terça-feira, 23 de março de 2010

Aprendendo a profetizar com Nostradamus

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Para Nostradamus, a estratégia utilizada para profetizar era a seguinte:


1. Não seja específico o suficiente para que se prove algum erro. Seja vago e enigmático.

2. Escreva de tal forma que o leitor creia que você saiba algo, mesmo que não seja coisa alguma, e isto fazendo alusão a algo obscuro que você não dirá. Este procedimento aumenta a "aura de mistério" e tornam suas profecias "pomposas".

3. Faça previsões sobre temas que tenham um alto índice de ocorrência tais como: guerra, doenças, eventos climáticos, intrigas políticas, morte de pessoas importantes, acidentes... e, é claro, faça tais previsões com bastante mistério.

4. Se você fizer bastantes profecias, algumas delas se realizarão pela lei das probabilidades ou "se você atirar bastante barro na parede, um pouco dele se fixará." Para o ano de 1554 Nostradamus tinha em seus "prognósticos" 149 novas profecias. Logo teria cerca de mais de 300 por ano.

5. Com o objetivo de atingir a credibilidade inclua algumas profecias "ex-post-facto". Com o tempo, aquele que se deixa enganar facilmente esquecerá que você não estava profetizando, mas apenas recontando a história. O ignorante não saberá a diferença.

6. Ressuscite algumas de suas profecias que tenham falhado. A História tende a repetir-se e você pode "ter sorte".


Quarenta anos depois de Nostradamus ter publicado seu primeiro "Almanaque" seu último fiel secretário, Chavigny, não foi capaz de identificar qualquer profecia específica que tivesse se cumprido. Ele ofereceu a mesma desculpa pouco convincente, "ele quis dizer algum outro ano". Em 1553 Nostradamus publicou dois "Almanaques" que foram significativamente diferentes (algo como ler seu horóscopo para o mesmo dia em duas revistas astrológicas distintas). Não era raro para Nostradamus reciclar algumas de suas profecias em publicações posteriores.

É interessante perceber que nos tempos do Velho Testamento um profeta de Deus era alguém que estava cem por cento correto. A penalidade por não estar 100% correto era o apedrejamento. Nos tempos do Novo Testamento a profecia é um "dom do espírito". O verdadeiro espírito de profecia é inspirado e vivificado pelo Espírito de Deus, o Espírito Santo. Deus, ser fora da dimensão do tempo, não mente e vê o começo e fim da história humana de uma perspectiva extra-dimensional.

Apenas os verdadeiros profetas de Deus, aos quais são dadas visões sobrenaturais do futuro pelo próprio Deus, são infalíveis. À luz deste padrão absoluto, as profecias de Nostradamus são pura presunção (Deuteronômio 18:22).

(Fonte: www.earthharvest.org)

A Águia e a Gralha


Uma Águia, saindo do seu ninho no alto de um penhasco, capturou uma ovelha e a levou presa às suas fortes garras. Uma Gralha, que testemunhara a tudo, tomada de inveja, decidiu que poderia fazer a mesma coisa.
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Ela então voou para alto e tomou impulso, e com grande velocidade, atirou-se sobre uma ovelha, com a intenção de também carregá-la presa às suas garras.
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Ocorre que estas acabaram por ficar embaraçadas no espesso manto de lã da Ovelha, e isso a impediu inclusive de soltar-se, embora o tentasse com todas as suas forças.
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O Pastor das ovelhas, vendo o que estava acontecendo, capturou-a. Feito isso, cortou suas penas, de modo que não pudesse mais voar. À noite a levou para casa, e entregou como brinquedo para seus filhos.
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“Que pássaro engraçado é esse?”, perguntou um deles.
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“Ele é uma Gralha meus filhos. Mas se você lhe perguntar, ele dirá que é uma Águia.”

(Esopo)

Moral da História:

Não devemos permitir que a ambição nos conduza para além dos nossos limites.

(Fonte: sitededicas.uol.com.br)

segunda-feira, 22 de março de 2010

AVC - A agulha que salva

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Não tenho a menor idéia se esse email tem alguma base técnica/medicinal ou se é confiável, mas se alguém tiver um problema desse perto de mim, enquanto o infeliz espera a ambulância, vou picá-lo todo.
Mal não pode fazer....





Uma agulha pode salvar a vida de alguém com começo de AVC.

Vale a pena 2 min de leitura.

Uma agulha pode salvar a vida de um paciente com princípios de derrame...
Dito por uma professora chinesa.

