quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Saltos altos: qual o preço da elegância para a saúde?

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Saltos com mais de quatro centímetros são desaconselhados



Especialista explica razões para problemas de coluna estarem a aumentar

 

Sapatos de salto alto são símbolo da elegância feminina e muitas mulheres não os dispensam para “crescerem” uns centímetros. Contudo, o glamour alcançado com estes acessórios de moda tem um preço acrescido que, na maioria dos casos, se traduz em dores de costas.

 
Para a coluna vertebral a espessura dos saltos é mais importante do que a sua altura, na medida em que, quando são muito finos, “alteram a estabilidade do apoio do pé no chão e da passada e obrigam os músculos a compensar esse mau apoio, exercendo tensões bruscas sobre a coluna e os seus discos e ligamentos”, explicou ao “Ciência Hoje” Paulo Pereira, coordenador nacional da Campanha Olhe pelas Suas Costas. 


De acordo com o especialista, o calçado ideal tem um salto de dois centímetros que permite que as cargas se exerçam de uma forma equilibrada sobre as partes da frente e de trás do pé. Quando a altura aumenta para os quatro centímetros, 75 por cento do peso da mulher são suportados pela parte da frente do pé, obrigando os músculos dos membros inferiores a compensarem esse desequilíbrio e alterando a posição das articulações do joelho e da anca.

“É importante usar calçado confortável com bom apoio do pé, dimensões adequadas em comprimento, largura e altura, saltos de base larga e, de preferência, de altura não superior a quatro centímetros”
, aconselhou o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral.

Desta forma, os sapatos totalmente rasos também não são uma boa opção, pois provocam um ligeiro predomínio das cargas sobre a parte posterior do pé, o que pode causar algum desconforto.

Paulo Pereira frisou que a altura dos saltos, por si só, não provoca dores de costas, mas contribui para a sua perpetuação e agravamento em pessoas com problemas na coluna lombar. As mulheres que apresentem este problema 
"devem realmente evitar saltos altos e finos". Contudo, quando não há queixas relacionadas com a coluna nem desconforto associado ao uso de saltos, "não há motivo para contra-indicar o seu uso no que diz respeito à patologia da coluna”.
De onde vêm os problemas de coluna?


Um estudo recente indica que sete em cada dez pessoas sofrem de dores nas costas, o que corresponde a 72,4 por cento da população portuguesa.
"A incidência de problemas relacionados com a coluna vertebral tem tendência a aumentar", destacou o especialista português, apontando a vida sedentária, a falta de exercício físico, as posturas incorrectas durante a actividade profissional e actividades da vida diária e o excesso de peso como as causas principais.

A obesidade, um problema crescente nas sociedades desenvolvidas, é 
"um dos maiores inimigos da coluna", dado que a substituição dos músculos por gordura enfraquece-os e, consequentemente, faz aumentar as cargas sobre os discos e ligamentos. A boa forma destes tecidos, principais estruturas de suporte da coluna vertebral, ajuda a estabilizá-la e a minorar as cargas e tensões exercidas sobre si.

Como tal, reforçou Paulo Pereira, a manutenção de uma boa postura e de músculos em forma "
é a melhor profilaxia para os problemas degenerativos da coluna vertebral" e deve começar antes do aparecimento dos sinais de desgaste.

Campanha “Olhe pelas Suas Costas”


A campanha “Olhe pelas Suas Costas” foi lançada em 2009 e é uma iniciativa inédita em Portugal que visa sensibilizar a população em geral para as dores nas costas, alertar para as suas consequências na vida pessoal e profissional dos portugueses e educar sobre as formas de prevenção e tratamento existentes.


Trata-se de uma iniciativa promovida pelas sociedades portuguesas de Patologia da Coluna Vertebral, de Ortopedia e Traumatologia, de Neurocirurgia, de Medicina Física e de Reabilitação e a Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral, com o apoio da Medtronic.
(Carla Sofia Flores - Fonte: www.cienciahoje.pt/index.php?oid=47418&op=all) 

Suíça diz não ao desarmamento em plebiscito histórico

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A pacata e civilizada Suíça é o hoje um dos países mais armados do mundo, rivalizando talvez com os EUA, e no que depender de sua população continuará assim por muito tempo.

Com quase 60% dos votos, a propostas de restrições à posse de armas na Suíça foi rejeitada pela população em plebiscito realizado neste domingo que guardou impressionante semelhança ao referendo brasileiro de 2005.

Lançada em 2006, por uma ampla coalizão de ONGs, sindicatos, pacifistas e partidos de centro-esquerda a iniciativa pretendia introduzir regras extremamente rigorosas para a posse de armas e um cadastro nacional e centralizado para todas armas de fogo.

Mas essa ideia de registro nacional já havia sido recusada pelo governo e pelo Parlamento, em especial devido ao seu custo. Somado a isso está também o receio de que o cadastro seja usado para outros fins que não apenas o controle.

