quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Conheça melhor Bruno Maranhão - Líder do MST

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Bruno Maranhão, sem-terra, um dos líderes do MST

As fotos são do barraco de Bruno Maranhão, um sem-terra!

ELE É UM DOS LIDERES DO MST.

Aparecem na casa ele e sua esposa. Como você pode ver, são gente humilde, simples e trabalhadora, em busca de um futuro melhor.













A velha e boa análise sintática, lembram?

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[ministro+do+stf+gilmar+mendes.JPG]

Filho da puta é adjunto adnominal (ou paronomástico), se for "conheci um juiz filho da puta".

Se for "o juiz é um filho da puta", daí é predicativo.

Agora, se for "esse filho da puta é um juiz", daí é sujeito.

Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do juiz e diz:"Agora nega a liminar, filho da puta!" — daí é vocativo.

Finalmente, se for: "O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, aquele filho da puta, desviou o dinheiro da obra pública tal" — daí é aposto.

Que língua, a nossa, não?

Redator: Cristóvão Feil - Data: 12.2.10 14 comentários Links para esta postagem

No blog Diário Gauche: http://www.diariogauche.blogspot.com/

Post capturado por aly do Letteri Café: http://www.letteri.blogger.com.br/index.html

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Perguntar não ofende...

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"Ué, vão cobrar ingresso no filme do Lula? O horário eleitoral não é gratuito? "



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O significado das doenças.

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Procurei durante muito tempo a origem da palavra perdão e encontrei em um dicionário etimológico a seguinte explicação: - PERDÃO origina-se da expressão romana 'PER DONA SUA', cujo significado era, PARA O SEU PRÓPRIO BEM. Tá explicado!

Segundo a psicóloga Americana Louise L. Hay, todas as doenças que temos são criadas por nós. Afirma ela, que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo.

Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar.

Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais.

Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento.

A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise. Reflita, vale a pena tentar evitá-las:

DOENÇAS/CAUSAS:

AMIDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de auto-valorização.
DOR NOS JOELHOS: medo de recomeçar, medo de seguir em frente. Pessoas que procuram se apoiar nos outros.
ENXAQUECA: Raiva reprimida.. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro(a).
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor quando criança. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vitima.. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: medo da crítica, do fracasso, desapontamento.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas.. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo.. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

Curioso não?

Por isso vamos tomar cuidado com os nossos sentimentos... Principalmente aqueles que escondemos de nós mesmos..

"Quem esconde os sentimentos, retarda o crescimento da Alma."

Remédios indicados: Auto-estima, Perdão, Amor

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

É sempre bom saber...

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Está sobrando

O presidente Lula anuncia hoje o investimento de US$ 300 milhões para modernizar o porto de Havana, em Cuba. Os portos brasileiros podem esperar, não é mesmo? E depois de amanhã anuncia, em El Salvador, outros US$ 300 milhões para renovar os ônibus de lá. Quando o caro leitor tomar aquele ônibus superlotado, velho, sujo, pode se consolar: em El Salvador os ônibus vão melhorar.


Dilma e a poesia

Supermeiguinho o discurso de Dilma Rousseff no evento do PT que a transformou em candidata do partido. Num acesso de ternura, em fase de paz e amor, a Mãe do PAC citou Mário Quintana, o grande poeta gaúcho: "'Todos estes que aí estão, atravancando o meu caminho, eles passarão. Eu, passarinho".

A Mãe do PAC deveria ter citado outro belo poema de Quintana, mais adequado às suas idéias políticas: "O milagre não é dar vida ao corpo extinto /Ou luz ao cego, ou eloqüência ao mudo.../ Nem mudar água pura em vinho tinto... /Milagre é acreditarem nisso tudo!"


A verdade poética

Dilma poderia ter falado diretamente aos eleitores que, acredita, Lula lhe trará: "Dizes que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com alma de anjo... Sim, ele poderá convencer os outros de sua angelitude - mas que trabalheira!"


(Desconheço o autor - Recebido por email)
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Porque SOU tucana

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Em extensão ao "Porque NÃO sou petista" do Marcelo Tas... achei melhor dizer:

Porque SOU tucana

Mesmo quem é jovem pode constatar que o Brasil vem mudando de uns tempos para cá. É inegável que a experiência da “democracia na prática” trouxe ganhos para o País. Digo democracia na prática para me referir ao fato de um sociólogo ter sido sucedido, na Presidência da República, por um líder sindical, e também para me referir ao fato de que esse líder trabalhista tem tido estabilidade garantida para completar seu mandato, sem ameaças de golpes ou intimidações por parte da oposição, que – mérito seja dado - vem centrando o embate em torno do cumprimento da lei e não apenas em diferenças partidárias.

E aqui começa o meu tema: porque sou tucana. O tema é interessante porque a prioridade à agenda social no Brasil foi algo que o PSDB inaugurou e que o PT vem intensificando. Parece que o “social” virou a palavra de ordem. Muitas vezes ambos partidos disputam a paternidade das mesmas idéias...e no entanto não deixam de existir diferenças fundamentais de visão. Elenco abaixo o que eu consegui identificar como qualidades intrínsecas à social-democracia que me fazem aderir a essa linha política.

1 – Em primeiro lugar, sou tucana porque ACREDITO NA MUDANÇA. Não vejo o PSDB como um partido conservador e nem comprometido com o que já está caduco (a velha Casa Grande e Senzala); vejo o PSDB como um partido inconformado com a desigualdade e com o atraso mental do processo político brasileiro. O PSDB sabe valorizar a tradição e ao mesmo tempo trazer modernidade.

