Mostrando postagens com marcador Saude. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saude. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Dos médicos, dos vermes e dos parasitas

.







O Sistema Único de Saúde é o aparato estatal, de corte socialista, criado sob a alegação de prover os brasileiros com um serviço médico, hospitalar, laboratorial e farmacêutico que fosse gratuito, universal e de boa qualidade, como estabelece nossa utópica Constituição.

Como era de se prever, tem sido um fracasso colossal. Não é gratuito, nem universal e tampouco de boa qualidade.

É ingenuidade imaginar que esse serviço público pudesse ser gratuito, que os pobres, ou quem quer que venha a se aventurar a usar o sistema, nada pagariam por ele. Todos, até os que não o utilizam, pagam a sua cota, e pagam pesado.



Os recursos para sustentar esse monstrengo sistema de saúde provém da cobrança de elevados impostos, subtraídos diretamente da renda das pessoas ou amealhados, de forma camuflada, através da arrecadação de tributos, embutidos nos preços de tudo aquilo que a população consome.

O custo elevado desses serviços se agrava vergonhosamente quando se vê os resultados obtidos por seus usuários. Os pacientes quando recebem algum atendimento, encontram um serviço lastimável, ao ponto de muitas vezes pagarem com a própria vida ou com sequelas, que durarão para sempre.

A falta de cuidados adequados é a consequência previsível da carente infraestrutura, da defasada capacidade técnica, da negligência operacional, da irresponsabilidade gerencial, e, porque não, da simples omissão de socorro pela desmotivação sistêmica. São problemas crônicos, insolúveis, resultantes dessa quimera que encanta sonhadores utópicos e desanima qualquer pessoa provida de algum senso crítico fundado na racionalidade e que tenha a mínima compreensão dos conceitos de liberdade e propriedade que protegem a vida.

Os que compulsoriamente se envolvem com esse sistema, pagadores de impostos, médicos, gestores, servidores, pacientes e familiares, participam de uma troca forçada onde todos pagam para receberem um serviço lastimável ou serviço nenhum.

A demanda supera enormemente a capacidade instalada para um provimento a contento. Essa situação agrava-se ainda mais devido à gratuidade oferecida para o consumo dos serviços, o que exacerba a procura pelo estimulo proporcionado àqueles que não precisam de atendimento mas o buscam mesmo assim.

Para se obter um serviço de saúde melhor, temos que despender duplamente, com os impostos que suportarão o serviço público, e com o que for adquirido, voluntariamente, da iniciativa privada.

Os serviços privados também são caros. As obrigações legais impostas às empresas que os fornecem aviltam os custos dos insumos e de transação entre os contratantes. Com arrogância, as agências governamentais exigem dos serviços privados, o que a saúde pública promete e nunca conseguiu cumprir e jamais conseguirá.

O desrespeito à liberdade individual na contratação de médicos, hospitais e na compra de medicamentos, é decorrência do Estado autoritário, que alega proteger os cidadãos, como se fôssemos estultos.

Mas o ponto mais importante dessa questão, não é o evidente equívoco na estruturação e gerenciamento do sistema.

Trata-se de um sistema desumano e impessoal. Os pacientes não são tratados com dignidade, nem há empatia entre o médico e quem o consulta. Ademais, cada paciente é visto apenas como mais um encargo suportado pela fria máquina do Estado. Não há livre escolha de parte a parte, os pacientes não definem seu médico e este não seleciona sua clientela.

O mais grave de todos os pontos que se pode identificar é a mentalidade anticapitalista que engendra modelos tirânicos, concebidos para um suposto bem estar social, que despreza a realidade e desenvolve o culto ao sacrifício, à servidão, ao parasitismo e à coerção.

A repugnante moral coletivista, que norteia a ação de políticos, burocratas e corporativistas, amparados nas aspirações de parasitas inconscientes, ou deliberadamente mal intencionados, impõe aos indivíduos que pretendem exercer a medicina e profissões correlatas, tal grau de subserviência, que os faz vítimas de suas próprias habilidades. Submetidos pela incapacidade de reagir, acabam acatando imposições como se fossem oportunidades, terminando por sancionar seus algozes.

Não importa aos gestores públicos se a socialização da medicina subjuga vontades, define carreiras, liquida sonhos, tolhe liberdades. Todos são tratados meramente, como instrumentos a serviço dos demais.

É incrível que profissionais gabaritados se deixem subjugar, influenciados por essa manipulação tosca que busca despertar o sentimento de culpa, reduzir a autoestima, propor a resignação, inibindo o discernimento ético.

Como responderemos àquela velha pergunta falso moralista, que sempre nos fazem os defensores do sistema socializado de saúde, ao defendermos a privatização e o livre mercado: “Mas e os pobres, ficarão sem assistência?”

Os pobres já estão sem assistência. Sob a tutela do Estado, enfrentam o mau atendimento, filas intermináveis, listas de espera eterna. Percorrem verdadeiros corredores da morte como condenados, cujo crime é ser brasileiro, agravado pelo fato de serem pobres e súditos de um governo majestoso e absolutista.

Sim, é inacreditável estarmos todos, inclusive os pobres sem assistência, a pagar por médicos, hospitais e medicamentos, recebendo em troca, altas doses de imperícia, burocracia e escárnio.

A sociedade tem sancionado, equivocadamente, essa perversão.

É imprescindível reformularmos essa cultura onde prosperam vermes e parasitas que subjugam as células saudáveis do nosso tecido social.

É imprescindível reformar nossa Constituição para devolvermos às pessoas a liberdade necessária para escolherem seus médicos, hospitais, farmácias e medicamentos, sem a interferência do Estado. Para permitir à iniciativa privada, em regime concorrencial, em um ambiente de livre-mercado, fornecer à população os serviços e produtos que esta deseja e necessita.

Nossa sociedade estará fadada à falência múltipla, à doença física e moral se não iniciarmos, imediatamente, uma reversão desse quadro. Metaforicamente, precisamos tratar este câncer, esta metástase voraz que destrói nosso corpo e nossa alma e junto nossa individualidade ao consumir nossos verdadeiros direitos.

