segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Lula fala palavrões, ataca a imprensa e diz que ela deve ignorar corrupç...

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O pilantra anda extremamente nervoso com a possibilidade de ser preso em breve. Ele sabe que o Juiz Sergio Moro não brinca em serviço...


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=oOtncn906mQ&list=PL4fQwwgA67zJXDhrCZQ361d1ebnILJAu5#action=share

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Os novos escravos

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Escravos na colheita de café, Vale do Paraíba, 1882
(Foto de Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles)




A escravidão sempre foi uma das grandes tragédias da humanidade.

É inadmissível que pessoas humanas sejam encaradas como simples objetos, passíveis de serem utilizados em transações mercantis. E isto, infelizmente, aconteceu na antiguidade em toda a face da Terra e ainda existe, apesar de todos os esforços para impedir tal ignomínia. Ainda há a escravidão mascarada, em algumas regiões do mundo, inclusive no Brasil, onde seres humanos são submetidos a tal prática, sem quaisquer direitos, nas mais adversas circunstâncias, sem a devida contrapartida.

Contudo, há outras formas de escravidão de natureza indireta, na maioria das vezes nem percebida pelos que são escravizados, de fato. Se analisarmos bem a conjuntura, esta será a conclusão lógica. Os “donos do mundo” (grupos que controlam o sistema financeiro mundial e seus instrumentos como o Clube de Roma, o Diálogo Interamericano etc.) comandam os destinos da população mundial.

Como são os detentores do poder econômico, cooptam os meios de comunicação mais influentes do mundo, pautando grande parte da mídia e influenciando decisivamente grande parte da humanidade. Não por acaso elegem seus representantes (de sociedades secretas ou até ostensivas, como o Diálogo Interamericano, no caso das Américas) para os principais cargos dos Poderes Executivo e Legislativo, além de influenciar expressivamente o Judiciário.

É comum emplacar seus integrantes até na presidência da República, como foi na Argentina (Raul Alfonsín), Brasil (FHC e Lula, que entrou e saiu), Uruguai (Sanguinetti), Colômbia (Juan Santos), Chile (Michele Bachelet) etc. Até o ex-presidente do Bacen, Sr. Henrique Meirelles, bem como Marina Silva são integrante do Diálogo. Somente possuindo estas informações é que somos capazes de compreender o comportamento esquizofrênico das últimas administrações, em especial as petistas.

Na expressão econômica, a administração é inteiramente submissa aos interesses da banca internacional e nacional, com a adoção de medidas tão radicais como a taxação dos inativos e o aluguel de imensas áreas da Amazônia, tentadas, mas não concretizadas por FHC, mas realizadas pelos petistas. Nas expressões psicossocial e política adota medidas preconizadas pelo Foro de São Paulo, de perpetuação no poder, admitindo ainda a ação predatória de movimentos como o MST, MLST e outros, sem a devida instalação de instrumentos preventivos e repressivos.

As classes mais abastadas acumulam cada vez mais riquezas, em especial os bancos (como exemplo, o Banco do Brasil apresentou, nos primeiros seis meses deste ano, um lucro superior a R$8,82 bilhões, não tendo vergonha de informar que arrecada com receitas de serviços mais do que paga com despesas de pessoal, enquanto leva a CASSI à falência e usurpa recursos da PREVI), usufruindo “alegremente” das vantagens obtidas, enquanto as categorias menos favorecidas são obrigadas a entrar na informalidade, expandindo a economia informal e recebendo o “ bolsa esmola”. Os bancos particulares nunca ganharam tanto em sua “estória”.

A sempre sacrificada classe média, em extinção, acaba transformando-se em produtora dos novos escravos. Nascem, vivem e morrem dentro os rígidos limites impostos pelos detentores do poder, com raras exceções. O sistema tributário é uma vergonha. Quem ganha muito não paga, com o emprego do “planejamento tributário”, enquanto um cidadão que ganha pouco menos de três salários mínimos (SM) mensais é obrigado a pagar.

Em 2015 a carga tributária aumenta para algo em torno de 36 % do PIB. Ao mesmo tempo, os serviços públicos estão sendo deteriorados a cada dia (educação, saúde, segurança, saneamento etc.) e vão sendo progressivamente transferidos para a iniciativa privada.

