sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Frase - Para se pensar...

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Frase da filósofa americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa:

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada;

Quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores;

Quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você;

Quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício;

Então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.




A frase é bem atual, e poderia ter sido dita por algum (a) brasileiro (a).


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Ayn Rand, nascida Alissa Zinovievna Rosenbaum, (São Petersburgo, 2 de Fevereiro de 1905 — Nova Iorque, 6 de Março de 1982) foi uma escritora, dramaturga, roteirista e controversa filosofa estado-unidense de origem judaico-russa, mais conhecida por desenvolver um sistema filosófico chamado de Objetivismo, e por seus romances The Fountainhead ("A Nascente", sendo que o filme é conhecido no Brasil por "Vontade Indômita") e Atlas Shrugged ("A Revolta de Atlas" no Brasil). Nascida e educada na Rússia, Rand imigrou para os Estados Unidos em 1926. Ela trabalhou como roteirista em Hollywood e teve uma peça produzida na Broadway, em 1935-1936. Ela alcançou a fama com seu romance The Fountainhead, publicado em 1943, que em 1957 foi seguido por seu melhor e mais conhecido trabalho, o romance filosófico Atlas Shrugged.
Sua filosofia e sua ficção enfatizam, sobretudo, suas noções de individualismo, egoísmo racional, e capitalismo. Seus romances preconizam o individualismo filosófico e liberalismo econômico. Ela ensinava:
  • Que o homem deve definir seus valores e decidir suas ações à luz da razão
  • Que o indivíduo tem direito de viver por amor a si próprio, sem se sacrificar pelos outros e sem esperar que os outros se sacrifiquem por ele
  • Que ninguém tem o direito de usar força física para tomar dos outros o que lhes é valioso ou de impor suas ideias sobre os outros

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ayn_Rand)


Hospital Sarah-Rio - Cadastramento para tratamento gratuito

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Centro Internacional SARAH de Neurorreabilitação e Neurociências

Sarah


O HOSPITAL SARAH RIO, especializado em neuroreabilitação, inaugurado no dia 01 de maio de 2009, na Barra da Tijuca, já está cadastrando para atendimento, novos pacientes adultos e crianças com as seguintes patologias:

·         Paralisia cerebral
·         Crianças com atraso do desenvolvimento 
motor
·         Sequela de traumatismo craniano
·         Sequela de AVC
·         Sequelas de hipóxia cerebral
·         Má-formação cerebral
·         Sequela de traumatismo medular
·         Doenças medulares não traumáticas como mielites e mielopatias
·         Doenças neuromusculares como miopatias, neuropatias periféricas hereditárias e adquiridas, amiotrofia espinhal
·         Doença de Parkinson e Parkinsonismo
·         Ataxias
·         Doença de Alzeihmer e demências em estágio inicial
·         Esclerose múltipla
·         Esclerose lateral amiotrófica em estágio inicial
·         Mielomeningocele
·         Espinha bífida
·         Paralisia facial (somente para sequela de AVC)
O atendimento é totalmente gratuito. 


O cadastro para atendimento de novos pacientes é feito exclusivamente pelos telefones:   21 3543-7600    21 3543-7600   e 21 3543-7601/2, das 08 às 17 horas, de segunda a sexta-feira. 


As informações foram confirmadas pelo blog.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Versos de Juó Bananére

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Ficas n'un ganto da sala

P'ra fingi chi non mi vê,
E io no ôtro ganto
Stô fingino tambê.


Ma vucê di veiz in veiz

Mi dá una brutta spiada,
E io tambê ti spio
Ma finjo chi non vi nada.



Cunversas co Bascualino

P'ra mi afazê a gelosia,
Ma io p'ra mi vingá
Cunverso tambê c'oa Maria.



Tu spia intó p'ra Maria

Con ar di querê dá n'ella;
P'ra evitá quarquére asnêra
Si afasto i vô p'ra gianella.



O firmamento st'a scuro

I na rua os surdato apita,
Ingualto nu ganto da sala
Tu fica afazéno "fita".



