terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Para nossa reflexão: Os Generais Presidentes... Comparações

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Desde o descobrimento do Brasil em 1500, nunca se teve notícia de tamanho escândalo de CORRUPÇÃO e ROUBOS.

"Erros foram praticados durante o regime militar, eram tempos difíceis. Claro que no reverso da medalha foi promovida ampla modernização de nossas estruturas materiais. Fica para o historiador do futuro emitir a sentença para aqueles tempos bicudos."
(Do Jornalista Carlos Chagas)

Mas uma evidência salta aos olhos.



Presidente Castelo Branco


* Quando Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas.


Presidente Costa e Silva

* Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana.



Presidente Garrastazu Médici

* Garrastazu Médici dispunha, como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu, precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.


Presidente Ernesto Geisel

* Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio.


Presidente João Batista Figueiredo

* João Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram à venda, ao que parece em estado lamentável de conservação.

Não é nada, não é nada, mas os CINCO GENERAIS-PRESIDENTES podem ter cometido erros, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram nem receberam benesses de empreiteiras beneficiadas durante seus governos e também não criaram institutos destinados a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias e palestras regiamente remuneradas.

Bem diferente dos tempos atuais, não é?"

Então vejamos...


Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

* Segundo a famosa Revista Americana FORBES, o patrimônio dele já chega a 2 BILHÕES de DÓLARES, (aproximadamente 3 BILHÕES e DUZENTOS MILHÕES de REAIS). (Fonte:http://palaciodamariajoana.blogspot.com/2011/11/fortuna-de-lula-segundo-revista-forbes.html)

A Forbes é uma revista de economia e finanças norte-americana, fundada em 1917 por B. C. Forbes. Seus principais concorrentes, a nível nacional, são a Fortune, que, assim como a Forbes, é publicada duas vezes por semana, e a BusinessWeek. A revista é mais conhecida por suas listas, como a lista das pessoas mais ricas do mundo.

Lulinha - O prodígio das finanças

O Lulinha (
Fábio Luís Lula da Silva), filho do Lula, formado em Biologia, que era até pouco tempo atrás, monitor do Jardim Zoológico de São Paulo, com um salário de R$ 600,00, recebeu, sem nenhuma justificativa, um presente da TELEMAR no valor de 5 milhões de Reais (Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/o-pais-quer-saber/os-filhos-de-lula-erenice-e-nascimento-ensinam-como-fazer-para-virar-milionario-usando-apenas-a-carteira-de-identidade), e hoje é proprietário de uma fazenda cinematográfica em Araraquara, adquirida por 47 milhões de Reais, e detalhe, COMPRADA À VISTA !

Este jovem promissor, com toda essa capacidade demonstrada, já deveria ser o Ministro da Fazenda da DILMA!!!




Centenas de outros políticos, também trilharam e trilham o mesmo caminho.

Se fosse aberto um processo generalizado de avaliação dos bens de todos os políticos, provavelmente 95% deles deveriam estar presos e incomunicáveis.


"O mal só triunfa quando as pessoas de bem se omitem". 


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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Na época da Ditadura...

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Na época da ditadura podíamos acelerar nossos Mavericks acima dos 120km/h sem a delação dos radares, mas não podíamos 
falar mal do presidente.


Podíamos cortar a goiabeira do quintal, empesteada de taturanas, sem que isso constituísse crime ambiental, mas não podíamos 
falar mal do presidente.


Podíamos tomar nossa redentora cerveja após o expediente, sem o risco de sermos jogados à vala da delinquência, mas não podíamos  
falar mal do presidente.


Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei negão), credos (esse crente aí) ou preferências sexuais (fala sua bicha) e não éramos processados por isso, mas não podíamos
falar mal do presidente.


Íamos a bares e restaurantes cujas mesas mais pareciam Cubatão em razão de tantos fumantes, os quais não eram alocados entre o banheiro e a coluna que separa a chapa, mas não podíamos 
falar mal do presidente.


