexander Hunter for The Washington Times

 

Billionaire megalomaniac undermines American values



George Soros is back. The leftist billionaire wrote a column this week calling for the legalization of marijuana. In the Wall Street Journal's op-ed pages, Mr. Soros supports California's Proposition 19, the ballot initiative that would legalize the possession of small amounts of marijuana and its domestic cultivation.

Proposition 19 is a major step toward Mr. Soros' ultimate goal: the legalization of almost all hard drugs - including cocaine and heroin. This is a cause Mr. Soros has pushed - and bankrolled - for decades. It would take America closer to his vision of a European-style permissive social democracy.

The prevalence of drugs threatens the very fabric of our society, destroying the lives (and brains) of millions of Americans. It also fosters child abuse, domestic violence, crime, illegitimacy, AIDS and social breakdown. It is a public scourge whose use should not be encouraged or legally sanctioned, but eradicated.

The fact that legalization would result in more drug-induced deaths and higher addiction rates, especially among children and teenagers, means nothing to Mr. Soros. He champions the culture of death. Abortion, atheism, pornography, gay marriage, euthanasia and doctor-assisted suicide - these are the issues central to Mr. Soros' progressive agenda.

Media elites pay little attention to Mr. Soros and his nefarious activities because they share his political philosophy. Hence, they refuse to shine a spotlight on his secretive, rapacious and immoral behavior. They are complicit in covering up his shady, manipulative and destructive business dealings and his extreme neo-Marxist views.

Mr. Soros is the sugar daddy of the Democratic Party and the modern left. His net worth is more than $7 billion. He is one of the richest and most influential men in the world.

Almost every major liberal organization, think tank or media outlet has been the beneficiary of Mr. Soros' largesse. The Nation magazine, Mother Jones, Media Matters, MoveOn.org, NPR and the Center for American Progress - all together they have received tens of millions of dollars from the financier. They serve as front groups and propaganda vehicles to promote Mr. Soros' brand of transnational socialism.

He has poured hundreds of millions into the former communist bloc. The former Soviet empire has thus become the Soros empire. Mr. Soros has worked behind the scenes to destabilize and influence governments such as Croatia, Slovakia, Serbia, Georgia, Kosovo and Ukraine. In the process, he has plundered countries' natural resources.

Mr. Soros is a liberal imperialist who seeks to erect one-world government. He is a rabid anti-capitalist. He favors high taxes, lavish public spending, welfare statism, massive redistribution of wealth to the poor and a tightly controlled international regulatory financial system. He despises nationalism and the West's Judeo-Christian heritage. His aim is to usher in a new global order - one based on scientific materialism and progressive social engineering.
He champions amnesty for illegal immigrants and erasing our borders with Mexico and Canada. In his view, religion, nation-states and the family are repressive, antiquated institutions that must be abolished. He is the enemy of democracy and America.

(http://www.washingtontimes.com/news/2010/oct/28/the-soros-empire/)



O império de Soros

George Soros* está de volta. O bilionário esquerdista escreveu uma coluna* esta semana, defendendo a legalização da maconha. Nas páginas de opinião do Wall Street Journal, o Sr. Soros apóia a Proposta 19* da Califórnia, o referendo que pode legalizar a posse de pequenas quantidades de maconha e seu cultivo doméstico.
A Proposta 19 é um grande passo em direção ao objetivo final do Sr. Soros: a legalização de quase todas as drogas pesadas - incluindo a cocaína e a heroína. Esta é uma causa que o Sr. Soros mascateia - e banca - há décadas. Ela deixaria a América mais próxima de sua visão de uma social-democracia permissiva de estilo europeu.

A praga das drogas ameaça o próprio tecido de nossa sociedade, destruindo a vida (e o cérebro) de milhões de americanos. Ela também fomenta o abuso de crianças, a violência doméstica, a criminalidade, os nascimentos ilegítimos, a AIDS e o colapso social. É um flagelo público cujo uso não deveria ser encorajado ou sancionado legalmente, mas erradicado.


O fato de que a legalização resultaria em mais mortes causadas por drogas e em taxas maiores de dependência, especialmente entre crianças e adolescentes, não significa nada para o Sr. Soros. Ele defende a cultura da morte. Aborto, ateísmo, pornografia, casamento gay, eutanásia e suicídio com assistência médica - estes são os temas centrais da agenda progressista do Sr. Soros.


As elites da mídia dão pouca atenção ao Sr. Soros e suas atividades políticas nefastas porque eles compartilham de sua filosofia política. Logo, eles se recusam a lançar luzes sobre seu comportamento secreto, voraz e imoral. Eles são cúmplices no acobertamento de suas transações econômicas destruidoras, manipuladoras e sombrias, bem como de suas opiniões marxistas radicais.


O Sr. Soros é o paizão do Partido Democrata e da esquerda moderna. Sua fortuna é estimada em mais de 7 bilhões de dólares. Ele é um dos homens mais ricos e influentes do mundo.