2- Em segundo, acredito na mudança SEM RADICALISMOS ou caça às bruxas. Acredito que a mudança no Brasil exigirá um esforço de todos, independente de classe ou qualquer outro critério. “Luta de classes” e “guerra permanente” são referenciais de pensamento que me parecem ultrapassados para o patamar civilizatório da humanidade no século XXI.

3 – Terceiro, as propostas para um Brasil melhor virão de quem conhece o Brasil e valoriza o ESTADO brasileiro. E só conhece o Brasil quem tem a humildade de conhecer sua história e de ver no seu passado uma herança. Não dá para acreditar que o Brasil está nascendo hoje de um passado em que nada pode ser aproveitado e que torna necessário implodir as instituições nacionais todas. O PSDB tem condições de lançar esse olhar para dentro do Brasil e manter os pés na realidade nacional.

4 – Acredito nas propostas gregárias. Acho o PSDB TOLERANTE, coisa que valorizo e admiro. No lugar da reciprocidade estrita do “olho por olho e dente por dente” da primitiva lei de talião (antes de Cristo!), prefiro o “olho no olho” dos diferentes brasis que compõem nossa grande e única colcha de retalhos.

5- Acredito no mérito do socialismo, mas acima dele acredito no HUMANISMO. O socialismo imposto de forma totalitária pode ser tão maléfico quanto o fascismo ou nazismo, gerando idolatria do dirigente da máquina estatal e pensamento único. Em suma, ditadura de direita e de esquerda se igualam. A bandeira da democracia, na minha opinião de cidadã, hoje está com o PSDB.

6 – Acredito na força da EDUCAÇÃO e em uma educação de qualidade, que promova bons valores sociais e desenvolvimento humano em primeiro lugar. Acredito na ciência e tecnologia à serviço da vida e dos nossos interesses [e não a serviço da demanda dos outros países por biocombustíveis ou produtos alimentícios].

7 – Acredito na MODERAÇÃO como uma virtude política. Acredito na verdade e na razão. O PSDB tem sido firme na defesa de princípios fundamentais como a democracia e a ética e ao mesmo tempo é flexível e sensato o suficiente para garantir a governabilidade de uma agenda à qual se opõe. “Ficar em cima do muro” não é exatamente uma qualidade, mas é um defeito relativo em vista a radicalismos que pregam discurso de ódio.

8 – Acredito que a mudança necessária no Brasil virá com respeito à ordem constitucional e de forma TRANSPARENTE. Não acredito no poder de partidos com uma face externa e outra interna, que termina por dividir o país e criar órgãos paralelos aos existentes, fugindo dos problemas centrais. Não acredito na força das políticas que não se apresentam de forma clara e pública desde o início. Não acredito na solidariedade clandestina, que não emerge para a luz e cujo foco muitas vezes nada mais é que a vingança.

9 – Acredito que a JUSTIÇA distributiva virá se continuar de mãos dadas com a justiça comutativa (contratual). “Robin Hood” fica bem para contos infantis, não para um país que se propõe ingressar para o Conselho de Segurança das Nações Unidas como membro permanente.

10 – Em poucas palavras, sou tucana porque sou BRASIL. Acho que o PSDB, mesmo com todas as falhas que possa apresentar, é o partido que apresenta maiores condições de trazer desenvolvimento de verdade para nosso povo. Sou contra importarmos ideologias de outros países sem um critério interno. O materialismo histórico de esquerda, por exemplo, é tão destruidor de fronteiras nacionais quanto o “imperialismo” global que se propõe atacar.

Por fim, reconheço que o PT trouxe muita garra e energia para temas caros ao governo FHC. A ênfase no social é uma coisa boa, a visibilidade ao tema dos direitos humanos também, mesmo que haja excessos a serem corrigidos. No entanto, não sou petista porque não creio no materialismo e no financismo, não reconheço o revanchismo como política, não acho bom prescindir de princípios gerais de Direito em favor de alinhamentos conjunturais e sobretudo não acredito que um grupo, partido ou mesmo que um país tenha o monopólio da dor e da verdade. Por fim, não entro no ufanismo de achar que o reconhecimento da comunidade internacional seja um fim em si mesmo que vá mudar em muito a vida dos brasileiros.

O amadurecimento político vem do contato com a diferença e da contemporização. A pátria terá de ser “salva” com a contribuição de todos, a partir de processos internos de conciliação e sutura. A social-democracia abriga os valores humanos e a prática política que gostaria que continuassem sendo referência no Brasil. Um país plural precisa de uma proposta política abrangente e comprometida com o bem comum. Por isso sou tucana.

(Tania Malinski -Fonte: www.tucano.org.br)

Dirceu recebe de empresa por trás da Telebrás

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Cliente de José Dirceu é beneficiado pela 'nova' Telebrás anunciada por Lula



Petista foi contratado por ao menos R$ 620 mil por empresa beneficiada com reativação da estatal de telecomunicações
Empresa nas Ilhas Virgens Britânicas comprou por R$ 1 rede de fibras ópticas que será usada por Telebrás e pode ficar com R$ 200 mi

Lula Marques - 18.fev.10/Folha Imagem

O líder petista e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu participa do congresso do PT ocorrido no último final de semana em Brasília


O ex-ministro José Dirceu recebeu pelo menos R$ 620 mil do principal grupo empresarial privado que será beneficiado caso a Telebrás seja reativada, como promete o governo.

O dinheiro foi pago entre 2007 e 2009 por Nelson dos Santos, dono da Star Overseas Ventures, companhia sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal no Caribe. Dirceu não quis comentar, e Santos declarou que o dinheiro pago não foi para "lobby".
Tanto a trajetória da Star Overseas quanto a decisão de Santos de contratar Dirceu, deputado cassado e réu no processo que investiga o mensalão, expõem a atuação de uma rede de interesses privados junto ao governo paralelamente ao discurso oficial do fortalecimento estatal do setor.

