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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Diogo Mainardi + Mario Sabino, os antagonistas

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— O ex-redator-chefe da Veja Mario Sabino e o ex-colunista da Veja Diogo Mainardi se juntam para fazer O Antagonista... Que tal?

— Em matéria de ex, só falta a Ivana Trump.

— Será que nossos leitores sabem quem é a Ivana Trump?

— Duvido.

— Dois fantasmas do jornalismo impresso tentam assombrar o jornalismo online... É melhor assim?

— Parece a trama de um desenho do Scooby Doo.

— Será que nossos leitores sabem quem é o Scooby Doo?

— Todo o mundo conhece o Scooby Doo.

— O antagonista é aquele que amola o protagonista. Nosso jornal pretende amolar os protagonistas da política, da economia, da cultura... É mais ou menos isso, não é?

— O antagonista, nas melhores histórias, tenta eliminar o protagonista. Prefiro eliminar a amolar.

— Acho que seremos eliminados antes. Não seria melhor só amolar? Quem vai patrocinar gente como nós?

— Você só pensa em dinheiro. Vamos fazer o jornal, depois arrumamos patrocinadores. O Antagonista nasceu porque tivemos uma pequena ideia.

— Uma média ideia.

— A internet tem tudo, mas precisa de um bom editor capaz de pautar, cortar, expurgar e copidescar. Concordo: é mais do que uma pequena ideia, é um caminho.

— Assim fico sentimental como um ex-tupamaro: “Caminante, no hay camino; se hace camino al andar”...

— Tupamaro? Somos de direita.

— Somos? Tinha esquecido, não podemos frustrar nossos leitores.

— Ao lado de cada matéria, sempre entrarão as melhores sacadas de quem nos acompanha.

— Nada de deixá-los só lá atrás, nas caixas de comentários.

— Lá atrás e lá embaixo.

— Vamos colocá-los em igualdade com jornalistas famosos cujas opiniões também entrarão na mesma área.

— Se a gente gostar do que esses jornalistas disseram a respeito do assunto.

— Mas, se não gostarmos, poderemos comentar a opinião do sujeito.

— Temos o direito constitucional...

— ...de escarnecer, ...

— ...de ridicularizar,...

— ...de esclarecer,...

— ... de cultivar inimigos...

— ...e influenciar pessoas.

— E se não der certo essa história de por comentários lá na frente?

— Cancelamos. O site é nosso, ora bolas.

— O Antagonista é um conceito novo na internet.

— Boa frase para propaganda.

— Você não entende nada de propaganda: é uma frase surrada.

— Mas faz sentido.

— E quem disse que boa propaganda requer sentido?

— Me perdi: quem está falando agora, o Diogo Mainardi ou o Mario Sabino?

— Tínhamos combinado que isso não importaria. Não assinaremos as matérias, dividiremos a responsabilidade. O protagonista é O Antagonista.

— Quase ia esquecendo: vamos fazer reportagens investigativas.

— Várias.

— Muitas.

— Então dividiremos também os processos. Político, especialmente, odeia reportagem investigativa.

— Será que teremos como pagar as indenizações, se formos condenados?

— Você só pensa em dinheiro.




http://www.oantagonista.com/sobre?utm_medium=email&utm_campaign=NL-Antagonista-2016-06-22&utm_content=NL-Antagonista-2016-06-22+CID_0f319187586a3b95d2b755b63168b06a&utm_source=Email%20Antagonista

domingo, 3 de maio de 2009

Blog do Além - Lady Di

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PENSAMENTOS SEM FREIOS

Fui uma menina como qualquer outra. Sonhava em me casar com um príncipe encantado e ir morar num castelo. Como não deu muito certo, dediquei-me às causas humanitárias.

Charles é realmente muito educado, tem um gosto refinado para a gastronomia, música e literatura. Mas na intimidade é bem cafona. Só para vocês terem uma ideia, ele me chamava de princesa e a seus pais de coroas.

Uma das coisas que mais me envergonhava na relação com Charles não eram suas puladas de muro. Eu ficava passada mesmo quando ele se animava a dançar samba, em visitas oficiais ao Brasil.

Tentei de tudo para evitar a separação com Charles. Toda vez que eu o convocava a conversar para discutir nossa relação, ele dizia: “Sou todo ouvidos” – coisa que eu não podia contestar.

Uma vez sonhei que tentava beijar o Charles para ver se ele virava um sapo. Então um sapo apareceu e disse: “Qualé? Tá de sacanagem?”

Não tenho nada contra a Camilla. A natureza é que implicou um pouco com ela.

O fato de o presidente Lula ter sentado ao lado da rainha não me espanta. No Brasil, muitos plebeus já foram alçados à realeza: Dudu Nobre, Roberto Carlos, Pelé e Xuxa, a rainha dos baixinhos.

Para refletir: as coisas entre eu e o Dodi estavam indo rápidas demais.

Não me importo com as piadas póstumas. Minha morte contribuiu muito para a boa fama do humor inglês. Alguns chistes entraram para o clássico do anedotário britânico, como: o que você dá a uma princesa que tem tudo? Um cinto de segurança e um airbag. Gosto especialmente das que usam a estrutura da pergunta “qual a semelhança?”, pois nunca a pessoa sabe a resposta – o que cria uma expectativa. Por exemplo, qual a semelhança entre a minha pessoa e o Pink Floyd? O último hit parede de ambos foi The Wall.

Elton John, além de ter composto uma canção póstuma, foi a única rainha que chorou em meu funeral.

A crise não deveria apavorar ninguém. Ela é mais psicológica do que real. Eu mesma já estou vendo uma luz no fim do túnel.


(www.blogsdoalem.com.br)