domingo, 13 de dezembro de 2015

A carta patética de Temer (mas não a que você está pensando)

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Na terça-feira passada, o vice-presidente Michel Temer divulgou duas mensagens escritas. A primeira era uma carta de desabafo dirigida à presidente Dilma Rousseff, com uma longa lista de reclamações. Causou um tremendo salseiro político e uma infindável - e impagável - sucessão de memes nas redes sociais. A segunda era uma nota à imprensa, que passou quase despercebida, mas talvez tenha duração mais longa que a carta do desabafo. Na nota, Temer responde a uma revelação publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o jornal, o vice, tal como a presidente, também assinou decretos de crédito suplementar sem a devida autorização legislativa. O assunto é o primeiro e o principal na lista de razões que embasam o pedido de impeachment contra Dilma. Aplicando-se a mesma lógica, Temer também estaria sujeito a impeachment.
Na nota, curta, Temer diz que, nas interinidades, o vice-presidente atua "em nome do titular do cargo", cumprindo apenas formalidades e assinando "documentos e atos" que estejam vencendo no período. "Ele cumpre, tão somente, as rotinas dos programas estabelecidos pela presidente em todo âmbito do governo, inclusive em relação à política econômica e aos atos de caráter fiscal e tributário". Por fim, Temer afirma que, assinando esses documentos e atos, o vice-presidente não está formulando a "política econômica ou fiscal" do governo e também não "entra no mérito das matérias objeto de decretos ou leis". Em outras palavras, Temer diz que não é responsável por sua assinatura, pois atuava em nome de Dilma, nem pelo conteúdo do que assinou, pois não o formulou nem o concebeu.
"A resposta é pífia", reagiu o senador Álvaro Dias, do PSDB do Paraná. O senador pediu ao Tribunal de Contas da União um parecer sobre o caso de Temer. "Para mim, é uma questão pacífica", diz o tucano. Afinal, ao analisar esses mesmos decretos assinados por Dilma, o TCU concluiu que eram irregulares. "Não podemos ser seletivos. Temos que ser coerentes. A régua para medir uns e outros tem de ser a mesma", diz o senador. De fato, a explicação de Temer causa certa perplexidade pela singeleza. Equivale a dizer que o vice-presidente, além de decorativo, é inimputável. Pode assinar qualquer coisa, mesmo ilegal, desde que seja a mando do presidente - e nada lhe será cobrado. Vista sob esse ângulo, a nota é patética. E nem todos os vices interpretam a função com tanta passividade.
Aureliano Chaves, vice do general João Figueiredo, causou uma crise política em 1981, quando ocupava o cargo em função do infarto do titular. Na cadeira de presidente, recebeu um documento para assinar. Era a ordem de expulsão de dois padres franceses, Aristides Camio e François Gouriou, acusados de incitar invasões de terra no sul do Pará. Aureliano recusou-se a assinar. E não assinou. (Os padres acabaram condenados a 10 e 15 anos de cadeia, cumpriram dois anos e quatro meses e só então foram expulsos.) Era um assunto político, não tinha nenhum impacto econômico e financeiro. Temer, obviamente, poderia ter feito o mesmo. Mas, ao contrário, assinou. Não um decreto, mas nove, que, somados, passam de 67 bilhões de reais. Foram cinco decretos no primeiro mandato, em 2014, e quatro já no segundo mandato, agora em 2015.
Para complicar, na mesma terça-feira da carta de desabafo e da nota à imprensa, Temer deu uma entrevista dizendo que, na sua opinião, o pedido de impeachment contra Dilma "tem, sim, lastro jurídico". Isso significa que, na opinião do vice, assinar decretos de crédito suplementar sem autorização legislativa constitui crime de responsabilidade. Se Temer sabia disso, a questão que fica no ar é outra: por que assinou nove decretos sabendo que violavam a lei? Neste caso, deveria ter-se recusado a assiná-los. Ninguém tem mandato ou poder para obrigar o vice-presidente a cometer um ato que, na sua própria opinião, constitui-se em crime de responsabilidade. (Os decretos de crédito suplementar, assinados por Dilma e Temer, não são o que se convencionou chamar de "pedaladas fiscais". Todas as irregularidades orçamentárias que aparecem no pedido de impeachment têm sido chamadas de "pedaladas fiscais", mas apenas para efeito de simplificação.)
A explicação de Temer sobre suas pedaladas, ao dizer que cumpria mera formalidade e não definira a política econômica ou fiscal, tem alguma semelhança, guardadas as enormes diferenças de fundo e de natureza, com aquela manobra dos militares da Argentina. Tentando escapar da responsabilidade dos sequestros, torturas e assassinatos durante a ditadura, eles inventaram a "lei da obediência devida". Pela lei, eles sequestraram, torturaram e mataram porque tinham ordens para fazê-lo e tinham a obrigação funcional de cumprir tais ordens. Portanto, não podiam ser punidos por isso. Mas Temer não pode alegar nem algo como uma "obediência devida". Vice não cumpre ordens de ninguém, nem da presidente. Muito menos ordens que dão "lastro jurídico" a impeachment.
Em condições normais, tudo o que um vice pretende ao assumir o cargo é cumprir a rotina burocrática e não causar problemas. Temer, nas suas interinidades, certamente preocupou-se em não paralisar a máquina pública, o que poderia criar sabe-se lá quais turbulências. Por isso, cumpriu as tarefas formais que lhe foram exigidas. Mas, se tinha ciência de que os decretos eram irregulares, era recomendável que Temer comunicasse a presidente que não os assinaria. Dilma que encontrasse uma saída. Ela poderia decidir cancelar as viagens internacionais nas datas de renovação dos decretos. Ou podia mandar os decretos às favas. Em qualquer situação, Temer estaria a salvo sem ter sido desleal e sem parar a máquina pública. Mas Temer também não fez isso.
A outra hipótese é que Temer não soubesse que se tratava de um crime. É plausível. Mas, se admitir isso agora, Temer se colocaria numa posição politicamente cavilosa: se assinou por não saber que era crime, por que estaria agora vindo a público dizer que o impeachment tem "lastro jurídico"? Seria mais elegante dizer que o "lastro jurídico" do impeachment é frágil, tão frágil que mesmo ele, Temer, constitucionalista por formação, não tinha conhecimento da irregularidade ao assinar os decretos. Mas, com o poder em jogo, esses tempos não estão para elegância.
A armadilha em que Temer se meteu é quase inescapável. Mesmo que o TCU decida isentá-lo de qualquer responsabilidade, restará a questão política que sempre permeia um processo de impeachment: como convencer os brasileiros a entregar a cadeira presidencial a uma autoridade que cometeu o mesmo crime da autoridade que sai? É defensável punir Dilma por um crime e premiar Temer pelo mesmo crime? Já surgiu pedido na Câmara dos Deputados para incluir o nome de Temer no pedido de impeachment contra Dilma. Do ponto de vista das ruas, talvez seja até mais animador pedir o impeachment dos dois, Dilma e Temer. Afinal, estão juntos há cinco anos, no mesmo ambiente com cheiro de enxofre. Mas levar o Congresso a aprovar um impeachment sem apoio do PMDB de Temer é coisa que talvez nem as ruas tenham força para fazer.
Tudo considerado, a explicação lógica para o comportamento de Temer parece ser a seguinte: ele não sabia o que estava assinando. Provavelmente, não imaginava que, no exercício da Presidência da República, lhe dariam documentos irregulares para assinar. Confiava que só lhe pediam para cumprir rotinas lícitas, inquestionáveis. E, assim, sem ler detidamente o conteúdo dos decretos, assinava-os. O drama de Temer é que a alegação de que assinou sem ler, ou sem saber o que assinava, não isenta ninguém perante tribunal nenhum do mundo. A nota irônica é que, na carta de desabafo a Dilma, Temer começou com uma citação em latim: "verba volant, scripta manent" (as palavras voam, os escritos permanecem). Agora, encontra-se numa sinuca em latim: "verba volant, decreta manent"* (as palavras voam, os decretos permanecem).

(Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/a-carta-patetica-de-temer-mas-nao-a-que-voce-esta-pensando)
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sábado, 12 de dezembro de 2015

General manda recado aos políticos: “Não dá pra engolir tudo".

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Vale recordar que os profissionais das três Forças se dedicam, durante a carreira, ao estudo de problemas brasileiros e à avaliação da conjuntura internacional.
Além da Universidade Militar (quatro anos), cursam, como capitães, a Escola de Aperfeiçoamento (um ano); depois, mediante concurso, já oficiais superiores, a Escola de Comando e Estado Maior (dois anos); e, por último, durante um ano, um pós-doutorado, na área de política e estratégia.
Saem da teoria e vivem os problemas “in loco”. Residem, invariavelmente, nos lugares mais inóspitos do território nacional, particularmente na Amazônia, onde, quase sempre, só os “milicos” se fazem presentes. Conhecem o país como poucos. Pagam impostos e são obrigados a votar.
Importante notar que a incapacidade de boa parte dos governantes lhes custa caro. Por conta disso, distribuem água no Nordeste; constroem e reparam estradas e pontes; ocupam comunidades para reprimir o crime; monitoram, sozinhos, boa parte das imensas fronteiras; retomam invasões ilegais; cuidam de inúmeras comunidades indígenas abandonadas; cobrem deficiências do sistema de saúde; gerenciam catástrofes; combatem a dengue, entre outros.
Ou seja, os militares cumprem qualquer missão, além de suas tarefas constitucionais. Ainda assim, são mal remunerados e dispõem de orçamento destroçado. Por motivos óbvios, não podem se organizar em sindicatos, nem fazer greves.
Os chefes militares exigem de seus comandados dedicação integral, até em fins de semana e feriados, sem qualquer remuneração extra. Devem, portanto, mantê-los inteirados da situação.
O general de Exército Antônio Hamilton Martins Mourão construiu sua carreira pautado pela lealdade, retidão e respeito aos subordinados. Soldado exemplar, líder inconteste, nunca se permitiu mentir, blefar, caluniar ou se omitir.
Desafio que apontem qualquer inverdade nas palavras que Mourão dirigiu a outros militares, em atividade interna. Um dos slides de sua palestra informava que “a maioria dos políticos de hoje parecem privados de atributos intelectuais próprios e de ideologias, enquanto dominam a técnica de apresentar grandes ilusões que levam os eleitores a achar que aquelas são as reais necessidades da sociedade”.
O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, julgou que esses são assuntos institucionais que cabiam a ele, comandante, abordar. Pediu a transferência de Mourão do Comando Militar do Sul para outra função, na secretaria de Finanças, igualmente nobre, compatível com o posto que ocupa. Assunto encerrado. Princípios de hierarquia e disciplina. Simples assim.
Fica a dica: autoridades civis, que conduzem os destinos do Brasil (aquelas que enfiarem a carapuça), se querem evitar esse tipo de desconforto, comportem-se com um mínimo de dignidade, competência e probidade, evitando tantas mentiras, escândalos e roubalheiras. Não dá para engolir tudo.
Esquerdopatas, fiquem calmos. São outros tempos. As Forças Armadas seguirão apolíticas e apartidárias, mas, pelo que levam na alma, jamais serão bolivarianas.
Os castrenses não pensam em tomar o poder, nem pretendem violar as instituições do regime democrático em que vivemos, ainda que pleno de imperfeições.
No entanto, não somos robôs descerebrados e insensíveis. Guardamos, tanto quanto vocês, o direito e o dever de espernear contra tantos desmandos e falcatruas.
Brasil, acima de tudo!

