terça-feira, 27 de setembro de 2011

Envelhecer com dignidade: nossos pais e avós merecem cuidados especiais


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As nossas crianças e adolescentes representam nosso futuro, por isso precisam estar bem cuidados e merecem de nós toda a atenção. Tudo mundo sabe disso. Os nossos idosos representam aqueles que dedicaram suas vidas para que pudéssemos ser o que somos, por isso são dignos de todos os cuidados e atenção. Nem tudo mundo sabe disso.


A diferença entre o "novo" e o "velho" está numa regra aparentemente cruel do mercado: enquanto os jovens representam consumidores para a vida toda, e por isso merecem todas as atenções, o idoso é visto como um consumidor terminal, em quem não compensa mais investir.


Esse conceito perverso já foi superado nos países em desenvolvimento. Lá, os idosos, que estão vivendo cada vez mais, estão merecendo cada vez mais atenção do mercado e da mídia. Representam uma fatia nas vendas cada vez mais importante.


Em países como o Brasil, isso ainda não acontece. A grande maioria dos idosos interrompe sua vida de trabalho com uma aposentaria miserável ou sem aposentadoria alguma. Ficará na dependência de outros familiares, cujas necessidades e preocupações serão outras. Ou ficará sozinho, sem condições nem físicas nem financeiras de se proporcionar uma vida com um mínimo de dignidade.
Solidão e doença 

Já falei da "terceira idade" em outras oportunidades. O tema também já foi tratado em dois dos meus livros, "Faça do Alimento o seu Medicamento", e "Pharmacia de Alimentos", ambos publicados pela editora Madras. Pois retorno a esse assunto convencida de que ainda há muita coisa a dizer com relação à qualidade de vida e a alimentação dos nossos pais e avós.

O primeiro fato é que não se pode isolar alimentação das outras circunstâncias que cercam o envelhecimento. O envelhecer é um processo que implica desde a história psicossocial de cada um e suas relações familiares, até suas condições financeiras e de saúde.

Genericamente, diz-se que aqueles que tiveram uma vida adulta rica e gratificante, que se lembram das suas vivências como satisfatórias, terão mais facilidade para se adaptar ao envelhecimento. Note que esta é uma condição que não pode ser lembrada lá na velhice, quando soará como uma cobrança cruel. São comportamentos e atitudes que deveriam ser cultivados ao longo da vida, como qualquer outra ação preventiva.

As condições financeiras têm tudo a ver com a qualidade do envelhecimento. O idoso que tem recursos próprios pode arcar com profissionais que cuidem dos vários aspectos de sua vida, do lazer à saúde e à alimentação. Nos países mais desenvolvidos, o idoso aposentado recebe do Estado proventos suficientes para que arque com as custas de um "abrigo" ou pague ele próprio suas necessidades, do aluguel às compras. Isso garante um certo nível de bem-estar, mas não evita a solidão e a desnutrição, itens que estão nos primeiros lugares nas causas de morte dos idosos.

Em países em desenvolvimento, como o Brasil, os idosos se encontram no nível mais baixo do abandono. Entre aqueles que se aposentam com carteira assinada, a média de pagamento vai de R$ 180 a R$ 300. Entre a população que trabalha, metade não tem carteira, portanto nada receberá quando um dia parar de trabalhar, por doença ou incapacidade total de conseguir seu sustento.
Ao idoso não restará outra alternativa senão a de recolher-se a um espaço na casa dos filhos, quando tiver filhos e eles tiverem espaço e consideração. Refugiar-se em asilos privados, com os valores cobrados, nem pensar. Nos asilos públicos, quando encontrar uma vaga, poucas vezes encontrará o acolhimento mínimo necessário. Em todos os casos, a tendência é que a auto-estima e a dignidade do idoso sejam reduzidas a quase nada. Sem vontade nem motivações para viver, ele limitará sua alimentação a um mínimo necessário para continuar seu dia-a-dia. E cairá doente, será hospitalizado e não tardará a morrer.
 A ameaça da desnutrição 

Esse quadro dramático é mais freqüente nos grandes centros, onde o morador não sabe o que está acontecendo com o vizinho do lado. Amigos relataram que na França, em edifícios onde moram muitos idosos sozinhos, os porteiros têm a função de bater na porta dos moradores para saber se precisam de ajuda, e se estão vivos.
A cultura do brasileiro, pelo menos fora dos grandes centros, não compartilha de tanta frieza. Embora os asilos estejam repletos, e as filas para os asilos sejam enormes, a maioria das famílias tende a ser solidária com seus idosos. O que não significa que estejam cuidando bem deles.

É este, justamente meu objetivo ao falar dos nossos pais e avós. Mesmo quando estamos dispostos a recebê-los ou a cuidar deles, não significa que sabemos fazer o melhor por eles. A falta de conhecimento, ou de recursos, faz com que um número enorme de idosos sofra de desnutrição. Nos EUA, por exemplo, 5% a 22% dos idosos que moram com a família sofrem de desnutrição protéico-energética. Nos idosos que estão em instituições, são 59% os desnutridos. E entre os hospitalizados, essa porcentagem sobe para 65%.
No Brasil, estima-se que 1,3 milhão de idosos estejam com baixo peso por conta da desnutrição. E que mais de 15% dos idosos consumam menos de mil calorias por dia, metade do necessário.

Mastigar e engolir  É preciso lembrar que as pessoas idosas têm necessidades diferentes, embora essa possa parecer uma afirmação que não tem nada de novo. A mais simples dessas necessidades é a alteração na capacidade de mastigação e deglutição dos alimentos.

É muito comum nos idosos a perda de dentes, a colocação de dentaduras que não se ajustam, além da redução das secreções salivares e da diminuição do olfato e da capacidade de engolir.