Marietta non segia troxa,
Non faccia fita p'ra gente,
Percê vucê quêra o non quêra
Io ti quero internamente.



(Juó Bananére - http://bananere.art.br/p26)












Juó Bananère era o pseudônimo usado pelo escritor brasileiro Alexandre Marcondes Machado para criar obras literárias num patois falado pela numerosíssima colônia italiana de São Paulo na primeira metade do século XX.
Apesar de não ter ascendentes italianos, o escritor Alexandre Marcondes Machado apaixonou-se pela cultura surgida nos bairros centrais da capital paulista após a grande onda imigratória que fez com que a população da cidade passasse de 130 mil habitantes em 1895 a 580 mil em 1920, dos quais mais da metade eram imigrantes estrangeiros e outro quarto eram seus filhos já nascidos no Brasil.
Sua principal obra foi o livro La Divina Increnca, editado pela primeira vez em 1915 e reeditado em 1994. Todos seus textos, desde artigos para periódicos a panfletos, eram marcados por uma linguagem satírica e autolaudatória. Juó Bananère intitulava-se Gandidato á Gademia Baolista di Letteras (Candidato à Academia Paulista de Letras).
Notável em sua época pelo estilo humorístico-satírico, recriando textos literários consagrados, utilizando-se de uma mistura de italiano e português recorrente em bairros paulistanos de imigrantes. Aclamado pela crítica, tornou-se popular no Brasil pela irreverência de suas paródias a sonetos de Camões e de Olavo Bilac, a poesias de Casimiro de Abreu e de Guerra Junqueiro, como pelas sátiras políticas contra o marechal Hermes da Fonseca e outros nomes da velha República.
Fez ainda paródias de La Fontaine e Machado de Assis, mantendo ainda a mistura dos idiomas italiano e português, típica dos moradores italianos dos bairros do Brás, da Mooca, do Bixiga, do Belenzinho, bairros operários da cidade de São Paulo, onde havia grande concentração de imigrantes. Considerado por muitos como um pré-modernista, principalmente pelo fato de ter começado a tratar de forma irreverente as produções do romantismo e do parnasianismo, publicou dois livros La Divina Increnca, paródia da Divina Comédia, e Galabaro, corruptela de Calabar.

Paródia de Juó Bananère ao poema "Canção do exílio" de Gonçalves Dias
Migna terra tê parmeras,
Che ganta inzima o sabiá.
As aves che stó aqui,
Tambê tuttos sabi gorgeá.
A abobora celestia tambê,
Che tê lá na mia terra,
Tê moltos millió di strella
Che non tê na Ingraterra.
Os rios lá sô maise grandi
Dus rios di tuttas naçó;
I os matto si perde di vista,
Nu meio da imensidó.
Na migna terra tê parmeras
Dove ganta a galigna dangola;
Na migna terra tê o Vap'relli,
Chi só anda di gartolla.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Ju%C3%B3_Banan%C3%A8re)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Essa angústia não é de criança

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Cobranças exageradas, falta de rotina e de tempo para brincar tornam as crianças mais suscetíveis aos males da ansiedade, como insegurança e estresse

Longe dos quintais e da liberdade do passado, elas ficam cada vez mais enclausuradas e vivem os males da ansiedade


Pare um pouquinho e relembre a infância de antigamente. Pés no chão, banhos de chuva, brincadeiras na rua, horas intermináveis sem ter o que fazer, que rendiam muito. Agora olhe para as crianças de hoje. Agenda de executivo, sem tempo para brincar, conversa de adulto, horas no computador, tevê e videogame.

Não é a toa que entre 9% e 15% da população de 5 a 16 anos, no mundo todo, sofre de ansiedade. O número é da Associação Americana de Transtornos de Ansiedade.