(Fonte: http://www.diariodobrasil.org/general-manda-recado-aos-politicos-nao-da-pra-engolir-tudo-comportem-se-com-dignidade/
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Intimação da Polícia Federal deixa Lula isolado na Europa

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Intimação da Polícia Federal deixa Lula isolado na Europa. Humilhação perante a comunidade internacional


Embora constrangido pelas suspeitas de seu envolvimento em esquemas de corrupção na Petrobras e da quase certeza de que seu filho caçula será preso, Lula compareceu a alguns compromissos marcados antes da explosão de tantos escândalos envolvendo seu nome, o de seus amigos, companheiros de partido e familiares.

Identificado como um político demagogo pelo El País, Jornal espanhol que organizou o fórum Os desafios dos emergentes, no qual o ex-presidente participou. Nos debates, Lula resolveu todos os problemas do Brasil. Quem acompanhou suas falas durante o tour pela Europa nos últimos dias pode chegar a conclusões bastante contraditórias: ou Lula é um mentiroso contumaz ou a presidente Dilma Rousseff é a mulher mais incompetente do planeta. O mais provável é que se conclua que as duas alternativas estão corretas.

Assim como fez no Brasil, Lula desafiou a inteligência de seus interlocutores no fórum ao tentar convencê-los de que não está envolvido com a corrupção do PT na Petrobras: "Eu desafio, mesmo aos empresários que estão sendo delatados, aqueles que estão presos, a dizer se um dia eles tiveram 20 segundos de conversa comigo sobre qualquer coisa que fosse ilegal."

Se por um lado, nenhum empresário é louco de vir à publico confessar seus negócios ilícitos, entre os que estão presos, vários já confirmaram a influência de Lula no mensalão e no petrolão, como o ex-deputado Pedro Correa, que confirmou ter estado na reunião que deu origem ao petrolão, juntamente com Lula e o ex-ministro José Dirceu.

Mas se o Road show do ex-presidente pela Europa já se consolidava uma tour melancólica, a notícia de sua intimação pela Polícia Federal para depor sobre o esquema de venda de medidas provisórias caiu como uma bomba no colo de Lula. Entrevistas, convites e encontros foram cancelados para evitar maiores constrangimentos.

Lula está agora sozinho num quarto de hotel pensando o como vai explicar uma série de situações comprometedoras para a polícia. Uma delas é se ele mandou seu amigo Mauro Marcondes repassar cerca de R$ 4 milhões para seu filho caçula, Luis Claudio Lula da Silva.



(Fonte:http://imprensalivre.blogspot.com.br/2015/12/lula-isolado-na-europa-apos-intimacao.html)
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Vale-Cultura

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Vale Cultura





O Vale-Cultura dá oportunidade para que mais pessoas tenham acesso a espetáculos, shows, cinema, exposições, livros, música, instrumentos musicais e muito mais. Se você é um trabalhador com carteira assinada, procure a sua empresa e peça o seu.

O que é o Vale-Cultura?

É um benefício de R$ 50,00 mensais concedido pelo empregador para os trabalhadores. É cumulativo e sem prazo de validade, e só pode ser usado para comprar produtos ou serviços culturais, em todo o Brasil.

Por que o Ministério da Cultura criou o Vale-Cultura?

O acesso à cultura estimula a reflexão e a compreensão da realidade, além do respeito à diversidade, o reconhecimento da identidade e a plena cidadania. Tudo isso é uma melhoria na qualidade de vida de todos os brasileiros. O Vale-Cultura também fomenta o crescimento da produção cultural em todo o Brasil.

Quem pode receber o Vale-Cultura?

Todos os trabalhadores que tenham vínculo empregatício formal com empresas que aderiram ao programa. O foco são aqueles que recebem até cinco salários mínimos, para estimular o acesso à cultura aos cidadãos de baixa e média renda.

Quem fornece o Vale-Cultura?

São as empresas empregadoras que fornecem este benefício aos seus empregados.

Quem aceita o Vale-Cultura como forma de pagamento?

O Vale-Cultura é aceito por uma rede de cerca de 40 mil empresas em todos os estados do país, inclusive lojas virtuais. Apenas empresas que comercializam produtos e serviços culturais podem se habilitar como recebedoras.

Como este dinheiro chega ao trabalhador?

O valor do Vale-Cultura é creditado por meio de cartão magnético pré-pago, emitido por uma operadora de cartão.

O Vale-Cultura é uma bolsa oferecida pelo Governo Federal?

Não. O Vale-Cultura é um benefício trabalhista, assim como o auxílio-alimentação ou o auxílio-transporte. São as empresas que arcam com a sua oferta para os seus empregados. Não se trata de uma bolsa, nem é o Governo que concede o Vale-Cultura.

O que a empresa que concede o benefício ganha com o Vale-Cultura?

Além de reforçar o seu compromisso com o bem-estar de seus trabalhadores, a empresa pode agregar valor ao salário sem incidência de encargos sociais e trabalhistas. E as empresas tributadas com base no lucro real poderão deduzir até 1% do imposto de renda se concederem o Vale-Cultura a seus empregados.

Os servidores públicos podem ser beneficiados?