Guarde uma seringa ou uma agulha para fazer isto - é um método inconvencional para recuperar alguém de um derrame.

Quando o derrame ocorrer, fique calmo.

Independentemente de onde a vitima estiver, não a mova do lugar.

Quando o derrame acontece, as veias capilares no cérebro vão-se gradualmente rompendo. Se a pessoa for movida os capilares vão se romper.

Se tiver na sua casa uma seringa melhor. Se não tiver, pode usar uma agulha de costura ou um alfinete.

1. Aqueça a agulha/ alfinete para esterilizar e depois dê uma alfinetada em todos os dedos das mãos do paciente.

2. Não há pontos específicos nos dedos para a acupuntura, mas pode picar 1 milímetro perto da unha.

3. Pique até o sangue começar sair.

4. Se o sangue não começar a sair, então aperte com os dedos.

5. Quando todos os dedos começarem a sangrar, espere alguns minutos e depois puxe as orelhas do paciente até ficarem vermelhas.

6. Pique cada um dos lóbulos das orelhas até começar a sair uma gota de sangue de cada lóbulo. Depois de alguns minutos a pessoa começará a recuperar os sentidos.

Espere até que recupere o estado normal e leve-o para o hospital.

Se for levado às pressas para o hospital, a viagem turbulenta vai fazer com que os vasos capilares no cérebro se rompam.

"Eu aprendi a tirar gotas de sangue para salvar vidas através de um médico de medicina tradicional chinesa. Ele chama-se Ha Bu Ting. Mais tarde tive experiência prática sobre o assunto e posso dizer que este método é 100% eficaz.

Em 1979, eu era professora no colégio de Fung Gaap em Tai Chung.
Uma tarde, um outro professor veio correndo para a minha sala e disse 'Sra. Liu, venha rápido, o nosso supervisor teve um derrame!'

Eu fui imediatamente para o 3º andar. O Sr. Chen Fu Tien estava pálido, o seu discurso era feito através de sussurros, a boca torta - sintomas de um derrame.
Imediatamente pedi a um dos estudantes para ir a uma farmácia comprar uma seringa, que usei para picar o Sr. Chen em todos os dedos.

Quando todos os dedos estavam a sangrar (cada um dos dedos com uma gota de sangue do tamanho de uma ervilha), o Sr. Chen começou a recuperar a sua cor.
Mas a boca continuava torta. Então, eu puxei as orelhas dele para enchê-las de sangue. Quando as orelhas dele começaram a ficar vermelhas, eu piquei o lóbulo da orelha direita por 2 vezes para saírem duas gotas de sangue E depois o lóbulo da orelha esquerda.

Dentro de 3 a 5 minutos o formato da boca voltou ao normal e a sua maneira de falar tornou-se clara.

Nós o deixamos descansar algum tempo e o levamos para o hospital. Ele ficou lá em repouso por uma noite e no dia seguinte deram alta para dar aula. Tudo correu normalmente. Não apareceu nenhuma doença derivada do primeiro Socorro que lhe foi aplicado."

Normalmente as vitimas de derrame sofrem danos irreparáveis nos capilares do cérebro durante o percurso para o Hospital. Como resultado, essas vítimas nunca se recuperam.

(Recebido por email)

Curupira - O protetor das nossas florestas e matas

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Quem é o curupira

O folclore brasileiro é rico em personagens lendários e o curupira é um dos principais. De acordo com a lenda, contada principalmente no interior do Brasil, o curupira habita as matas brasileiras. De estatura baixa, possui cabelos avermelhados (cor de fogo) e seus pés são voltados para trás.

A função do curupira é proteger as árvores, plantas e animais das florestas. Seus alvos principais são os caçadores, lenhadores e pessoas que destroem as matas de forma predatória.

Para assustar os caçadores e lenhadores, o curupira emite sons e assovios agudos. Outra tática usada é a criação de imagens ilusórias e assustadoras para espantar os "inimigos da florestas". Dificilmente é localizado pelos caçadores, pois seus pés virados para trás servem para despistar os perseguidores, deixando rastros falsos pelas matas. Além disso, sua velocidade é surpreendente, sendo quase impossível um ser humano alcançá-lo numa corrida.

De acordo com a lenda, ele adora descansar nas sombras das mangueiras. Costuma também levar crianças pequenas para morar com ele nas matas. Após encantar as crianças e ensinar os segredos da floresta, devolve os jovens para a família, após sete anos.