Não estamos falando daquela impaciência ou até mesmo aflição que se abate sobre as crianças antes da festa de aniversário ou do Natal. Essa espera é saudável e está dentro da normalidade. Passa a ser problema quando extrapola alguns limites.
“É normal que eu espere que as pessoas venham à minha festa. Mas escapa do natural quando começo a ligar todos os dias para saber se elas vêm”, diferencia a psicóloga Fernanda Roche, mestre em Saúde Mental Infantil e coordenadora do Espaço de Desenvolvi­­mento Infantil Criança em Foco.
Exagerada, a ansiedade paralisa. O que não combina nada com infância. O que tem levado as crianças a sofrer com problemas típicos de adultos?

Agenda de executivo

As mudanças sociais explicam muito. Se antes elas tinham bastante tempo livre – bom para regular o aparelho psíquico – hoje há um excesso de atividades. Pior: sempre dirigidas por um adulto, seja em casa, na escola ou no parque.
“A criança é muito dinâmica e tem muita energia. O mundo ficou perigoso e ela foi tolhida de sua liberdade de sair na rua, de ir a pé ou de bicicleta para a escola. Fica confinada nos apartamentos e ambientes fechados. Na escola, sentada por horas. Essa não é a dinâmica da criança. A energia fica retida, não aflora”, analisa a pediatra homeopata Tami Seitt.
Elas estão cada vez mais presas e cheias de cobranças. “Hoje a criança precisa ter uma performance adequada. A escola pega muito no pé, ela precisa ter notas. E, quando troca letras – o que é normal –, a mãe já acha que tem dislexia. É muita pressão”, afirma o psicólogo Marcos Meier, mestre em Educação.
O perfeccionismo dos pais, aliás, é mais um ingrediente dessa receita. Quando eles erram e ficam irritados, o filho percebe e imagina que também não pode errar. Isso gera medo. E o medo é a raiz da ansiedade.
Junte-se a isso a superproteção, tão comum nos dias de hoje. É um tal de “não sobe aí, menino”, “você vai se machucar”, “não fale com ninguém”, “cuidado” pra cá e “cuidado” pra lá que a criança fica achando que o mundo é muito perigoso, além de não desenvolver a autonomia. “Elas ficam dependentes, não confiam em si, não resolvem seus problemas”, diz Meier.
O próprio estresse dos pais reflete nos filhos. “Estudos comprovam que nos três primeiros anos de vida se estabelecem padrões de comportamento. E que fatores socioambientais interferem na genética. Crianças que são expostas a situações de tensão no início da vida podem ter alterada a capacidade para lidar com o estresse para o resto da vida”, explica a psicóloga Ely Harasawa, gerente de programas da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, de São Paulo.
A irritação paterna tem ainda outro efeito: o filho pode achar que a culpa é dele. Aí, o sentimento de inadequação vai às alturas.
Outro elemento prejudicial é a falta de rotina. “Aquela família destrambelhada, na qual a criança nunca sabe o que vai acontecer, gera muita ansiedade. Saber a rotina traz segurança, tanto na família quanto na escola”, diz Meier.
A tranquilidade da criança também é quebrada pela alta exposição ao mundo adulto. Ela participa das conversas dos pais, assiste aos noticiários e às novelas desde muito pequena. E, como geralmente fica acordada até muito tarde, está exposta a programas inadequados para sua idade, com cenas de violência e sexo. Ela pode pensar que aquilo vai acontecer com ela. De novo, o medo.
Além das causas ambientais, a genética tem um peso grande nessa história. “A maior parte das crianças com transtorno de ansiedade tem pais ansiosos”, diz a médica psiquiatra Silvia Maria­­ma, do Ambulatório de Trans­­tornos de Ansiedade da Infância e Adolescência da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

Consequências

A curto prazo, se não tratada, a ansiedade traz prejuízos na aprendizagem. Tanto porque a criança não dorme direito ou menos que o necessário quanto como forma de chamar a atenção dos pais.
Ela também incorpora comportamentos medrosos, não consegue fazer nada sozinha, depende sempre da aprovação dos outros. Quando cresce, não aceita desafios, não concorda com promoções no trabalho por medo, sempre acha que não vai dar conta, que não vai dar certo. Na adolescência, podem se estabelecer padrões de comportamentos antissociais e até delinquentes.
Embora esteja muito associada ao mundo contemporâneo, existe prevenção e tratamento para os estados de ansiedade. E, assim como boa parte da origem dos problemas vêm dos pais, as soluções também. O trabalho é árduo, mas remar contra a maré não só é possível como dá muito certo.