A legislação não veda a participação de servidores públicos, mas, para que eles tenham direito ao benefício, deve haver uma iniciativa de cada município, estado ou da União na adoção de medidas próprias. Basta que se inspirem no modelo do programa e aprovem uma legislação para regulamentar o seu próprio Vale-Cultura
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SPOT - Confira o áudio da Campanha Vale-Cultura 2015!







Fonte:http://www.cultura.gov.br/valecultura

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Pressionando Parlamentares

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CHEGA!!



Os brasileiros não aceitam mais:

- Mentiras
- Crise ética/moral
- Corrupção generalizada
- Desemprego crescente
- Inflação alta
- Pedaladas fiscais
- Mensalão e Petrolão
- Aumento de impostos
- Luz e gasolina mais caras
- Cortes na saúde, educação e segurança

Estamos ao lado da população, indignados com tanta bandalheira!
E, assim como a maioria dos brasileiros, defendemos que a presidente seja afastada o mais rápido possível, através do seu impeachment!

Participe você também do Movimento Pró-Impeachment!



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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O Homem de Bem











O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele.

Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se em todas as coisas à sua vontade.

Tem fé no futuro, e por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.

O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.

Encontra usa satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros., antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa.

É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos.

Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele.

Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado.

É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.

Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.

Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera.

Não tenta fazer valer o seu espírito, nem os seus talentos, às expensas dos outros. Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer ressaltar a vantagens dos outros.

Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado.

Usa mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito, do qual deverá prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para si mesmo, que poderá lhes dar, é pô-los ao serviço da satisfação de suas paixões.

Se nas relações sociais, alguns homens se encontram na sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa sua autoridade para erguer-lhes a moral, e não para os esmagar com o seu orgulho, e evita tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna.

O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados.




Fonte: https://evangelhoespirita.wordpress.com/…/c…/o-homem-de-bem/

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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

APARÊNCIAS E ENGANOS

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Por sua história pessoal e por todas as declarações, até de adversários políticos, o senador Delcídio Amaral era gente finíssima, muito querido por todos, por sua cordialidade e simpatia, sua inteligência e educação, seu espírito tolerante e conciliador. Sem acusar ou julgar ninguém, são os primeiros requisitos de um canalha profissional para ganhar a confiança de suas vítimas e poder aplicar seus golpes. Não dá para ser grosso e arrogante e pretender a simpatia e confiança necessárias para exercer sua canalhice.

Também não se deve tripudiar sobre os caídos, mas se o bom e velho Delcídio, com seu look de Vovó Donalda e todas essas qualidades, fez o que fez, imaginem o que fizeram e fazem os suspeitos de sempre, com suas caras de bandido do tipo Jader, Cunha, Renan, Collor, Sarney, Lobão, que não há plástica ou botox, nem implante ou tintura de cabelos que disfarcem, pelo contrário, os tornam ainda mais grotescos e revelam a feiura de suas almas opacas, em contraste com o brilho cafajeste de seus ternos.

Tive um tio muito querido, inteligente e cínico, que sempre dizia que o problema dos governos brasileiros é que, com raras exceções, os talentosos e competentes geralmente são desonestos, e os honestos e bem intencionados são incompetentes e acabam dando mais prejuízo do que os ladrões. Não viveu para ver os governos petistas, mas o tempo lhe deu razão.

Assim como o doce Delcídio, o banqueiro André Esteves é a própria imagem do bom moço honesto e competentíssimo, que inspirava absoluta confiança na praça, e tanto que tantos aplicavam suas economias no seu banco de investimentos e ninguém nunca perdeu dinheiro.

Deveria ter ouvido a advertência do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica em um evento junto com Lula, que fingiu que não ouviu: “Quem gosta muito de dinheiro não deve se meter em política”. Agora, levado pela ambição e pela vaidade, está preso e humilhado, mas quem mandou se meter com politícos?

No “Retrato de Dorian Gray”, Oscar Wilde diz que “só os tolos não julgam pelas aparências.”

Há controvérsias. A Lava-Jato está questionando até Oscar Wilde.



(Nelson Motta)

domingo, 29 de novembro de 2015

VENDO CHÁCARA EM SÃO ROQUE/ SP - CONDOMÍNIO FECHADO

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VENDO CHÁCARA EM SÃO ROQUE/ SP - CONDOMÍNIO FECHADO (MABRUK) - ACEITO PERMUTA POR IMÓVEL DE MENOR VALOR

10.000m2 de terreno
Casa principal - 350m2 - 3 suites (1 master), sala para 3 ambientes, sala íntima com lareira, escritório, lavabo, cozinha, despensa, área de serviço
Casa de hóspedes (redonda) - 150m2 - 2 suites, sala para 2 ambientes com lareira, lavabo, cozinha.
Casa de Caseiro - 2 quartos, sala, cozinha e banheiro
Piscina, 2 churrasqueiras, pomar produzindo, canil, bosque natural preservado.
Isenta de IPTU,
Distância da Rodovia Raposo Tavares km 59,5 - 4 km (1km de terra em bom estado). Distância do centro de São Roque 5km.
Estrada dos Pessegueiros (Antiga Estrada Municipal da Capela do Cepo)
Preço: R$ 660.000,00
Visitas devem ser marcadas com antecedência.


Contato: solicitar via mensagem privada (comentários)











quinta-feira, 26 de novembro de 2015

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Réquiem a um Homem de Honra.

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Hoje estou de luto. Um luto sofrido, doído, doido e inesperado. Soube somente hoje do falecimento do meu ex-marido, no dia 31/10.

Ninguém me avisou, acreditem ou não... A maldade de certas pessoas ainda me espanta.

Eu nunca imaginei que a notícia iria doer tanto, mas é explicável...