Cantava a menina do contas a pagar ou a recepcionista sem medo de sofrer processo judicial por assédio, mas não podia 
falar mal do presidente...


Hoje a única coisa que podemos fazer é falar mal do presidente!


Que merda!



(Autor desconhecido)
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domingo, 5 de fevereiro de 2012

O dia em que Lampião se apoderou de Rita Lee

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Veje homi seu menino
Sente que vou lhe contar
Do dia que baixou Virgulino
Em um palco feito altar
Na Rita que não é a santa
Mas moça boa no falar

Antes contudo todavia
Um bocado acabrunhado
Peço a bença dos poetas
Que nessa arte têm mestrado
Não riam aqui deste mané
Um patavina do Assaré
Pois aquele um, o Virgulino
É o próprio Lampião
Falecido no Sergipe
Sítio deste dramalhão 
E Rita é a Lee a negra ovelha
Nossa mais digna pentelha
Foi na Barra dos Coqueiros
Sua cantoria derradeira
Armou-se grande festa
Pro adeus de uma roqueira
Agora não venham os dotô
Com essa chata choradeira
Vocês conhecem essa cara
Essa fala, esse cheiro
Portanto se desespantem
Com os modos de carroceiro
Ela ficou só pouco mais fula
Com o espírito do cangaceiro
Quando a dita assombração
Empreendeu sua manobra
Ocupando aquele corpo
De cabelo cor de abobra
Ela sentindo a ditadura
De cabrita virou cobra
Era noite alta e fresca
Quando surgiu a soldadesca
Bulindo o povo, acintosa
Atrás da tal erva venenosa
Lá de cima Rita viu
Parou o show, o céu caiu
E quando súbito se viu
A lua desaparecer
Na praça antes pacata
Foi um tal de se benzer
“Vixe cr’em Deus pai
O regabofe vai feder”
Possuída pelo fantasma
Do bandoleiro nordestino
Rita fez da voz o bacamarte
E da bala o seu hino
Chamou major de cachorro
O tenente de equino
A roqueira do cangaço
Disse tudo sem volteio
Oiô de frente a guarda
Exibiu dedo do meio
C’atitude obscena
Só cresceu o rebosteio
Nem o beiço quis molhar
Com água, suco ou fruta
Se dirigiu aos capacetes
“Seus filhos duma puta
Venham me pegar
Sou avó mas tô enxuta”
A razão e o motivo
De tamanho aporrinho
A Lampiona deixou claro:
A força bruta, o desalinho
No lombo da meninada
Causa dum baseadinho
Indo pra lá mais adiante
Não precisa de adivinho
Pra notar naquele grito
Também disparo de espinho
Contra os cabra que arrocha
Aluno, nóia e Pinheirinho
Por isso e mais um tanto
Que a mutante encrenqueira
Em seu verbo assoberbado
Pôs nos dente a peixeira
Dando devido sacolejo
Na triste vida brasileira
Quem ficou aperreado
Foi Déda governador
Disse e não é chiste
Que Rita está em seu playlist
Mas xingar homem da lei
É demais pra quem assiste
Não por outra o mandatário
Pensou ir ao tribunal
Cortar a paga do cachê
Mas evitou posar de mau 
Se Rita lamentasse o auê
“Causdequê?! Do fumacê?!”
Entremente o rebuliço
Muito apoio lhe foi dito
O filho Beto veio aqui
E confessou estar aflito
O titã Sérgio Britto:
“Fuck the police, viva Rita Lee!”
Ainda chefe de Corisco
64 anos e avó
Gulosa, escandalosa
Foi levada ao xilindró
E nas venta do delegado
Passou novo forrobodó
Causo tão misterioso
Os pelo sobe de alembrar
Mas juro ao senhor
Pela emoção não me guiar
Tava assim de cabra da peste
Que pode tudo confirmar
Do seio da luz brilhante
Veio o divino chanceler
Em pessoa o Padim Ciço
Com sua mágica colher
Futucou-lhe as entranhas
Rancou o capeta da mulher
A cantante estrebuchava
Se arrastando pelo chão
Pro marido ela explicava:
“Foi o calor da emoção”
E Roberto amparava: 
“Cospe, Rita, cospe fora o dragão”
Exorcizado o coisa ruim
Ordenou o padroeiro
“Rita, mia fia
Não atuo de bombeiro
Pois volte já pra rede
Escandalize os tuiteiro”
Ela beijou a mão do santo
Agradecida e juvenil
Pensou que bem podia
Ser presidenta do Brasil
Pra dar Panis Et Circenses
A essa gente tão gentil
Má ideia não seria
Pois artista não sobrou
Chico só quer bola
E Caetano caducou
Então vote em Rita Lee
Prum país mais rock and roll!
Vou parando por aqui
De sua paciência abusei
Minha lira se gastou
Das fantasias que cantei
Mas garanto meu amigo
Se aumentei não inventei.