De sucata a ouro
Em 2005, a "offshore" de Santos comprou, por R$ 1, participação em uma empresa brasileira praticamente falida chamada Eletronet. Com a reativação da Telebrás, Santos poderá sair do negócio com cerca de R$ 200 milhões.
Constituída como estatal, no início da decada de 90, a Eletronet ganhou sócio privado em março de 1999, quando 51% de seu capital passou para a americana AES. Os 49% restantes ficaram nas mãos do governo. Em 2003, a Eletronet pediu autofalência porque seu modelo de negócio não resistiu à competição das teles privatizadas.
Resultado: o valor de seu principal ativo, uma rede de 16 mil quilômetros de cabos de fibra óptica interligando 18 Estados, não cobria as dívidas, estimadas em R$ 800 milhões.
Diante da falência, a AES vendeu sua participação para uma empresa canadense, a Contem Canada, que, por sua vez, revendeu metade desse ativo para Nelson dos Santos, da Star Overseas, transformando-o em sócio do Estado dentro da empresa falida.
A princípio, o negócio de Santos não fez sentido aos integrantes do setor. Afinal, ele pagou R$ 1 para supostamente assumir, ao lado do Estado, R$ 800 milhões em dívidas.
Em novembro de 2007, oito meses depois da contratação de Dirceu por Santos, o governo passou a fazer anúncios e a tomar decisões que transformaram a sucata falimentar da Eletronet em ouro. Isso porque, pelo plano do governo, a reativação da Telebrás deverá ser feita justamente por meio da estrutura de fibras ópticas da Eletronet.
Outro ponto que espanta os observadores desse processo é que o governo decidiu arcar sozinho, sem nenhuma contrapartida de Santos, com a caução judicial necessária para resgatar a rede de fibras ópticas, hoje em poder dos credores.
Até o momento, Santos entrou com R$ 1 na companhia e pretende sair dela com a parte boa, sem as dívidas. Advogados envolvidos nesse processo estimam que, com a recuperação da Telebrás, ele ganhe cerca de R$ 200 milhões.
Um sinal disso aparece no blog de José Dirceu: "Do ponto de vista econômico, faz sentido o governo defender a reincorporação, pela Eletrobrás, dos ativos da Eletronet, uma rede de 16 mil quilômetros de fibras ópticas, joint venture entre a norte-americana AES e a Lightpar, uma associação de empresas elétricas da Eletrobrás".
O ex-ministro não mencionou o nome de seu cliente nem sua ligação comercial com o caso. O primeiro post de Dirceu no blog se deu no mês de sua contratação por Santos, março de 2007. O texto mais recente do ex-ministro sobre o assunto saiu no jornal "Brasil Econômico", do qual é colunista, em 4 de fevereiro passado.
O presidente Lula manifestou-se publicamente sobre o caso em discurso no Rio de Janeiro, em julho de 2009: "Nós estamos brigando há cinco anos para tomar conta da Eletronet, que é uma empresa pública que foi privatizada, que faliu, e que estamos querendo pegar de volta", disse na ocasião.
Lula não mencionou que, para isso, terá de entrar em acordo com as sócias privadas da Eletronet, entre elas a Star Overseas, de Nelson dos Santos, que contratou os serviços de Dirceu.
Enquanto o governo não define de que forma a Eletronet será utilizada pela Telebrás, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) conduz uma investigação para apurar se investidores tiveram acesso a informações privilegiadas.
Como a Folha revelou, entre 31 de dezembro de 2002 e 8 de fevereiro de 2010, as ações da Telebrás foram as que mais subiram, 35.000%, contando juros e dividendos, segundo a consultoria Economática.
Folha de S. Paulo

(Fonte: Blog Bom dia Mato Grosso)

TV Bandeirantes adverte Lulla - Joelmir Betting

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Finalmente a grande mídia parece ter acordado para os perigos que corre a democracia brasileira.



O Brasil não é a Venezuela, Bolivia ou Cuba e não terá sua imprensa amordaçada!
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Em época de águas turvas, todos precisam saber ou relembrar.

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Para quem não sabe porque o nome da Rua do Ibirapuera é Sgt. Mário Kozel Filho...




Mário Kosel Filho nasceu em 6 de julho de 1949, em São Paulo. Era filho de Mário Kosel e Therezinha Vera Kosel.Fazia parte do Grupo Juventude, Amor, Fraternidade, fundado pelo padre Silveira, da Paróquia Nossa Senhora da Aparecida, no bairro de Indianópolis, do qual faziam parte mais de 30 jovens.



Kosel, fazia parte da 5ª Companhia de Fuzileiros do 2º Batalhão, no 4º Regimento de Infantaria Raposo Tavares, em Quitaúna teve a vida brutalmente ceifada, na madrugada de 26 de junho de 1968, em um atentado terrorista vil e covarde, posto em prática por grupos radicais de esquerda, formados por muitas das pessoas que estão no poder hoje:
Lula, Palocci, Zé Dirceu, Tarso Genro e Dilma Rousseff.

Dilma era uma das 2 mulheres que estavam dentro do carro que jogou a bomba em cima de Kosel. Que morreu sem a menor chance de defesa, pois estava de costas verificando se havia feridos dentro do outro carro que colidiu com um poste, após os tiros de advertência do soldado Rufino..

O símbolo do grupo, uma rosa e um violão foram idealizados por Mário Kosel, que era carinhosamente chamado de Kuka..