Cartazes espalhados por toda a Suíça, debates públicos calorosos, brigas sobre estatísticas controversas e uma enxurrada de cartas de leitores aos jornais, marcaram o período que antecedeu o plebiscito.

Para Bene Barbosa, presidente da ONG Movimento Viva Brasil e um dos coordenadores da campanha do "NÃO" no referendo de 2005, a semelhança entre os processos e o resultado no Brasil não causam espanto: "Somos países diferentes, com culturas diferentes, mas a necessidade de defesa é universal. É um direito natural de todo ser humano. É absurda a ideia que uma minoria pode tirar isso de todos."

Mas as semelhanças não param por aí. Em período anterior ao referendo as pesquisas apresentadas pelas ONGs pró-desarmamento apontavam para uma vitória folgada pelas restrições. Tal qual aconteceu no Brasil, o resultado foi exatamente oposto.

"Há uma grande diferença entre opinião popular e opinião publicada. Fato explicado bem pela teoria da Espiral do Silêncio, onde um indivíduo se priva de tomar uma posição achando que o seu grupo de convivência tem opinião dominante oposta," explica Barbosa.

De acordo com analistas suíços, esse foi mais um duríssimo golpe nos militantes pró-desarmamento de todo o mundo nos últimos anos. O primeiro foi a derrota no referendo brasileiro de 2005, mas não demonstram vontade de parar. Aguardemos então qual será o país escolhido para o próximo embate. 








(www.movimentovivabrasil.com.br)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Para cima e para baixo

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Quanto mais se estuda a História, mais se persuade de que não há nela uma linha identificável - muito menos uma que leve claramente para baixo ou para cima.


Conforme se sinta feliz ou infeliz, ajustado ou deslocado na sua época, você tende a enxergar a passagem do tempo histórico como evolução ou decadência. Os filósofos pré-socráticos, por exemplo, lhe parecerão precursores da ciência atual ou portadores de uma sabedoria perdida.


A Idade Média, um período de trevas ou a apoteose da inteligência humana. A 2ª Guerra, uma regressão à barbárie antiga ou o cúmulo da barbárie moderna. A nenhuma época da História faltam qualidades que justifiquem uma opinião e a outra. Se há neste mundo algum julgamento que seja desesperadoramente subjetivo, é aquele que vê a caminhada da espécie humana sobre a Terra como uma gloriosa escalada em direção aos céus ou inexorável descida aos infernos.


"Todas as épocas são iguais perante Deus", ensinava o historiador Leopold von Ranke. Quanto mais se estuda a História, mais se persuade de que não há nela uma linha identificável - muito menos uma que leve claramente para baixo ou para cima.


Julgamentos de evolução ou decadência só fazem sentido quando há um objetivo e um prazo, claros e determinados, que sirvam de medida do avanço ou retrocesso. Como ninguém sabe para onde a História deve ir nem quanto vai durar, cada um é livre para medi-la segundo a régua que entenda e chegar a conclusões opostas às do seu vizinho.


No entanto, há na História entidades e instituições que têm uma finalidade clara e pretendem atingi-la num prazo concebível. Essas podem ser julgadas, pois têm em si seu próprio padrão de medida. A Igreja Católica, por exemplo, prometeu fazer santos, e os fez em profusão desde o primeiro dia, mas não pôde continuar a produzi-los na mesma quantidade e nem mesmo na proporção do crescimento do número de almas humanas na Terra. Dizer que algo aí não está muito bem não é nada de subjetivo.


O movimento sionista prometeu dar aos judeus um país no prazo de duas ou três gerações. Deu-lhes o país, mas cercado de inimigos. Foi um progresso caro e perigoso, mas quem não concordará que é melhor estar espremido na sua própria terra do que num país estrangeiro, onde cada um está louco para jogar você num gueto ou num campo de concentração?


Já o socialismo não prescreveu a si mesmo nenhum prazo, mas o morticínio, a miséria e a opressão que produziu ao longo de um século já superaram tão amplamente a dose de sofrimentos humanos que ele prometia curar, que não é nem um pouco insensato prever que ele não poderá se sair melhor se lhe dermos outra chance (a última coisa que devemos fazer).


De outro lado, seu fracasso em atingir os fins declarados não implica que ele tenha perdido também o prestígio mágico adquirido pelas suas promessas iniciais. Ao contrário: o número de fiéis do socialismo parece aumentar na mesma proporção do número de cadáveres que ele vai deixando pelo caminho. O socialismo decai como ideal legítimo no mesmo passo em que progride como máquina de conquista do poder. Como diria Nelson Rodrigues, o fracasso subiu-lhe à cabeça.


A cultura superior no Brasil também não nasceu com prazo, mas é razoável e, aliás, habitual, medi-la pela evolução de um país vizinho nascido na mesma época e em condições não muito diversas.