Quase toda grande organização,
think tank ou veículo de mídia esquerdista já se beneficiou da generosidade do Sr. Soros. The Nation magazine, Mother Jones[revistas esquerdistas], Media Matters [organização de desinformação esquerda fingindo-se de grupo de mídia watch], MoveOn.org [ONG de extrema-esquerda], NPR [National Public Radio: conglomerado de rádios e tevês públicas previsivelmente esquerdistas] e o Center for American Progress [think tank esquerdista na folha de pagamento de Soros] - todos juntos já receberam dezenas de milhões de dólares do financiador. Eles servem como grupos de fachada e veículos de propaganda para a promoção da marca transnacional do socialismo do Sr. Soros.

Ele despejou centenas de milhões no antigo bloco comunista. O antigo império soviético tornou-se, assim, o Império de Soros. O Sr. Soros trabalhou nos bastidores para desestabilizar e influenciar governos como os da Croácia, Eslováquia, Sérvia, Geórgia, Kosovo e Ucrânia. Neste processo, ele saqueou as reservas naturais dos países.


O Sr. Soros é um imperialista esquerdista que busca erguer um governo de um mundo único. Ele é um anti-capitalista furioso. Ele defende impostos altos, gastos públicos abundantes, estatismo
a la welfare, maciça distribuição de renda aos pobres e um sistema regulatório das finanças internacionais rigidamente controlado. Ele despreza o nacionalismo e a herança judaico-cristã do Ocidente. Sua meta é dar início a uma nova ordem global - baseada no materialismo científico e na engenharia social progressista.

Ele defende anistia para os imigrantes ilegais e a supressão de nossas fronteiras com o México e o Canadá. Em sua opinião, a religião, os estados-nacionais e a familia são instituições repressoras que devem ser abolidas. Ele é inimigo da América e da democracia.


Durante a presidência de George W. Bush, o Sr. Soros advogou uma "mudança de regime." Ele gastou quase $25 milhões na esperança de derrotar o Sr. Bush em 2004. Ele fracassou - por pouco.


O bilionário está fomentando um grande caos financeiro para desvalorizar nossa moeda. O Sr. Soros está apostando contra o dólar, tentando minar seu valor nos mercados globais. Destrua o dólar e o poder econômico da América se vai com ele. O Sr. Soros quer repetir seu ataque de 1992 à libra esterlina, no qual ele quase faliu o Banco Central de Londres e causou uma crise econômica - obrigando os contribuintes ingleses a bancarem esta conta cara. O Sr. Soros agiu como um bandido, embolsando cerca de $1 bilhão com seu golpe de manipulação monetária.


Ele é um estudante perspicaz de história. Como Leon Trotsky, um dos líderes de Revolução Bolchevique de 1917, o Sr. Soros acredita no fomento permanente da crise a serviço da revolução permanente. Uma crise econômica prolongada dizimará a classe média - e trará com ela a aceitação de uma intervenção sem precedentes do governo. É isto que por vários anos ele esperou que acontecesse.


O Sr. Soros é um hipócrita. Ele afirma querer impostos mais altos para os ricos e regras mais rígidas para as corporações. Mas seu fundo de investimentos está registrado nas Antilhas Holandesas, o que lhe permite driblar os impostos sobre renda e lucros para o Tio Sam. Seus investimentos e dinheiro estão protegidos em contas no exterior - longe das garras do Serviço de Receita Interna e do olhar vigilante da Comissão de Valores Mobiliários. Em 2002, ele foi condenado na França por
insider trading*. Ele tem interesses financeiros ligados aos cartéis da droga latino-americanos. Por exemplo, afirma-se que ele é grande acionista do Banco de Colombia, um banco conhecido por lavar dinheiro para chefões do tráfico. Em resumo, ele acha que as regras não valem para ele.

O Sr. Soros é, em última análise, um megalomaníaco amoral alienado da realidade. Ele se refere a si mesmo como "o patrão do papa." Ele já admitiu ter impulsos messiânicos. "Em minhas fantasias, já me vi como uma espécie de deus," disse ele uma vez. Em seguida, ressaltou que "para dizer a verdade, eu levei comigo algumas fantasias messiânicas muito poderosas desde a infância, que eu senti que devia controlar, senão elas poderiam me causar problemas." Entretanto, o Sr. Soros afirma ter aprendido a lidar com elas - assumindo seu destino histórico mundial. "É um tipo de doença quando alguém se considera uma espécie de deus, o criador de tudo, mas eu me sinto confortável com ela, desde que comecei a vivenciá-la."


O fato de que o Sr. Soros é a força por trás do regime Obama revela a falência moral e intelectual deste último - e as profundezas a que desceu o esquerdismo. Ao invés de ser um herói ou benfeitor, ele deveria ser motivo de constrangimento para os esquerdistas de qualquer lugar. Além do mais, ele representa um perigo real e presente à república e seus valores fundadores.


Se os republicanos reconquistarem o controle do Congresso, eles deveriam começar uma investigação sobre as atividades políticas nefastas e as transações financeiras obscuras do Sr. Soros. Ele declarou guerra aos conservadores; é hora de declarar guerra a ele.


* Jeffrey T. Kuhner é colunista do The Washington Times e presidente do Edmund Burke Institute, think-tank com sede em Washington.


(Tradução de Alexandre Roberto de Carvalho)


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