Cito um trabalho que foi feito na cidade geriátrica, em Piracicaba (SP), por minha equipe da ESALQ, em parceria com a Fundação de Gastroenterologia e Nutrição de São Paulo - Fugesp. Uma das primeiras constatações foi a dificuldade de mastigação desse grupo de idosos. Quando os alimentos passaram a ser oferecidos em pedaços menores, e muito bem cozidos, os moradores da casa passaram a comer mais e a ganhar peso.
 
Outras mudanças foram feitas. Os pratos passaram a ser variados, equilibrados, com ingredientes de diferentes cores, e com sabores que não se repetiam. Os idosos que se alimentavam sozinhos em seus quartos foram incentivados a comer no refeitório. A alimentação deixou de ser uma obrigação e passou a ser um momento de prazer e de convívio. Sem aumentar os custos da instituição, conseguimos uma significativa redução nas internações e no consumo de medicamentos.


Depressão e desnutrição
 
Há outros aspectos que gostaria de lembrar com relação à alimentação e saúde dos nossos idosos. Há alguns sinais que indicam um possível início de desnutrição, ou apontam para uma doença que pode estar sendo instalada.



Um desses sinais é a perda de peso, que pode estar associada à dificuldade de mastigação, com perda de dentes ou dentaduras. Mas que pode indicar outros problemas de saúde. Outro sinal de alarme são os indicadores psicossociais. Aqui contam desde a depressão e a tristeza pela perda de um cônjuge ou familiar até a solidão e a vida solitária. Casos de alcoolismo e de abandono total de cuidados são comuns nessas fases.
Essas situações podem ser agravadas pela falta de dinheiro para comprar alimentos e pelas precárias condições em que vive o idoso.


Mesmo tendo algum dinheiro, ele terá de ir ao supermercado, escolher seus alimentos, prepará-los e preparar sua própria mesa. Precisará de conhecimentos mínimos sobre nutrição, alimentação balanceada, saber como armazenar os alimentos, e garantir que sua geladeira esteja funcionando corretamente.
Vivendo na casa de um parente, ele precisará ser considerado de forma a poder dizer o que tem vontade e de que forma poderá contribuir com a família.


Desrespeitar alguém mais velho é a maneira mais ordinária de desrespeitar nossa própria relação com a vida. 


Pense nisso!

(Dra. Jocelem Mastrodi Salgado, Professora Titular de Nutrição da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP). Fonte: http://www.nutraceutica.com.br/saudenamaturidade/Bemestar_envelhecer.htm)
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domingo, 25 de setembro de 2011

Segredos do Amor

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O Primeiro Segredo: O PODER DO AMOR 


O Amor começa com nossos pensamentos. Nós nos tornamos aquilo que pensamos que somos. Pensamentos de amor criam experiências afetivas e relacionamentos afetivos. Afirmações podem mudar nossas crenças e ideias sobre nós mesmos e os outros. Se desejamos amar alguém, precisamos consolidar suas necessidades e desejos. Pensar sobre o seu parceiro ideal irá ajudá-lo a reconhecê-lo quando você o encontrar. 


O Segundo Segredo: O PODER DO RESPEITO 


Você não pode amar alguém ou qualquer coisa se você não a respeitá-la antes. Para começar para ganhar auto-respeito, pergunte a si mesmo: "O que eu respeito em mim mesmo?". Para ganhar respeito aos outros, até aqueles que você não gosta, pergunte-se: "O que eu respeito neles?". 


O Terceiro Segredo: O PODER DE CONCEDER 


Se você quer receber amor, tudo o que você deve fazer é dar amor! Quanto mais amor você der, mais você irá receber. O amor é conceder-se, livre e incondicionalmente. Pratique gentilezas aleatórias. A fórmula secreta de uma relação feliz e duradoura é focar-se no que você pode dar ao invés do que você pode receber. Esta é a base real. 


O Quarto Segredo: O PODER DA AMIZADE


Para encontrar o amor verdadeiro você deve primeiro encontrar um amigo verdadeiro. Para amar alguém completamente você deve amá-lo pelo o que ele é, e não pelo o que ele parece ser. A amizade é o solo na qual o amor deve nascer. Se você deseja trazer amor para uma relação, você primeiro deve ser amigo. 


O Quinto Segredo: O PODER DO TOQUE. 


O toque é uma das mais poderosas expressões de amor, derrubando barreiras e criando relacionamentos. O toque muda os nossos estados físicos e emocionais e nos torna mais receptivos ao amor. Incentive o toque do corpo. 


O Sexto Segredo: O PODER DE DEIXAR PASSAR


Se você ama alguém, deixe-o ser livre. Até em um relacionamento afetivo as pessoas precisam do seu espaço. Se queremos aprender a amar, precisamos primeiro aprender a perdoar e a deixar passar dores e tormentas. O amor significa abandonar nossos medos, dores, egos e condições. 


O SÉTIMO SEGREDO: O PODER DA COMUNICAÇÃO 


Amar alguém é comunicar-se com alguém. Deixe as pessoas que você ama saberem disso; que você as ama e aprecia. Nunca tenha medo de dizer, "-Eu te amo". Nunca deixe passar uma oportunidade de elogiar e reconhecer alguém. Sempre deixe alguém que você ama com uma palavra de carinho... pode ser a última vez que você a vê. 


O Oitavo Segredo: O PODER DO COMPROMISSO 


Se você quer ter amor em abundância, você deve estar comprometido com ele. O compromisso é o verdadeiro teste do amor. Se você quer ter relações afetivas, você deve estar comprometido com relações afetivas. Quando você está comprometido com alguém ou algo, largar nunca é uma opção. O compromisso é o que distingue uma relação frágil de uma relação forte e duradoura. 


O Nono Segredo: O PODER DA PAIXÃO 


A paixão incendeia o amor e o mantém vivo. A paixão duradoura não vem através apenas da atração física, ela vem de compromissos profundos, entusiasmo, interesse e excitação. As essências do amor e da felicidade são as mesmas, tudo o que precisamos é viver cada dia com paixão. 