Talvez o corpo despedaçado de Kosel assombre a mente de Dilma Rousseff, talvez não... Mas cabe aos brasileiros usarem a consciência e não colocarem o país nas mãos dessa mulher, pois quem participou do assassinato de um verdadeiro servidor da pátria, JAMAIS pode se tornar presidenciável e presidente do Brasil.







(Recebido por email)
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Os privilegiados: ação entre amigos.

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No Brasil, uma nova maneira de governar foi criada. Em Brasília, há passe livre para os egressos dos movimentos sindicais, principalmente se forem ligados ao PT. Para essas pessoas, parece que as portas são mais largas e os caminhos menos sinuosos. Criou-se na capital federal a casta dos integrantes da República Sindical Brasileira. É sobre essas pessoas, o que faziam e o que estão fazendo agora, que nós iremos tratar. ."Nunca antes na história desse País" tantos ex-dirigentes sindicais ocuparam postos-chaves no destino da Nação Brasileira.

Jair Meneguelli - torneiro mecânico e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Alguém lembra dele? Pois ele sumiu. Fomos procurá-lo. Sabe onde o encontramos? Hoje, ele se encontra em Brasília. É Presidente do Conselho Nacional do SESI e comanda um orçamento de R$ 34.000.000,00. Salário atual: R$ 25.000,00. Salário anterior (quando apenas sindicalista): R$ 1.671,61.

Heiguiberto Navarro - ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Encontramos também. Sabe onde? Em Brasília. Sabe o que ele faz hoje? É assessor do secretário nacional de estudos e políticas da Presidência da República. Gostaram do nome? Salário atual R$ 6.396,00. É ele quem articula os eventos do presidente Lula quando ocorrem fora do Palácio do Planalto. Recordando, ele é ferramenteiro e, na época, tinha um salário de R$ 1.671,61.

João Vacari Neto - bancário, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Também o encontramos. Adivinhe onde? Brasília (certa a resposta). O que ele faz, atualmente? É membro do Conselho Nacional de Itaipu. Ajuda a decidir sobre a alocação do orçamento de Itaipu, cerca de R$ 4.500.000.000,00. Salário R$ 13.000,00. Antes, o seu salário era de R$ 4.909,20.


Paulo Okamoto – fresador, ex-tesoureiro da CUT. Está sumido do noticiário, mas nós o encontramos. Sabe onde? Em Brasília (certa a resposta). O que ele faz, hoje? Presidente do SEBRAE. Salário R$ 25.000,00. Comanda um orçamento de R$ 1.800.000.000,00. Salário anterior, quando era pobre: R$ 1.671,61.


Luis Marinho - pintor de veículos – ex-presidente da CUT. Lembram dele? Um doce para quem disser onde fomos encontrá-lo (certa a resposta). Estou devendo um doce para milhões de pessoas. Bem feito pra mim! Estou ferrado! O que é que ele está fazendo em Brasília? Virou Ministro da Previdência Social. Salário R$ 8.363,80. Comanda um orçamento de R$ 191.000.000.000,00. Anteriormente, o seu salário era de R$ 1.620,40.


Wilson Santarosa - operador de transferência e estocagem, presidente do Sindicato dos Petroleiros de Campinas. Está no Rio de Janeiro. É gerente de comunicação da Petrobrás e membro do conselho deliberativo da PETROS. Salário atual: R$ 39.000,00; comanda um orçamento de R$ 250.000.000,00. Salário anterior: R$ 3.590,90.



João Antonio Felício - professor de Desenho e História da Arte e ex-presidente da CUT. É outro que está no Rio de Janeiro. É atualmente membro do conselho do BNDES, recebendo R$ 3.600,00 por reunião da qual participa, com direito a transporte, hospedagem, mais ajuda de custo. É um dos responsáveis pela aprovação do orçamento do BNDES de R$ 65.000.000.000,00. Tem sob sua responsabilidade opinar sobre sua destinação e acompanhar a execução. Salário anterior: R$ 1.590,00.

Sergio Rosa - escriturário e ex-presidente da Confederação Nacional dos Bancários. Também se encontra em Brasília. É atual presidente do PREVI, fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil. Salário atual: R$ 15.000,00. Comanda um orçamento de cerca de R$ 106.000.000.000,00. Salário anterior: R$ 4.500,00.

José Eduardo Dutra - geólogo, ex-presidente do Sindiminas de Sergipe, hoje Sindipetro. Hoje, graças a Deus, se encontra em Brasília, onde é presidente da BR Distribuidora, com um mísero salário de R$ 44.000,00. Comandará, entre 2008 a 2012, um orçamento de R$ 2.600.000.000,00. Salário anterior era de R$ 10.000,00.

Wagner Pinheiros - analista de investimentos. Diretor da Federação dos Bancários de São Paulo. É outro que faz parte da Nova República. É presidente da PETROS, fundo de pensão dos empregados da Petrobrás. Salário atual, apenas R$ 44.000,00. Comanda um patrimônio de R$ 32.400.000.000,00. Salário anterior: R$ 5.232,29. É bom frisar que o salário anterior era o salário percebido como dirigente sindical.

Como se não bastasse, esses que aqui foram citados, outros estão lá, levados que foram pela força do voto popular. Vide casos: Vicentinho, professor Luizinho, João Paulo Cunha e outros menos, ou mais, cotados.

Num país onde vivenciamos a cada instante a falta de empregos e de oportunidades para aqueles que lutam e conseguem terminar um curso superior, tivemos oportunidade de ver como, para determinadas pessoas, os caminhos são menos íngremes e as oportunidades parecem bater-lhes às portas. O momento é de reflexão. É esta a República que nós queremos? A República que nós queremos, nós a construiremos com o nosso trabalho, com as nossas atitudes e com o nosso voto. Queremos as oportunidades como um direito de todos e não como um privilégio, como o monopólio de uns poucos.