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O Homem que Plantava Árvores

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Esta animação delicada e única, vencedora do OSCAR de filme curto de animação, é um tributo ao trabalho árduo e à paciência.

Conta a história de um homem bom e simples, um pastor que, em total sintonia com a natureza, faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita. As sementes por ele plantadas representam a esperança de que podemos deixar pra trás um mundo mais belo e promissor do que aquele que herdamos.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Sacolinhas - Quem lucra e quem perde?

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"Nove meses após o acordo com os supermercados que previa a extinção das sacolinhas plásticas, Jundiaí comemora a redução do envio para o aterro sanitário de 80 toneladas de plástico por mês, o que representa 720 toneladas no período. Os cálculos são da Associação Paulista de Supermercados. A adesão foi de 99% dos supermercados, que deixaram de distribuir 176 milhões de sacolas."

(22 de maio de 2011 - Fonte: -http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-vida-sem-sacolas-plasticas,722415,0.htm)

Façam a conta da economia, que por não ser repassada ao consumidor, só aumenta o lucro dos supermercados (Considerando-se que o custo da sacolinha seja R$ 0,03 - eu acho que é maior - o lucro foi de R$ 5.280.000,00...).

Se a sacolinha custa R$ 0,03 porque nos vendem - opção que nos é dada - por R$ 0,19 cada? (Se o custo for maior, o lucro também foi...)

Outra coisa, por que não reciclam as sacolinhas? Não seria mais fácil resolver o problema assim?

Eu uso as sacolinhas para colocar lixo, vocês também? Pois é, agora teremos que comprar sacos de lixo para isso, e os sacos de lixo que são vendidos nos supermercados são mais caros (pelo menos para o consumidor) e muito piores do que as sacolinhas para o meio ambiente.

A verdade é que estão, mais uma vez, querendo botar a mão no nosso bolso, do contrário, simplesmente substituiriam as sacolinhas atuais pelas bio-degradáveis, que já estão disponíveis no mercado.




Por que essa solução não é adotada? Porque com ela, eles não lucram...

Quem perde? Nós, os consumidores, que pagamos em conforto e em dinheiro (com a compra dos sacos de lixo para substituí-las), pois o custo está embutido nos preços e não nos foi dado nenhum retorno.

Conforto sim. Pense como vai ser no dia em que você fizer uma compra maior, que você encha um carrinho - ou talvez dois - com suas compras. Você leva tudo no carrinho até o seu carro - muita gente não tem e, neste dia, excepcionalmente, pega um táxi... - e coloca tudo no porta malas. Como é que vai fazer para levar as compras para dentro de casa? 

Alguns apartamentos têm carrinhos à disposição dos moradores, mas não são todos. Algumas pessoas moram em prédios que não tem elevador, muitas pessoas moram em casas. Como é que fica?