David e Golias

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A propósito do atual dilema americano, a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que pela primeira vez em muito tempo não havia um abismo tão grande entre poder, economia e sociedade. Pode parecer banal, mas não é: nos Estados Unidos, o “ideal americano” dava solidez para um caminho em comum para o país. Havia tensões, tendências mais progressistas chocavam-se com outras mais conservadoras, o grande business sempre quis controlar mais de perto o governo, os governos ora se inclinavam para atender aos reclamos das maiorias ora assumiam a cara mais circunspecta de quem ouve as ponderações da ordem, da econômica em primeiro lugar. Mas, bem ou mal, liberdade, democracia, prosperidade e ação pública caminhavam mais ou menos em conjunto.



E agora, poderia perguntar perplexa a secretária de Estado? Agora, digo eu, parece que as classes médias e os mais pobres querem gasto público maior e emprego mais abundante, os conservadores querem ortodoxia fiscal sem aumento de impostos, os muito ricos pouco se incomodam com o gasto social reduzido, desde que a propriedade de cada um continue intocável. No meio de tudo isso, a crise provocada pelo cassino financeiro surgiu como um terremoto. Logo depois, veio o marasmo da semiestagnação e, pior ainda, se desenha o que há pouco era impensável, a moratória do país mais rico do mundo! Por trás da peleja econômica corre a outra, mais profunda, a do poder: o Tea Party – os ultrarreacionários do Partido Republicano – levaram o governo Obama às cordas. A agenda política, mesmo depois de “resolvida” a questão do endividamento, passou a ser ditada por eles: onde e quanto cortar mais no orçamento de um país que clama por muletas para reavivar a economia.
Na Europa as coisas não andam melhores. Cada solavanco da economia americana aumenta o contágio, esta doença internética: as taxas de juros cobrados dos países ultraendividados vão para as nuvens. A rua se agita, não faltam movimentos dos “indignados” que veem o povo sofrer as agruras do desemprego e da desesperança e ainda ser cobrado para que as contas se ajustem. E, naturalmente, como nos Estados Unidos, os que mais têm e os que mais especularam ou esbanjaram (inclusive governantes imprevidentes) balançam a poeira e querem dar a volta por cima. Esperam que mais aperto, mais rigidez no gasto público e menos salários resolvam o impasse. Não se estão dando conta de que a cada xis meses uma nova tormenta balança os equilíbrios instáveis alcançados. É como se daqui a 30 anos os historiadores olhassem para trás e dissessem: “Ah, bom, a Grande Crise dos Derivativos começou em 2007/2008, foi mudando de cara, mas prosseguiu até que novas formas de produzir e de distribuir o poder começaram a dar sinais de vida lá por 2015/2020...
E nós aqui nesta periferia gloriosa a quantas andamos? Longe do olho do furacão cantamos glória pelo que fizemos, pelo que de errado os outros fizeram e pelo que não fizemos, mas, pensamos, pouco importa, o vendaval do mundo varreu a riqueza de uma parte do globo para outra e nos beneficiou. Será que é assim mesmo? Será que a proeza de evitar as ondas do tsunami impede que a malignidade do resto do mundo nos alcance? Tenho minhas dúvidas. Falta-nos, como impuseram os reacionários americanos a Obama, uma agenda, mas que seja nova e não a desgastada do “clube do chá” americano. A nova agenda existe, está exposta cotidianamente pela mídia e não é propriedade de um partido ou de um governo. Mas onde está a argamassa, como o antigo ideal americano, para conter as divergências, o choque de interesses, e guiar-nos para um patamar mais seguro, mais próspero e mais coeso como nação?
Mal comparando, a presidenta Dilma está aprisionada em um dilema do gênero daquele que agarrou Obama. Só que, se no caso americano a crise apareceu como econômica para depois se tornar política, em nosso caso ela surgiu como política, mas poderá se tornar econômica. Explico-me: a presidenta é herdeira de um sistema, como dizíamos no período do autoritarismo militar. Este funciona solidificando interesses do grande capital, das estatais, dos fundos de pensão, dos sindicatos e de um conjunto desordenado de atores políticos que passaram a se legitimar como se expressassem um presidencialismo de coalizão no qual troca-se governabilidade por favores, cargos e tudo mais que se junta a isso.
Esta tendência não é nova. Ela foi-se constituindo à medida em que o capitalismo burocrático (ou de estado, ou como se o queira qualificar) amealhou apoios amplos entre sindicalistas, funcionários e empresários sedentos por contratos e passou a conviver com o capitalismo de mercado, mais competitivo. Na onda do crescimento econômico as acomodações foram se tornando mais fáceis, tanto entre interesses econômicos quanto políticos (incluindo-se neles os “fisiológicos” e a corrupção). No início parecia fenômeno normal das épocas de prosperidade capitalista que seria passageiro. Pouco a pouco se foi vendo que era mais do que isso: cada parte do sistema precisa da outra para funcionar e o próprio sistema necessita da anuência dos cooptáveis pelas bolsas e empregos de baixo salários e precisa de símbolos e de voz. Esta veio com o “predestinado”: o lulismo anestesiou qualquer crítica não só ao sistema mas a suas partes constitutivas.
É neste ponto que o bicho pega. A presidenta é menos leniente com certas práticas condenáveis do sistema. Entretanto, quando começa a fazer uma faxina quebram-se as peças da engrenagem toda. Sem leniências e cumplicidades entre as várias partes, como obter apoios para a agenda necessária à modernização do país? E sem ela, como fazer frente à concorrência da China, à relativa desindustrialização, ou melhor, “desprodutividade” da economia e como arbitrar entre interesses legítimos ou não dos que precisam de mais apoio do governo, advenham eles de setores populares ou empresariais? É cedo para prever o curso dessa história, que apenas começa. Mas não há dúvidas que para se desfazer da herança recebida será preciso não só “vontade política” como, o que é tão difícil quanto, refazer os sistemas de alianças. É luta para Davis e, no caso, Golias é pai de Davi.