Até a previdência pública vai sendo quebrada para dar espaço à previdência privada. Internamente, é apresenta a inacreditável proposta (a não ser para os usuários) da descriminalização das drogas, felizmente objeto de forte reação por parte das forças vivas da Nação.

O ensino público vai sendo brutalmente esvaziado, em especial com o sistema de cotas e outros instrumentos para o segmento privado, dando lugar a fábricas produtoras de diplomas, “formando” profissionais de baixa qualificação.

A maioria dos empregos gerados apresenta remuneração inferior a 2 SM e o desemprego, o subemprego quantitativo e qualitativo alcançam mais de 1/3 da PEA. Os cidadãos acordam todos os dias, trabalham exaustivamente, formal ou informalmente, sendo extorquidos de todos os modos, direta ou indiretamente, pelo poder público ou então pelos marginais.

Como não conseguem chegar até o fim do mês com seus parcos rendimentos, endividam-se cada vez mais, acumulando dívidas impossíveis de serem pagas. Os escravos antigos trabalhavam duramente, mas tinham pelo menos casa e comida garantida. Os novos escravos modernos também trabalham duramente e nem isto conseguem obter.

A administração petista não consegue sequer concluir com êxito um programa de implantação de contribuições compulsórias para as famílias possuidoras de empregados domésticos, submetendo-as a uma verdadeira tortura continuada. Exigem de pessoas físicas as responsabilidades de empresas. Reina o caos econômico, social e político.

Prepara-se um “acordão” para que “mal feitos” permaneçam impunes. E ainda querem impor a volta da CPMF (tributo em cascata), que representa um verdadeiro “cheque em branco” para os perdulários.

Isto não é admissível em qualquer país do mundo, ainda mais no Brasil do Século XXI.


(Marcos Coimbra, Economista e Professor, é Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano)


Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net/2015/11/os-novos-escravos.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+AlertaTotal+%28Alerta+Total%29

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Desastre de Mariana - Rio Doce na Ponte Queimada

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DIVULGUEM...DIVULGUEM...DIVULGUEM!!




No dia 15/11/2015, Heverton Rocha e seu pai José Rocha, estiveram na Ponte Queimada, onde verificaram a lama proveniente do rompimento da barragem de contenção de dejetos e rejeitos de minério da Samarco em Mariana 15/11/2015. Ainda desce muito lama e o odor exalado pelo manancial é muito forte.



Hoje, 15/11/2015, meu pai e eu fizemos uma visita ao Rio Doce. 

No local que fomos (Ponte Queimada) o manancial faz a divisa dos municípios de Pingo  D'água (no vídeo digo erroneamente Bom Jesus do Galho).

A cena é triste minha gente. A água do rio ainda exala um forte cheiro que não é característico do corpo d’água. 


A imprensa não está noticiando corretamente as informações. O número de mortos é muito maior do que o divulgado. E o pior (se posso falar assim), é que os elementos poluentes que hoje tomam posse do rio não estão sendo revelados pelos responsáveis pelo desastre (Samarco e VALE ex-rio doce) que, junto com o Governo Estadual e Federal escondem a verdadeira situação da população diretamente afetada pelo impacto ambiental.

À medida que o Rio Doce se dirige para o mar, vai deixando destruição e contaminação por onde passa. Os metais pesados presentes nas águas do manancial, que agora é o maior cemitério da biodiversidade lacustre da mata atlântica, irão penetrar na cadeia trófica afetando todos os seus componentes (incluindo o homo sapiens).

Na medida que as águas do rio se encontrarem com o mar, se iniciará a inclusão desses metais na cadeia trófica marinha, podendo a mesma se estender por milhares de quilômetros da costa brasileira... Do norte ao sul.

Para quem quiser saber sobre a introdução dos mais pesados na cadeia alimentar digite no Google: Desastre de Minamata.


Heverton Rocha - Engenheiro Ambiental

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Viajar! Perder países!

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Viajar! Perder países! 
Ser outro constantemente, 
Por a alma não ter raízes 
De viver de ver somente! 

Não pertencer nem a mim! 
Ir em frente, ir a seguir 
A ausência de ter um fim, 
E a ânsia de o conseguir! 

Viajar assim é viagem. 
Mas faço-o sem ter de meu 
Mais que o sonho da passagem. 
O resto é só terra e céu.

(Fernando Pessoa)

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Oração do envelhecimento

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Oração do envelhecimento

Ó Senhor, tu sabes melhor do que eu que estou envelhecendo a cada dia.. Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo, em toda e qualquer ocasião.

Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme que tenho de querer pôr em ordem a vida dos outros.

Ensina-me a pensar nos outros e ajudá-los, sem jamais me impor sobre eles, mesmo considerando, com modéstia, a sabedoria que acumulei e que penso ser uma lástima não passar adiante.

Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos e uma boa relação com os filhos, e que só se preserva os amigos e os filhos...... quando não há intromissão na vida deles...

Livra-me, também, Senhor, da tolice de querer contar tudo com detalhes e minúcias e dá-me asas no assunto para voar diretamente ao ponto que interessa.

Não me permita falar mal de ninguém.

Ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e doenças. Elas estão aumentando e, com isso, a vontade de descrevê-las vai crescendo a cada dia que passa.

Não ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descrição das doenças alheias; seria pedir demais. Mas, ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com alguma paciência.

Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber que posso estar errado em algumas ocasiões. Já descobri que pessoas que acertam sempre são maçantes e desagradáveis.

Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço: mantenha-me o mais amável possível.

Livrai-me de ser santo... É difícil conviver com santos! Mas um velho rabugento, Senhor, é obra-prima do capeta!!!!!

Me poupe!!!

Amém!

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domingo, 30 de agosto de 2015

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Treme, Temer.... tá chegando a hora....

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Temer faz apelo e admite que a situação do país é grave


Vice-presidente demonstrou preocupação com a chamada pauta-bomba em votação no Congresso, que pode impactar ainda mais os cofres públicos

Em meio a uma crise política e econômica sem precedentes, o governo decidiu fazer um apelo público ao Congresso e à sociedade para que "todos se dediquem a resolver os problemas do país". O recado foi dado nesta quarta-feira pelo vice-presidente da República, Michel Temer, que admitiu a gravidade da situação do Brasil.

"É preciso que todos se se dediquem a resolver os problemas do país. Não vamos ignorar que a situação é razoavelmente grave. Não tenho dúvida de que é grave. E é grave porque há uma crise política se ensaiando e há uma crise econômica que precisa ser ajustada. Mas para tanto é preciso contar com o Congresso Nacional e com vários setores da nacionalidade brasileira", disse Temer. Ao longo do dia ele se reuniu com líderes da base e com ministros da presidente Dilma Rousseff.

A declaração do vice evidencia a preocupação do governo diante de um cenário conturbado: com a economia em frangalhos e a base desarticulada no Congresso, Dilma vai enfrentar a análise de suas contas no Tribunal de Contas da União (TCU) e a votação de uma série de projetos que podem causar impactos diretos nos cofres públicos - a chamada pauta-bomba.

Temer disse que é preciso evitar o agravamento de uma "possível crise". "Em nome do Brasil, do empresariado brasileiro e dos trabalhadores, é preciso que alguém tenha capacidade de reunir a todos e fazer este apelo. Eu estou tomando essa liberdade porque caso contrário nós podemos entrar em uma crise desagradável para o Brasil", afirmou.

A declaração se dá no mesmo dia em que a Câmara promete pautar o primeiro item da pauta: a proposta de emenda à Constituição (PEC) que eleva os salários de advogados-gerais da União, delegados e procuradores. O impacto da proposta, de acordo com o Ministério do Planejamento, é de 2,4 bilhões de reais. O governo atua para evitar a aprovação da medida.


http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/temer-faz-apelo-publico-e-admite-que-situacao-do-pais-e-grave
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Osho - Perigo para Sociedade (legendado)

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sábado, 1 de agosto de 2015

E então, colheu a morte como uma velha amiga

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“Deus tem um jardim, que é a Terra, onde toda vez que Ele quer colher uma flor, uma das mais bonitas, Ele vem, a tira da Terra e a leva com Ele!”


E num piscar de olhos uma pessoa fica vulnerável, em cima de uma cama, sem poder desfrutar das coisas mais belas da vida. E com seu tempo de sobra começa a refletir sobre o que fez na sua jornada. Nada de bom, o homem bateu na mulher, maltratou os filhos, foi um malfeitor, e acima de tudo, orgulhoso... e agora à beira da morte, nada que faça poderá mudar o seu destino, o seu fim.