Terminando, uma última pergunta:

Se é mesmo só para resolver o problema do meio ambiente, por que o governo não obriga os supermercados a doar o lucro que vão ter com a não distribuição das sacolinhas, para que seja utilizado em programas com essa finalidade?

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Felicidade

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Ela veio bater à minha porta
e falou-me, a sorrir, subindo a escada:
"Bom dia, árvore velha e desfolhada!"
E eu respondi: "Bom dia, folha morta!"

Entrou: e nunca mais me disse nada...
Até que um dia (quando, pouco importa!)
houve canções na ramaria torta
e houve bandos de noivos pela estrada...

Então, chamou-me e disse: "Vou-me embora!
Sou a Felicidade! Vive agora
da lembrança do muito que te fiz!"

E foi assim que, em plena primavera,
só quando ela partiu, contou quem era...
E nunca mais eu me senti feliz!



(Guilherme de Almeida)

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Você tem alguma coisa contra o PT?

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Um sujeito vestindo uma camiseta vermelha do PT entrou em uma loja de armas e perguntou para o vendedor:

- Qual é o preço de um trinta e oito?

- Não estamos vendendo esse revolver!

- Então, qual é o preço daquela pistola 9 milímetros da vitrine?

- Também não está à venda!

- E aquela escopeta calibre 12 da prateleira?

- Ela também não está à venda.

- Tô achando que o senhor não quer vender nada pra mim por que sou Petista...

- Pois é isso mesmo !

O Petista sai da loja espumando de raiva.

No dia seguinte ele vai procurar o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, conta a história para o "doutor" e pede que ele tome alguma providência.

Tentando resolver o problema pacificamente, o advogado vai até a loja e pergunta ao vendedor:

- Bom dia, meu amigo. Eu gostaria de saber se você tem alguma coisa contra Petistas?

- Temos tudo o que o senhor precisar! Revólver, pistola, metralhadora, bazuca e, se precisar, consigo granadas, míssel, soco ingles e lança-chamas...

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Brasil Classe C...

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Dilma Rousseff declarou que "queremos um país de classe média". É a primeira governante a anunciar como deve ser a pirâmide social. Desde o lema da ditadura do proletariado não se ouvia algo parecido. Aparentemente, a doutrina Dilma substituiu a dialética pela aritmética: para resgatar os muito pobres é preciso acabar com os muito ricos. Um Eike Batista será transformado em alguns milhões de emergentes da classe C. Talvez eles formem uma cooperativa para cuidar das jazidas de Eike. Ou então acabarão de uma vez com esse negócio de explorar ouro e petróleo, que são coisas de rico.

Já estava mesmo na hora de eliminar a elite da vida brasileira. E não só pelo aspecto econômico. Foi profundamente incômodo ao país ser presidido por um intelectual cultivado, cheio de títulos acadêmicos. Dentre outros comportamentos elitistas, esse presidente acabou com o compadrio na área econômica do governo, impondo a virtude como critério. Ou seja: um desumano, insensível aos apelos de um amigo, parente, afilhado ou cabo eleitoral.

Nesse período, a economia brasileira saiu das trevas, mas o país só ficou à vontade quando foi entregue a um ex-peão. A nação ficou aliviada sob um presidente que empregava os companheiros, que não se importava em maltratar a língua, que se orgulhava de não ler jornais, que fazia o elogio da ignorância – ufanando-se da sua própria falta de estudos, ao cantar vitória sobre o antecessor diplomado. O símbolo máximo dessa cultura (sic) foi a distribuição pelo MEC de livros ensinando uma espécie de português não contabilizado ("nós pega o peixe" era uma das novidades do idioma).

Esse presidente ficou conhecido como "o filho do Brasil", por ser gente como a gente. Você perguntaria: ""A gente" quem, cara-pálida?". Evidentemente, uma pergunta elitista. Cheque seu passaporte, porque você talvez não caiba no Brasil de classe média.