Os contadores de lendas dizem que o curupira adora pregar peças naqueles que entram na floresta. Por meio de encantamentos e ilusões, ele deixa o visitante atordoado e perdido, sem saber o caminho de volta. O curupira fica observando e seguindo a pessoa, divertindo-se com o feito.

Não podemos esquecer que as lendas e mitos são estórias criadas pela imaginação das pessoas, principalmente dos que moram em zonas rurais. Fazem parte deste contexto e geralmente carregam explicações e lições de vida. Portanto, não existem comprovações científicas sobre a existência destas figuras folclóricas.

(Fonte: www.suapesquisa.com)

Adaptações para a“Era Digital”

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Como estamos na “Era Digital”, foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade.

Veja abaixo...

1. A pressa é inimiga da conexão.

2. Amigos, amigos, senhas à parte.

3. A arquivo dado não se olha o formato.

4. Diga-me que chat freqüentas e te direi quem és.

5. Para bom provedor uma senha basta.

6. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.

7. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.

8. Hacker que ladra, não morde.

9. Mais vale um arquivo no HD

10. Mouse sujo se limpa em casa.

11. Melhor prevenir do que formatar.

12. Quando um não quer, dois não teclam.

13. Quem clica seus bons ares multiplica.

14. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.

15. Quem envia o que quer, recebe o que não quer...

16. Quem não tem banda larga, caça com modem.

17. Quem semeia e-mails, colhe spams.

18. Quem tem dedo vai a Roma.com

19. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.

20. Diga-me que computador tens e te direi quem és.

21. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha ?

22. Aluno de informática não cola, faz backup.

23. Na informática nada se perde nada se cria. Tudo se copia... E depois se cola.

(Recebido por email)

O Ano do Tigre

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Este é o Ano do Tigre.

Pense no Tigre. Dos animais que vivem fora do mar, é o maior carnívoro terrestre com os maiores dentes e as maiores garras. Ele é um felino que caça à noite e pode se aproximar da sua presa sorrateiramente e em silêncio, pegando-a na mais completa surpresa. O Tigre é rápido, veloz e - ao contrário do que se possa imaginar – gosta de entrar na água para se refrescar ou nadar longas distâncias.

Enérgico, ligeiro e único, não se pode marcar bobeira com o Tigre, é preciso atenção e cuidado. Assim como o animal que o representa, o Ano do Tigre tende a ser recheado de novidades, surpresas e mudanças, que chegam de uma hora para a outra. Os acontecimentos se precipitam e as consequências tendem a ser duradouras.

Será um ano de muita atividade e grandes oportunidades, mas para que elas sejam aproveitadas é preciso coragem e capacidade de adaptação ao ritmo veloz imprimido pelo Ano do Tigre. Alguns tendem a se sentir desconfortáveis com esta intensidade vertiginosa e com as mudanças que alteram o rumo das coisas, mas se você se mantiver agindo e alerta, tem tudo para superar eventuais problemas e explorar ao máximo um período de enorme potencial.

O Tigre é um animal dado ao confronto e existe a possibilidade de que embates se desdobrem em algumas regiões do mundo. Por outro lado, a solução destes conflitos poderá se dar rapidamente, ainda que tenham uma relativa gravidade. O Ano do Tigre costuma ser movimentado nas relações internacionais e, assim como ele muda a vida das pessoas, promove transformações internas nos países. A diplomacia e a união de forças entre as nações geralmente entram em ação e ajudam a por fim nas instabilidades.

Políticos corruptos ou que tenham cometido faltas irresponsáveis normalmente passam maus bocados nos anos do Tigre. Processos, impeachments e renúncias são comuns. Eleições realizadas neste ano costumam ser conturbadas. Não devemos nos esquecer que teremos as nossas em outubro.

Na economia, o Ano do Tigre impinge inovações na indústria e nos demais setores da economia e das finanças, em função das pressões e desafios de uma economia instável. Por isso, a área de tecnologia costuma ser uma das principais beneficiadas. Várias invenções importantes que se tornaram sucesso de mercado surgiram em anos do Tigre. A medicina é outra área que costuma atingir grandes avanços em anos assim. Pesquisas trazem descobertas que permitem novos remédios, terapias e tratamentos para que se chegue à cura de doenças. Este costuma ser um ano bom para a saúde, pois o Tigre é um animal de muita vitalidade. As atividades físicas e as competições físicas também ganham destaque. É bom lembrar que 2010 é ano de Copa do Mundo, prometendo grandes emoções.