E agora? A única coisa a fazer é se redimir? Pedir perdão a todos? Deixar o orgulho de lado? Afinal, a morte é a coisa mais obscura da vida e não podemos voltar atrás dos erros, não podemos consertar o que foi feito, mudar o que foi dito.


É nesse momento que a sua vida passa como um filme. E o homem se lembra de cada detalhe...

-Me iludi.

-Magoei.

-Bati em quem cuida de mim hoje.

-Não dei valor a quem chora no meu leito nesse momento.

-Não ajudei meu próximo.

-Caluniei Deus. O julguei, cobrei Dele o que eu nunca mereci. 

Eu precisava ir à luta, deixar meu orgulho de lado. Quem sabe então, Deus viria a meu encontro...

Mais que merda que vida eu levei!! Não fiz nada que agradasse a alguém! Olhando à minha volta, só restam ao meu lado a minha mulher e os meus filhos.


Cadê aqueles que se diziam meus amigos? Aqueles que passavam as tardes de domingo bebendo comigo no boteco? Tardes essas que faziam com que eu chegasse em casa e batesse em minha mulher, a minha esposa que hoje vejo como me ama, que enxuga meu suor, me dá banho, me alimenta...

Deitado aqui posso ver quem me ama de verdade e que, por incrível que pareça, são as pessoas que eu parecia mais odiar na vida.

A única coisa a fazer é aceitar a morte como uma velha amiga.

Ela, que sempre esteve presente na minha vida. Então que ela venha e me leve, assim terminarei com o sofrimento de todos à minha volta e com essa dor que invade e dilacera o meu peito. Dor estranha essa, que nunca senti. Um desses sentimentos que as pessoas diziam sentir e nos quais eu nunca acreditei. 

A morte é fácil, tranquila. Difícil é a vida. Nela cometemos muitos erros, nos machucamos, choramos, erramos… e por esses motivos hoje eu digo:

Que venha a morte, minha velha amiga! E que me perdoem todos à minha volta! E que me perdoe, meu Deus!!


Nesse momento, o homem suspirou como um último gesto de tristeza. Toda a sua vida passou rapidamente pela sua mente e ele, finalmente desistiu. Fechou os olhos e uma última lágrima escorreu pelo seu rosto.



(Baseado no texto de http://era-umaa-vezz.tumblr.com/post/78772556477/e-ent%C3%A3o-colheu-a-morte-como-uma-velha-amiga)
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sexta-feira, 31 de julho de 2015

A Pausa

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Não quero compilar acontecimentos em palavras, relembrar cheiros e gostos e promover o download de cada sensação equivalente apenas para escrever. Quero fazer uma pausa, às vezes, para escutar a vida além do olhar e ter no corpo o termômetro de todas as temperaturas possíveis. Sentir as mudanças bruscas e perceber as sutis. (Tudo se transforma numa velocidade inédita sempre). Acolher a calmaria como um afago da paz e me permitir um recolhimento que não se pode publicar, pois é um descanso.

Estar presente na rotina da vida real e arrumar as gavetas em vez de escrever poemas. Viver o amor mais do que falar dele. Valorizar a amizade com gestos de quem se importa verdadeiramente: tão além de dar um like. Olhar para o Outro, não através dele. Molhar as plantas enquanto uma nesga de sol afasta o vento no fim da tarde. Escutar os pássaros enquanto fumo um cigarro no jardim. Observar os movimentos delicados do bichano que brinca com os tapetes e se esparrama no sofá pedindo um breve cafuné. Tomar um chá quente depois do banho.

Não concordar com sites que dão dicas de que se o Outro te trata bem, deve ser culpa por estar te traindo. (Não gosto da irresponsabilidade de artigos que promovem a desconfiança quando receber um mimo faz parte do carinho e da atenção, não de um comportamento suspeito). Não resumir a vida num post nem uma sensação numa hashtag.

Estar off-line pode ser apenas um desinteresse temporário pelo virtual, não um desconforto secreto. Gostar mais de fotos que de legendas em determinados momentos. Guardar o sorriso da paisagem em porta-retratos personalizados. Comprar um livro no dia do escritor, mais que desejar felicitações a ele. Ler o livro.

Estou aqui, em mim, na minha vida, nos manuscritos das dezenas de cadernos que coleciono. Passo perfume para responder um e-mail afetuoso: me enfeito para todas as delicadezas. Não permito que a demanda emocional alheia me pressione a escrever quando pretendo aproveitar mais do silêncio. Tenho passado mais tempo cuidando da minha vida que me ocupando com o feed de notícias.