O Décimo Segredo: O PODER DA CONFIANÇA


Você não pode amar alguém completamente quando você não confia completamente nele. Aja como se o relacionamento que a pessoa que você ama jamais fosse terminar. A confiança é essencial em todas as relações afetivas. Confie em si mesma, confie nos outros, e confie no mundo. Isto é a fundação para o AMOR.



(Fonte: http://pt.shvoong.com/internet-and-technologies/409065-segredos-amor/#ixzz1Z0wDW5tn)

Primavera (Cecília Meireles)


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A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.



(Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.)

sábado, 24 de setembro de 2011

Mozart transando!

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SÓ MESMO UMA ESCOLA DE DANÇA COMO A NEDERLANDS DANS THEATER, SERIA CAPAZ DE CRIAR ALGO TÃO EXPRESSIVO E CÔMICO!!!


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"Change The World" (Cantada por 1 milhão de crianças)

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UM MILHÃO DE CRIANÇAS CANTANDO PELA MUDANÇA DO MUNDO... PELA PAZ... PELA UNIÃO!!!








O maior templo budista do mundo, na Tailândia, conseguiu reunir 1 milhão de crianças cantando pela mudança do mundo e pela paz!

Infinita energia do bem, da paz, do respeito, do AMOR!!!

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Aviso prévio poderá ser de até 90 dias

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A Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem (21) projeto de lei que aumenta para até 90 dias o aviso prévio que o empregador deve conceder ao empregado demitido. Atualmente, quando a pessoa é demitida, deve permanecer no emprego por até 30 dias, independentemente do tempo de serviço.

Com a mudança, o aviso prévio será proporcional. O trabalhador com um ano de emprego mantém os 30 dias, mas para cada ano adicional de serviço, o aviso prévio aumenta em três dias, até o limite de 90, no total.

Em caso de demissão voluntária, o empregado deve trabalhar pelo mesmo período ou indenizar a empresa, que também pode optar por liberar o empregado, sem ônus.

A proposta, com origem no Senado, será enviada à sanção da presidenta Dilma Rousseff, que pode vetar partes da nova lei. Neste ano, o STF tratou sobre o tema, mas adiou, em junho, decisão sobre mudanças.

A proposta aprovada pela Câmara tramita desde 1989, mas voltou à discussão em julho deste ano, com análise em várias comissões. Ontem a matéria entrou na pauta do plenário em regime de urgência e foi aprovada numa versão com origem no Senado.

Transtorno do Pânico – Quando o alarme falha

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Novos avanços sobre a origem de uma das doenças mais comuns do Século XXI


Com certeza, em algum momento da vida, muitas pessoas já tiveram o desprazer de acordar daquele gostoso momento de sono durante a madrugada, despertados subitamente pelo som estridente de um alarme de carro. Ou talvez estivessem se dedicando a escrever um relatório importante no trabalho, e aquele mesmo som chato chegou subitamente para acabar de vez com a concentração!

A quantidade de veículos furtados hoje em dia é muito elevada. Muitas pessoas não dispõem de garagem e são obrigadas a deixar o carro na via publica. Recorrem ao alarme como forma de proteção do tão estimado automóvel. Mas porque tantas vezes os alarmes de carro disparam sem nenhum motivo aparente? Muitas vezes olhamos pela janela, e vemos que não há perigo algum próximo do carro com aquele alarme chato. Talvez isso contribua ainda mais para nossa irritação, não é mesmo?

Não é interessante esse mecanismo, em que um dispositivo é feito para evitar um problema, e ele próprio se torna um problema ainda maior para o proprietário do carro, disparando desordenadamente e sem motivo aparente? Curiosamente, pesquisas recentes têm mostrado que o Transtorno de Pânico é uma doença que atua de forma muito parecida a um alarme defeituoso. O diferencial é que esse falso alarme ocorre dentro do cérebro humano.

O transtorno de pânico é uma psicopatologia bastante comum em consultórios e clínicas hoje em dia. É caracterizado por ataques recorrentes e inesperados de pânico, acompanhados por um estado de ansiedade que se estende por pelo menos um mês acerca da possibilidade de novos ataques e das possíveis implicações ou consequências desagradáveis decorrentes dessas reações. O ataque de pânico é definido por terror ou medo intenso na presença de taquicardia, hiperventilação, pressão arterial elevada, asfixia, náusea, desconforto abdominal, tontura, dores no peito e sensações subjetivas de pavor e morte iminente (Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais, DSM-IV-TR, 2003).

De forma geral, a emoção maior da qual o pânico é apenas uma expressão é o medo, um mecanismo de alarme que não é peculiar ao ser humano, mas se manifesta em praticamente todos os organismos vivos na natureza. O medo origina-se do contato dos organismos vivos com dois tipos de estímulos de perigo: os inatos e os aprendidos (Ledoux, 1998). Os estímulos inatos referem-se a situações que ao longo da evolução foram selecionadas como fontes de ameaça à sobrevivência da espécie. O medo de sons muito fortes e súbitos é um exemplo típico em vários animais e seres humanos. Quem nunca se assustou ouvindo um barulho alto e repentino do estouro de um balão em festas infantis?

Outros estímulos, no entanto, passam a sinalizar perigo por meio de um processo de aprendizagem conhecido como condicionamento clássico, quando estímulos inofensivos são pareados, ou associados, a estímulos aversivos ao organismo. Muitos de nós passamos a ter medo e olhar de forma diferente uma pessoa que ficou associada no passado a alguma experiência ameaçadora em nossa história de vida.

As estruturas e os mecanismos neuroanatômicos no circuito natural de alarme do medo incluem circuitos neuronais do córtex cerebral, do tálamo, amídala, hipotálamo e hipocampo. De maneira resumida, os estímulos sensoriais chegam ao tálamo, de onde seguem dois caminhos, simultaneamente. O primeiro deles, a via tálamo-amídala, é uma via curta e rápida. A segunda via, que passa também pelo córtex, é mais longa e mais elaborada.