O transcurso de dois séculos fez aí toda a diferença: a elite pensante do nosso Império nada perdia na comparação com os Founding Fathers, mas enquanto os Estados Unidos são hoje o centro da alta cultura universal, reunindo os maiores filósofos, os maiores cientistas, os maiores artistas e as melhores universidades, o Brasil simplesmente saiu da história intelectual do mundo. Saiu pelo ralo. Pode-se perguntar o que deu errado e responder com máxima objetividade: tudo.


A pergunta sobre evolução e decadência não é sempre descabida. Basta que seja limitada a entes e processos historicamente mensuráveis e que você esteja preparado para agüentar o tranco da resposta.

(Olavo de Carvalho - www.olavodecarvalho.org/semana/110210dc.html)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A lista dos que votaram contra Sarney comprova a rendição desonrosa da oposição

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Depois de quatro dias de investigações, os repórteres Bruno Abbud e Branca Nunes identificaram oito dos 11 senadores que rejeitaram a permanência de José Sarney no comando da instituição que ajudou a reduzir a uma Casa do Espanto. Estranhamente, preferem permanecer no anonimato três integrantes do time que evitou que a capitulação desonrosa fosse sublinhada pela unanimidade. Essa é só mais uma entre tantas revelações contidas na reportagem publicada na na seção O País quer Saber.

Ali se contempla uma desoladora radiografia do Senado. Em meio a incontáveis evidências da necrose moral que devasta o Legislativo, aparecem sinais perturbadores do corporativismo, da tibieza e da mediocridade que infestam a oposição oficial. Dos 18 componentes da bancada formada por quatro partidos, por exemplo, só dois senadores do PSOL e dois tucanos aparecem no grupo dos 11. A maioria optou por submeter-se a Sarney em nome da tradição parlamentar.

Manda a tradição parlamentar que a maior bancada partidária indique o candidato à presidência da Mesa, que negociará com aliados e oposicionistas uma composição suficientemente abrangente para obter sem sobressaltos o endosso do plenário. Mas a tradição também manda que a escolha se subordine a normas éticas e se oriente por critérios sensatos. Como ninguém é obrigado a votar em qualquer um, indicações equivocadas acabam inevitavelmente em mais um naufrágio.

José Sarney tinha tudo para acabar engrossando o vasto acervo de decisões desastrosas que se amontoam nas catacumbas do Senado. Mas o PSDB, o DEM e o PPS resolveram engolir sem engasgos o prontuário intragável. Em troca do apoio a um símbolo do Brasil das cavernas, a oposição recebeu a 1ª Secretaria e uma suplência. Nunca se ofereceu tão pouco por uma rendição tão vergonhosa.

Entre a tradição parlamentar e os valores morais, entre o clube dos cafajestes e o país que presta,  fizeram a opção ultrajante. Ainda não entenderam que estão sob  estreita vigilância. Os oposicionistas precisam parar imediatamente de opor-se uns aos outros e começar a fazer oposição ao governo. Ou aprendem a traduzir o que pensam mais de 40 milhões de inconformados ou acabarão aglomerados num asterisco do capítulo brasileiro da história universal da infâmia.

(Augusto Nunes - veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/a-lista-dos-que-votaram-contra-sarney-comprova-a-rendicao-desonrosa-da-oposicao/)

O Burro Juiz - Fábula de Monteiro Lobato


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Disputava a gralha com o sabiá, afirmando que a sua voz valia a dele. Como as outras aves rissem daquela pretensão, a bulhenta matraca de penas, furiosa, disse: 
- Nada de brincadeiras. Isto é uma questão muito séria, que deve ser decidida por um juiz. Canta o sabiá, canto eu, e a sentença do julgador decidirá quem é o melhor artista. Topam? 
- Topamos! - piaram as aves - mas quem servirá de juiz? 
Estavam a debater este ponto, quando zurrou um burro. 
- Nem de encomenda! - exclamou a gralha - está lá um juiz de primeiríssima para julgamento de música, pois nenhum animal possui maiores orelhas. Convidê-mo-lo. 
Aceitou o burro o juizado e veio postar-se no centro da roda. 
- Vamos lá, comecem! - ordenou ele. 
O sabiá deu um pulinho, abriu o bico e cantou. Cantou como só cantam sabiás, garganteando os trinos mais melodiosos e límpidos. Uma pura maravilha, que deixou mergulhado em êxtase o auditório em peso. 
- Agora eu! - disse a gralha, dando um passo à frente. 
E abrindo a bicanca matraqueou uma grita de romper os ouvidos aos próprios surdos. 
Terminada a justa, o meritíssimo juiz deu a sentença: 
- Dou ganho de causa à excelentíssima senhora dona Gralha, porque canta muito mais forte que mestre sabiá. 
Moral da Estória: 
Quem burro nasce, togado ou não, burro morre.
(Fonte: delmamoraes.blogspot.com/2010/03/fabulas-de-monteiro-lobato.html)

Frases da Paróquia!!!... (com todo respeito)

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Estes avisos paroquiais foram fixados nas portas de igrejas, todos eles são reais, escritos com boa-vontade e má redação.