Fora um certo sotaque fascista, até que a ideia do nivelamento geral de um povo poderia ter seus encantos. Nessa grande nação classe C, não existiria mais, por exemplo, o golpe do baú. As moças interesseiras teriam de mudar de ramo, porque não valeria mais a pena cavar um casamento para continuar na mesma classe social. (Esclarecendo que o mesmo raciocínio vale para os rapazes interesseiros. No império da igualdade, é mais prudente tirar a média de tudo, até dos sexos.)

Nessa doce sociedade mediana, as ambições também terão de estar niveladas, para garantir que todos sejam iguais perante suas contas bancárias (ou mais ou menos iguais, vá lá). Isso acabará com um dos grandes problemas do capitalismo, que é a exploração do homem pelo homem. Estando quase todo mundo na classe C, a mais-valia sairá de moda. E, não havendo mais nenhuma outra classe relevante, essa imensa e única classe média poderá, por que não, ser rebatizada de classe A – num grande final feliz que nem Aguinaldo Silva imaginaria, muito menos Karl Marx.

A erradicação da elite, a partir do postulado de Dilma Rousseff, traria benefícios imediatos ao funcionamento do país. Ministros como Fernando Pimentel e Mário Negromonte poderiam sair de seus esconderijos e voltar ao trabalho, sem a imprensa burguesa e elitista para fuxicar seus negócios no governo popular. Pelo mesmo motivo, a presidente não precisaria gastar todo o seu primeiro ano de governo tentando segurar ministros que caíam de podres. Sobraria-lhe mais tempo para trabalhar nas fundações do seu Brasil médio. E que país seria este?

Seria um país muito mais tolerante. Além das liberalidades no uso da língua portuguesa e do dinheiro público, a mentalidade média que emerge da sociologia governamental muda inteiramente o conceito de responsabilidade. Por exemplo: o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, teve a carteira de habilitação apreendida por dirigir em excesso de velocidade e falando ao celular. De cara limpa, tranquilo, apareceu no Detran confirmando seus delitos e anunciando que "retomará os parâmetros de civilidade".

Já o hábito da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, era estacionar em local proibido. Ela também apareceu sorridente, prometendo que não vai mais fazer isso não.



(Guilherme Fiúza)
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Civilização e barbárie na ocupação do Pinheirinho

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Desocupação de Pinheirinho foi classificada como "barbárie" pela presidente. 



Josef Stalin morreu, já não se fala em "centralismo democrático" como antigamente, mas a prática da obediência à palavra de ordem emanada do Comitê Central permanece viva, uma chama acesa a incendiar não mais os corações e mentes dos seres humanos, mas a velha e boa ordem da democracia burguesa. Antigamente o militante recebia o nome do candidato que tinha de sufragar na eleição por baixo da porta, por cuja fresta também chegava a palavra de ordem da ocasião. E a palavra de ordem do momento é "pau neles!" Vale a metáfora e também vale o sentido literal: em artigos em jornais e até no púlpito presidencial, a reintegração de posse do terreno pertencente à massa falida do "megaespeculador" Naji Nahas invadido há oito anos e, desde então, progressiva e definitivamente ocupado por sem-teto é um ato brutal contra um punhado de desvalidos da terra. O discurso é duro, a causa é nobre. Mas a palavra é débil: estamos num ano eleitoral e é preciso partir para o desforço físico, que machuca o adversário e introduz o protesto no noticiário do dia.


"A falta de ação política positiva, capaz de gerar consensos e soluções, ficou evidente no Pinheirinho", escreveu nesta página o professor titular de Teoria Política e diretor do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Unesp, Marco Aurélio Nogueira. Seu artigo publicado sábado 28 de janeiro está carregado de correção política e legitimidade acadêmica. Falta-lhe, contudo, verdade histórica. O professor se condói da situação dos 6 mil desabrigados pela força policial. Qualquer um o faria. É uma terrível injustiça esses trabalhadores não terem onde morar e o Estado brasileiro, representado pelos governos federal, estaduais e municipais, não dispor de nada que se possa chamar de uma política capaz de reduzir nosso vergonhoso déficit habitacional. O mestre relatou que "município, Estado e União assistiram ao crescimento do bairro e nada fizeram para gerenciar o que ali se estava gestando". Apoiado! A omissão da autoridade, contudo, não pode ser corrigida com outra: vige no Brasil o Estado Democrático de Direito, o império da lei. Pratica-se a propriedade privada e a democracia se realiza na obediência à lei interpretada pelo juiz: a Justiça mandou entregar o terreno de volta aos donos. Cabia ao governador mandar cumprir a ordem judicial. Só isso.