A primeira via produz respostas rápidas. Ao identificar o estímulo (inato ou aprendido) como ameaçador, a amígdala, além da sensação de medo, automaticamente dispara uma reação de alarme, via duas estruturas cerebrais, o hipotálamo e a matéria cinzenta periaquedutal. O hipotálamo transmite impulsos nervosos para as glândulas suprarrenais, ativando então a divisão simpática do sistema nervoso autônomo, levando às manifestações imediatas de medo, tais como taquicardia, sudorese, pupilas dilatadas, etc. Muitas pessoas já tiveram a experiência de estar em um acampamento, e sair para uma caminhada para conhecer a região ao redor. De repente, dão um pulo de susto ou retiram o pé do chão rapidamente ao pisar em alguma coisa estranha! Que susto! Só depois se tranquilizam ao ver que pisaram em um simples graveto no chão! Imagine se fosse realmente uma cobra, e você precisasse vê-la primeiro antes de tirar o pé. Quem teria a resposta mais rápida: Você, ao puxar a perna; ou a bíblica cobra, ao injetar o veneno? Isso ilustra o quanto essa resposta rápida é necessária, e acontece mesmo sem que tenhamos consciência de que ela ocorra.

A segunda via do cérebro trabalha de forma mais refinada, além de ser mais longa, passando por mais circuitos integrativos. Nessa via os estímulos sensoriais são integrados, identificados e dotados de significados pelo córtex pré-frontal, antes de serem repassados à amígdala. O hipocampo também atua, exercendo entre outras, a função de comparar a experiência atual com experiências passadas. Também é capaz de considerar o contexto em torno do medo. Um exemplo seria uma pessoa que está no circo, e se depara com um leão enjaulado. Após a informação visual atingir o cérebro, a amígdala dispara uma pequena reação de alerta, mas o contexto (o fato de o animal estar preso, processado pelo córtex) parece interromper as reações de medo daquele leão que já vimos caçando e devorando ferozmente zebras em programas na televisão!

O medo e a reação de alarme nos circuitos cerebrais descritos são provocados por estímulos repentinos que surgem diante de um ser humano ou animal, mantêm-se durante certo período e em seguida cessam. Algumas circunstâncias, entretanto, fazem com que o medo torne-se crônico: O estímulo pode permanecer próximo; surgem estímulos condicionados que prolongam o medo inicial, ou o indivíduo desenvolve expectativa de perigo ou ameaça futura.

Dessa forma parece surgir a ansiedade, um estado de tensão ou apreensão cujas causas não são necessariamente produtoras de medo, mas normalmente de expectativa de que algo não venha a se realizar conforme o esperado em um futuro próximo. Curiosamente, a ansiedade aparece mesmo sem que não tenhamos consciência do que é esse algo tão esperado! Mas esse estado de ansiedade pode ser considerado normal até certo ponto. Nos tempos atuais, em que a Internet ajudou a acelerar as reações das pessoas até o limite do suportável, sentimos ansiedade quase diariamente. Mas ela só é normal enquanto não começa a provocar sofrimento na pessoa (Lent, 2004).

Conforme falado no início desse texto, o transtorno de pânico é bastante estudado. A doença também intriga alguns pesquisadores, pois a sintomatologia descrita é em grande medida diferente da de outros transtornos de ansiedade. Rapee, Sanderson, McCauley & Di nardo (1992) encontraram diferenças significativas entre os sintomas de ansiedade relatados por pacientes portadores de alguns transtornos de ansiedade e portadores de transtorno do pânico. Segundo os pesquisadores, os pacientes portadores do último transtorno relataram sensações mais intensas de parestesia, desrealização, dispnéia, medo da morte e medo de perda de controle do que as sensações dos mesmos sintomas em pacientes portadores de fobia específica, fobia social e transtorno obssessivo-compulsivo, outros transtornos de ansiedade bastante comuns nos consultórios hoje em dia.

A grande novidade é que os achados dos pesquisadores citados podem estar em consonância com os estudos sobre o papel do neurotransmissor serotonina (5-HT) na ansiedade e no transtorno do pânico. Estudo contemporâneo de Graeff (2003) sobre o papel da 5-HT na ansiedade mostrou que a 5-HT facilita a ansiedade, entretanto inibe o pânico. Os estudos do pesquisador sobre essa hipótese têm sido testados no modelo animal de ansiedade e pânico denominado labirinto em T-elevado, e também por meio de procedimentos experimentais geradores de ansiedade aplicados em pacientes sadios e portadores de transtorno de pânico.

No modelo animal de ansiedade, os inofensivos ratos brancos de laboratório (dos quais muita gente, especialmente as mulheres, têm medo!) são inicialmente posicionados por três vezes na extremidade aberta de um labirinto elevado em relação ao solo, formado por dois braços abertos, cruzado por dois braços cercados de paredes, no qual a entrada de um dos últimos é fechada.

Em seguida, o mesmo animal é posicionado na extremidade de um dos braços abertos, e o tempo de saída do mesmo ao executar uma fuga é medido. O estudo mostrou que o tratamento dom drogas antidepressivas inibe a fuga do braço aberto. Para avaliar a hipótese de que a 5-HT modula a ansiedade em sentidos opostos, os pesquisadores realizaram diferentes manipulações farmacológicas, aumentando ou diminuindo a dosagem da droga na amígdala e matéria cinzenta periaquedutal dos animais.

Em resumo, os experimentos realizados mostraram que drogas agonistas, facilitadoras da ação da 5-HT na amígdala, também facilitam a esquiva do braço aberto, enquanto antagonistas (inibidores da ação do neurotransmissor) prejudicam a tarefa. No caso da matéria cinzenta periaquedutal, aumentos da 5-HT nessa região cerebral resultam na inibição da fuga do braço aberto, ao contrário da diminuição, que tem como resultado a fuga.

O teste da mesma hipótese em seres humanos mostra resultados intrigantes em parte desse circuito de alarme! No caso, participantes foram submetidos a dois modelos de ansiedade. O primeiro deles avalia o aumento da condutância elétrica da pele produzida por um tom, antes e depois de associação com ruído intenso. O segundo avaliou o aumento da ansiedade produzida pela ansiedade ao se falar diante de uma videocâmera.