(Jorge Baptista Ribeiro - jorjagulha@uol.com.br)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Meu Deus! Agora é que a vaca vai mesmo para o brejo.

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"José Dirceu diz que 'mensalão não é corrupção' e que 'está de volta' para ajudar Dilma Rousseff".

(Dirceu é um dos mentores do mensalão)

O dogma derrete antes das geleiras

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Quem duvida do aquecimento global é tratado como inimigo da humanidade. Agora, revelações sobre manipulações e fraudes nos relatórios climáticos mostram que os céticos devem ser levados a sério


Okky de Souza

Bill Stevenson/Corbis/Latinstock
O FRIO CONTINUA
Geleiras do Himalaia: as previsões de que derreteriam até 2035 não tinham base científica


Nos últimos anos, a discussão sobre o aquecimento global e suas consequências se tornou onipresente entre governos, empresas e cidadãos. É louvável que todos queiram salvar o planeta, mas o debate sobre como fazê-lo chegou ao patamar da irracionalidade. Entre cientistas e ambientalistas, estabeleceu-se uma espécie de fervor fanático e doutrinário pelas conclusões pessimistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da ONU. Segundo elas, ou se tomam providências radicais para cortar as emissões de gases do efeito estufa decorrentes da atividade humana, ou o mundo chegará ao fim do século XXI à beira de uma catástrofe. Nos últimos três meses, numa reviravolta espetacular, a doutrina do aquecimento global vem se desmanchando na esteira de uma série de escândalos. Descobriu-se que muitas das pesquisas que dão sustentação aos relatórios emi-tidos pelo IPCC não passam de especulação sem base científica. Pior que isso: os cientistas que conduzem esses estudos manipularam dados para amparar suas conclusões.

O primeiro abalo na doutrina do aquecimento global se deu no fim do ano passado, quando um grupo de hackers capturou e divulgou mais de 1 000 e-mails trocados entre cientistas ligados à Universidade de East Anglia, na Inglaterra, o principal centro mundial de climatologia. As mensagens revelam que cientistas distorceram gráficos para provar que o planeta nunca esteve tão quente nos últimos 1 000 anos. As trocas de e-mails também mostraram que os climatologistas defensores da tese do aquecimento global boicotam os colegas que divergem de suas opiniões, recusando-se a repassar dados das pesquisas que realizam. Os e-mails deixam claro, ainda, que o grupo dos catastrofistas age para tentar impedir que os céticos (como são chamados os cientistas que divergem das teses do IPCC) publiquem seus trabalhos nas revistas científicas mais prestigiadas.

O climatologista in-glês Phil Jones, diretor do Centro de Pesquisas Climáticas da Universidade de East Anglia, sumo sacerdote do dogma da mudança climática e responsável pelos e-mails mais comprometedores, protagonizou o episódio mais dramático de reconhecimento de que muito do que divulga o IPCC não passa de má ciência. Em entrevista concedida depois de se tornar público que ele próprio tinha manipulado dados, Jones admitiu que, em dois períodos (1860-1880 e 1910-1940), o mundo viveu um aquecimento global semelhante ao que ocorre agora, sem que se possa culpar a atividade humana por isso. O climatologista reconheceu também que desde 1995 o mundo não experimenta aquecimento algum.

Universidade East Anglia/divulgação
UM TOM ACIMA
O climatologista Phil Jones: admissão pública de manipulação nos relatórios do IPCC


A reputação do IPCC sofreu um abalo tectônico no início do ano, quando se descobriu um erro grosseiro numa das pesquisas que compõem seu último relatório, divulgado em 2007. O texto afirma que as geleiras do Himalaia podem desaparecer até 2035, por causa do aquecimento global. O derretimento teria consequências devastadoras para bilhões de pessoas na Ásia que dependem da água produzida pelo degelo nas montanhas. Os próprios cientistas que compõem o IPCC reconheceram que a previsão não tem o menor fundamento científico e foi elaborada com base em uma especulação. O mais espantoso é que essa bobagem foi tratada como verdade incontestável por três anos, desde a publicação do documento.

Não demorou para que a fraude fosse creditada a interesses pessoais do presidente do IPCC, o climatologista indiano Rajendra Pachauri, cuja renúncia vem sendo pedida com veemência por muitos cientistas. Pachauri é diretor do instituto de pesquisas Teri, de Nova Délhi, agraciado pela Fundação Carnegie, dos Estados Unidos, com um fundo de meio milhão de dólares destinado a realizar pesquisas... nas geleiras do Himalaia. A mentira sobre o Himalaia já havia sido denunciada por um estudo encomendado pelo Ministério do Ambiente da Índia, mas o documento foi desqualificado por Pachauri como sendo "ciência de vodu". Os relatórios do IPCC são elaborados por 3 000 cientistas de todo o mundo e, por enquanto, formam o melhor conjunto de informações disponível para estudar os fenômenos climáticos. O erro está em considerá-lo infalível e, o que é pior, transformar suas conclusões em dogmas.

(Revista Veja - Edição 2153)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Colabore. É uma questão de cidadania.

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Frase do dia

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"Este governo não cairá porque não é um edifício, sairá com benzina porque é uma nódoa."

(Eça de Queirós)

Tostão, ex-jogador de futebol, marca seu maior gol.


25/09/09 - 18h - Presidente Lula define prêmio para jogadores que venceram a Copa do Mundo; valor pode chegar a 465 mil reais

O presidente Lula e a Associação dos Campeões Mundiais do Brasil negociam aposentadoria e indenização para os atletas da seleção que ganharam Copas do Mundo. O benefício valerá inicialmente aos ex-jogadores de 1958 e se estenderá, posteriormente, a quem atuou nos Mundiais de 1962, 1970, 1994 e 2002. Reunião na Casa Civil discutiu as cifras a serem pagas aos campeões.