No plano pessoal, esta necessidade de inovar deve ser entendida como a importância de uma atitude pioneira frente a um tempo de transformações e novas demandas que sempre abrem novas e grandes oportunidades.

O Ano do Tigre deve ser encarado com coragem, arrojo e reflexos rápidos, favorecendo a ousadia e a abundância. Não é para quem fica dormindo no ponto ou tem medo, pois pode ser pego desprevenido (como as presas do Tigre). Seja o Tigre, ou aproxime-se o máximo que puder dele.

A Astrologia Chinesa possui 5 Elementos: Metal, Água, Madeira, Fogo e Terra. Desta vez teremos o Ano do Tigre do Metal e a última vez que isto ocorreu foi em 1950-51.

Os anos deste tipo específico de Tigre são expansivos, mas o rumo das coisas tende a mudar as situações e os objetivos das pessoas, criando inquietude e impaciência quando as coisas se demoram. Não falta disposição para conseguir aquilo que se deseja. A natureza excêntrica do Tigre de Metal costuma influenciar a moda e alguns acontecimentos um tanto bizarros mas, no geral, este é um ano bom para se conseguir admiração e respeito.

O Ano do Tigre começou no dia 14 de fevereiro e vai até 02 de fevereiro de 2011, e a fase será de início e término de projetos e atividades de vulto. É preciso ter em mente que as oportunidades e as instabilidades existirão para todos, e o que cria resultados diferentes é justamente a postura frente a elas, desenvolvendo os seus talentos pessoais e inovando sempre que preciso.

Na economia, é bom ter cautela. Fortaleça a sua saúde. No amor, tenha honestidade e franqueza. E, principalmente, muita versatilidade, atenção, equilíbrio e coragem no seu dia a dia.

Um ano para se ir além: esta é a premissa envolvendo o Ano do Tigre. Um ano agitado, entusiasmado, feito para se enfrentar as adversidades e aproveitar as oportunidades. Observe mais e espelhe-se no comportamento deste felino tão fascinante que, há milhares de anos, é exaltado pela civilização chinesa.

Após o Ano do Tigre, teremos o Ano do Coelho: sem dúvida um ano mais calmo e discreto, no qual as inovações e as experiências estimuladas pelo Tigre representarão um aprendizado fundamental para que você possa, enfim, fazer tudo florescer de maneira mais segura e tranquila.

(Dimitri Camiloto - Fonte: estrelaguia.com.br)

Lenda do Zodíaco Chinês

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Existe uma velha lenda Chinesa, segundo a qual Buda convidou todos os animais do seu reino para uma reunião em que seriam designados os 12 primeiros animais a chegar, como signos de um ano, respectivamente.

Na noite que antecedia o encontro, o Gato falou com o seu companheiro Rato e combinaram que o que acordasse primeiro na manhã seguinte devia acordar o outro para que fossem juntos à reunião.
Contudo, o Rato quebrou o seu compromisso com o Gato e chegou ao encontro sozinho, sendo o primeiro a chegar. Depois, seguiu-se o Boi, o Tigre, o Coelho, o Dragão, a Serpente, o Cavalo, a Carneiro, o Macaco, o Galo, o Cão e, finalmente, o Porco.

Quando o Gato acordou e chegou ao local da reunião, esta já havia terminado. Diz-se que é esta a razão pela qual o Gato mata o Rato.

(Fonte: www.paiogun.com)

domingo, 21 de março de 2010

"Amaciando"

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Aconteceu na Avenida Copacabana, esquina de Santa Clara. Uma jovem senhora chamou o guarda e apontou o homem, encostado a um poste:

— Prenda este homem, que ele está se portando inconvenientemente.

Era um homem magro, pálido, vestido em casimira velhinha. Não tinha cara de gente má. Ao contrário, seus olhos eram doces e mendigos. O policial segurou o homem pela lapela. O homem não se mexeu. Apenas levantou os olhos e perguntou:

- Por quê?

A senhora estava uma fúria e dizia num fôlego só:

— Há uma hora este cidadão me segue. Começou no lotação. Desceu quando eu desci. Entrei numa loja e ele entrou também. Andei um quarteirão e ele andou também. Entrei no mercadinho e ele entrou também...

— E lhe disse alguma coisa?

— Não. Só olhava.

O guarda soltou a lapela do homem. O homem agradeceu. O guarda dirigiu-se ainda à mulher:

— Mas ele só olhava?

— Sim. Mas olhava de maneira obscena.