(Fernando Henrique Cardoso - Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=1155267&tit=David-e-Golias)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

mamae.com

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Queridos Marido e Filhos,

Em primeiro lugar, Mamãe gostaria de agradecer a presença de todos nesta Primeira Convenção Familiar. Mamãe sabe como foi difícil abrir um espaço nas agendas de cada um de vocês: Papai tinha uma lavagem de carro praticamente inadiável, Júnior já tinha marcado de se trancar no quarto, Carol estava para receber pelo menos três telefonemas  importantíssimos de uma hora e meia cada um.

Mamãe está comovida. Muito obrigada. 

Bem, conforme Mamãe já tinha mais ou menos antecipado, esta convenção é para comunicar ao público interno - Papai, Júnior e Carol - todas as modificações nos produtos e serviços da linha Mamãe.

Como vocês sabem, a última vez que Mamãe passou por reformulações foi há 14 anos, com o nascimento do Júnior. De lá para cá, os hábitos e costumes, o panorama cultural, a economia e o mercado passaram por transformações radicais.

Mamãe precisa acompanhar a evolução dos tempos, sob pena de ver sua marca desvalorizada.

Para começar, Mamãe vai mudar a embalagem. Mamãe sabe que esta é uma decisão polêmica, mas, acreditem, é o que deve ser feito.

Mamãe sai desta convenção direto para um spa, e de lá para uma clínica de cirurgia plástica.

Nada assim tão radical. Haverá pouquíssimas alterações de rótulo, vocês vão ver.

Mamãe vai continuar com praticamente o mesmo formato, só que com linhas mais retas em alguns lugares e linhas mais curvas em outros.
Calma, Papai! Mamãe já captou recursos no mercado.