Desejo delicadezas!




(Marla de Queiroz - 
https://www.facebook.com/Marla.de.Queiroz?fref=ts)
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quarta-feira, 29 de julho de 2015

A solidão feminina - Anaïs Nin

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Um homem jamais pode entender o tipo de solidão que uma mulher experimenta. 

Um homem se deita sobre o útero da mulher apenas para se fortalecer, ele se nutre desta fusão, se ergue e vai ao mundo, a seu trabalho, a sua batalha, sua arte. Ele não é solitário. Ele é ocupado. A memória de nadar no líquido aminótico lhe dá energia, completude. 

A mulher pode ser ocupada também, mas ela se sente vazia. Sensualidade para ela não é apenas uma onda de prazer em que ela se banhou, uma carga elétrica de prazer no contato com outra. 

Quando o homem se deita sobre o útero dela, ela é preenchida, cada ato de amor, ter o homem dentro dela, um ato de nascer e renascer, carregar uma criança e carregar um homem. 

Toda vez que o homem deita em seu útero se renova no desejo de agir, de ser. Mas para uma mulher, o clímax não é o nascimento, mas o momento em que o homem descansa dentro dela.


(Anaïs Nin)

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segunda-feira, 27 de julho de 2015

A vida contada em aquarelas

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Recebido por e-mail - Desconheço o autor
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domingo, 26 de julho de 2015

Momento de reflexão

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Quando eu nasci, todos riam e eu chorava. Quando eu morrer, espero que tenha levado minha vida de tal forma que todos, ao se recordarem de mim, sorriam junto comigo.

Berenice



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sábado, 25 de julho de 2015

Dilma, a tartaruga em cima do poste.

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Enquanto costurava o machucado na mão de um velho gari, o médico e o paciente começaram a conversar sobre o país, o governo e, fatalmente, sobre a presidente Dilma.

O velhinho disse:

- Bom, o senhor sabe, o PT é como uma tartaruga em cima do poste…

Sem saber o que o gari quis dizer, o médico perguntou o que significava uma tartaruga num poste.

E o gari respondeu:

- É quando o senhor vai indo por uma estradinha, vê um poste e lá em cima tem uma tartaruga tentando se equilibrar. Isso é uma tartaruga num poste.

Diante da cara de interrogação do médico, o velho acrescentou:

- Você não entende como ela chegou lá;

- Você não acredita que ela esteja lá;

- Você sabe que ela não subiu lá sozinha;

- Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;

- Você sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá;

- Você não entende porque a colocaram lá;

Então tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá, e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima definitivamente não é o seu lugar!


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terça-feira, 21 de julho de 2015

HORA DE LUTA!!!

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Povo saberá erguer e pode contar com a clava forte da Justiça