A polícia exorbitou? Ninguém percebeu a fotografia publicada nos jornais de uma tropa armada de paus e pedras para defender direitos inexistentes sobre solo alheio? Ninguém, de sã consciência, esperava que tropas policiais enfrentassem esses resistentes levando flores no cano de fuzis, em vez de baionetas. Um crítico isento aplaude o fato de a Polícia Militar (PM) paulista ter conseguido desarmar aquela resistência sem derramar sangue de ninguém e, sobretudo, sem produzir um cadáver. Em ano eleitoral, sangue e cadáveres costumam interferir em resultados de urnas. A invasão sangrenta da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) às vésperas dos pleitos municipais de 1988 ajudou a eleger Luiza Erundina (PT) prefeita de São Paulo, a 400 quilômetros de Volta Redonda (RJ).


Em Porto Alegre (RS) a presidente da República, Dilma Rousseff, manifestou-se uma oitava acima da crítica do professor sobre o assunto. Classificou de "barbárie" a ação policial e garantiu que nunca algo similar será praticado pelo governo federal sob suas ordens. O compromisso é uma tautologia enganadora, mais do que isso, uma verdade óbvia e insidiosa, pois essa não é uma tarefa atribuída pela ordem constitucional ao âmbito federal, mas uma obrigação estadual. A autoridade encarregada de empregar a força para fazer valerem decisões judiciais é da Polícia Militar, subordinada a governadores. Ou seja, Sua Excelência, com a devida vênia, prometeu o que cumprirá porque não lhe diz respeito algum.


Já a definição presidencial da operação ordenada pelo adversário político é simplesmente errada. Bárbara não foi a ação policial que desocupou o terreno, mas a situação social e a omissão governamental (muito bem descrita pelo professor Nogueira) que permitiram sua ocupação sem autorização do legítimo dono. Pode-se discutir se a PM paulista usou mais ou menos violência do que o necessário para fazer a ordem judicial ser cumprida. Mas negar à Justiça, na democracia, o uso do braço forte para obrigar quem viola a lei a se enquadrar em seus cânones é desconhecer o princípio básico da ordem democrática. Se não for um excesso de irreverência, talvez seja o caso de dizer que falou mais alto no coração da chefe (ou ela preferiria chefa?) de Estado seu passado de militante do que seu juramento de fazer cumprir a Constituição.


Agora, já que a presidente falou em barbárie, ou seja, no estágio anterior ao convívio civilizado dos humanos, convém alertá-la de que bárbaros são os militantes que tentaram impedir a saída do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), da Sé, na festa do aniversário da cidade, e do secretário estadual da Cultura, Andrea Matarazzo, da nova sede do Museu de Arte Contemporânea (MAC), a pretexto de protestarem contra a desocupação da comunidade. Kassab administra um município a 100 quilômetros de distância do território conflagrado. Foi agredido gratuitamente, portanto, à saída da catedral, e numa praça onde se realizaram grandes encontros cívicos pela conquista da liberdade de pensar, agir e empreender. Matarazzo é titular de uma pasta responsável por teatros, museus, oficinas e salas de espetáculos e tem tanto que ver com o episódio de São José dos Campos quanto o bei de Túnis ou o califa de Bagdá. O desforço físico é a tentativa, essa, sim, bárbara de compensar a influência que a população nega nas urnas aos grupelhos de esquerda que plantam barracos em áreas proibidas para colherem sangue e cadáveres em ano de eleições.