Ele foi o melhor marido que uma mulher desejaria ou poderia ter. Sempre companheiro e cúmplice, bondoso e terno, sempre dedicado e preocupado com o bem estar da família.

Ajudou a criar meus filhos como se fossem dele, sem a menor discriminação, proporcionando sempre tudo que necessitavam, inclusive a melhor educação, nas melhores escolas.

Foi um companheiro único nas horas mais difíceis que passei na vida, como a morte de meu pai e a descoberta (e durante) a doença de minha mãe (Alzheimer) e tinha (principalmente quando eu me desesperava e me faltava paciência), ainda mais carinho e paciência com ela. Agia como um filho, fazendo com que nada lhe faltasse, principalmente carinho e atenção.

Foi a pessoa que mais me fez rir. Me ensinou a rir da vida e de mim mesma. Ríamos juntos da vida, de nós mesmos, mesmo nas épocas das maiores adversidades. Em suma: Me fez feliz durante os doze anos que estivemos juntos, como nunca havia sido antes e como nunca consegui ser depois.

Vocês devem ter vontade de perguntar: Então porque se separaram? Seguramente não foi por falta de amor ou respeito.

A resposta é que, na verdade até hoje eu não sei... a vida foi aos poucos nos afastando, as interferências familiares começaram a pesar muito e, um belo dia, sem que houvesse um motivo que justificasse a nossa separação, a nossa união acabou, simplesmente aconteceu... Sem brigas, sem raiva, sem nada que tivesse grande importância e, felizmente, ainda com muito amor e respeito de ambas as partes, o que tornou a separação ainda mais difícil e dolorosa para ambos.

Que Deus o acolha em seus braços Fernando, o companheiro mais dedicado, amoroso, amigo e cúmplice e o homem mais honesto, trabalhador, leal e confiável que conheci.

Descanse em paz.


Fernando de Carvalho e Mello (09/05/43 - 31/10/2015)


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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Por que devemos acolher os refugiados?

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Por que devemos acolher os refugiados





Um debate sobre a globalização da fraternidade.


Muito já se falou sobre os atentados em Paris e sobre o terrorismo; é evidente que muita coisa ainda pode ser dita e haverá de ser, mas este artigo não é sobre isto. Vamos falar sobre os refugiados, pois são vítimas do terrorismo e se colocam como um “grande problema” que devemos (aprender a) lidar - coloquei “grande problema”, entre aspas, porque não quero repetir a estupidez de certo deputado que disse que os refugiados eram escórias. Não! O problema não são os refugiados, mas a forma de sociedade que construímos que não é preparada para receber pessoas diferentes.

Recentemente o filósofo Slavoj Žižek publicou um artigo chamado “In the wake of Paris attacks the left must embrace its radical western roots”

Neste artigo o Žižek trata dos ataques em Paris, do problema dos refugiados e da função da esquerda mundial nesta onda toda. Segundo ele, a questão de regras e normas precisa ser levada a sério, pois a cultura da maioria dos refugiados é incompatível com as noções de cultura que o Ocidente tem. Assim, a solução para a crise dos refugiados passa pelo problema da tolerância.

Žižek vê um problema sério aqui, porque a tolerância significa respeitar a sensibilidade de cada um. Acontece que os muçulmanos acham que é impossível suportar nossas imagens blasfemas e nosso humor imprudente - coisas que consideramos parte de nossa liberdade; da mesma forma que nós ocidentais não conseguimos suportar muitas práticas da cultura muçulmana que eles consideram parte da liberdade deles.

Resumo? O bicho sempre pega quando membros de uma comunidade religiosa considera como blasfemo ou prejudicial – ao ponto de atrair a ira de Deus - o estilo de vida de outra comunidade.

Então o Žižek dá conselhos interessantes para sabermos lidar com a vinda de refugiados:

Primeiro, o que tem que ser feito é construir um conjunto mínimo de normas, obrigatório, onde esteja inclusa a liberdade religiosa, a proteção da liberdade individual, os direitos das mulheres, etc., e tudo isto tem que ser feito sem o medo de parecer "ocidental demais".

Segundo, devemos insistir na tolerância. Na aceitação de diferentes formas de vida. Aceitar que o mundo é composto de infinitas formas de ser e viver nele.


Aceitá-los não é só trazê-los, mas dar a todos a oportunidade de um lugar digno para viver. Fácil? Não! A questão toda é que não devemos, sob o risco de estarmos perdendo a nossa humanidade se fizermos diferente, rejeitar os refugiados. Também não podemos abrir mão de nossa cultura e costumes para os receber. E por fim não podemos exigir que eles mudem o estilo de vida deles. Aliás, este erro a França cometeu quando em 2011 proibiu os mulçumanos de rezarem em público.

Estamos diante de um exercício gigantesco de tolerância - e de aceitação de que nós, com a nossa cultura, não passamos de um pequeno ponto no infinito universo. Estamos vivenciando um momento excelente para exercitamos a solidariedade que nos dá coragem para aceitar pessoas que estão sendo vítimas e, por isto, fugindo de guerras em seus países. Mas aceitar sem mudar nosso jeito de ser e sem mudar quem eles são.

Fácil? Não! Mas podemos começar pensando como Žižek:

Eu acho que nós deveríamos nos opor totalmente a esta chantagem liberal de que temos que nos entender uns aos outros. Não, o mundo é demasiado complexo, não podemos. Detesto pessoas. Não quero entender as pessoas. Quero ter um certo código em que eu não entendo o teu estilo de vida e tu não entendes o meu, mas podemos coexistir.



Por fim, mas não menos importante, não podemos esquecer da Religião. Grande parte de conflitos passam pela religião: quando não é pela luta para ver qual a religião verdadeira, é pelo sentimento religioso presente em toda paixão ideológica.