É chegada a hora de, parafraseando o mote de Osório Duque Estrada no hino nacional brasileiro, clamar aos filhos de nossa sofrida pátria pelo enfrentamento da luta.
No tempo de Nelson Rodrigues, polêmico dramaturgo, jornalista e fanático torcedor do Fluminense, a seleção brasileira era a pátria de chuteiras. Hoje, muitos arriscam que seleção — no sentido de brio e garra patrióticos, sem falar no talento e criatividade — já não temos de há muito para torcer. Quanto à pátria, sua própria noção se esfumaçou — um pouco pela globalização galopante e implacável dos tempos modernos, mas certamente muito mais pela falta de cultivo de um sentimento de nação que, imperceptivelmente, passou à dimensão do abstracionismo.
Dirão alguns mais atentos, mas por que isso? Onde anda a teimosa alegria de nossa gente nessa época dos tristes marcada por uma avassaladora crise simultaneamente econômica, politica e moral, quando todos os valores que sustentam uma nação na sua base mais sólida parecem ter ruído.
Ainda outro dia, a presidente da República anunciava que vetaria um projeto de lei de reajuste de servidores do Judiciário da União, por contemplar valores excessivos nestes tempos de crise e contenção de despesas. Não se discute que o veto de projetos aprovados no Congresso Nacional seja prerrogativa presidencial. Mas o que o anúncio prematuro do veto provocou? Na mesma noite, em entrevista ao Jornal Nacional, acompanhada por milhões de espectadores, o presidente do Senado e do Congresso Nacional Renan Calheiros apregoou que, diante de eventual veto presidencial ao projeto, poderia o Congresso, também no uso de prerrogativa constitucional, derrubá-lo, ficando em consequência o dito (pela presidente Dilma) pelo não dito e tudo como dantes neste surreal quartel de Abrantes.
Os cidadãos brasileiros acabam atônitos e sem saber o que pensar diante desse público tiroteio institucional que, em meio aos potentes holofotes da mídia, parece desservir ao país.
Não fosse bastante, em entrevista acerca do entrevero, um ministro recentemente investido no Supremo Tribunal Federal declara à imprensa que o projeto de reajuste dos servidores do Judiciário Federal, embora originário de nossa Corte Maior de Justiça, possivelmente conteria percentual excessivo.
Ora, nem se precisa enfatizar o óbvio, de que este episódio não é isolado, antes traduzindo regra geral de desrespeito institucional, com perda substancial de seus valores constitucionais e arremesso à tábula rasa de postulados da República — como o essencial fundamento, abrigado na Constituição, da independência e harmonia dos poderes constituídos. Estes, aliás, criados pela soberania do povo (em fonte originária) e não extraídos de uma singular ou pretensa autonomia daqueles frente ao povo brasileiro, titular originário de todo o poder que dele emana. Há que honrar, senhores, a parcela de soberania delegada que exercem.
Recentemente, todos assistimos ao estrepitoso escândalo do “Mensalão”, com seus responsáveis punidos, nos limites da lei, pela autoridade incontrastável do STF como guardião e intérprete final da Carta da República.
Passados poucos meses, vem a operação “lava jato”, encetada pela Polícia Federal, trazer à luz do dia — pelo sol que é desinfetante maior — as infâmias e apontados saques de quadrilheiros contra a integridade moral e financeira da Petrobras, até então indiscutido e orgulhoso patrimônio nacional.
A nação, mesmo apreensiva, pode confiar nos seus juízes, como demonstrado pela serenidade e firmeza do ministro Teori Zavascki, do STF, e do juiz federal Sérgio Moro, condutores dos processos judiciais relativos à “lava lato”, todos envolvendo apuração de graves potenciais crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, sonegação fiscal e outros respeitantes atentados contra a integridade nacional e a possível credulidade pública diante de tanta solércia e sensação de impunidade.
Nessa quadra tão difícil, as tábuas da lei não podem ceder. A Constituição e as leis da República, conduzidas pela alta responsabilidade de que investido o Poder Judiciário, não deverão ser repasto de inescrupulosos agentes da mais letal corrupção.
O tributo ao equilíbrio das instituições não faltará nessa quadra de tantas incertezas que povoam um cenário nacional ainda nebuloso. Este necessário ponto de equilíbrio será dentro da curva dos altos postulados que se apresentam à nação. Certa feita ouvi de um dos vultos mais proeminentes do cenário nacional — o jornalista Barbosa Lima Sobrinho, por muitos anos presidente da Associação Brasileira de Imprensa — que a missão última do Judiciário é fomentar civilização.
Por tudo isso, não há descrer dos demais poderes como instituições essenciais ao sistema democrático, sobrelevando, outrossim, a alta relevância da imprensa livre, do Ministério Público e da advocacia como instrumentos indispensáveis ao funcionamento do Estado Democrático de Direito.
Mas, ao cabo dessas singelas reflexões, fica a esperança de que os filhos desta terra ainda generosa diante de tantas violações e agravos, saberão erguer e poderão contar — em meio ao interregno de tanto espanto e perplexidade — com a clava forte da Justiça.


 é desembargador e presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

domingo, 19 de julho de 2015

Vamos mudar de verdade. Precisamos saber escolher.

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A chapa ideal para as eleições de 2018, na minha opinião, seria Geraldo Alckmin para Presidente e Tasso Jereissati para Vice.

Dois excelentes administradores que uniriam o Brasil de norte a sul e que comprovaram com seu desempenho que podem colocar o Brasil de volta aos trilhos, como fizeram em seus Estados como Governadores.

Homens de fibra, respeitados, capacitados e confiáveis. 
Neles eu confio e com certeza votaria. 

Alckmin/Tasso. O futuro do Brasil depende de nós. 

Pensem nisso...


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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Novo ponto de artesanato em São Roque

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Temos agora um novo local onde comprar artesanato feito pelos artistas de São Roque.