Termino com as palavras do Dr. Thomas Hendricks, sobre as consequências da socialização da medicina:

“O código moral delas (os estatistas) lhes ensinou que vale a pena confiar na virtude de suas vítimas. Pois é essa virtude que eu agora lhes nego. Que elas descubram o tipo de médico que o sistema delas vai produzir. Que descubram, nas salas de operação e nas enfermarias, que não é seguro confiar suas vidas às mãos de um homem cuja vida elas sufocaram. Não é seguro se ele é o tipo de homem que se ressente disso. E é menos seguro ainda, se ele é o tipo de homem que não se ressente.”




(ROBERTO RACHEWSKY - Fonte:http://institutoliberal.org.br/blog/?p=4830)

.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Brasil deveria gastar mais com saúde?

.






A regulamentação da Emenda Constitucional 29, em dezembro de 2011, deveria representar o fim de um ciclo de debates e acordos para prover os recursos necessários ao financiamento público da saúde no Brasil, mas muitos argumentam que o resultado não alcançou esse propósito. 


Em livro recém-publicado (Do Global ao Local: Os Desafios da Saúde no Limiar do Século XXI, Editora Coopmed, Belo Horizonte, 2011) procurei demonstrar ser impossível saber quanto um país deve gastar com saúde, a menos que sejam respondidas algumas perguntas: quais as necessidades de saúde da população? Poderiam elas ser financiadas com os recursos financeiros públicos e/ou privados disponíveis? Os recursos existentes são alocados de forma eficiente e equitativa? A população realmente quer gastar esses recursos com saúde ou tem outras preferências?

As necessidades da saúde da população brasileira, segundo a Constituição de 1988, devem ser cobertas integralmente. Mas como se define cobertura integral? A sociedade, incluindo o Ministério da Saúde, vem discutindo há tempos o conceito de integralidade sem chegar a uma conclusão. Atualmente o rol de procedimentos financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é maior do que a lista da saúde suplementar, mas inferior ao que consta na tabela da Associação Médica Brasileira.


A garantia constitucional da integralidade faz com que a população bem informada e com capacidade de pagar a advogados possa reivindicar os procedimentos, exames, tratamentos ou terapias que o setor público ou os planos de saúde não incluem em suas listas. No entanto, quanto mais entramos no rol dos procedimentos de alta tecnologia e das inovações medicamentosas não cobertas por essas listas, maiores serão os custos para atender a todos. E se o cobertor do financiamento é curto, acabamos deixando de fora os que estão em baixo para cobrir os que estão em cima na pirâmide social.


Os países desenvolvidos procuram usar prioridades em saúde como forma de limitar os gastos, dado que os recursos são escassos. Mas a Constituição brasileira de 1988 não fala em prioridades, e sim em cobertura integral e igualitária. E até conseguirmos sair desse imbróglio o tempo passa, o gasto com saúde aumenta e os mais pobres ficam com uma cobertura menor e de pior qualidade.


Segundo dados da Organização Mundial de Saúde para 2008, o Brasil era o quarto país com maior participação do gasto em saúde no produto interno bruto (PIB) na América Latina e no Caribe (8,4%), superado por Cuba, Nicarágua e Costa Rica. Mas em termos absolutos a realidade é um pouco diferente. Com US$ 875 anuais per capita, nosso país era o 10.º no ranking do gasto em saúde da região. 



Países com renda per capita maior, como Argentina, Chile, Uruguai, Costa Rica, Barbados, Bahamas e Trinidad e Tobago, tinham mais para gastar nessa área. No entanto, gastávamos mais que México, Colômbia e Venezuela.

Entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), somos o país com maiores gastos em saúde como porcentagem do PIB. Mas no que se refere ao gasto per capita, ocupava a terceira posição. Nosso gasto nesse item em 2008 equivalia a 48% do da África do Sul e 89% do da Rússia, mas a renda per capita desses dois países era pelo menos o dobro da brasileira. Uma comparação entre 193 países mostra que, dado o seu nível de renda, o Brasil tem um gasto em saúde por habitante acima da média mundial. Portanto, se o financiamento da saúde fosse organizado sob princípios de gestão eficiente e equidade, não estaríamos mal na foto.


Mas quando se analisa o gasto público nessa área, a situação é diferente. Países de renda média alta (grupo em que o Brasil se insere) gastavam 57% dos seus recursos em saúde no setor público em 2008. O Brasil, só 44%, ficando entre a média dos países de renda baixa e de renda média baixa. No contexto latino-americano, nosso país é um dos que têm a menor participação do gasto público em saúde, sendo equivalente ao do Chile e ficando somente à frente de Peru, Equador, El Salvador, Guiana e Honduras. Mas considerando o gasto público per capita no setor, o Brasil, com US$ 386 anuais, encontrava-se numa posição intermediária, estando abaixo de Argentina, Cuba, Uruguai, Chile, Costa Rica, Colômbia e México.


Gastar mais em saúde ou decidir sobre sua distribuição entre os setores público e privado é uma opção da sociedade. O Brasil gasta acima da média dos países da América Latina e do Caribe, mas a participação do gasto público sobre o gasto total está abaixo da verificada nesse mesmo conjunto de países. O País tem alta participação do gasto direto das famílias no total do gasto em saúde (cerca de 28% em 2009). Aumentar o gasto público em saúde, de forma eficiente e equitativa, poderia levar à redução do gasto direto das famílias na mesma rubrica, o que é positivo para aliviar a pobreza e melhorar a equidade.


Atualmente existe uma progressiva convergência quanto à necessidade de aumentar o gasto público em saúde no Brasil. Mas isso envolve dois desafios. Primeiro, usar de forma mais eficiente e equitativa os recursos públicos a ela destinados para melhorar a cobertura e a qualidade do acesso, beneficiando os mais pobres e excluídos. Segundo, aumentar tais gastos públicos sem que se demandem mais recursos, financiados por novos impostos ou endividamento do governo. 



É necessário definir prioridades no uso do orçamento público. Para tal o Executivo e o Legislativo deveriam abandonar suas agendas pessoais ou corporativas e se associar ao compromisso republicano pelo debate de ideias, interesses e prioridades para melhorar a saúde da população brasileira. 