AVISO AOS PAROQUIANOS
Para todos os que tenham filhos e não sabem, temos na paróquia uma área especial para crianças.


O torneio de basquete das paróquias vai continuar com o jogo da próxima quarta-feira. Venham nos aplaudir, vamos tentar derrotar o Cristo Rei!
Na sexta-feira às sete, os meninos do Oratório farão uma representação da obra Hamlet, de Shakespeare, no salão da igreja. Toda a comunidade está convidada para tomar parte nesta tragédia.

Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficência. É uma boa ocasião para se livrar das coisas inúteis que há na sua casa. Tragam seus maridos!


Assunto da catequese de hoje: Jesus caminha sobre as águas.
Assunto da catequese de amanhã: Em busca de Jesus.


O coro dos maiores de sessenta anos vai ser suspenso durante o verão, com o agradecimento de toda a paróquia.


O mês de novembro finalizará com uma missa cantada por todos os defuntos da paróquia
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O preço do curso sobre Oração e Jejum não inclui as refeições.


Por favor, coloquem suas esmolas no envelope, junto com os defuntos que desejem que sejam lembrados.
 

(Recebido por email)

Dormir menos de seis horas por noite faz mal ao coração

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Hora de dormir: diminuir o tempo de sono para trabalhar mais pode colocar a saúde em risco


Risco de sofrer ataque cardíaco é 50% maior; e chance de derrame cresce 15%



Hora de dormir: diminuir o tempo de sono para trabalhar mais pode colocar a saúde em risco.  
(Jupiterimages/Thinkstock)
 
"Esse hábito de dormir tarde e acordar cedo é uma verdadeira bomba-relógio para a saúde"
(Francesco Cappuccio, pesquisador)


Uma pessoa que dorme menos de seis horas por noite tem um risco 50% maior de morrer após um ataque cardíaco - e a chance de sofrer um derrame fatal também cresce 15%. A conclusão é de uma pesquisa da da Universidade de Warwick, na Inglaterra, que comprovou o perigo recorrente de uma rotina agitada e irregular de trabalho que faz com que muitas pessoas descansem cada vez menos em função da sobrecarga diária, o que já se tornou hábito entre 60% da população adulta.

Segundo os cientistas, uma noite de sono ruim pode afetar o equilíbrio dos hormônios grelina e leptina, importantes na regulação do apetite. Isso explicaria por que pessoas com esse perfil tendem a comer mais e a ter tendência à obesidade, o que eleva os riscos de pressão alta e doenças cardiovasculares. Por consequência dessa espécie de círculo vicioso, elas também ficam mais propensas a ataques cardíacos e derrames.

Metodologia 

Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram os hábitos de sono de cerca de 475.000 voluntários que participaram de 15 estudos em oito países, entre eles Inglaterra, Estados Unidos, Japão e Alemanha. Entre as conclusões, está a ideia de que o difundido lema de que trabalhar duro é o melhor caminho para se sobressair tem sacrificado a qualidade do sono e a saúde da população.

“Esse hábito de dormir tarde e acordar cedo é uma verdadeira bomba-relógio para a saúde. A busca por um equilíbrio entre vida pessoal e profissional tem feito com que muitos optem por abrir mão de horas do lazer para garantir que todas as tarefas do dia sejam feitas”, disse Francesco Cappuccio, da Universidade de Warwick, ao jornal inglês Daily Mail.

Mas atenção, os especialistas ressalvam que dormir muito (mais de nove horas) também pode aumentar as chances de infarto. O estudo foi publicado no periódico European Heart Journal.


(veja.abril.com.br/noticia/saude/dormir-menos-de-seis-horas-por-noite-faz-mal-ao-coracao)

Pelé se mexe no banco

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Lula não esperou nem o Carnaval chegar. Apenas 37 dias depois de passar a faixa presidencial a Dilma Rousseff, não se aguentou e soltou o verbo lá de Dacar, no Senegal, onde participou do Fórum Social Mundial. O ex-presidente acusou as centrais sindicais de "oportunismo" e defendeu que o reajuste do salário mínimo tem de seguir a regra acordada em 2007, que é a soma da inflação anual e da variação do PIB no ano anterior, no caso 2009, o ano da crise.

O pito público nos sindicatos soa inconveniente por várias razões. Lula dizia, antes de sair, que ia "dar uma lição de como se comporta um ex-presidente". Disse ainda que só daria conselho se lhe fosse pedido.


Ninguém imagina que sua fala tenha sido encomendada por Dilma. Lula provavelmente falou (e já jogou no lixo suas promessas) porque essa é a sua natureza.