Os resultados mostraram que drogas que aumentam a 5-HT facilitam a condutância elétrica, enquanto atenuam a ansiedade ao se falar em público. O contrário também é verdadeiro. Drogas que reduzem a 5-HT diminuem a resposta galvânica da pele (RGP), porém aumentam a ansiedade ao se falar diante da câmera.

Graef (2003) explicita que um déficit de 5-HT na matéria cinzenta periaquedutal talvez possa participar da fisiopatogenia do transtorno do pânico, enquanto o aumento de ação da serotonina na mesma região medeia a ação antipânico de medicamentos antidepressivos. Não é por acaso que o medicamento de escolha dos psiquiatras utilizado para cortar os ataques de Pânico frequentes são os antidepressivos, e não os ansiolíticos. Estes últimos são prescritos normalmente para aliviar os sintomas em uma crise que já está ocorrendo.

Dessa forma, se você possui a doença ou conhece alguém que sofra com ela, saiba que o tratamento farmacológico associado à terapia cognitivo-comportamental têm se mostrado como as melhores alternativas hoje em dia para as pessoas que querem se ver livres dos ataques de pânico.

Concluindo, vimos que a natureza nos dotou de um mecanismo de alarme de medo bastante providencial, mas que às vezes pode falhar para algumas pessoas. Da mesma forma que a aquisição de um alarme de automóvel pode parecer para alguns uma despesa extra, desnecessária ou pouco inspiradora, falhando por provocar ruídos sem motivo, mas que na realidade é a solução para tentar garantir a presença do seu carro todos os dias no local onde você o deixou na noite anterior.





(Fernando Miranda - Mestre em Ciências do Comportamento e psicólogo forense no Tribunal de Justiça do Distrito Federal - Fonte: http://www.ibneuro.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=529:transtorno-do-panico-quando-o-alarme-falha&catid=3:artigos&Itemid=63)
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Depressão Crônica e seus sintomas....

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Levantar, tomar um banho, sair para trabalhar, encontrar com amigos e colegas. Situações básicas do dia-a-dia que todos realizam com facilidade, menos as pessoas vítimas da depressão. Quem já teve algum sintoma da doença sabe o que é ter que “carregar todas as culpas do mundo.” Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão afeta cerca de 340 milhões de pessoas e causa 850 mil suicídios por ano em todo o mundo. No Brasil, estimativas apontam que já são cerca de 13 milhões de depressivos.

“O deprimido sente uma apatia generalizada, perde o interesse por quase tudo o que costumava lhe dar prazer”, comenta a psiquiatra Giuliana Cividanes. Assim, sair com os amigos ou conhecer novas pessoas, por exemplo, “pode se tornar extremamente angustiante”, reconhece. Essa apatia pode levar o paciente a ter uma impressão cada vez mais negativa de sua vida e de sua realidade. A chamada anedonia (perda de prazer em geral) e a perda de energia levam o indivíduo a crer que não irá se libertar desse mal-estar e, em última instância, só lhe restará o completo isolamento. A fadiga crônica e a falta de energia para realizar das tarefas mais simples às mais complexas afetam diretamente o convívio social. “Se uma pessoa com depressão sente-se cansada até mesmo para tomar um banho, como irá pensar em sair para uma happy hour ou se reunir com os amigos?”, questiona a médica, salientando que essas atividades sociais demandam esforço e energia para esse tipo de paciente.

Depressão crônica

“O mais comum é o paciente perder o prazer de realizar atividades cotidianas e se sentir angustiado, melancólico e sem energia para nada”, observa a especialista. Eles se sentem apáticos, sem motivação, e os pensamentos quase sempre são negativistas. Muitas vezes chegam a pensar em suicídio, embora, na maioria das vezes, não de forma concreta. Vera Lúcia Nunes, analista de crédito, diz que começou a se sentir deprimida quando perdeu o irmão, com quem morava em Curitiba, num acidente de carro. “Não saia mais de casa e ficava envolvida com sentimentos de culpa”, conta. 

Os médicos explicam que esses sentimentos costumam variar de pessoa para pessoa e podem sofrer variações ao longo do tempo. “Não se deve confundir depressão com tristeza ou ‘baixo-astral’, situações que vêm e vão no cotidiano de qualquer indivíduo”, comenta a psiquiatra Maria Amélia Tavares.

O transtorno depressivo pode acontecer uma única vez ou pode se repetir várias vezes, alternando diversos graus de intensidade. Conforme a especialista, quando leve ou moderado, a pessoa ainda consegue realizar suas atividades com esforço, algo impossível quando o distúrbio se torna mais grave. “Quando esses episódios persistem por muito tempo, a depressão é identificada como crônica”, define Maria Amélia. A gravidade é mais acentuada quando a pessoa que sofre de depressão acha que não está doente, se recusando a colaborar nos tratamentos, para os quais são indicados medicamentos antidepressivos para equilibrar os neurotransmissores.

Dose certa

O paciente com depressão, freqüentemente, se queixa da tríade passado-presente-futuro: o passado foi um desastre, o presente é sem sentido e o futuro, sem perspectivas. Com esses sentimentos, morrem as esperanças, e não há futuro sem esperança. Com efeito, a idéia de suicídio está sempre instigando o doente. Segundo o psiquiatra Marcus Weber, por esse motivo, são fundamentais o diagnóstico precoce e um tratamento multidisciplinar, com a associação de diversas condutas, fazendo com que o paciente resgate um mínimo de convívio social, um dos alicerces para a manutenção do equilíbrio mental. O médico recomenda, entre outras atitudes, que o paciente faça caminhadas diárias. “Caminhar libera substâncias que estimulam as funções do cérebro e, por conseqüência, ajudam no tratamento”, frisa.