Estaríamos maduros, como nação, para enfrentar esses dois desafios?



(
André Medici - ECONOMISTA - WWW.MONITORDASAUDE.BLOGSPOT.COM)

domingo, 13 de novembro de 2011

Estudo revela sinais de consciência em pacientes vegetativos

.


[Imagem: MRWHH]
Os pacientes respondem às perguntas ativando diferentes 
áreas do cérebro  relacionadas às atividades motoras.





Usando um método mais barato, pesquisadores observaram reações iguais às de pessoas saudáveis em 3 pacientes


Três pessoas com danos cerebrais graves consideradas em estado vegetativo irreversível mostraram sinais de consciência plena quando testadas com um método mais barato de medir ondas cerebrais. Especialistas dizem que as descobertas, se puderem ser reproduzidas, podem mudar as normas de tratamento.

Pesquisadores tinham detectado atividades cerebrais responsivas e significativas nesse tipo de paciente por meio de ressonância magnética. Mas o novo estudo, da revista The Lancet, é o primeiro a demonstrar que sinais claros de conhecimento consciente podem ser detectados por um aparelho de eletroencefalograma (EEG). Estima-se que 25 mil americanos com danos cerebrais vivem em estado vegetativo.

"Não se deve introduzir algo assim na prática clínica rotineira até que testes mais amplos em várias clínicas confirmem seu valor", disse Joseph Giacino, diretor de neuropsicologia de reabilitação no Hospital Spaulding. "Mas parece que há não apenas um pouco, mas muita consciência" em pacientes considerados não responsivos, completou.

Os esforços para estabelecer se um paciente tem consciência são angustiantes para os parentes. O caso de Terri Schiavo, uma mulher da Flórida que se tornou não responsiva após uma parada cardíaca e foi privada de suporte vital em 2005, tornou-se um caso controverso. Médicos dizem que é improvável que o teste de EEG teria mudado o diagnóstico no seu caso.

A equipe da pesquisa, chefiada por Damian Cruse e Adrian Owen da Universidade de Ontário Ocidental, deu instruções simples a 16 pessoas em estado vegetativo: toda vez que ouvir um bip, imagine-se fechando a mão direita. Os sujeitos receberam essa tarefa e outra - se ouvir um bip, mexa os dedos dos pés - e foram submetidos a 200 repetições.

Em pessoas saudáveis que executaram essas instruções, o EEG captou um padrão claro no córtex pré-motor; o sinal elétrico associado à mão foi distinto do sinal associado aos dedos do pé. Os cérebros das três pessoas "vegetativas" tiveram o mesmo resultado. "Isso é cerca de 20% do grupo de pacientes produzindo respostas idênticas às de voluntários saudáveis", disse Owen. "Acho que isso é um forte sinal de nossa incapacidade de diagnosticar corretamente pessoas em estado vegetativo."



.

sábado, 5 de novembro de 2011

Governo dá prazo de 5 anos a fábricas de refrigerantes para retirarem ingrediente cancerígeno

.


Fábricas de refrigerantes reduzirão quantidade de benzeno de bebidas


Compromisso foi assumido por Coca-Cola, Schincariol e AmBev






Empresas de bebidas têm cinco anos para cumprir determinação (Polka Dot Images/Thinkstock)


As principais marcas de refrigerantes brasileiras se comprometeram a reduzir a quantidade de benzeno nas bebidas cítricas e light, após um termo de ajustamento de conduta (TAC) acertado com o Ministério Público Federal, informou neste sábado a Agência Brasil. O compromisso foi assumido por Coca-Cola, Schincariol e AmBev, responsáveis por cerca do 90% do mercado de refrigerantes no Brasil. O benzeno é considera uma substância cancerígena.

As companhias terão que reduzir num prazo de cinco anos a quantidade do ingrediente a no máximo 5ppb (cinco partes por bilhão ou cinco microgramas por litro), o mesmo nível de tolerância que a legislação estabelece para a água potável. Quem descumprir o TAC terá de pagar multas ou sofrerá outras penalidades. Em 2009, Associação de Consumidores Proteste analisou 24 amostras de diversos refrigerantes e detectou a presença de benzeno em sete delas. O nível mais alto da substância foi encontrado em duas amostras de bebidas cítricas - Fanta Laranja Light (da Coca-Cola) e Sukita Zero (Ambev). Depois da pesquisa, o MPF começou a investigar o caso.

O estudo originou a investigação do Ministério Público. O benzeno, que pode desencadear doenças sanguíneas, é resultado da reação entre os ácidos benzóico e ascórbico. Este último é a vitamina C, que é adicionada nos refrigerantes cítricos. O benzeno se forma mais nos refrigerantes light e diet, uma vez que o açúcar inibe a formação da substância. A substância também está presente na fumaça do cigarro, no escapamento dos automóveis e em alguns produtos industriais como plástico, borracha e detergentes.

O procurador Fernando Martins, responsável pela investigação, explicou que o Ministério Público optou por assinar um acordo de ajustamento de conduta para dar aos fabricantes uma solução rápida ao problema e evitar um processo judicial que poderia se prolongar por anos.




Opinião do Blog:



E enquanto isso você e seus filhos vão engolir Benzeno, ingrediente sabidamente cancerígeno...






(Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/fabricantes-de-refrigerantes-reduzirao-quantidade-de-benzeno-de-bebidas)
.

Insônia - Dr. Drauzio Varella

.







A insônia se caracteriza pela incapacidade de conciliar o sono e pode manifestar-se em seu período inicial, intermediário ou final.

O tempo necessário para um sono reparador varia de uma pessoa para outra. A maioria, porém, precisa dormir de sete a oito horas para acordar bem disposta. Pesquisas recentes sugerem que aqueles que consideram suficientes quatro ou cinco horas de sono por noite, na realidade, necessitariam dormir mais. Aparentemente, pessoas mais velhas dormem menos. Entretanto, o tempo que passam dormindo pode ser exatamente o mesmo da mocidade, dividido em períodos mais curtos e de sono mais superficial.

Localizar as causas da insônia pode ser facilitado pela poli-sonografia, um exame que monitora o paciente enquanto dorme.