Inicialmente, o valor negociado para cada um gira em torno de mil salários mínimos, no caso da indenização (465 mil reais), e de dez salários mínimos (4.650 reais), o teto da Previdência, para a aposentadoria. A expectativa é que o anúncio da nova medida seja feito pelo governo na próxima semana.

O texto abaixo foi escrito por TOSTÃO, ex-jogador de futebol, comentarista esportivo, escritor e médico, e foi publicado em vários jornais do Brasil:

Tostão escreveu:

Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.

Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.

O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época.

O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.

É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.

A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.

Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo . Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria.

Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem.

Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.

Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.

Tostão
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Um pouco de história...

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MENINOS, EU VI! TRINTA ANOS: O PT DESDE O FIM

É longo, com um pouco de história pessoal. Vamos lá?

O PT completou 30 anos ontem. Fiz parte da leva inicial de filiados, então com 18 anos. Pertencia a uma agremiação trotskista desde os 14 que costumava se reunir numa casa ao lado de uma igreja, dentro de uma favela, lá em Santo André. Esses padres… Já contei parte dessa história aqui. Achávamos, os do meu grupo (que se integrou ao PT, mas mantendo sua identidade), que Lula não passava de um pelego oportunista. Foram muitas as reuniões a partir de 1978 para decidir se o “camarada” era revolucionário ou não. Na parte da frente da casa, churrasco para o caso de ter de enganar a polícia; nos fundos, muita “discussão política”… Eu, com essa propensão ao radicalismo, vocês sabem, não tinha dúvida: “É pelego!” Quando me filiei, no fim de 1980 ou começo de 1981, entre os 18 e os 19 anos, comecei a militância legal numa coisa chamada “Núcleo do Centro” — referência ao “Centro de Santo André”.

O PT tinha uma conformação, vamos dizer, leninista, de “células”: nas empresas, nas escolas, nos bairros… Para ter voz e voto no partido, forçoso era participar de um “núcleo”. Hoje, acho que basta pagar mensalidade, não sei. Celso Daniel, do MEP (Movimento de Emancipação do Proletariado), criou o tal “Núcleo do Centro” em companhia de sua então namorada, Mirian Belchior, hoje gerentona do PAC. A esquerda sindical e a Igreja tinham um grande peso no PT. Celso era uma alternativa um tanto mais, como chamarei?, urbana e intelectualizada para a “meninada” que vinha da militância estudantil.

Éramos hostilizados — muito por causa do nosso sectarismo — como o pessoal “da barba e bolsa”. Isto mesmo: barba comprida e bolsa de couro cru. Vocês sabem que sindicalistas não gostam muito desse negócio de “meninos do MEP”, né? Não para fazer política… Então a gente dava cotoveladas e chutes lá no Núcleo do Centro. Celso se candidatou à Prefeitura em 1982 e perdeu. Elegeu-se em 1986. Eu já estava fora do partido desde a eleição anterior. Elegeu-se de novo em 1994, foi reeleito em 1998 e assassinado em janeiro de 2002, no último ano de mandato, quando já era considerado o principal coordenador da campanha de Lula à Presidência. Antonio Palocci tomou o seu lugar.

Viram? O Núcleo do Centro foi mesmo um sucesso. Deu à luz a super-secretária Mirian Belchior, depois gerentona do PAC; o três vezes prefeito, coordenador da campanha de Lula e cadáver mais insepulto da República, Celso Daniel… E eu!, um dos “bobos” da turma: estava fora do poder em 1981 e, felizmente, estou fora até hoje. Quem continuou na esquerda se deu bem — isso exclui, é claro, o próprio Celso, que, à época, liderava todos nós, mas acabou se dando mal por razões até hoje insondáveis. Ou sondáveis, mas silenciadas sob outros sete cadáveres.

Personagens e um tantinho de sociologia
Ao fazer uma narrativa com memória pessoal, listei as três correntes que se juntaram para criar o PT: a esquerda católica das então poderosas Comunidades Eclesiais de Base, os sindicalistas do ABC Paulista e os trotskistas e leninistas, muitos deles vindos do exílio, que não aceitavam, no processo de redemocratização, a liderança do Partido Comunista Brasileiro, pró-Moscou, ou dos “populistas” pré-1964, como Leonel Brizola e Miguel Arraes. Sim, meus jovens, os petistas de 1980 hostilizavam abertamente essas duas figuras. Stalinistas como Dilma Rousseff, por exemplo, foram descobrir o PT bem mais tarde. Ela, por razões familiares, preferiu se aninhar no brizolismo.

Só para dar mais um temperinho: havia as organizações clandestinas stalinistas também, como o MR-8, no qual militava Franklin Martins, e o PC do B. Essas correntes, especialmente no movimento universitário, consideravam o PT “reacionário”, dotado de um grave “desvio pequeno-burguês” e cria do general Golbery do Couto e Silva. As greves dos metalúrgicos do ABC forjaram a liderança de Lula, que foi feito líder máximo do novo partido. As esquerdas marxistas da legenda lastimavam um tanto a sua repulsa à teoria política, mas consideravam que ele era importante para “fragilizar a ditadura”, ampliar as “conquistas democráticas”, até que se pudesse chegar ao “socialismo”… O primeiro lema do PT foi “Terra, Trabalho e Liberdade”.