É óbvio que a "ajuda" de além-mar sugere tutela e diminui a presidente. Ela reforça a sensação de que Dilma seria uma "presidente-ministra", encerrada no gabinete com seus afazeres administrativos, enquanto Lula -menos um "ex-presidente" do que um "presidente-extra"- faz a interlocução com as ruas e medeia os conflitos.


A imagem pode parecer um tanto exagerada, mas pense o seguinte: afora as brigas internas dos aliados por espaço e cargos, a queda de braço em torno do mínimo é a primeira disputa política séria entre o governo e as forças sociais organizadas. É também o primeiro teste efetivo da nova gestão no Congresso, onde, em tese, Dilma tem folga.


O mais provável é que os sindicatos ganhem algum pirulito de presente e os parlamentares chancelem o valor fixado pelo Planalto. Qualquer coisa fora disso seria uma enorme surpresa. Mas de quem será o mérito? E o precedente?


Homem forte de Lula mantido no governo Dilma, Gilberto Carvalho dizia orgulhoso no início do ano: "Temos um Pelé no banco de reservas". O jogo mal começou e o rei já quer matar a bola no peito.



(Fernando de Barros e Silva -  www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0902201103.htm)

O cinismo dos governistas não é mais indecoroso que a covardia da oposição

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Em meados de 2009, a descoberta de mais de mil atos secretos nas catacumbas do Senado só não devolveu José Sarney à capitania hereditária do Maranhão porque Lula socorreu a tempo o Homem Incomum. Os focos de resistência foram sufocados pela ofensiva brutal empreendida por milicianos do PT, veteranos mercenários e cangaceiros arrendados. A quadrilha do faroeste subjugou o vilarejo.

Passados menos de dois anos, os mocinhos sumiram. Nas imagens da animadíssima festa de abertura do ano legislativo, os rebeldes de 2009 ─ um punhado de petistas constrangidos, dissidentes do PMDB e tucanos ou demos não domesticados ─ apareceram misturados à multidão de vilões para reverenciar o chefe do bando.

Desde quarta-feira, Sarney está no comando da instituição em adiantado estado de decomposição moral, não porque Dilma Rousseff exigiu. O morubixaba octogenário manteve o bastão de mando porque assim decidiram 70 dos 81 integrantes da tribo.

Diante de um plenário lotado, o orador enfadonho transformou o portentoso prontuário num monumento à ética, à transparência e aos bons costumes. Ninguém discordou. Faltou plateia para o curto discurso em que o senador Randolfe Rodrigues, do PSOL do Amapá, acendeu um fósforo na escuridão ao justificar a decisão de concorrer sem chances: “Minha candidatura é uma forma de dizer não à prática de jogar os graves problemas éticos do Senado para debaixo do tapete. Defendo a revisão de todos os contratos e profunda auditoria nas contas da casa. E, principalmente, total transparência nas contas da casa”. Teve oito votos. Um senador anulou o voto e dois votaram em branco.

Não cabe ao governador fazer oposição, recitam de meia em meia hora os governadores eleitos por partidos de oposição. Nem aos senadores, berrou a rendição sem luta à turma das cavernas. O cinismo dos governistas não é mais indecoroso que a covardia dos oposicionistas. A transformação de uma instituição indissociável do Estado Democrático de Direito numa Casa do Espanto a serviço do Planalto é uma obra coletiva. Deve ser debitada na conta da vigarice suprapartidária.

No mundo inteiro, são os partidos que procuram eleitores. Só aqui milhões de eleitores, inconformados com os estragos produzidos pela Era da Mediocridade, procuram há muito tempo um partido que saiba representá-los. Nesta semana, não encontraram sequer um senador com suficiente altivez para avisar que cada voto dado a Sarney por um oposicionista seria um tapa na cara do Brasil decente. Foram muitos. Nenhum será esquecido.

(Augusto Nunes - http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes)

Conheça Luiz Fux - Indicado por Dilma Rousseff para o STF (Supremo Tribunal Federal)

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Clique sobre a foto para ampliá-la.

Luiz Fux


Dados Pessoais


Nascimento: 26 de abril de 1953, no Rio de Janeiro - RJ.
Filiação
: Mendel Wolf Fux e Lucy Fux.
Cônjuge
: Eliane Fux.
Filhos: Marianna Fux e Rodrigo Fux.

Formação Acadêmica

Doutor em Direito Processual Civil pela UERJ, 2009.
Professor Titular de Processo Civil da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, aprovado em 1º Lugar em concurso, 1995.
Professor Livre-Docente em Processo Civil da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, aprovado em 1º Lugar em concurso, 1998.
Graduação em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, Rio de Janeiro, Brasil, 1971/1976.  