Mamãe vai ser patrocinada por uma nova marca de comida congelada. Lei Rouanet, porque Mamãe também é cultura. Junto com o lançamento da nova embalagem de Mamãe, no entanto, acontecerá o movimento mais arriscado deste plano de reposicionamento.

Sinto informar, mas Mamãe vai tirar do mercado o produto Supermãe...
Não, não, não adianta reclamar. Supermãe já deu o que tinha de dar. Trata-se de um produto anacrônico e superado, antieconômico e difícil de fabricar.

Mamãe sabe que o fim da Supermãe vai aumentar a demanda pela linha Vovó, que disputa o mesmo segmento.Paciência. Você não pode atender todos os públicos o tempo todo.

No lugar da Supermãe, Mamãe vai lançar novas linhas de produtos mais adequados à realidade de mercado.

Vocês vão poder consumir Mamãe nas versões Active (executiva e profissional), Light (com baixos teores de pegação de pé), Classic (rígida e orientadora), Italian (superprotetora) e Do-It Yourself (virem-se, fui passear no shopping).

Mas uma de cada vez, sem misturar.

Ah, sim, Mamãe detesta esses nomes em inglês, mas me disseram que, se não for assim, não vende. Mamãe gostaria de aproveitar a oportunidade para lançar seus novos canais de comunicação.

De hoje em diante, em vez de sair gritando pela casa, vocês vão poder ligar para o SAC-Mamãe, um 0300 que dá direto no meu celular (apenas 27 centavos por minuto, mais impostos).

Mamãe também aceita sugestões e críticas no endereço:

mamae@mamae.net<http://br.mc1114.mail.yahoo.com/mc/compose?to=mamae@mamae.net

Mais uma vez Mamãe agradece a presença e a atenção de todos.
      



(Autoria  Desconhecida)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O tamanho da encrenca...






One Hundred Dollars
$100 - Most counterfeited money denomination in the world.
Keeps the world moving.





Ten Thousand Dollars
$10,000 - Enough for a great vacation or to buy a used car.
Approximately one year of work for the average human on earth.














One Million Dollars
$1,000,000 - Not as big of a pile as you thought, huh?
Still this is 92 years of work for the average human on earth.


















One Hundred Million Dollars
$100,000,000 - Plenty to go around for everyone.
Fits nicely on an ISO / Military standard sized pallet.















One Billion Dollars
$1,000,000,000 - You will need some help when robbing the bank.
Now we are getting serious!













One Trillion Dollars
$1,000,000,000,000
When the U.S government speaks about a 1.7 trillion deficit - this is the volumes of cash the U.S. Government borrowed in 2010 to run itself.
Keep in mind it is double stacked pallets of $100 million dollars each, full of $100 dollar bills. You are going to need a lot of trucks to freight this around.

If you spent $1 million a day since Jesus was born, you would have not spent $1 trillion by now...but ~$700 billion- same amount the banks got during bailout.













One Trillion Dollars
Comparison of $1,000,000,000,000 dollars to a standard sized American Football field and European Football field.
Say hello to the Boeing 747-400 transcontinental airliner that's hiding on the right. This was until recently the biggest passenger plane in the world.


















15 Trillion Dollars
$15,000,000,000,000- Unless the U.S. government fixes the budget, US national debt (credit card bill) will topple 15 trillion by Christmas 2011.

Statue of Liberty seems rather worried as United States national debt passes 20% of the entire world's combined GDP (Gross Domestic Product).
In 2011 the National Debt will exceed 100% of GDP, and venture into the 100%+ debt-to-GDP ratio that the European PIIGS have (bankrupting nations).












































http://usdebt.kleptocracy.us/
114.5 Trillion Dollars
$114,500,000,000,000. - US unfunded liabilities
To the right you can see the pillar of cold hard $100 bills that dwarfs the
WTC & Empire State Building - both at one point world's tallest buildings.
If you look carefully you can see the Statue of Liberty.