Insônia pode ser tratada com medicamentos que devem ser prescritos pelo médico. Não se automedique.

Causas da insônia

A insônia pode ter causas orgânicas e psíquicas. Pesquisas apontam a produção inadequada de serotonina pelo organismo e o estresse provocado pelo desgaste quotidiano ou por situações-limite como causas mais importantes.

Recomendações

Algumas mudanças simples no estilo de vida podem ajudar a combater a insônia, mesmo quando ela for crônica:

* Limite o consumo de cafeína presente no café, chás, colas, chocolates, etc. Até a cafeína usada como ingrediente de alguns alimentos pode prejudicar o sono das pessoas mais sensíveis;

* Converse com seu médico sobre os remédios que esteja usando. Certos medicamentos descongestionantes podem ser tão estimulantes quanto a cafeína;

* Exercite-se regularmente, mas não perto da hora de dormir. Atividade física regular é essencial para quem sofre de ansiedade e ajuda a dormir melhor. No entanto, a prática de exercícios vigorosos à noite pode atrapalhar o sono;

* Estabeleça uma rotina para seu horário de dormir e de despertar. O relógio biológico responde melhor se habituado a horários regulares. Mesmo nos finais de semana, tente manter o esquema estabelecido para os dias úteis;

* Procure relaxar antes de ir para cama. Ouça música, leia um pouco, converse, assista a um filme. Lembre-se de que, depois de uma noite de sono reparador, as soluções para os problemas podem fluir melhor. Se nada disso resolver, vale a pena buscar ajuda profissional;

* Use técnicas de relaxamento. Progressivamente contraia e relaxe todos os músculos do corpo, começando pelos dedos dos pés e terminando na face. Massageie suavemente o couro cabeludo. Tente visualizar uma cena ou paisagem que lhe traga satisfação;

* Tome um banho morno. Deixe a água escorrer pelo corpo durante algum tempo, pois isso ajuda a relaxar os músculos tensos;

* Tome um copo de leite morno. O leite contém o aminoácido triptofano, que relaxa os músculos e induz o sono;

* Experimente ingerir chás à base de ervas como camomila, erva-doce, erva-cidreira, etc. Eles têm sido usados há séculos por pessoas que garantem sua ação relaxante;

* Certifique-se de que não há claridade no quarto e a temperatura é agradável. Mesmo pouca luz pode atrapalhar o sono de algumas pessoas.

* Use protetores nos ouvidos, se o barulho incomoda e não há como eliminá-lo;

* Escolha o colchão adequado para seu peso e altura. Colchões muito macios ou muito duros são contra-indicados;

* Reserve a cama somente para dormir e para relações íntimas. Evite ler, ver TV, trabalhar e conversar no quarto;

* Relações sexuais são relaxantes. Após o orgasmo, as pessoas tendem a ficar sonolentas;

* Levante-se, se não conseguiu dormir depois de trinta minutos deitado. Ficar na cama acordado pode aumentar a ansiedade, a irritação e, conseqüentemente, a insônia. Procure distrair-se com alguma atividade tranqüila e depois, mais cansado, volte para a cama e tente dormir. Repita o esquema, se necessário. Usando essa técnica, muitas pessoas conseguem reverter o processo.

Advertência

Insônia crônica requer avaliação profissional. É indispensável descobrir o que está causando essa dificuldade para dormir, pois a ausência do sono reparador pode prejudicar a saúde física e mental dos indivíduos. Por isso, não é à toa que torturadores impedem que o acusado durma quando querem arrancar deles uma confissão.


.

segunda-feira, 22 de março de 2010

AVC - A agulha que salva

.
Não tenho a menor idéia se esse email tem alguma base técnica/medicinal ou se é confiável, mas se alguém tiver um problema desse perto de mim, enquanto o infeliz espera a ambulância, vou picá-lo todo.
Mal não pode fazer....





Uma agulha pode salvar a vida de alguém com começo de AVC.

Vale a pena 2 min de leitura.

Uma agulha pode salvar a vida de um paciente com princípios de derrame...
Dito por uma professora chinesa.

Guarde uma seringa ou uma agulha para fazer isto - é um método inconvencional para recuperar alguém de um derrame.

Quando o derrame ocorrer, fique calmo.

Independentemente de onde a vitima estiver, não a mova do lugar.

Quando o derrame acontece, as veias capilares no cérebro vão-se gradualmente rompendo. Se a pessoa for movida os capilares vão se romper.

Se tiver na sua casa uma seringa melhor. Se não tiver, pode usar uma agulha de costura ou um alfinete.

1. Aqueça a agulha/ alfinete para esterilizar e depois dê uma alfinetada em todos os dedos das mãos do paciente.

2. Não há pontos específicos nos dedos para a acupuntura, mas pode picar 1 milímetro perto da unha.

3. Pique até o sangue começar sair.

4. Se o sangue não começar a sair, então aperte com os dedos.

5. Quando todos os dedos começarem a sangrar, espere alguns minutos e depois puxe as orelhas do paciente até ficarem vermelhas.

6. Pique cada um dos lóbulos das orelhas até começar a sair uma gota de sangue de cada lóbulo. Depois de alguns minutos a pessoa começará a recuperar os sentidos.

Espere até que recupere o estado normal e leve-o para o hospital.

Se for levado às pressas para o hospital, a viagem turbulenta vai fazer com que os vasos capilares no cérebro se rompam.

"Eu aprendi a tirar gotas de sangue para salvar vidas através de um médico de medicina tradicional chinesa. Ele chama-se Ha Bu Ting. Mais tarde tive experiência prática sobre o assunto e posso dizer que este método é 100% eficaz.

Em 1979, eu era professora no colégio de Fung Gaap em Tai Chung.
Uma tarde, um outro professor veio correndo para a minha sala e disse 'Sra. Liu, venha rápido, o nosso supervisor teve um derrame!'

Eu fui imediatamente para o 3º andar. O Sr. Chen Fu Tien estava pálido, o seu discurso era feito através de sussurros, a boca torta - sintomas de um derrame.
Imediatamente pedi a um dos estudantes para ir a uma farmácia comprar uma seringa, que usei para picar o Sr. Chen em todos os dedos.