Funções Atuais

Ministro do Superior Tribunal de Justiça do Brasil, a partir de 29/11/2001.
Membro da Corte Especial.
Membro da Primeira Seção.
Membro da Primeira Turma.
Membro da Comissão de Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
Membro do Conselho de Administração do Superior Tribunal de Justiça.
Membro do Conselho da Justiça Federal.


Principais Atividades Exercidas

Carreira na Advocacia Privada:

Advogado da Shell Brasil S.A. Petróleo, aprovado em 1° lugar em concurso, Rio de Janeiro, Brasil, 1976/1978.


Carreira no Ministério Público:

Promotor de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, nas Comarcas de Trajano de Moraes, Santa Maria Madalena, Cordeiro, Cantagalo, Nova Iguaçu, Macaé e Petrópolis, aprovado em 1° lugar em concurso, Rio de Janeiro, Brasil, 1979/1982.
Curador de Fundações, Rio de Janeiro, Brasil, 1979/1982. 


Carreira na Magistratura:

Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, 1997/2001.
Juiz Eleitoral do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro,1983/1997.
Exerceu atividades como Juiz na 13ª Zona Eleitoral e 25ª Zona Eleitoral Rio de Janeiro, Brasil.
Juiz doTribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, 1983/ 1997.
Aprovado em 1° lugar em concurso, exerceu atividades como Juiz nas comarcas: Niterói, Caxias, Petrópolis, Rio de Janeiro (capital) e Registro Civil das Pessoas Naturais. Promovido por merecimento para o Cargo de Juiz de Direito da Entrância Especial da 9ª Vara Cível do Estado do Rio de Janeiro. Promovido por merecimento para o Cargo de Juiz de Direito do Tribunal de Alçada do Estado do Rio de Janeiro. Elogio Público do Desembargador Corregedor Geral da Justiça, publicado no D.O - Poder Judiciário - de 17/7/1997. Juiz corregedor dos Juizados Especiais Cíveis.
Presidente da 1ª Turma do STJ - Biênio 2/2004 - 2/2006.
Presidente da 1ª Seção do STJ - Biênio 8/2007 - 8/2009. 


Magistério:

Chefe do Departamento de Direito Processual da – Atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, 2006.
Professor Convidado da atual Academia Brasileira de Direito Processual Civil – ABDPC, 2005.
Diretor de Estudos e Ensino da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro – EMERJ, 2001/2003.
Chefe do Departamento de Direito Processual da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ,  1998/2003.
Professor de Direito Judiciário Civil da  Pontifícia Universidade Católica - PUC/RJ. Nível Graduação, 1997/1982.  Professor de Processo Civil da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro – EMERJ, 1990/2001.
Professor Convidado da atual Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, 1990.
Professor Convidado da atual Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS, 1990.
Professor Convidado do atual Centro de Estudos, Pesquisa e Atualização em Direito – CEPAD,  1988
Professor Convidado da atual Universidade Católica de Petrópolis – UCP, 1988.
Professor de Processo Civil, Professor Livre Docente de Processo Civil e Professor Titular de Processo Civil da atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Nível: Graduação, Mestrado e Doutorado, 1977.


Publicações:

Curso de Direito Processual Civil – Cumprimento da Sentença. Processo de Execução de Título Executivo Extrajudicial. Processo Cautelar
. Rio de Janeiro: Forense, 2009.
Curso de Direito Processual Civil – Processo de Conhecimento
. Rio de Janeiro: Forense, 2008.
Locações – Processo e Procedimentos
. Niterói: Impetus, 2008.
O Novo Processo de Execução - O Cumprimento da Sentença e a Execução Extrajudicial
. Rio de Janeiro: Forense, 2007.
A Reforma do Processo Civil
. Niterói: Impetus, 2006.
Fux Luiz, Nery Jr., Nelson, WAMBIER, Teresa Arruda Alvim. Processo e Constituição - Estudos em homenagem ao Professor José Carlos Barbosa Moreira. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006
Curso de Direito Processual Civil: Processos de Conhecimento, Processo de Execução, Processo Cautelar
. Rio de Janeiro: Forense, 2004.
Curso Processual de Direito Civil
. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2004.
Curso de Direito Processual Civil
. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2001.
Curso de Direito Processual Civil
: Processo de Conhecimento, Processo de Execução, Processo Cautelar. Rio de Janeiro: Forense, 2001
Tutela de Urgência de Plano de Saúde
. Rio de Janeiro: Editora Espaço Jurídico, 2000
Locações: Processo e Procedimentos. Doutrina, Prática e Jurisprudência
. Rio de Janeiro: Destaque, 1999.
Manual dos Juizados Especiais Cíveis
. Rio de Janeiro: Editora Destaque, 1998.
O que se espera do Direito no Terceiro Milênio, frente às crises das Leis, da Justiça e do Ensino
. Rio de Janeiro: Editora da Universidade Gama Filho, 1998.
Juizados Especiais Cíveis e Criminais e Suspensão Condicional do Processo Penal
. Rio de Janeiro: Editora Forense, 1996.
Tutela de Segurança e Tutela da Evidência
. São Paulo: Editora Saraiva, 1996.
Tutela Antecipada e Locações
. Rio de Janeiro: Editora Destaque, 1994.
Revisão Judicial do Aluguel
. Rio de Janeiro: Editora Destaque, 1992.
Locações: Processos e Procedimentos
. Rio de Janeiro: Editora Destaque, 1991.
Intervenção de Terceiros
. São Paulo: Editora Saraiva, 1990.
O Direito - Tomo II
. Brasília: Senado Federal Centro Gráfico, 1985.