O guarda perguntou, então, ao homem:

— Você olhava de maneira obscena?

— Sim. Não sei mentir. Mas qualquer um no meu lugar faria o mesmo. 0 senhor já viu ela andar?

O guarda viu depois, quando a mulher desistiu da prisão do seu espectador e foi andando.

Não se deve explicar muito, mas é preciso que se diga: era uma moça brasileira. Uma moça de formato brasileiro, com movimentos brasileiríssimos. Dessas que deviam ter, como certos automóveis, uma tabuleta às costas, onde se lesse: "Amaciando".

(Antonio Maria - Fonte: minhahistoria.net)

A decadência do sistema carcerário...

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CÁRCERES BONS MESMO ERAM AQUELES DOS ANOS 60, 70 E 80, NOS QUAIS SE REABILITAVAM AS PESSOAS...

AH, COMO ERAM BONS... QUE MARAVILHA!


ENTRARAM :
- GUERRILHEIROS,
- TORTURADORES,
- FRAUDADORES,
- TRAFICANTES,
- CORRUPTOS,
- ESTUPRADORES,
- LADRÕES,
- ASSASSINOS E
- SEQUESTRADORES...

E SAIRAM :
- GOVERNADORES,
- MINISTROS,
- PREFEITOS,
- DEPUTADOS,
- SENADORES,
- VEREADORES, ... E ATÉ PRESIDENTES!

REALMENTE, ERAM MARAVILHOSOS!!!
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Invasão da Embaixada do Brasil em Miami

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A Imprensa daqui já está amordaçada!



Cubanos ocupam o Consulado do Brasil em Miami, em protesto contra a cumplicidade de Lula ao regime cubano, na morte do operário negro Orlando Zapata.

Acesse o “link” e veja o filme que as TV’s do Brasil não mostraram, antes que o governo de Lula mande tirar do ar:


Asamblea de la Resistencia condena complicidad de Lula

http://www.youtube.com/watch?v=GlhlKKKXj5Q&feature=player_embedded#

A GLOBO NÃO NOTICIOU...???

TODAS as TV's e jornais do Brasil ignoraram...!!!
Estranho não é?!

Alguém viu isso no Jornal Nacional ???


Se é assim com o Lula, imagine com a Titia, que é radical de esquerda!

ISSO É UMA VERGONHA PARA O BRASIL!!!

(Fonte: You Tube)

sábado, 20 de março de 2010

Dúvida esclarecida

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LULA DECLAROU OUTRO DIA:

" Na verdade, não sei quando sou presidente e quando sou candidato .... "

O Zé Simão, na Folha de São Paulo, inteligentemente, acabou com a dúvida:

" Quando ele está fazendo merda é presidente; quando está prometendo merda é candidato ."

" Quando ele sabe de tudo , é candidato ; quando ele não sabe de nada , é presidente. "


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A história em inquéritos

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A biografia de Lula será escrita nos tribunais. O julgamento histórico de seus oito anos no poder estará estampado numa série de inquéritos penais. Ele permanecerá na memória nacional através do testemunho daqueles que rapinaram em seu nome. Júlio César foi retratado por Plutarco. Lorenzo de Medici foi retratado por Maquiavel. Frederico II foi retratado por Thomas Carlyle. Lula? Lula será eternamente recordado pelos depoimentos de Roberto Jefferson, Hélio Malheiro e Lúcio Bolonha Funaro. Quem precisa de Plutarco, se tem o presidente do PTB? Quem precisa de Maquiavel, se tem um técnico da Bancoop? Quem precisa de Thomas Carlyle, se tem o doleiro da Garanhuns?

Lula, até recentemente, ainda podia esperar que as ilegalidades praticadas em seu governo passassem impunes. As reportagens publicadas em VEJA, nas duas últimas semanas, demonstraram que isso nunca vai acontecer. No futuro, quando alguém quiser relatar os fatos deste período, terá de recorrer necessariamente aos processos judiciais, que detalharam o modo lulista de se organizar, de se acumpliciar, de se infiltrar e de fazer negócios. Está tudo lá: dos adesivos da campanha eleitoral de 2002, pagos com o dinheiro dos mutuários da Bancoop, às propinas dos parlamentares mensaleiros, pagas com o dinheiro do Banco Rural. As tramas, os nomes dos personagens e as mentiras repetem-se continuamente.