Quando todos os dedos estavam a sangrar (cada um dos dedos com uma gota de sangue do tamanho de uma ervilha), o Sr. Chen começou a recuperar a sua cor.
Mas a boca continuava torta. Então, eu puxei as orelhas dele para enchê-las de sangue. Quando as orelhas dele começaram a ficar vermelhas, eu piquei o lóbulo da orelha direita por 2 vezes para saírem duas gotas de sangue E depois o lóbulo da orelha esquerda.

Dentro de 3 a 5 minutos o formato da boca voltou ao normal e a sua maneira de falar tornou-se clara.

Nós o deixamos descansar algum tempo e o levamos para o hospital. Ele ficou lá em repouso por uma noite e no dia seguinte deram alta para dar aula. Tudo correu normalmente. Não apareceu nenhuma doença derivada do primeiro Socorro que lhe foi aplicado."

Normalmente as vitimas de derrame sofrem danos irreparáveis nos capilares do cérebro durante o percurso para o Hospital. Como resultado, essas vítimas nunca se recuperam.

(Recebido por email)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Gripe Suína - Nada de Pânico.

.
A situação atual é a seguinte:

O virus H1N1 já ultrapassou a barreira inicial, circula livremente entre nós, veio para ficar. Nesta 1º onda do vírus no Brasil, calcula-se que 70.000.000 de brasileiros terão contato com ele até final de setembro.

Das atuais viroses respiratórias presentes no sul do país, 60% já são do novo vírus, isto é, das pessoas com gripe que falamos ou que circulam na rua, ônibus, bares, igrejas clubes, etc, mais da metade já tem o novo vírus... isto é uma projeção estatística , ou seja , não há mais capacidade para se fazer exame de todos os suspeitos.

A condução dos casos será como da gripe comum, e somente os casos graves ou em grupos de risco haverá dispensação da medicação anti viral.

O vírus H1 N1 tem maior transmissibilidade que o vírus influenza , mas tem MENOR PATOGENICIDADE, OU SEJA MATA MENOS QUE A GRIPE COMUM... acontece que ele tem tropismo por organismo com alguma brecha imunológica que comprometa as defesas habituais, então ele pode ser potencialmente mais agressivo em pacientes com: nutrição inadequada, más condições de higiene, cardiopatas e pneumopatas crônicos, asmáticos graves, renais crônicos, diabéticos, obesos mórbidos, pessoas em tratamento com imunossupressores (corticóides, tto para câncer) e doenças degenerativas.

Em pessoas hígidas, dificilmente haverá complicação, e , volto e frisar, a MORTALIDADE É MENOR QUE O VÍRUS INFLUENZA.

Em 2008, só no mês de julho, 4500 pessoas morreram de gripe comum no Brasil. Estamos com 47 mortes pelo novo vírus em 18 dias de circulação...

Temos que estar ALERTAS, isto sim, pois é um vírus novo, pode sofrer mutações, e ainda estamos aprendendo a conviver com ele.

Por enquanto o importante é: boa alimentação, SUCOS DE FRUTAS, ÁGUA, ÁGUA DE COCO, VERDURAS, AMBIENTES AREJADOS, HIGIENE ADEQUADA DE MÃOS E VIAS AÉREAS, LAVAGEM DE MÃOS VÁRIAS VEZES AO DIA. ÁLCOOL PODE SER USADO EM SUPERFÍCIES POTENCIALMENTE CONTAMINADAS (MESAS DE CONSULTÓRIO, LOCAIS ONDE PESSOAS TENHAM ESPIRRADO, (mas sem maiores neuras, por favor, teremos que conviver alguns meses com este vírus, como os tantos outros de gripe...)

As Máscaras continuam recomendadas para quem está com quadro gripal, em respeito aos outros, e em alguns serviços de Pronto Atendimento , para as equipes de Saúde... nada de sair pela rua e shoppings com máscara e vidro de álcool gel na mão, precisamos de bom senso, tranquilidade é pés no chão.

Evitar locais fechados, aglomerações shoppings, cinemas, bares, chimarrão e nerguille, pelo menos nos próximos 15 dias, enquanto o vírus está em "curva ascendente"...

Depois, é vida normal. O anti viral - Tamiflu- só será disponibilizado pela SMS para os casos comprovadamente graves, não tomem para qq gripe, pois aumenta a resistência do bicho...

Em 99,85% dos quadros de H1 N1 a evolução será ABSOLUTAMENTE BENIGNA, ou seja, portados assintomático, sintomas leves ou moderados, perfeitamente tratados com: cama e sintomáticos (repouso por 5 dias está mais que suficiente).

O afastamento das aulas é muito mais uma medida tranquilizadora para os pais, enquanto as equipes das escolas são adequadamente preparadas para receberem os estudantes e conviverem com a nova doença.

As 2 gripes estão ai, os sintomas são idênticos, não há porque saber se é gripe A ou influenza, a conduta será igual, e evoluirá geralmente bem.

Tivemos mortes, sim (porém 3 das mortes da semana passada acabaram se confirmando como da influenza, e não da gripe A).

Alguns jovens saudáveis faleceram sim, mas na grande maioria , mesmo nos jovens, havia algum fator basal predisponente: acompanhei 3 casos: 1 criança do interior(desnutrida); 1 adulto com 33 anos (cirrose) e 1 senhora de 54 anos (asmática grave).

Portanto, amigos, muita cautela na transmissão de informações: A CALMA É FUNDAMENTAL, OS CUIDADOS GERAIS TAMBÉM. DEVEMOS ESTAR ALERTAS, MAS TEMOS QUE SEGUIR A VIDA COM NORMALIDADE, PORQUE A GRIPE SAZONAL MATA MUITO MAIS QUE ESTA E NUNCA TEVE ESTA DIMENSÃO DE ALARME.

Evitem lotar os hospitais com casos leves, só em casos de febre = ou > de 38ºC (este é o fator patognomônico!!), dor de garganta ou dificuldade respiratória as pessoas deverão procurar os postos de Saúde.

Estamos conectados diariamente com a SMS, SESA e Central de Leitos, qualquer alteração na condução dos casos ou orientações gerais, haverá ampla divulgação.