Palestras, Seminários e Conferências Internacionais:

Palestrante no Seminário Ministro Aliomar Baleeiro - Centro de Estudos Jurídicos e ESMAFE – 5ª, 2010. Recife, Brasil.
Conferencista no 1º Debate Jurídico da AMASE – Instituto Luciano Barreto Júnior, 2009. Aracaju, Brasil.
Palestrante no curso “Do Papel para a Realidade: os desafios da Tutela Jurisdicional de Urgência e de Execução – Espaço Intelectual, 2009. Rio de Janeiro, Brasil.
Palestrante no Congresso Brasiliense de Direito Processual Civil - Instituto Ensino Direito, 2009. Brasília, Brasil.
Conferencista no Encontro Jurídico de Transporte Público do Nordeste - Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte, 2009. Natal, Brasil.
Palestrante no Seminário a Importância da Função dos Cartórios na Desburocratização e Desjudicialização das Relações Privadas - ANOREG, 2009. Rio de Janeiro, Brasil.
Conferencista no V Seminário Jurídico sobre Concessões de Rodovias - Academia Paulista de Magistrados e Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, 2009. São Paulo, Brasil.
Conferencista no Seminário Responsabilização dos Administradores por Dívidas Fiscais e Trabalhistas das Sociedades - Associação Comercial do Rio de Janeiro, 2009. Rio de Janeiro, Brasil.
Conferencista no XXXV Congresso Nacional de Procuradores de Estado - ANAPE/APECE, 2009. Fortaleza, Brasil.
Conferencista no I Ciclo de Conferências sobre Advocacia Pública e Prestação Jurisdicional - Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Norte, 2009. Natal, Brasil.
Palestrante no Seminário “E-STJ” - IAB, 2009. Rio de Janeiro, Brasil.
Palestrante na Fundação Getúlio Vargas, 2009. Rio de Janeiro, Brasil.
Palestrante no Seminário Precatórios Judiciais- Solução Já – OAB- RJ, 2008.
Conferencista no IV Congresso Internacional de Direito Tributário do Paraná – IETRE, Paraná, 2008.
Palestrante no Congresso Os 35 anos do Código de Processo Civil Brasileiro – USP, 2008.
Palestrante convidado - key note speaker - no Evento Pro Bono Declaration for de Américas (Pbda) And The Spanish Edition Of The As/Coaa Rule Law Report, 2008, Nova York, EUA.
Conferencista no I Ciclo de Palestras do Ministério Público do Rio de Janeiro - Ministério Público do Rio de Janeiro, 2007.
Conferencista no XXI Congresso Brasileiro de Direito Tributário – Instituto Geraldo Ataliba – IDEPE, 2007.
Conferencista no IV Seminário de Direito Público – Procuradoria Geral do Estado do Amazonas, 2007.
Conferencista no IX Encontro Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais - Quinta Câmara da Procuradoria Geral da República do Distrito Federal - Comissão dos Povos e Comunidades Tradicionais, 2007.
Conferencista no Seminário A Reforma do Processo de Execução - Associação dos Magistrados do Maranhão - AMMA, 2007.
Conferencista no XI Congresso Internacional de Direito Tributário – ABRADT Associação Brasileira de Direito Tributário, 2007.
Conferencista no IV Seminário Internacional Ítalo-Ibero-Brasileiro -  GDF, UnB, STJ e UniCEUB, 2007.
Palestrante convidado da Conferência Internacional de Jerusalém Desafios do Século XXI - AMISRAEL, 2007. Jerusalém, Israel
Presidente de Honra e Conferencista no II Congresso Internacional de Direito Tributário, 2007. Rio de Janeiro, Brasil.
Conferencista no III Seminário Internacional Ítalo-Ibero-Brasileiro de Estudos Jurídicos, 2006. Brasília, Brasil.
Conferencista no II Seminário Internacional sobre Arbitragem, 2006. Buenos Aires, Argentina.
Conferencista na II Jornada CCI de Arbitragem: O Décimo Aniversário da Lei de Arbitragem no Brasil
Conferencista no I Congresso Internacional de Direito Tributário do Rio de Janeiro - Instituto de Estudos Tributários do Rio de Janeiro - IET- RJ, 2005.
Conferencista no II Congresso Ibero-Americano de Direito Tributário - Ordem dos Advogados do Brasil do Ceará, 2005.
Conferencista no II Seminário Internacional de Defensoria Pública e Proteção do Consumidor, 2005. Rio de Janeiro, Brasil
Conferencista no Seminário Internacional ISOCARP Associação Internacional de Urbanistas, 2004. Rio de Janeiro, Brasil
Conferencista no Seminário Internacional - Direito do Consumidor - Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro - EMERJ, 2004. Rio de Janeiro, Brasil
Conferencista no Seminário Internacional Planos de Saúde - Superior Tribunal de Justiça e Suprema Corte do Chile, 1999. Santiago do Chile, Chile
Simposiasta na Aula Magna da Universidade Nova de Lisboa, 1998. Lisboa, Portugal
Conferencista no V Fórum Internacional de Direito - FID 1995. Santana do Livramento, Uruguai.
Conferencista no VI Fórum Internacional de Direito - FID 1994. Santana do Livramento, Uruguai.
Conferencista no 2º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo - SP.
Conferencista no 1º Fórum Médico Jurídico do Brasil - ES.
Conferencista no Cinqüentenário da Associação dos Magistrados do Paraná- AMAPAR - PR.
Conferencista no XI Congresso Internacional de Direito Tributário- ABRADT - MG.
Conferencista no 3º Congresso Médico Unimed - RJ.
Conferencista no IV Seminário Internacional Ítalo- Ibero- Brasileiro - STJ - Brasília/DF.
Conferencista no 6º Congresso Brasileiro de Direito Constitucional Aplicado – Salvador - BA.
Conferencista no Debates sobre o PAC  A Defesa da Indústria Nacional para o Crescimento do Brasil - São Paulo/SP.
Conferencista no Seminário da Associação Brasileira de Estudos Tributários em Telecomunicações – ABETEL – RJ.
Conferencista no Simpósio Penhora e Compensação de Créditos- Precatórios e Debêntures da Eletrobrás: O Equilíbrio Judicial nas Finanças em Debate – São Paulo/SP.
Conferencista no Seminário Patrimônio da União em Juízo - Brasília/DF.
- Corte Internacional de Arbitragem, 2006. Bahia, Brasil.