Nietzsche dizia com acerto no livro “Humano, Demasiado Humano” que:

A pressuposição de todo crente de qualquer tendência é não poder ser refutado; se os contra-argumentos se mostrarem muito fortes, sempre lhes restava ainda a possibilidade de difamar a razão e até mesmo levantar o credo quia absurdum est [creio porque é absurdo] como bandeira do extremado fanatismo. Não foi o conflito de opiniões que tornou a história tão violenta, mas o conflito da fé nas opiniões, ou seja, das convicções.

Precisamos abandonar a convicção de que estamos no continente mais evoluído, com a cultura mais evoluída e de posse de outras evoluções melhores... E também não sou muito simpático às hashtags #oremospor. Ora, quase todo ataque que qualquer Estado faz, para a aprovação da opinião pública, se reza para que “Deus esteja conosco”. Além do mais, orar por alguém traz consigo sempre a ideia de que o nosso Deus é melhor e mais protetor. Não gosto, mas estejam à vontade para orar – e de coração aberto para aceitar quem não deseja as orações

Eu compreendo que a coisa está no ponto em que o teólogo Huns Kung falou há algum tempo: "ou temos paz entre as religiões/ideologias ou não haverá paz no mundo". E precisamos aceitar, urgentemente, a ideia de que nenhuma barreira ideológica ou política pode apequenar a capacidade que nós temos de acolher qualquer tipo de pessoa, crença ou ideologia no seio de nossa comunidade.


(Wagner Francesco)

Fonte: http://wagnerfrancesco.jusbrasil.com.br/artigos/259249432/por-que-devemos-acolher-os-refugiados?utm_campaign=newsletter-daily_20151124_2336&utm_medium=email&utm_source=newsletter

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Lula fala palavrões, ataca a imprensa e diz que ela deve ignorar corrupç...

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O pilantra anda extremamente nervoso com a possibilidade de ser preso em breve. Ele sabe que o Juiz Sergio Moro não brinca em serviço...


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=oOtncn906mQ&list=PL4fQwwgA67zJXDhrCZQ361d1ebnILJAu5#action=share

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Os novos escravos

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Escravos na colheita de café, Vale do Paraíba, 1882
(Foto de Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles)




A escravidão sempre foi uma das grandes tragédias da humanidade.

É inadmissível que pessoas humanas sejam encaradas como simples objetos, passíveis de serem utilizados em transações mercantis. E isto, infelizmente, aconteceu na antiguidade em toda a face da Terra e ainda existe, apesar de todos os esforços para impedir tal ignomínia. Ainda há a escravidão mascarada, em algumas regiões do mundo, inclusive no Brasil, onde seres humanos são submetidos a tal prática, sem quaisquer direitos, nas mais adversas circunstâncias, sem a devida contrapartida.

Contudo, há outras formas de escravidão de natureza indireta, na maioria das vezes nem percebida pelos que são escravizados, de fato. Se analisarmos bem a conjuntura, esta será a conclusão lógica. Os “donos do mundo” (grupos que controlam o sistema financeiro mundial e seus instrumentos como o Clube de Roma, o Diálogo Interamericano etc.) comandam os destinos da população mundial.

Como são os detentores do poder econômico, cooptam os meios de comunicação mais influentes do mundo, pautando grande parte da mídia e influenciando decisivamente grande parte da humanidade. Não por acaso elegem seus representantes (de sociedades secretas ou até ostensivas, como o Diálogo Interamericano, no caso das Américas) para os principais cargos dos Poderes Executivo e Legislativo, além de influenciar expressivamente o Judiciário.

É comum emplacar seus integrantes até na presidência da República, como foi na Argentina (Raul Alfonsín), Brasil (FHC e Lula, que entrou e saiu), Uruguai (Sanguinetti), Colômbia (Juan Santos), Chile (Michele Bachelet) etc. Até o ex-presidente do Bacen, Sr. Henrique Meirelles, bem como Marina Silva são integrante do Diálogo. Somente possuindo estas informações é que somos capazes de compreender o comportamento esquizofrênico das últimas administrações, em especial as petistas.

Na expressão econômica, a administração é inteiramente submissa aos interesses da banca internacional e nacional, com a adoção de medidas tão radicais como a taxação dos inativos e o aluguel de imensas áreas da Amazônia, tentadas, mas não concretizadas por FHC, mas realizadas pelos petistas. Nas expressões psicossocial e política adota medidas preconizadas pelo Foro de São Paulo, de perpetuação no poder, admitindo ainda a ação predatória de movimentos como o MST, MLST e outros, sem a devida instalação de instrumentos preventivos e repressivos.

As classes mais abastadas acumulam cada vez mais riquezas, em especial os bancos (como exemplo, o Banco do Brasil apresentou, nos primeiros seis meses deste ano, um lucro superior a R$8,82 bilhões, não tendo vergonha de informar que arrecada com receitas de serviços mais do que paga com despesas de pessoal, enquanto leva a CASSI à falência e usurpa recursos da PREVI), usufruindo “alegremente” das vantagens obtidas, enquanto as categorias menos favorecidas são obrigadas a entrar na informalidade, expandindo a economia informal e recebendo o “ bolsa esmola”. Os bancos particulares nunca ganharam tanto em sua “estória”.

A sempre sacrificada classe média, em extinção, acaba transformando-se em produtora dos novos escravos. Nascem, vivem e morrem dentro os rígidos limites impostos pelos detentores do poder, com raras exceções. O sistema tributário é uma vergonha. Quem ganha muito não paga, com o emprego do “planejamento tributário”, enquanto um cidadão que ganha pouco menos de três salários mínimos (SM) mensais é obrigado a pagar.