Fica na Estrada do Vinho e vale a pena parar lá para conhecer as peças bonitas que estão expostas.

Aproveitem para tomar um caldo de cana feito na hora. Hum... Delícia! Eu adorei!










sábado, 3 de janeiro de 2015

Feliz 2015!!!

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DESEJO


"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".





(Victor Hugo)

terça-feira, 18 de novembro de 2014

OBRAS DO PT NO EXTERIOR - VEJA PARA ONDE VAI O SEU DINHEIRO



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Este é um tema que vale a pena explorar. Por incrível que possa parecer, tem mais impacto que a corrupção. Tirou dos brasileiros para dar para aos “gringos” companheiros de ideologia. Parece que alguns desses “empréstimos" estão na categoria de “segredo de Estado”. Há a hipótese de que os recursos não foram todos para as obras como “contabilizados”; daí a oposição estar cobrando investigação a respeito, como transcrito ao final, que o PT não quer que venha a público.

















































A BOMBA QUE O PT NÃO QUER QUE ESTOURE

Por iniciativa do valoroso e único parlamentar de quem se pode esperar atitudes, o STF se posicionará através de seu ministro presidente sobre o pedido do Senador Álvaro Dias (PSDB-PR) de que sejam revelados todos os meandros dos empréstimos de financiamento de obras no exterior, em especial em Cuba, Venezuela e Angola.

Assim o Sen. Álvaro Dias se pronunciou sobre o caso: “Não se pode admitir que o governo faça empréstimos vultosos sem que aqueles que pagam impostos saibam de informações como o valor dos empréstimos, o prazo de carência para o seu resgate, taxas de juros. Não vejo outro assunto que revolte tanto a população como saber que o governo empresta dinheiro dos brasileiros para a construção de um porto em Cuba, para o metrô de Caracas, para a construção de uma hidrelétrica na Venezuela, entre outras tantas obras em países controlados por ditadores sanguinários”.


Eu, até então, desconhecia a extensão dos empréstimos e para que eles serviam nesses países. Sabe-se agora que não foi apenas para se construir o Porto de Mariel, em Cuba, que o nosso suado dinheirinho foi empregado. Enquanto São Paulo e, principalmente, Salvador sofrem com a falta de transporte via metrô, o BNDES financia completamente o metrô de Caracas.

Calcula-se que o desvio de dinheiro público por intermédio desses “empréstimos” é tão grande que o Mensalão será completamente esquecido por ter sido apenas um ‘roubozinho’ sem a “menor importância.

Lembrem-se de que os empréstimos foram feitos em moeda estrangeira, dólares, bilhões deles!

Se o Brasil tiver a sorte de ter como relator da matéria um Luiz Fux ou um Gilmar Mendes, o PT estará com seus dias contados, pois o roubo é tão grande que ninguém é capaz de avaliar o quanto.

Vamos torcer para que seja um desses dois ministros o relator, porque se cair nas mãos de Barroso, Toffoli, Lewandowski ou daquele gaúcho…

Bom, melhor esperar pra vermos.

O pedido de Álvaro Dias é uma ação direta contra a Presidenta Dilma Rousseff, o ministro Mauro Borges (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Álvaro Dias fez seu pedido ao STF com base na Lei nº 12.527, de 2011, (Lei de Acesso à Informação) que, conforme preceitua seu art. 1º, tem a finalidade de “garantir o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal”.

Dessa ação judicial dependerá o futuro de Rousseff e seu séquito de ladrões, incluído aí o chefão de todos: Lulalarápio da Silva!

(Lourinaldo Teles Bezerra – O Diário do Poder – Cláudio Humberto)

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Raízes da corrupção brasileira

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Há cinco séculos, em 1549, eram implantadas as bases do futuro Estado brasileiro com a criação do Governo-Geral pela coroa portuguesa. O governador-geral Tomé de Souza, nomeado pelo rei de Portugal, desembarcava em Salvador, instalando a primeira capital do Brasil. Nascia nas terras brasileiras, concomitantemente com a implantação da estrutura de poder administrativo, o germe da corrupção.