O saber do mestre e a imensa popularidade da presidente não conseguirão atenuar a barbárie de quem, não tendo votos, recorre a paus, pedras e ovos para tentar impor seus argumentos.


(José Nêumanne - http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,civilizacao-e-barbarie-na-ocupacao-do-pinheirinho-,829884,0.htm)
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O poder da cerveja...

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Sacolinhas - PROCON lança Nota Oficial

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Isso é coisa de mulher!

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Ela estava feliz. 

Parecia que naquela noite todos os pedaços da alma estavam colados e ela mal percebia as emendas. As cicatrizes descansavam desbotadas, resignadas. Não repuxavam nem gritavam mais. Não havia lembrança dolorida que fizesse eco ou conseguisse se esgueirar pelas frestas da memória. Uma estranha blindagem envolvia seu pensamento. Naquela noite, a tristeza foi se encostar em outro lugar ou quem sabe descansar.

Ela estava em festa.

Era como lançar no mar um navio que por muito tempo ficou no estaleiro sendo consertado. Naquela noite ela estava inteira, confortável com seu corpo, seu rosto, seu vestido novo. Não, não havia acontecido nada de novo. Nenhum encontro, nenhum prêmio, nenhuma grande ideia.

Ela estava de volta. Só isso.


Por muito tempo esteve encolhida, ausente, pela metade. Por muito tempo assistiu a vida passar e o tempo escorrer triste pelo ralo. Agora ela estava de novo em casa: de volta para si mesma. Não havia mais espaço vazio dentro dela. Uma maré de desejos, planos, afetos e alegrias foi invadindo tudo que ficara seco, desabitado, devastado. Alma, horizontes, olhar, tudo expandido. Uma imensa parte dela foi reconquistada. A opressão da tristeza foi banida.(Que venham até outras tristezas, mas não aquela velha conhecida!). Os invasores foram finalmente derrotados: ela não estava mais sob o domínio do ressentimento nem da impotência. Seus olhos brilhavam de novo.

Ela estava liberta.

Nós, mulheres, não estamos nessa vida para brincar. Somos imensas, somos intensas, somos loucas, somos santas, somos fênixes. Não temos medo de sofrer! Temos um corpo elástico, penetrável, expansível. Jorramos sangue, leite, lágrima. Concebemos, gozamos, parimos. Morremos de rir, de raiva, de ciúmes, de cansaço, de tesão inúmeras vezes no mesmo dia. Quando a vida bate forte a gente acusa o golpe: choramos, pensamos que vamos morrer, deprimimos, vamos para o fundo do poço para depois emergirmos inteiras, curadas, mais fortes. Somos resilientes!

Muitas vezes precisamos parir a nós mesmas, brigar para nascer de novo. Por isso, a despeito do motivo e do tamanho da dor que sentimos, podemos ter certeza de que somos maiores que ela porque somos teimosas, somos guerreiras, somos sábias, acreditamos no amor, gostamos da alegria, temos fé.

Acredito nessa estranha mania de ter fé na vida, acredito que toda mulher deva encerrar os ciclos e suas dores bem vividas com dignidade e inteireza para então dizer de peito aberto: estou feliz, estou em festa, estou de volta, estou liberta.

Afinal, se não temos medo de sofrer também não temos medo de ser felizes.

Isso é coisa de mulher!


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Depois da bomba

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-O que aconteceu com a radiação que devia
durar 1.000 anos em Hiroshima? 









HIROSHIMA: 65 anos depois  


















BRASIL:  65 anos depois da bomba de HIROSHIMA 
     

   

   





    

    

          Será que no Brasil podeira haver menos roubo?/

    






Agora, me responda:

A longo prazo, o que causa maior destruição?
A BOMBA ATÔMICA ou os POLÍTICOS BRASILEIROS???

 
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