Alguma novidade
O PT representou alguma novidade na luta política? Ele, na verdade, nascia de uma novidade, que era a modernização do país efetivada pelo regime militar, que havia criado no ABC um proletariado “enriquecido”, que almoçava aos domingos nos restaurantes da chamada “rota do frango com polenta”, podia comprar um carrinho, televisão, eletrodomésticos etc e começava a sofrer com o descontrole inflacionário — lutávamos contra a “carestia”. Mas sabíamos que era um “pretexto”. A nossa luta imediata era contra a “ditadura militar”. Delfim Netto, hoje conselheiro de Lula, era o nosso grande Satã.

A novidade do PT era a mobilização daquela categoria que não costumava participar do processo político. Lula entendia a sua linguagem e era francamente hostil à presença de não-trabalhadores nas lutas sindicais. Em 1979, tinha dado uma entrevista à Playboy quase repetindo o que diziam os militares: lugar de estudante é na universidade… Mas sigamos. Os intelectuais do partido já haviam abraçado a tese de que a democracia não era só um valor tático para o PT: ela deveria ser mesmo um valor universal — há um texto a respeito, do gramsciano Carlos Nelson Coutinho. O petismo pretendia juntar, como se fosse possível, “socialismo com democracia”, “socialismo com liberdade”. Com essa, vamos dizer, “provocação”, cutucávamos os stalinistas, os comunistas pró-Moscou e até os cubanófilos.

Amálgama curioso
O PT nasceu desse amálgama curioso. De um lado, havia uma manifestação escancaradamente antiintelectualista, que vinha do movimento sindical e muito especialmente de Lula, que tinha horror à teoria política. Ilustro: em 1982, ele disputou o governo de São Paulo. O então candidato do PDT, Rogê Ferreira, uma boa alma, perguntou-lhe num debate o que, afinal, era ele: socialista, comunista, corporativista… Lula, com ar enfezado, cenho fechado, disparou: “Sou torneiro-mecânico”. Eu já estava com um pé e meio fora do partido. Pensei: “Que boçalidade!” No estúdio, a gargalhada — CONTRA ROGÊ, um socialista de Brizola — foi geral, com aplausos. EIS O NOSSO BRUTO AMOROSO E SINCERO!!!

Ao antiintelectualismo dos sindicatos, que mandavam e mandam no partido, juntava-se outra vertente, justamente a dos intelectuais, que passaram a produzir “teoria para o partido”, em associação com parte da esquerda que voltara do exílio. Nomes como Marilena Chaui, por exemplo, eram saudados como representantes de um pensamento não-dogmático — socialista, mas libertário, anti-soviético —, que ousava pensar e politizar questões que estavam fora do eixo de preocupações das esquerdas ditas ortodoxas: o feminismo, o homossexualismo, as drogas, o aborto etc. Os stalinistas chamavam Marilena por nomes impublicáveis; nós a defendíamos… Os stalinistas nos acusavam de gostar de maconha e suruba. Nós dizíamos que eles faziam sexo sem tirar as meias… Sobrava tempo até para ler um pouquinho. Considerando que ainda havia uma ditadura no país, até que o ambiente era bem descontraído.

Foram os leninistas que voltaram do exílio e os intelectuais uspianos que conferiram aos sindicalistas o verniz moral socialista-libertário. Não que, àquela altura, alguém no partido — exceção feita a nós, os representantes dos grupelhos — falasse em luta armada ou imaginasse tal circunstância. Numa entrevista, indagado a respeito, Lula afirmou que, sim, o partido até poderia recorrer às armas se ganhasse eleições e fosse impedido de tomar posse. Huuummm… Bem, era um partido da ordem, né?

A luta sindical se confunde com batalha corporativa; o “socialismo com liberdade” dos intelectuais era uma abstração; alguém precisava fornecer um motivo para a GESTA, PARA A LUTA. E isso era dado pela esquerda católica, que emprestava, sem nenhuma vergonha teológica, a idéia da justiça divina à luta política. Isto: os trabalhadores deveriam aderir àquela causa por uma questão de justiça de Deus e de justiça dos homens.

E todos concordavam que se chamava “Partido dos Trabalhadores” porque deveria ser um partido só DE trabalhadores, que disputaria eleições, sim, mas sem “burgueses” e sem fazer aliança com os “partidos da ordem”. Parte do que certa extrema esquerda diz hoje era o ideário petista de 30 anos atrás. Ao menos era esse o discurso de mobilização.

Acelerando o tempo
Há dois dias, Marco Aurélio Garcia, o Rei do Tártaro, pôs as três cabeças de Cérbero para pensar e concluiu que as TVs a cabo são tão devastadoras para a nossa independência moral e espiritual quanto a Quarta Frota Americana que vigia o Atlântico. Pedindo aos presentes que não menosprezassem a “estupidez humana” (ora, MAG, que é isso? A gente não menospreza!), falou sobre a suposta prevalência dos valores da “direita” e do “discurso capitalista” e defendeu uma espécie, segundo entendi, de revolução cultural de esquerda, que possa recuperar os valores do socialismo.

Como sabem, há tempos os petistas não se ocupavam dessa palavrinha mágica. Entre uma costura e um tricô com José Sarney, Renan Calheiros e outros patriotas do PMDB, o socialismo foi ficando para as calendas. Os sindicatos, tão práticos desde aquelas priscas eras — como Lula, que socialista nunca foi — nada hoje no patrimônio fabuloso dos fundos de pensão. Os capas-pretas do petismo se tornaram interlocutores e facilitadores de negócios dos grande capital, nacional e multinacional, e se oferecem como garantia de estabilidade das regras.