Em 2015 a carga tributária aumenta para algo em torno de 36 % do PIB. Ao mesmo tempo, os serviços públicos estão sendo deteriorados a cada dia (educação, saúde, segurança, saneamento etc.) e vão sendo progressivamente transferidos para a iniciativa privada.

Até a previdência pública vai sendo quebrada para dar espaço à previdência privada. Internamente, é apresenta a inacreditável proposta (a não ser para os usuários) da descriminalização das drogas, felizmente objeto de forte reação por parte das forças vivas da Nação.

O ensino público vai sendo brutalmente esvaziado, em especial com o sistema de cotas e outros instrumentos para o segmento privado, dando lugar a fábricas produtoras de diplomas, “formando” profissionais de baixa qualificação.

A maioria dos empregos gerados apresenta remuneração inferior a 2 SM e o desemprego, o subemprego quantitativo e qualitativo alcançam mais de 1/3 da PEA. Os cidadãos acordam todos os dias, trabalham exaustivamente, formal ou informalmente, sendo extorquidos de todos os modos, direta ou indiretamente, pelo poder público ou então pelos marginais.

Como não conseguem chegar até o fim do mês com seus parcos rendimentos, endividam-se cada vez mais, acumulando dívidas impossíveis de serem pagas. Os escravos antigos trabalhavam duramente, mas tinham pelo menos casa e comida garantida. Os novos escravos modernos também trabalham duramente e nem isto conseguem obter.

A administração petista não consegue sequer concluir com êxito um programa de implantação de contribuições compulsórias para as famílias possuidoras de empregados domésticos, submetendo-as a uma verdadeira tortura continuada. Exigem de pessoas físicas as responsabilidades de empresas. Reina o caos econômico, social e político.

Prepara-se um “acordão” para que “mal feitos” permaneçam impunes. E ainda querem impor a volta da CPMF (tributo em cascata), que representa um verdadeiro “cheque em branco” para os perdulários.

Isto não é admissível em qualquer país do mundo, ainda mais no Brasil do Século XXI.


(Marcos Coimbra, Economista e Professor, é Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano)


Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net/2015/11/os-novos-escravos.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+AlertaTotal+%28Alerta+Total%29

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Desastre de Mariana - Rio Doce na Ponte Queimada

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DIVULGUEM...DIVULGUEM...DIVULGUEM!!




No dia 15/11/2015, Heverton Rocha e seu pai José Rocha, estiveram na Ponte Queimada, onde verificaram a lama proveniente do rompimento da barragem de contenção de dejetos e rejeitos de minério da Samarco em Mariana 15/11/2015. Ainda desce muito lama e o odor exalado pelo manancial é muito forte.



Hoje, 15/11/2015, meu pai e eu fizemos uma visita ao Rio Doce. 

No local que fomos (Ponte Queimada) o manancial faz a divisa dos municípios de Pingo  D'água (no vídeo digo erroneamente Bom Jesus do Galho).

A cena é triste minha gente. A água do rio ainda exala um forte cheiro que não é característico do corpo d’água. 


A imprensa não está noticiando corretamente as informações. O número de mortos é muito maior do que o divulgado. E o pior (se posso falar assim), é que os elementos poluentes que hoje tomam posse do rio não estão sendo revelados pelos responsáveis pelo desastre (Samarco e VALE ex-rio doce) que, junto com o Governo Estadual e Federal escondem a verdadeira situação da população diretamente afetada pelo impacto ambiental.

À medida que o Rio Doce se dirige para o mar, vai deixando destruição e contaminação por onde passa. Os metais pesados presentes nas águas do manancial, que agora é o maior cemitério da biodiversidade lacustre da mata atlântica, irão penetrar na cadeia trófica afetando todos os seus componentes (incluindo o homo sapiens).

Na medida que as águas do rio se encontrarem com o mar, se iniciará a inclusão desses metais na cadeia trófica marinha, podendo a mesma se estender por milhares de quilômetros da costa brasileira... Do norte ao sul.

Para quem quiser saber sobre a introdução dos mais pesados na cadeia alimentar digite no Google: Desastre de Minamata.


Heverton Rocha - Engenheiro Ambiental

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Viajar! Perder países!

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Viajar! Perder países! 
Ser outro constantemente, 
Por a alma não ter raízes 
De viver de ver somente! 

Não pertencer nem a mim! 
Ir em frente, ir a seguir 
A ausência de ter um fim, 
E a ânsia de o conseguir! 

Viajar assim é viagem. 
Mas faço-o sem ter de meu 
Mais que o sonho da passagem. 
O resto é só terra e céu.

(Fernando Pessoa)

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Oração do envelhecimento

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Oração do envelhecimento

Ó Senhor, tu sabes melhor do que eu que estou envelhecendo a cada dia.. Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo, em toda e qualquer ocasião.

Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme que tenho de querer pôr em ordem a vida dos outros.

Ensina-me a pensar nos outros e ajudá-los, sem jamais me impor sobre eles, mesmo considerando, com modéstia, a sabedoria que acumulei e que penso ser uma lástima não passar adiante.

Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos e uma boa relação com os filhos, e que só se preserva os amigos e os filhos...... quando não há intromissão na vida deles...

Livra-me, também, Senhor, da tolice de querer contar tudo com detalhes e minúcias e dá-me asas no assunto para voar diretamente ao ponto que interessa.

Não me permita falar mal de ninguém.

Ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e doenças. Elas estão aumentando e, com isso, a vontade de descrevê-las vai crescendo a cada dia que passa.

Não ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descrição das doenças alheias; seria pedir demais. Mas, ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com alguma paciência.

Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber que posso estar errado em algumas ocasiões. Já descobri que pessoas que acertam sempre são maçantes e desagradáveis.

Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço: mantenha-me o mais amável possível.

Livrai-me de ser santo... É difícil conviver com santos! Mas um velho rabugento, Senhor, é obra-prima do capeta!!!!!

Me poupe!!!

Amém!

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domingo, 30 de agosto de 2015

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Treme, Temer.... tá chegando a hora....

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Temer faz apelo e admite que a situação do país é grave


Vice-presidente demonstrou preocupação com a chamada pauta-bomba em votação no Congresso, que pode impactar ainda mais os cofres públicos

Em meio a uma crise política e econômica sem precedentes, o governo decidiu fazer um apelo público ao Congresso e à sociedade para que "todos se dediquem a resolver os problemas do país". O recado foi dado nesta quarta-feira pelo vice-presidente da República, Michel Temer, que admitiu a gravidade da situação do Brasil.

"É preciso que todos se se dediquem a resolver os problemas do país. Não vamos ignorar que a situação é razoavelmente grave. Não tenho dúvida de que é grave. E é grave porque há uma crise política se ensaiando e há uma crise econômica que precisa ser ajustada. Mas para tanto é preciso contar com o Congresso Nacional e com vários setores da nacionalidade brasileira", disse Temer. Ao longo do dia ele se reuniu com líderes da base e com ministros da presidente Dilma Rousseff.

A declaração do vice evidencia a preocupação do governo diante de um cenário conturbado: com a economia em frangalhos e a base desarticulada no Congresso, Dilma vai enfrentar a análise de suas contas no Tribunal de Contas da União (TCU) e a votação de uma série de projetos que podem causar impactos diretos nos cofres públicos - a chamada pauta-bomba.

Temer disse que é preciso evitar o agravamento de uma "possível crise". "Em nome do Brasil, do empresariado brasileiro e dos trabalhadores, é preciso que alguém tenha capacidade de reunir a todos e fazer este apelo. Eu estou tomando essa liberdade porque caso contrário nós podemos entrar em uma crise desagradável para o Brasil", afirmou.

A declaração se dá no mesmo dia em que a Câmara promete pautar o primeiro item da pauta: a proposta de emenda à Constituição (PEC) que eleva os salários de advogados-gerais da União, delegados e procuradores. O impacto da proposta, de acordo com o Ministério do Planejamento, é de 2,4 bilhões de reais. O governo atua para evitar a aprovação da medida.


http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/temer-faz-apelo-publico-e-admite-que-situacao-do-pais-e-grave
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Osho - Perigo para Sociedade (legendado)

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sábado, 1 de agosto de 2015

E então, colheu a morte como uma velha amiga

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“Deus tem um jardim, que é a Terra, onde toda vez que Ele quer colher uma flor, uma das mais bonitas, Ele vem, a tira da Terra e a leva com Ele!”


E num piscar de olhos uma pessoa fica vulnerável, em cima de uma cama, sem poder desfrutar das coisas mais belas da vida. E com seu tempo de sobra começa a refletir sobre o que fez na sua jornada. Nada de bom, o homem bateu na mulher, maltratou os filhos, foi um malfeitor, e acima de tudo, orgulhoso... e agora à beira da morte, nada que faça poderá mudar o seu destino, o seu fim.

E agora? A única coisa a fazer é se redimir? Pedir perdão a todos? Deixar o orgulho de lado? Afinal, a morte é a coisa mais obscura da vida e não podemos voltar atrás dos erros, não podemos consertar o que foi feito, mudar o que foi dito.


É nesse momento que a sua vida passa como um filme. E o homem se lembra de cada detalhe...

-Me iludi.

-Magoei.

-Bati em quem cuida de mim hoje.

-Não dei valor a quem chora no meu leito nesse momento.

-Não ajudei meu próximo.

-Caluniei Deus. O julguei, cobrei Dele o que eu nunca mereci. 

Eu precisava ir à luta, deixar meu orgulho de lado. Quem sabe então, Deus viria a meu encontro...

Mais que merda que vida eu levei!! Não fiz nada que agradasse a alguém! Olhando à minha volta, só restam ao meu lado a minha mulher e os meus filhos.


Cadê aqueles que se diziam meus amigos? Aqueles que passavam as tardes de domingo bebendo comigo no boteco? Tardes essas que faziam com que eu chegasse em casa e batesse em minha mulher, a minha esposa que hoje vejo como me ama, que enxuga meu suor, me dá banho, me alimenta...

Deitado aqui posso ver quem me ama de verdade e que, por incrível que pareça, são as pessoas que eu parecia mais odiar na vida.

A única coisa a fazer é aceitar a morte como uma velha amiga.

Ela, que sempre esteve presente na minha vida. Então que ela venha e me leve, assim terminarei com o sofrimento de todos à minha volta e com essa dor que invade e dilacera o meu peito. Dor estranha essa, que nunca senti. Um desses sentimentos que as pessoas diziam sentir e nos quais eu nunca acreditei. 

A morte é fácil, tranquila. Difícil é a vida. Nela cometemos muitos erros, nos machucamos, choramos, erramos… e por esses motivos hoje eu digo:

Que venha a morte, minha velha amiga! E que me perdoem todos à minha volta! E que me perdoe, meu Deus!!


Nesse momento, o homem suspirou como um último gesto de tristeza. Toda a sua vida passou rapidamente pela sua mente e ele, finalmente desistiu. Fechou os olhos e uma última lágrima escorreu pelo seu rosto.



(Baseado no texto de http://era-umaa-vezz.tumblr.com/post/78772556477/e-ent%C3%A3o-colheu-a-morte-como-uma-velha-amiga)
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