Alguns dos processos contra os lulistas podem desandar. Alguns dos réus podem ser inocentados. Mas um depoimento como o de Lúcio Bolonha Funaro assombrará para sempre a memória de Lula, como o fantasma do pai de Hamlet, que vem do purgatório para delatar seu assassino, o rei Cláudio:

FANTASMA – Escuta, Hamlet! Conta-se que o diretor-presidente da Portus, indicado pelo senhor José Dirceu, me picou quando eu me achava a dormir num shopping de Blumenau. Assim, todo o povo da Dinamarca foi ludibriado por uma notícia falsa da ASM Asset Management. Mas escuta, nobre mancebo! O pagamento "por fora" de 500 000 reais ao Partido dos Trabalhadores, que lançou veneno na vida de teu pai, agora cinge a coroa dele.

HAMLET – Vilão! Vilão que ri! Vilão maldito!

Hamlet sai dali e, muitas páginas depois, acaba se vingando do assassino de seu pai. Mesmo que os procuradores engavetem todas as provas contra os lulistas, mesmo que Dilma Rousseff seja eleita, a história de Lula será contada a partir dos depoimentos desses fantasmas.

Hamlet diz um monte de frases que podem ser aplicadas a Lula. A melhor delas é dirigida a Ofélia: "Vai embora. Vai depressa. Adeus".

(Diogo Mainardi - Fonte: Revista Veja)

sexta-feira, 19 de março de 2010

oPTei pelo celibato!

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Deu piri no PAC




(pi.ri.pa.que - sm. Bras. Gír. V. faniquito - Aurelio)

Você aprende... William Shakespeare

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Para reflexão.

Divino erro

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Cansado de curtir o dia-a-dia
sem qualquer atração do Paraíso,
o Criador resolveu que era preciso
sair da fossa e da monotonia.

Com a argila celeste, de improviso,
compôs um alto estudo de estesia,
modelando a mulher, que lhe surgia
com a graça e a malícia de um sorriso.

Previu que ali forjava a sua fama
mas, com o molde ainda inacabado,
sentiu-se exausto e se jogou na cama.

Foi seu erro... o sono foi funesto.
Mefisto, apologista do pecado,
aproveitou a chance... e fez o resto.

(Mario Rossi (1911/1981))

A moça feia

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Não tinha graça, não tinha beleza...
Quando passava, andar desajeitado,
eu a pensar ficava – a natureza
deve num instante ter se descuidado...

No seu semblante havia uma tristeza,
sempre ansiosa, um ar preocupado;
sem atrativos, não era surpresa
quando afastava alguém interessado.

Jamais teve um amante, um amor um dia;
no solitário quarto imaginava
romances que não teve e que queria...

A moça amarga sem nenhum encanto;
a moça triste que ninguém olhava;
a moça feia... que eu amava tanto !


(Roger Feraudy, (1923/2006) - Fonte: www.rauldeleoni.org)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Lula na Vidente


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Lula consulta uma vidente


A vidente se concentra, fecha os olhos e fala:


- Vejo o senhor passando em uma avenida, em carro aberto e uma multidão acenando.


Lula sorri e pergunta:


- Essa multidão está feliz?


- Sim, feliz como nunca!


- E eles estão correndo atrás do carro?


- Sim, por toda a volta do carro. Os batedores estão tendo dificuldades em abrir caminho.


- Eles carregam bandeiras?


- Sim, bandeiras do Brasil, e faixas com palavras de esperança e de um futuro em breve melhor.


- Eles gritam, cantam?


- Gritam frases de esperança "Agora sim!!! Agora vai melhorar!!!"


- E eu, como estou reagindo?


- Não dá pra ver.


- E por que não?


- Porque o caixão está lacrado....


(Recebido por email)

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Dilma x Joãozinho

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Dilma foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhada de uma comitiva.

Depois de apresentar todas as maravilhosas propostas para seu governo (se eleita), disse às criancinhas que iria responder perguntas.

Uma das crianças levantou a mão e Dilma perguntou:

- Qual é o seu nome, meu filho?

- Paulinho.

- E qual é a sua pergunta?

- Eu tenho três perguntas:

- A primeira é "Onde estão os milhões de empregos prometidos na campanha presidencial passada?"

-A segunda é "Quem matou o Prefeito Celso Daniel?"

-E a terceira é "A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?".

Dilma fica desnorteada, mas neste momento a campainha para o recreio toca e ela aproveita e diz que continuará a responder depois do recreio.
Após o recreio, Dilma diz:

-OK, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas. Quem tem perguntas?