Os dois principais colaboradores do nascente poder colonial, eram fidalgos portugueses com prestígio na corte de Lisboa. O primeiro, Antonio Cardoso de Barros, com titularidade de “Provedor-mor”, responsável pela arrecadação de impostos. O segundo, Pero Borges, “Ouvidor-mor” administraria a justiça diferenciada. Os “fidalgos” (filhos de algo) recebiam punições suaves em relação aos “peões” (homens a pé), integrantes das camadas populares. Era, de fato, Ministro da Justiça.

Pero Borges, não vinha por vontade própria implantar alguns fundamentos legais das “Ordenações Manuelinas”, estatuto constitucional do reino. Havia sido condenado pela justiça portuguesa por ato de corrupção. Motivo: Administrador da obra, desviara parte do dinheiro destinado à construção do aqueduto de Mafra, cidade muito próxima a Lisboa. Ao invés da prisão, as relações familiares de prestígio na Casa Real, negociaram sua vinda ao Brasil. O primeiro administrador da justiça brasileira.

Antonio Cardoso de Barros seria o administrador das finanças públicas e gestor da economia. Sua missão: alocar recursos para a construção da cidade de Salvador e áreas do recôncavo baiano. Era de fato, o Ministro da Fazenda, tributando com rigor os poucos engenhos de açúcar existentes. Partes dos recursos eram incorporados ao seu patrimônio pessoal. Ficou milionário, tornando-se proprietário de engenhos açucareiros, acumulando poder e fortuna. Era o tiro de largada na “roubalheira” do patrimônio público.

Cinco séculos depois, 2014, o professor e cientista político Bolívar Lamounier, no livro “A cultura da transgressão no Brasil”, afirma: “O Brasil é essencialmente corrupto e precisamos encarar isso. É falso que a elite é ruim, mas o povo é essencialmente bom. Essa impressão é profundamente artificial.” O paralelismo de cinco séculos, reforça, no presente, o terrível diagnóstico do ilustre professor. O Brasil colonial, imperial e republicano é herdeiro de uma cultura patrimonialista, onde o Estado, detentor de grandes riquezas, é vítima de assaltos recorrentes.

O professor José Murilo de Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, traduziu essa realidade: “Há uma cultura generalizada de transgressão que afeta todas as classes sociais, de alto a baixo. Furtam o político, o empresário, alguns magistrados, de um lado; furtam, do outro, o profissional liberal, o policial, o trabalhador informal. Tal cultura tem a ver com valores e instituições. O valor republicano de respeito à lei e à coisa pública não existe.”

As recentes eleições no Brasil comprovaram que corrupção, roubalheira institucionalizada é aceitável para grandes parcelas da sociedade. Uma empresa símbolo dos melhores valores da competência nacional é assaltada por quadrilha enquistada no poder e o roubo de bilhões de reais é considerado fato normal. Não fosse a ação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, a Petrobrás continuaria sendo esquartejada pela corrupção garantida na omissão suspeita do próprio governo.

Os fatos, até agora revelados, envolvendo agentes públicos no executivo e no legislativo, não representam nem 10% do que será oficializado. Nos próximos meses o Brasil viverá crise institucional de gravidade inédita. A cassação de mandatos será consequência das delações feitas pelo ex-diretor da estatal e pelo doleiro lavador das fortunas desviadas da roubalheira da Petrobrás. Foram mais de dez anos (governos Lula/Dilma) de assalto para favorecer “larápios políticos” investidos de funções públicas. Daí ser fácil entender porque nas recentes CPIs sobre a Petrobrás, a maioria governista sempre foi contra as investigações sérias, transformando-as em “CPIs de Farsantes.”

Empresas e empresários da elite nacional aliaram-se em autêntico contubérnio do capitalismo corporativista de compadrio com agentes públicos do executivo e do legislativo. Deu no que deu: quando grandes empresas passam a ter ligações umbelicais com a administração pública, corrompendo homens públicos, o objetivo é levar vantagens ilícitas, aumentado os seus lucros e acumulando poder financeiro.

Além dos corruptos e ladrões de colarinho branco, é fundamental que os corruptores (grandes empresas), através os seus dirigentes envolvidos, não saiam, como sempre, livres, leves e soltos. Combater corruptos e corruptores precisa ser uma cruzada dos brasileiros decentes. Só assim deixaremos para filhos e netos um Brasil que eles possam se orgulhar.



Hélio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).


Fonte:http://www.alertatotal.net/2014/11/raizes-da-corrupcao-brasileira.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+AlertaTotal+%28Alerta+Total%29.