(Recebido por email - Dr. Eduado Peixoto)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Pandemia de Lucro

.



Que interesses económicos se movem por detrás da gripe porcina???
No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro.
Os noticiários, disto nada falam!
No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarreia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 centimos.
Os noticiários disto nada falam!
Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.
Os noticiários disto nada falam!
Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves...
...os noticiários mundiais inundaram-se de noticias...
Uma epidemia, a mais perigosa de todas... Uma Pandemia!
Só se falava da terrífica enfermidade das aves.
Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos... 25 mortos por ano.
A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.
Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe das aves?
Porque atrás desses frangos havia um "galo", um galo de crista grande.
A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu milhões de doses aos países asiáticos.
Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.
Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.
-Antes com os frangos e agora com os porcos.
-Sim, agora começou a psicose da gripe porcina. E todos os noticiários do mundo só falam disso...
-Já não se fala da crise económica nem dos torturados em Guantánamo...
-Só a gripe porcina, a gripe dos porcos...
A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal accionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, secretário da defesa de George Bush, artífice da guerra contra o Iraque...
Os accionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflú.
A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.
Não nego as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países.
Mas se a gripe porcina é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação.
Se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la?
Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres. Essa seria a melhor solução.


(Recebido por email - Autor desconhecido)

terça-feira, 28 de abril de 2009

O que é gripe suína.

.
Influenza ou “gripe” suína é uma doença respiratória aguda altamente contagiosa de suínos, causada por um de vários vírus A da influenza suína. A morbidade tende a ser alta e a mortalidade baixa (1-4%). O vírus se dissemina entre os suínos através de aerossóis, contato direto e indireto e através de suínos portadores assintomáticos. Surtos em suínos ocorrem durante todo o ano, com maior incidência durante o outono e inverno em zonas temperadas. Muitos países vacinam rotineiramente as populações de suínos contra a influenza suína.

Os vírus da influenza suína são geralmente do subtipo H1N1, mas outros subtipos também circulam em suínos (como H1N2, H3N1, H3N2). Os suínos também podem ser infectados pelos vírus da influenza aviária e por vírus sazonais da influenza humana, além dos vírus da influenza suína. Acredita-se que o vírus suíno H3N2 foi originalmente introduzido na população de suínos por seres humanos. Algumas vezes, os suínos podem ser simultaneamente infectados por mais de um tipo viral, o que pode permitir a combinação dos genes dos diferentes vírus, produzindo um vírus da influenza que contém genes de uma série de fontes, denominado vírus recombinado (reassortant virus).

Embora os vírus da influenza suína sejam normalmente espécie-específicos e sejam apenas capazes de infectar suínos, algumas vezes cruzam a barreira entre espécies e causam doença em seres humanos.

É seguro ingerir carne e produtos de origem suína?

Sim. Não se demonstrou a transmissão da influenza suína a seres humanos através da ingestão de carne suína adequadamente manuseada e preparada ou de outros produtos de origem suína. O vírus da influenza suína é inativado por temperaturas de cozimento de 160°F/70°C, correspondentes às orientações gerais de preparo de carne suína e outros tipos de carnes.

Quais são as implicações para a saúde humana?

Existem relatos esporádicos de surtos e casos de infecção humana por vírus da influenza suína. Geralmente, os sintomas clínicos são semelhantes à influenza humana sazonal, mas os relatos descrevem desde infecção assintomática a pneumonia grave, resultando em morte. Uma vez que a manifestação clínica típica da infecção por vírus da influenza suína em seres humanos é semelhante à influenza humana sazonal e a outras infecções agudas do trato respiratório superior, a maior parte dos casos foi detectada ao acaso através da vigilância para influenza humana sazonal. Casos leves ou assintomáticos podem ter escapado à detecção; desta forma, não se conhece a real extensão desta doença em seres humanos.

Onde ocorreram os casos humanos?

Desde a implementação da Regulamentação Internacional da Saúde (IHR - 2005), em 2007, a OMS recebeu notificações de casos de influenza suína dos Estados Unidos e da Espanha.

Como as pessoas se infectam?

As pessoas geralmente se infectam com influenza suína a partir de suínos infectados. Entretanto, em alguns dos casos humanos não houve comprovação de contato com suínos ou exposição a ambientes contendo suínos. A transmissão humano-a-humano ocorreu em alguns casos, mas foi limitada a pessoas próximas e grupos fechados.

Que países foram afetados por surtos em suínos?

Como a influenza suína não é uma doença de notificação compulsória às autoridades internacionais de saúde animal (OIE), não se conhece sua exata distribuição internacional em animais. A doença é considerada endêmica nos Estados Unidos. Surtos em suínos também já ocorreram na América do Norte, América do Sul, Europa (inclusive Reino Unido, Suécia e Itália), África (Quênia) e em regiões do leste da Ásia, como China e Japão.

E quanto ao risco de pandemia?

É provável que a maior parte das pessoas, especialmente as que não mantêm contato regular com suínos, não tenha imunidade aos vírus causadores da influenza suína, capaz de evitar a infecção. Caso um vírus suíno estabeleça uma transmissão eficiente humano-a-humano, poderá causar uma pandemia de influenza. O impacto de uma pandemia causada por um vírus suíno é difícil de prever: depende da virulência do vírus, do grau existente de imunidade na população humana, proteção cruzada conferida por anticorpos adquiridos contra a influenza sazonal humana e fatores relacionados ao hospedeiro.

Existe uma vacina humana que confere proteção contra a influenza suína?

Não existem vacinas humanas que contenham vírus suíno que está causando doença em seres humanos. Não se sabe se as vacinas contra a influenza sazonal humana são capazes de conferir proteção. Como os vírus da influenza mudam muito rapidamente, é importante desenvolver uma vacina contra as cepas de vírus atualmente circulantes para conferir máxima proteção à população vacinada. Esta é a razão pela qual a OMS deve ter acesso ao maior número possível de vírus para que seja selecionado o vírus candidato mais apropriado para a produção da vacina.

Quais drogas existem para o tratamento?