Um outro garotinho levanta a mão e Dilma aponta para ele.

-Pode perguntar, meu filho.

-Como é seu nome?

-Joãozinho, e tenho cinco perguntas:

-A primeira é "Onde estão os milhões de empregos prometidos na campanha presidencial passada?"

-A segunda é "Quem matou o Prefeito Celso Daniel?"

-A terceira é "A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?"

-A quarta é "Porque o sino do recreio tocou meia hora mais cedo?".

-A quinta é "Cadê o Paulinho??”

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Oração do Lula

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SENHOR,

Fazei de mim o instrumento do golpe na Constituição... para garantir mais uma reeleição.

Onde houver mutreta... que eu mostre a maleta;
Onde houver gorjeta... que seja minha teta;
Que eu tenha dor na munheca... de tanto encher a cueca;
Em cada licitação... que alguém molhe a minha mão;
E que no meu endereço, vença o meu preço;

Onde houver crachá... que não falte o jabá;
Onde houver ócio... que eu feche o negócio;
Onde houver propina... que reservem o da vila campesi
na;
Mas sem esquecer do MST, das ONGs e do PT;

Onde houver colarinho branco...

que dobre o lucro do banco;
Onde houver esquema... cuidado com o telefonema;
E quando tocar o sino... chamem o Genoíno;
Se mexerem no meu... que venha o Zé Dirceu;
E, se a proposta for chula... lembrai do custo do Lula.

Ó Mestre!


Que eu tenha poder para corromper e ser corrompido;
Porque é sonegando que se é promovido;
É mentindo que se vai subindo;
Pois enquanto o povo sofre com imposto e inflação,
o índio passa o facão, o sem terra faz a invasão,
a base aliada entra na negociação
e a gente vai metendo a mão...

E que a pizza seja feita pela vossa vontade
enquanto a grana da publicidade
levar o povo a aceitar nossa desonestidade
como se fosse genialidade...

AMÉM !



(Autor (infelizmente) desconhecido - Recebido por email)

Descobriram a causa da dor nas costas do ARRUDA

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Recentemente o governador Arruda, estava sofrendo de um problema sério na coluna e após uma pesquisa detalhada sobre quais os motivos, o médico descobriu que o problema era o colchão, que não estava na posição adequada!!!



(Recebido por email)
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O peso da vaidade na contabilidade do bem

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A vaidade é um dos elos indesejáveis na corrente do bem. Para que as pessoas sejam estimuladas a engajar-se numa boa ação é preciso que elas saibam que esse modelo existe, para que possam empenhar seu tempo e esforço agregando valor a essa cadeia e possibilitando que o bem se expanda. Mas o pecado está na vaidade. Ao se expor, mesmo que com a melhor das intenções estamos dizendo ao mundo que somos bonzinhos, que fazemos isso e aquilo e cá prá nós, traz uma satisfação ímpar ao nosso íntimo. Esta fogueira de estímulos se propaga ao ponto de inviabilizar ações benéficas se duradouras, pois o que era para ser um trabalho abnegado acaba se tornando uma guerra de egos.

Gostamos do aplauso, faz parte da nossa natureza de ser social buscar sinais de aprovação, onde quer que eles estejam, mesmo que sutis, porém o suficiente para que nosso íntimo possa exultar e sentir: "alguém me viu". Vaidade misturada com poder, a dupla que anda sempre junta na demarcação do espaço que julgamos ter direito.

Na esfera institucional tornou-se obrigatória a responsabilidade sócio-ambiental que combina o binônimo natureza X relacionamento social. A instituição ou empresa que não explicita sua preocupação com o meio ambiente e com as pessoas que interagem com ela está fadada à exposição pública taxada de politicamente incorreta. A alternativa é fazer, simplesmente. Mas dê-lhe mídia para divulgar que está realizando e não raro, gasta mais com a publicidade do que com a atividade em si. “Puxa, mas o que quer então a turma da patrulha? Se não faz é cão danado e se faz é exibida, vaidosa?”. Nem tanto ao mar, nem tanto a terra. O que se defende é o cuidado com o brilho, que demais ofusca. É instintivo, inocente até. "Mas como eu não estou fazendo nada? Eu faço isto, isto e isto. É pouco?". Cada um faz o que pode, o que está ao seu alcance e a visibilidade também faz parte do encadeamento. O difícil é acertar a dose e ser sincero. Podemos calcular racionalmente todos os benefícios que um produto irá proporcionar ao consumidor, mas se não encontrarmos uma forma de atingir o cliente no seu lado emocional, ele pode até emplacar, mas antes dele vai ter muito produto pior porém mais focado na divulgação que vai cair no gosto do mercado muito antes, até derrubando quem não teve tanto cuidado assim com a propaganda.