Para o médico, o primeiro passo em direção à cura é admitir a doença e, a partir daí, buscar um tratamento adequado. Segundo Weber, ainda existe muito preconceito e desconhecimento em relação aos diversos tipos de depressão. “Por isso, o diagnóstico correto pode demorar certo tempo”, atesta. Conforme o psiquiatra, isso se deve à dificuldade de isolar o tipo específico do distúrbio para depois indicar o tratamento adequado. O psiquiatra adianta que nem sempre os médicos estão preparados para reconhecer e tratar a depressão; por isso, muitos pacientes são tratados sub clinicamente. 
Além disso, algumas vezes são receitados os remédios certos, mas em doses erradas, fato que, segundo Weber, compromete sobremaneira sua recuperação.

Sintomas que, associados, identificam a depressão:

* Irritabilidade, ansiedade, angústia, esquecimento;
* Desânimo, cansaço mental, dificuldade de concentração;
* Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer;
* Desinteresse e falta de motivação, baixa auto-estima, apatia, indecisão;
* Sentimentos de medo, insegurança, vazio, desesperança e desespero;
* Pessimismo, idéias freqüentes e desproporcionais de culpa;
* Interpretação distorcida e negativa da realidade;
* Dores e outros sintomas físicos freqüentes e não justificados.


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A Piedade na visão de Jean-Jacques Rousseau

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Pietá de Michelangelo



A piedade é um sentimento natural, que, moderando em cada indivíduo a atividade do amor de si próprio, concorre para a conservação mútua de toda a espécie. 


É ela que nos leva sem reflexão em socorro daqueles que vemos sofrer; é ela que, no estado de natureza, faz as vezes de lei, de costume e de virtude, com a vantagem de que ninguém é tentado a desobedecer à sua doce voz; é ela que impede todo o selvagem robusto de arrebatar a uma criança fraca ou a um velho enfermo a sua subsistência adquirida com sacrifício, se ele mesmo espera poder encontrar a sua alhures; é ela que, em vez desta máxima sublime de justiça raciocinada, faz a outrem o que queres que te façam, inspira a todos os homens esta outra máxima de bondade natural, bem menos perfeita, porém mais útil, talvez, do que a precedente: faz o teu bem com o menor mal possível a outrem. 

Em uma palavra, é nesse sentimento natural, mais do que em argumentos sutis, que é preciso buscar a causa da repugnância que todo o homem experimentaria em fazer mal, mesmo independentemente das máximas da educação. 

Embora possa competir a Sócrates e aos espíritos da sua têmpera adquirir a virtude pela razão, há muito tempo que o gênero humano não mais existiria se a sua conservação tivesse dependido exclusivamente dos raciocínios dos que o compõem.


(Jean-Jacques Rousseau - Fonte: http://www.citador.pt/textos/a-piedade-jean-jacques-rousseau)
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Milagre em Brasília! Milagre Mesmo !!!

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O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.

Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado "cotão". Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.

Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de 
toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões (isso mesmo R$ 2.300,000) nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.

"A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que 
custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores", afirmou Reguffe em discurso no plenário.

Quantos Tiriricas, Popós, Romarios, e os outros muitos parasitas" poderiam seguir este exemplo????



Mais informações na ISTO É:
http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/104706_UM+HOMEM+FICHA+LIMPA>

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A Day Made of Glass (Um dia feito de vidro) - by Corning.

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SERÁ O FUTURO OU JÁ É O PRESENTE?



(http://www.youtube.com/watch?v=cuxf6zBTO2g&feature=fvst)
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Beijo Eterno

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Quero um beijo sem fim,

Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!

Ferve-me o sangue. 

Acalma-o com teu beijo,

Beija-me assim!

O ouvido fecha ao rumor

Do mundo, e beija-me, querida!

Vive só para mim, só para a minha vida,

Só para o meu amor!


Fora, repouse em paz

Dormindo em calmo sono a calma natureza,

Ou se debata, das tormentas presa,

Beija inda mais!

E, enquanto o brando calor

Sinto em meu peito de teu seio,

Nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio,

Com o mesmo ardente amor!...


Diz tua boca: "Vem!"

Inda mais! diz a minha, a soluçar... Exclama

Todo o meu corpo que o teu corpo chama:

"Morde também!"

Ai! morde! que doce é a dor

Que me entra as carnes, e as tortura!

Beija mais! morde mais! 

que eu morra de ventura,

Morto por teu amor!


(Castro Alves)


(http://poemas-eroticos.blogspot.com/2007/03/beijo-eterno-castro-alves.html)
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Maranhão 66 - Por Glauber Rocha

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Curta de Glauber Rocha, que originalmente fora encomendada por José Sarney em sua posse pelo governo do Estado do Maranhão em 1966 e que não foi utilizado para esse mesmo fim, por motivos óbvios.


O filme dentro do filme é imaginar o susto de Sarney quando o viu. Em vez de filmar uma celebração vitoriosa, Glauber usou e abusou da vaidade e do patrocínio de Sarney para fazer um devastador documentário sobre um arquetípico político brasileiro.


(http://www.youtube.com/watch?v=t0JJPFruhAA)
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A Síndrome do Lobo Mau

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Nos dias atuais 90% dos homens são portadores dessa síndrome. Se você pudesse ler o pensamento deles, perceberia apenas uma frase: Vou te comer!