Em alguns países existem drogas antivirais para a influenza sazonal humana e que são eficazes para a prevenção e tratamento da doença. Existem duas classes destes medicamentos: 1) derivados do adamantane (amantadina e rimantadina) e 2) inibidores da neuraminidase da influenza (oseltamivir e zanamivir).

Na maior parte dos casos anteriormente relatados de influenza suína, os pacientes se recuperaram plenamente da doença sem necessidade de tratamento médico e sem medicamentos antivirais.

Alguns vírus da influenza desenvolvem resistência aos medicamentos antivirais, limitando a eficácia da quimioprofilaxia e tratamento. Os vírus obtidos de casos humanos recentes por influenza suína nos Estados Unidos se mostraram sensíveis a oseltamivir e zanamivir, mas eram resistentes a amantadina e rimantadina.

As informações ainda são insuficientes para justificar recomendações de uso de antivirais para a prevenção e tratamento da infecção por vírus da influenza suína. Os clínicos devem tomar decisões em base de avaliações clínicas e epidemiológicas e considerar potenciais prejuízos e benefícios da profilaxia/tratamento do paciente.

Para o atual surto de infecção por vírus da influenza suína nos Estados Unidos e México, as autoridades nacionais e locais estão recomendando o uso de oseltamivir ou zanamivir para tratamento e prevenção da doença em base do perfil de suscetibilidade do vírus.

(Fonte: http://www.clicrbs.com.br/canalrural/jsp/default.jspx?uf=2&id=2491368&action=noticias)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Insatisfação Corporal: uma vertente para a anorexia e bulimia

.
Beleza se põe à mesa sobretudo em nossos tempos. Na modernidade beleza e feiúra são fenômenos sociais da maior importância. Nas últimas décadas, há uma imposição sócio-cultural que atinge principalmente as mulheres. Trata-se de um padrão tirânico que rege a vida de muitas jovens influenciadas de forma marcante pelos valores estéticos regentes. As mulheres jovens mostram-se mais vulneráveis e buscam incansavelmente o corpo esbelto da atualidade. A auto-crítica em relação ao corpo tornou-se uma constante no discurso de muitas adolescentes e uma parcela destas revela uma preocupação exagerada com a imagem do corpo. Alcançar a beleza magra é uma meta para a maioria das mulheres e um imperativo para muitas meninas.

No culto ao corpo perfeito habita um desejo que é sempre frustrado. Primeiro pela própria impossibilidade biológica, depois pela idealização que por princípio é inalcançável, e também pela dificuldade em lidar com a paradoxal sedução aos prazeres da mesa. O resultado é que a grande maioria das mulheres em nossa sociedade está insatisfeita com o próprio corpo e muitas fazem um demasiado investimento em intervenções de efeito estético. Estas mulheres lançam um olhar cruel sobre o corpo, percebido como gordo, feio, rejeitável e inaceitável. Algumas mais vulneráveis, na trajetória de busca da imagem ideal e para elevar a auto-estima, acabam desenvolvendo um transtorno alimentar.

A insatisfação com o próprio corpo pode consistir o ponto inaugural para a evolução da Anorexia Nervosa e da Bulimia Nervosa. Também, é um sentimento expresso claramente por pessoas com compulsão alimentar periódica. O fator sociocultural que dita o padrão estético corporal, em interação com outros fatores - vulnerabilidade genética, psicopatologia familiar e experiências pessoais -, constituem uma força capaz de desenvolver transtorno alimentar.

Na Anorexia Nervosa, a pessoa tem comportamentos que visam a perda de peso e sua manutenção, movida por um medo exagerado de engordar. A pessoa pode se recusar a comer e atingir um peso muito baixo, podendo chegar a um quadro de inanição. Além da distorção da imagem corporal, há neste diagnóstico um distúrbio endócrino caracterizado pela ausência do ciclo menstrual. A auto-avaliação dessas pessoas é excessivamente centrada no corpo, em sua forma e peso.

Já na Bulimia Nervosa a pessoa apresenta um impulso irresistível de comer excessivamente, seguido de comportamentos que têm a função de evitar o efeito de engordar: vômitos auto-induzidos e/ou abuso de laxantes e diuréticos, exercícios exagerados, jejuns prolongados. O medo de engordar acaba por aprisionar a pessoa num recorrente ciclo bulímico, cujo percurso envolve a comilança, culpa e purgação.

Estes transtornos alimentares, assim como o compulsão alimentar periódico, têm atingido um número cada vez maior de pessoas nas últimas décadas, exigindo um tratamento especializado já que a saúde física e psíquica são afetadas. Dada a complexidade das manifestações clínicas destes distúrbios, o recomendado é o atendimento multidisciplinar, com cuidados médicos, psiquiátricos, psicológicos e nutricionais. A dimensão psicológica do tratamento é fundamental na medida em que centra suas intervenções nos conflitos e afetos ao redor de eixo sujeito-corpo-comida. A psicoterapia psicodinâmica ajuda a desvelar o que levou na história do sujeito à direção da idealização da imagem corporal; contribui para compreender a comunicação simbólica do sintoma,favorecendo entendimento sobre o significado do alimento na vida da pessoa.

Na clínica das patologias alimentares a função do analista implica em acolher o sujeito com a sua dor psíquica , e ajudá-lo a encontrar um lugar mais confortável dentro de si e na relação com o o mundo . Tal sofrimento psíquico, segundo Freire,está associado a impossibilidade de esconder a sua ferida narcísica. Estes pacientes sentem-se muito expostos em suas imperfeições que se expressam na forma corporal e mobilizam vergonha e humilhação. Aqui reside um profundo medo de não ser a causa do interesse dos outros. Neste sentido ,torna-se meta terapêutica o trabalho com o desenvolvimento da identidade, fortalecendo o frágil ego para torná-lo capaz de reconhecer e aceitar as rejeições, faltas e frustrações inerentes a vida.

(Marilene Damaso de Oliveira)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A praga do HPV

Cecília Abbati

Não dá para bobear com esse vírus. Transmitido sexualmente é muito contagioso – oito em cada dez mulheres já tiveram, têm ou terão contato com ele. O perigo maior é que essa contaminação pode evoluir para o câncer no colo do útero. Prevenir é o melhor caminho para manter a sua saúde em dia.