The 114.5 Trillion dollar super-skyscraper is the amount of money the U.S. Government
knows it does not have to fully fund the Medicare, Medicare Prescription Drug Program,
Social Security, Military and civil servant pensions. It is the money USA knows it will not
have to pay all its bills.
If you live in USA this is also your personal credit card bill; you are responsible along with
everyone else to pay this back. The citizens of USA created the U.S. Government to serve
them, this is what the U.S. Government has done while serving The People.

The unfunded liability is calculated on current tax and funding inputs, and future demographic
shifts in US Population.

Note: On the above 114.5T image the size of the base of the money pile is half a trillion, not 1T as on 15T image.
The height is double. This was done to reflect the base of Empire State and WTC more closely.

Everyone needs to see this.

Source: Federal Reserve & www.USdebtclock.org - visit it to see the debt in real time and get a better grasp of this amazing number. 


Dívida dos EUA: o tamanho da encrenca 


Dívida norte-americana: muito se fala, pouco se entende. Vai abaixo um infográfico para tentar te ajudar a entender e visualizar o tamanho da encrenca. Não tenha dúvida, meu caro amigo, minha cara amiga: não é porque vivemos no país do PAC, do bolsa família, da prosperidade Antonio Palocciana… Se os EUA dançam, o mundo inteiro vai atrás deles até o fundo do buraco. Nunca antes na história desse planeta valeu tanto aquela expressão… No mundo globalizado com economia on-line, estamos todos no mesmo barco.
Agora, vamos enxergar o tamanho do buraco dos nossos irmãos do norte através de um infográfico criado pelo 
WFTnoway <http://www.wtfnoway.com/> com dados do US Debt Clock <http://www.usdebtclock.org/> 
, o reloginho que marca em tempo real o tamanho da dívida do estado norte-americano.

 

100 dólares: nota de dinheiro mais conhecida do mundo.
 
 
 

10 mil dólares: grana suficiente para torrar numas férias caprichadas ou num carro usado. É o valor médio equivalente a um ano de trabalho de um cidadão no planeta Terra.

 
 

1  milhão de dólares: prêmio de reality show brasileiro. É o valor equivalente a cerca de 92 anos de trabalho de um humano médio no planeta Terra.

 
 

100 milhões de dólares: opa, já dá para arrumar a vida de qualquer bom gastador. Ladrão que botar a mão numa bolada dessa já vai precisar de uma empilhadeira para levar o tutu para casa.
 
 
  

1 bilhão de dólares: agora a coisa ficou séria. Brincadeira de cachorro grande, o clube do bilhão é só para pesos pesados.
 
 
 

1 trilhão de dólares: Se você gastasse 1 milhão de dólares desde o dia 1 do ano que Jesus nasceu, não teria gasto até hoje a soma de 1 trilhão de dólares, mas apenas cerca de 700 bilhões.
Quando o governo dos EUA reconhece um déficit de U$ 1,7 trilhão, isto representa apenas o valor que ele tomou emprestado em 2010 para manter a máquina do estado em movimento.
Repare: vemos aí uma pilha dupla, em unidades encaixadas de 100 milhões de dólares.

 
 
Para facilitar sua visualização do tamanho da encrenca: o trilhão de dólares comparado a um jato ou um campo de futebol.
 
 
 

15 trilhões de dólares: Se o governo americano não resolver o deficit, a dívida alcançará 15 trilhões de dólares até o natal de 2011. Estoura o teto máximo permitido por lei, hoje fixado em U$ 14,3 trilhões. Um volume capaz de assustar a Estátua da Liberdade.
 
 
 

114,5 trilhões de dólares: é o endividamento sem garantias. Representa o valor necessário para os EUA financiarem previdência social, serviços médicos e remédios, fundo de desemprego, despesas militares e pensões para os civis… Enquanto isso, eles continuam acelerando nos gastos. Só a guerrinha no Afeganistão custa a bagatela de U$ 2 bilhõezinhos por semana!


Entendeu o drama? 
 Então responda o que você faria se fosse o Obama: como resolveria uma dívida dessas?


(
ESCRITO POR MARCELOTAS - http://blogdotas.terra.com.br/2011/07/26/o-tamanho-da-encrenca)