Saiba como identificar um Lobo mau:

- Ele te chamou pra dar uma voltinha no carro dele...minha cara, tenho certeza que não foi para ver lindas paisagens, ou para ver estrelas no sentido literal;


- Se ele te chamar para ver a coleção de CD's desconfie;


- Você está sozinha na balada com aquele seu vestidinho preto indefectível. Ele chega e se apresenta. Amiga ele não é o homem da sua vida. Se você observar bem vai perceber que ele está salivando diante do alimento suculento, que nesse caso é você;


- Não acredite se ele elogiar seus belos olhos (mesmo que você seja míope ou estrábica). É a frase mais usada pelo Homem "Lobo Mau";


- Vocês estão ficando há uma semana e ainda não transaram. Ele está sem dinheiro pro motel. No 5º dia útil ele bota as garrinhas de fora;


- Ele te add no msn...ahh o msn! MSN = cardápio de lobo mau;


- Você resolveu sair com ele, no primeiro encontro ele te fala que está a procura de um amor sincero. Amiga, você deve ter uma carinha de anjo... ele ta fazendo de tudo pra te convencer que é um santo;


- Quando te encontra online ele conversa 5 minutos e pergunta se a sua web cam está funcionando.. Já sabe o que ele quer né;


- Vocês estão ficando,apaixonada você transou com ele e tá achando tudo lindo. No dia seguinte ele não liga, nem vai ligar...Ele já está satisfeito;


- Você deu pra ele e já está envolvida, ele te liga e fala que ainda gosta da ex e que é muita sacanagem ele ficar com você e pensar em outra.... puro caô... ele já conseguiu o que queria e tá vazando;


- Você liga e só da caixa postal.... 
 Bem vinda à lista das incluídas no filtro de chamadas;

- Você nunca mais encontrou ele online no msn... Sorria você está sendo Bloqueada;


- Se estão num lugar público e ele te chama pra ficar num lugar mais sossegado para que possam conversar melhor, para que possam se ouvir melhor,se verem melhor.... sabe qual é o próximo passo né?


- Desconfie se ele insistir em pagar sua bebida. Gata, Papai Noel não existe... ele vai querer algo em troca;


- Seu amigo que nada.... ele quer te comer... A não ser que ele seja gay. Não vai querer te comer mas vai querer comer aquele que come você... Esses são predadores de Lobos Maus;


- Suspeite das caixinhas de bombom....existem muitos afrodisíacos por aí menina;


- Você conheceu ele na cervejada dos amigos, se beijaram e ele a pediu em namoro. Assim que você liberar pra ele, ele vai arrumar uma desculpa pra desaparecer da sua vida!

E a dica final...


- Homem muito bonzinho, cheio de boas intenções, querendo ajudar, sendo cavalheiro... isso aí é sintoma da Síndrome do LOBO MAU.

Aposto que você percebeu que a maioria dos seus Affair's eram Lobos. Não se preocupe, você não é a única.
As desculpas mais absurdas parecem reais ou perdoáveis, afinal, a esperança é a última que morre e você quer, a todo custo, pensar que encontrou o amor de sua vida. 

Tenho uma solução: Assim que identificar o Lobo Mau não dê uma de chapeuzinho, seja o lavrador forte e dê seu jeito de vencer a batalha. Assim que identificar o Lobo, faça com que o jogo vire, caia na dele (finja, viu gata...) e pratique o SEXO MÁGICO : "EU TE DOU E VOCÊ DESAPARECE" e seja você a LOBA malvada!

http://alinediasop.blogspot.com/2010/05/sindrome-do-lobo-mau.html)
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Síndrome de Peter Pan - Você sabe o que é?

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Em busca da Terra do Nunca

Peter Pan pode ser doce e irresistível. O problema é quando ele resolve brincar de Capitão Gancho


Peter Pan, o menino que não queria crescer, abarcou uma legião de seguidores em pleno século 21. São os “tios”, trintões e quarentões que ainda dependem dos pais, agem e se vestem como adolescentes, dedicam horas consideráveis à academia, adiam eternamente as responsabilidades (o casamento é uma delas), nunca param em um emprego e escondem a idade verdadeira a sete chaves. Soa familiar?

Esses eternos adolescentes sofrem da Síndrome de Peter Pan, um transtorno no qual as pessoas se recusam a aceitar sua idade real. “Eles têm uma visão distorcida do que é ‘normal’ para a sua idade e não conseguem cogitar a hipótese de assumir as obrigações da vida adulta”, explica a psicóloga Neila Costa. O resultado é um adulto imaturo, narcisista, egoísta e irresponsável – um menino em corpo de homem.

O problema da Síndrome de Peter Pan não é o envelhecimento físico (apesar de esta também ser uma luta da sociedade atual, como mostra o quadro ao lado). No caso da Síndrome, a dificuldade é de amadurecimento pessoal, em vários níveis psicológicos. “Na verdade, o lado moleque desse indivíduo revela a sua insegurança e o seu temor para lidar com situações que exijam maturidade” denuncia Neila.

HOMEM-MENINO

A rigor, a Síndrome de Peter Pan é predominante no sexo masculino. Apesar de não haver uma resposta universal para isso, entende-se que, por motivos biológicos, a mulher amadurece naturalmente mais cedo. O córtex pré-frontal das meninas, por exemplo, sai na frente em relação ao dos meninos. Por isso, elas conseguem desenvolver mais cedo o raciocínio abstrato e o controle dos impulsos. Com uma fase de amadurecimento mais tardia, o tempo possibilita ao menino “escolher”, por assim dizer, adiar essa etapa, o que leva ao desenvolvimento da Síndrome na construção de sua personalidade.

No entanto, a educação familiar e o contexto em que esse garoto viveu com certeza irão influenciar. “Uma mãe superprotetora, por exemplo, pode fortalecer essa tendência”, aponta a psicóloga Neila. Constatação óbvia: por trás de um homem-menino, é bem provável que haja uma mãe, que continua arrumando o seu quarto, dando palpite nas suas relações amorosas e ajudando-o financeiramente.

Se os homens são os “meninões” por excelência, são as mulheres que sofrem com isso – afinal, são elas que vão lidar com um parceiro infantilizado, que não está nem aí para o próprio comportamento. Mas, em geral, basta um rostinho bonito, um sorriso doce e uma dose de charme para Wendy cair na lábia de Peter Pan e voar com ele para a Terra do Nunca. Tudo vai bem, até ele resolver brincar de Capitão Gancho.

A armadilha se torna mais perigosa, se essa Wendy é, na verdade, uma Cinderela. É que, entre as mulheres, a tendência é o desenvolvimento do Complexo de Cinderela. Nessa síndrome, a mulher cresce acreditando na ilusão de que irá encontrar um príncipe encantado: o homem perfeito. Imagine a confusão se ela decide que esse parceiro irresistível é o Peter.