Todo ano, cerca de 230 mil mulheres morrem no mundo vítimas do câncer no colo do útero. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 18 mil novos casos serão diagnosticados em 2008. E, para o surgimento desse tipo de câncer, é necessário que a vítima tenha sido infectada pelo papiloma vírus humano, o famigerado HPV. Sim, ele é o vilão da história. Um vilão potente, uma vez que existem mais de 100 tipos, e silencioso, já que os mais perigosos não apresentam sintomas. Apesar dos números assustadores, mantenha a calma. Não é porque você recebeu um diagnóstico positivo que vai ter câncer uterino. Na verdade, aproximadamente 0,5% das mulheres contaminadas desenvolvem o tumor. “O HPV assusta porque origina o câncer. Mas, ao mesmo tempo, poucos casos evoluem até a doença, principalmente quando há acompanhamento médico”, afirma Neila Góis Speck, ginecologista e chefe do Ambulatório de Colposcopia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mesmo não evoluindo para o câncer, o HPV pode provocar verrugas que começam microscópicas, mas crescem a ponto de desfigurar a vagina, portanto devem ser tratadas com rapidez. A maioria das infecções por HPV é caracterizada como transitória. “Cerca de 90% dos casos são resolvidos sem maiores complicações”, diz Luisa Lina Villa, chefe do grupo de virologia e membro titular do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo.

Prevenção é a solução

Uma vez que a doença é transmitida sexualmente, ter relações com camisinha é, sem dúvida, a melhor forma de se cuidar. “O uso do preservativo reduz os riscos de contaminação em 80% dos casos. Mas a segurança não é total porque ele protege apenas dos vírus que estão no pênis e, às vezes, o HPV aparece na bolsa escrotal”, diz Neila. Contato manual e oral também podem provocar a contaminação, embora esses tipos de contágio sejam mais raros. O que os médicos percebem é que, na maioria das vezes, se adquire o HPV após dois ou três anos do início da vida sexual. Em muitos casos, o próprio organismo dá conta de eliminar o vírus. Outras vezes, ele pode ficar muitos anos sem se manifestar. Por isso, é importante fazer um acompanhamento ginecológico desde que se inicia a vida sexual. E a partir dos 30 anos é necessário redobrar os cuidados, pois o sistema imunológico começa a enfraquecer e o vírus causa lesões de maior gravidade no colo do útero.

Os tipos mais perigosos

Há duas categorias de HPV: o oncogênico (que pode causar câncer) e o não-oncogênico. Apesar da grande quantidade de tipos, há quatro mais comuns, os de número 6, 11, 16 e 18. Os tipos 6 e 11 são responsáveis pela verrugas genitais. Essas lesões são incômodas, mas não têm potencial para se transformarem em câncer. São tratadas com pomadas ou eliminadas por cauterização e laser. Já os tipos 16 e 18 estão ligados a 70% dos casos de câncer. “Quando a doença é descoberta no início, as chances de cura estão acima de 80%. Se ela é detectado em um estágio avançado, essa porcentagem cai para menos de 40”, explica Luisa Villa.

Quando tamanho é documento

Também existe uma classificação para os tipos de lesões, de acordo com o tamanho de cada uma delas. Se a lesão atingir até um terço da mucosa do colo do útero, é considerada de baixo grau e geralmente não exige tratamento, apenas acompanhamento médico. Quando atinge até dois terços, é de médio grau e o profissional avalia a necessidade de tratamento. Se o HPV está na mucosa toda é de alto grau e, nesse caso, os riscos de evoluir para um câncer são maiores do que 12%. Aqui, pode se optar por uma intervenção cirúrgica, que, dependendo da extensão do problema, compromete a estrutura do colo para uma futura gestação. Embora o papanicolaou seja fundamental para diagnosticar a doença, ele mostra apenas a lesão – não a existência do vírus. “Esse exame aponta as alterações na mucosa. Para saber se você tem ou não o vírus deve fazer um exame de biologia celular”, diz Neila. Isso é importante, porque muitas vezes a manifestação da doença é rápida. Em um ano, intervalo normal de um papanicolaou, o vírus pode agir e alcançar o alto grau. Para não correr risco, a receita é simples: preservativo e visitas periódicas ao ginecologista. Existe prazer maior do que saber que está com a sua saúde em dia?

(A boa noticia e que ja existem vacinas no mercado. Pergunte ao seu medico.)
.

Exercício físico não tem efeito sobre a depressão

Nicholas Bakalar - New York Times

Pessoas que não gostam de se exercitar têm tendência a serem mais depressivas. No entanto, não há uma relação de causa e efeito entre as duas coisas.

Muitas pessoas têm certeza que os exercícios físicos melhoram o humor, e estudos têm sugerido que a prática de exercícios é quase tão eficaz quando antidepressivos no alívio de sintomas de depressão. Porém, um novo estudo descobriu que até mesmo pessoas fortes que se exercitam têm menos tendência a se sentirem depressivas e ansiosas, e isso provavelmente não ocorre porque eles se exercitam.

Pesquisadores holandeses estudaram 5.952 gêmeos do Registro de Gêmeos dos Países Baixos, assim como mais 1.357 irmãos e 1.249 pais, todos com idade entre 18 e 50 anos. Os pesquisadores registraram dados sobre a freqüência e a duração dos exercícios e usaram escalas bem variadas para descobrir sintomas de depressão e ansiedade. O estudo foi publicado no The Archives of General Psychiatry.

Estudar os gêmeos permitiu aos pesquisadores distinguir entre fatores genéticos e ambientais, e descobriram que a associação do exercício físico à redução da ansiedade e sintomas depressivos pode ser explicada geneticamente: pessoas sem inclinação aos exercícios também tendem a serem depressivas. Uma coisa não causa a outra.

Isso não significa que a prática de exercícios é inútil para aliviar sintomas depressivos. “Exercitar-se ainda pode ser benéfico para pacientes que estão sendo tratados contra um distúrbio de ansiedade ou depressivo”, disse Marleen H. M. de Moor, principal autora do estudo e doutoranda em psicologia da VU University Amsterdam. “Mas não conseguimos encontrar evidências para um efeito causal na população como um todo.”
.