Ensaia-se até mesmo um movimento que bem poucos considerariam possível até, sei lá, 2002: os petistas estão fazendo o discurso do medo. Paulo Bernardo, que vem do sindicalismo (bancário) afirmou que o PSDB deveria fazer uma “Carta aos Brasileiros”. Aquela escrita pelo PT em 2002 era uma jura de amor às regras do mercado e uma tentativa de tranqüilizar o setor financeiro. É isto: o PT está dizendo que um candidato tucano pode intranqüilizar os companheiros dos bancos.

O partido que avançou
Num artigo escrito na VEJA, que já citei aqui, Mailson da Nóbrega foi preciso: o PT não mudou o Brasil, mas o Brasil mudou o PT. Lula é, sabe-se, um homem de sorte. E teve a sorte de não ser eleito em 1989, 1994 e 1998. Na primeira disputa, o partido ainda recusava a aliança com os “burgueses”. O PT cometeu a brutalidade de recusar o apoio de Ulysses Guimarães. Em 1994, o PT queria acabar com o Real, estimulado pelo gênio de Aloizio Mercadante e pela contenção verbal de Maria da Conceição Tavares. Em 1998, o PT continuava a querer acabar com o Real, superestimando a crise cambial e tomando-a como prova dos noves de que sempre estivera certo. Em 2002, Lula deixou aquela conversa mole de lado, fez uma campanha baseado mais na simbologia da virada, de um novo tempo, e manteve o que herdou.

A desconstrução a que submeteu o governo Fernando Henrique Cardoso fica para outro texto. O que interessa neste é demonstrar que, no que teve de pensamento econômico — muito pouco, quase nada —, não há no PT que aí está nem resquício daquele do passado. Quando MAG põe seu Cérbero a serviço do socialismo, ele está falando de outra coisa. Assim, Mailson está certo: o PT pegou um país mudado e teve de mudar. Ou daria com os burros n’água. Mudou ele próprio porque já não tinha como mudar o Brasil de acordo com seus delírios utópicos. Nesse estrito sentido, o partido avançou.

O partido e sua natureza
Mas o partido também regrediu —- ou, melhor, revelou a sua natureza. Aquele amálgama de correntes distintas, às vezes contraditórias, chegou a ter, acreditem, um certo charme libertário. Sim, é verdade: lutava-se contra os valores “da ditadura”, “da burguesia”, “dos reacionários”, “dos conservadores”… Os trotskistas ao menos mangávamos um tanto do primitivismo dos “sindicaleiros” e “igrejeiros”, mas acreditem: coisas como “controle dos meios de comunicação”, “censura” e afins eram absolutamente impensáveis. Ao contrário até: os países comunistas, inclusive Cuba, eram hostilizados por parcelas expressivas dos petistas. Muitos de nós andávamos com adesivos do Sindicato Solidariedade, da Polônia…

Mas o tempo se encarregou de lembrar a matéria de que eram feitas, afinal, as esquerdas. Em 1989, o PT já havia aparelhado boa parte dos sindicatos, invertendo o fluxo. Não eram mais os sindicalistas que se reuniam para fazer um partido, mas um partido que se reunia para tomar sindicatos. Virou força hegemônica na área. A derrota para Collor excitou a imaginação dos estrategistas gramscianos. Era preciso ocupar postos-chave no Estado, e isso começou a ser feito por meio da luta sindical nas estatais e do aparelhamento puro e simples do estado: o representante da CUT no FAT no começo dos anos 90 era, ninguém menos do que o notório Delúbio Soares. E houve denúncias de uso irregular do Fundo na campanha do partido em 1994.

Quando chegou ao poder, em janeiro de 2003, já não existia mais nada daquele partido um tanto anárquico. O que se via era uma máquina sindical gigantesca, que se alimentava do próprio estado. No governo, recorreu a todos os mecanismos de cooptação que antes combatera — o que fez a sua fama de ético, especialmente por intermédio de seus “infiltrados” na imprensa — e se organizou, e assim está organizado, para tomar o lugar do próprio estado e da sociedade.

A luta pelo socialismo, hoje em dia, tornou-se sinônimo, acreditem, da luta pela ditadura. Seu golpismo não é do tipo escancarado, bolivariano, mas vai se dando com a tomada paulatina e contínua das instituições do estado. Assim como o socialismo real descobrira lá atrás que não se faz omelete sem quebrar os ovos (Dilma quebra, mas a omelete não sai…) — frase com que a mulher de um poeta russo definiu o método de Stalin —, o PT descobriu que não se faz petismo sem quebrar a espinha dos valores democráticos que norteiam uma sociedade de mercado — entre eles, estão a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e a independência entre os Três Poderes.

A “democracia como valor universal” desapareceu de seu horizonte em favor de uma “democracia como valor aplicado”, que só se realizaria por intermédio das instâncias do partido e de suas franjas, como os chamados movimentos sociais. Estes, não raro aparelhos sustentados direta ou indiretamente pelo dinheiro público, anseiam usurpar a representação política e seu ordenamento jurídico, tomando o lugar do Legislativo e do próprio Judiciário, como está evidenciado, por exemplo, no “Programa Nacional-Socialista dos Direitos Humanos”.

Absolutamente à vontade no mundo do capital que antes repudiava — o fato de José Dirceu ser hoje um bem-sucedido “consultor de empresas privadas” é um emblema quase anedótico daquilo que se tornou o PT —, resta evidente que o partido desistiu do socialismo. Mas também é evidente, dado o conjunto da obra, que não desistiu da ditadura. Ditadura do proletariado? Não! É a ditadura da nova classe social, que há muitos anos chamei, ainda bem mocinho, de “burguesia do capital alheio”.

Porque acompanhei essa história desde o início, digo, tomando-a agora desde o fim, que resistir às investidas do PT é um dever moral de quem quer que se saiba um democrata. Porque a democracia é mesmo um valor universal.

(Reinaldo Azevedo")