BOM MENINO

Ao aprender a lidar com as suas emoções, Peter pode vir a ser um bom menino. Se ele vier a estudar, trabalhar, enfim, construir algo com suas próprias mãos, o jeito carpe diem de levar a vida pode ser um atributo positivo e não-negativo. Por exemplo: ele irá desempenhar a sua função profissional com responsabilidade, mas sem monotonia.

É importante, porém, desestimular a fantasia e cair na real. Na prática, isso significa riscar da mente a idéia de que vai ganhar na loteria, casar-se com uma milionária e viver às custas dela ou, então, ganhar a vida viajando. Via de regra, só obtém sucesso quem trabalha duro.

Em estágios mais avançados, o homem Peter Pan pode precisar de ajuda profissional. Segundo a psicóloga Neila Costa, a abordagem formulada pelo psicólogo Karl Rogers é a mais adequada para o tratamento. “Dentro dessa linha de terapia, existem três elementos fundamentais: a empatia, a consideração positiva incondicional (atitude de aceitação) e a congruência (o terapeuta comunica suas próprias sensações e percepções ao paciente)”, expõe{.}

SOCORRO, EU ENVELHECI!

Não confunda a Síndrome de Peter Pan com o medo de envelhecer, cada vez mais freqüente em nossa sociedade. Neste último caso, as maiores vítimas são as mulheres, que enfrentam cobranças sociais desumanas, e vem daí a busca incessante pela beleza e juventude. “Quando essa busca está ligada às questões emocionais menos conscientes, os resultados podem ser catastróficos, e motivar doenças como depressão ou distúrbios de autopercepção”, avisa a psicóloga Rosilene Lima.

Mas, cedo ou tarde, todos irão perder o vigor da pele. Por isso, o melhor a se fazer é se preparar para lidar com o envelhecimento, desde o que diz respeito à saúde física, mental e espiritual. Tenha em mente o conceito de processo, já que ninguém envelhece de um dia para o outro. “A palavra processo nos permite uma melhor conscientização e preparação que devem ser pensadas e colocadas em prática durante toda uma vida”.



(Fernando Torres - Fonte: http://midiaesaude.bs2.com.br/?action=mais&materia=243)
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Complexo de Cinderela - Você sabe o que é?

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Complexo de Cinderela é a ambivalência entre a independência e a necessidade de ser amada. É como se as duas necessidades não pudessem existir, surgindo o conflito entre uma e outra. É a dependência emocional, ou seja, o desejo inconsciente de obter cuidados de outra pessoa (necessidade de dependência) e o medo da independência, de ficar sozinha.

Complexo de Cinderela é um conjunto de desejos reprimidos, memórias e atitudes distorcidas que se iniciam na infância, na crença da menina de que sempre haverá uma outra pessoa mais forte para protegê-la. Fomos criadas para depender de um homem e ficarmos apavoradas sem ele. Esta crença vai se solidificando, formando raízes, mantendo na mulher adulta um sentimento de incapacidade e inferioridade, que dificulta a consciência de suas mais profundas necessidades e desejos, pois inconscientemente os sabota e assim, permanece dependente.

Ao mesmo tempo em que desejamos nos libertar, também desejamos a salvação. Como Cinderela, as mulheres ainda esperam por algo ou alguém externo, que venha transformar suas vidas, ou seja, que venha salvá-las, como se fossem incapazes de salvar a si mesmas. O conflito existe entre o profundo desejo de ser protegida e cuidada, e sua necessidade em ter sua liberdade conquistada. Por exemplo, mulheres que desejam o divórcio, mas não têm coragem de pedi-lo. E muitas ignoram o que sentem e desejam, apesar dos sinais de sofrimento por conflitos internos profundos, mantendo a dependência, ainda que sofram por isso.

Pelo medo de enfrentar o fato de ser capaz de sustentar-se sozinha, não percebe que o comodismo é tudo, menos sinal de dignidade, impedindo assim seu próprio crescimento. É como se estivesse sempre duvidando de si mesma.

Mesmo com toda a mudança que vem ocorrendo ao longo dos anos, muitas mulheres continuam a desperdiçar seus talentos e potenciais, mantendo-se dependentes de alguém. Romper com uma estrutura de anos, reavaliar crenças, nem sempre é fácil para algumas mulheres. Apesar da mulher ter conquistado muitos espaços, algumas ainda se sentem sobrecarregadas, ou mesmo exploradas com tantas responsabilidades em suas costas, mas nada fazem para mudar.

O mais indicado é confrontar com a verdade, ou seja, identificar os sentimentos, encarar o conflito e assim, reconhecer o desejo de ser protegida e cuidada, mas reconhecendo ainda mais sua força e consciência do que é realmente capaz de realizar. Mesmo as mulheres que dizem sentir-se bem cuidando de si mesma, justificando que não precisam de ninguém, podem apenas estar mascarando seus mais profundos sentimentos. Afinal, quem não deseja que alguém cuide de nós? Quem não deseja colo? Ou seja, todas nós somos um pouco Cinderela. Mas nem por isso devemos permitir abrir mão de nossos sonhos, por mais esquecidos que estejam. 

(Fonte: 
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/complexo_edipo_cinderela.htm)

Por dentro do cérebro

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Entrevista com Paulo Niemeyer Filho, neurocirurgião.

 Por dentro do cérebro (Parte da entrevista)


PODER: O que fazer para melhorar o cérebro ?

PN: Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto

PODER: Cabeça tem a ver com alma?

PN: Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?

PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave:
ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?

PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha.
A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?

PN: O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro muito bem num corpo
muito maltratado, e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?

PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.

PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?

PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.

PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?

PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

PODER: Você acredita em Deus?

PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz: "Ele está salvo". Aí, a família olha pra você e diz: "Graças a Deus!".

Então, a gente acredita que não fomos apenas nós.
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