Mesmo ícones do altruísmo, com um histórico incontestável de atitudes de vida voltada para o próximo não escapam dela. Um exemplo nos é trazido na entrevista concedida, tempos atrás, à jornalista Marília Gabriela por Marcel Souto Maior, biógrafo do falecido médium Chico Xavier. Indagado se havia algo que o incomodava em Chico Xavier, ele afirmou: "Sim. A vaidade. Nos últimos anos da vida dele, aqueles mutirões de caridade e cura seduziam multidões e os meios de comunicação divulgavam maciçamente tais eventos. Mesmo com a saúde frágil, tais ocasiões lhe eram muito agradáveis".

Refletir sobre a vaidade não é suficiente para que sejamos "perdoados" do pecado de conviver com ela, admitir que a temos e que de certa forma até, ela faz parte do contexto das boas ações. O ato de repensá-la no intuito de saber se está na medida certa para com os propósitos do bem é bem intencionado mas é apenas uma constatação. Significa assumir que somos vaidosos não só no que se refere à imagem como também quando se trata de ações, por mais sinceras. Todos nós estamos sujeitos mesmo quando não divulgamos explicitamente o bem que fizemos. É difícil resistir e então, avisamos em pensamento ao Deus da nossa crença: "Olha lá, está vendo que eu fiz uma boa ação, não está? Vê se põe na minha contabilidade do bem”.

(Escrito por Rackel - Fonte: www.sopoesias.com.br)

A raposa e as uvas

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De repente a raposa, esfomeada e gulosa, fome de quatro dias e gula de todos os tempos, saiu do areal do deserto e caiu na sombra deliciosa do parreiral que descia por um precipício a perder de vista. Olhou e viu, além de tudo, à altura de um salto, cachos de uvas maravilhosas, uvas grandes, tentadoras. Armou o salto, retesou o corpo, saltou, o focinho passou a um palmo das uvas. Caiu, tentou de novo, não conseguiu.

Descansou, encolheu mais o corpo, deu tudo o que tinha, não conseguiu nem
roçar as uvas gordas e redondas. Desistiu, dizendo entre os dentes, com raiva: “Ah, também não tem importância. Estão muito verdes”. E foi descendo com muito cuidado, quando viu à sua frente uma pedra enorme. Com esforço empurrou a pedra até o local em que estavam os cachos de uva, trepou na pedra, perigosamente, pois o terreno era irregular e havia o risco de despencar, esticou a pata e... conseguiu! Com avidez colocou na boca quase o cacho inteiro. E cuspiu. Realmente as uvas estavam muito verdes!

Moral: a frustração é uma forma de julgamento tão boa como qualquer outra.

(Millôr Fernandes)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Amor – pois que é palavra essencial - Drummond




Amor – pois que é palavra essencial
comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,
reúna alma e desejo, membro e vulva.

Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma expandir-se
até desabrochar em puro grito
de orgasmo, num instante de infinito?

O corpo noutro corpo entrelaçado,
fundido, dissolvido, volta à origem
dos seres, que Platão viu completados:
é um, perfeito em dois; são dois em um.

Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transporta
a essa extrema região, etérea, eterna?

Ao delicioso toque do clitóris,
já tudo se transforma, num relâmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,
a fonte, o fogo, o mel se concentraram.

Vai a penetração rompendo nuvens
e devassando sóis tão fulgurantes
que nunca a vista humana os suportara,
mas, varado de luz, o coito segue.

E prossegue e se espraia de tal sorte
que, além de nós, além da prórpia vida,
como ativa abstração que se faz carne,
a idéia de gozar está gozando.

E num sofrer de gozo entre palavras,
menos que isto, sons, arquejos, ais,
um só espasmo em nós atinge o climax:
é quando o amor morre de amor, divino.

Quantas vezes morremos um no outro,
no úmido subterrâneo da vagina,
nessa morte mais suave do que o sono:
a pausa dos sentidos, satisfeita.

Então a paz se instaura. A paz dos deuses,
estendidos na cama, qual estátuas
vestidas de suor, agradecendo
o que a um deus acrescenta o amor terrestre.


(Carlos Drummond de Andrade - Fonte: www.poeticasemportugues.blogspot.com)