Associações, Conselhos e Comissões:


Presidente da Comissão de Juristas designada pelo Senado Federal para elaborar o anteprojeto do novo Código de Processo Civil - 2009.
Membro Palestrante Convidado na Comissão Parlamentar de Inquérito dos Planos de Saúde - 1998.
Membro da Comissão Estadual dos Juizados Especiais do Estado do Rio de Janeiro - 1998.
Membro da Comissão Estadual Legislativa que instituiu os Juizados Especiais no Estado do Rio de Janeiro - 1990.
Atual Membro do Conselho Editorial da Revista da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro – EMERJ.
Atual Membro da Academia Brasileira de Direito Processual Civil – ABDPC.
Atual Membro do Instituto dos Advogados Brasileiros – IAB.
Membro da Academia Brasileira de Letras Jurídicas -2008.

Condecorações, Títulos, Medalhas
:

Medalha do Mérito Eleitoral do Distrito Federal, 2010.
Troféu Theodor Herzi
, Hebraica, 2009.
Medalha da Ordem do Mérito da Defesa, 2008.
Colar do Mérito Ministro Victor Nunes Leal - Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro, Brasil, 2007.
Prêmio Jabuti de Literatura - Categoria Direito, 2007.
Prêmio de Destaque Nacional em Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social - BIOSFERA, 2007.
Moção de Reconhecimento pelos magnânimos serviços prestados em defesa dos direitos da população brasileira e em respeito à Carta Magna da Nação, 2007.
Comenda da Ordem do Mérito do Direito Público, 2006.
Medalha da Inconfidência, 2006.
Medalha da Ordem do Mérito Naval, 2006.
Medalha do Clube Israelita Brasileiro - "B'nai B'rith", 2006.
Medalha do Mérito Cívico Afrobrasileiro, Afrobrás, 2006.
Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes, 2006.
Medalha Mérito Segurança Pública – RJ, 2006.
Medalha Ordem do Mérito Ministério Público Militar, 2006.
Troféu Palácio da Justiça Desembargador Renato de Mattos, 2006.
Troféu Raça Negra, 2006.
Condecoração de Alta Distinção, na Ordem do Mérito Ministério Público Militar, 2005.
Medalha da Ordem do Mérito Militar, 2005.
Medalha do Mérito Cultural da Magistratura, 2005.
Medalha Ordem do Mérito Judiciário do TRT 1ª Região, no Grau Grã-Cruz, 2004.
Ordem do Mérito Ministério Público Militar, 2004.
Título de Sócio Honorário da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis, 2004.
Medalha Albert Sabin, 2003.
Medalha da Ordem do Mérito Judiciário Militar, 2003.
Medalha Tiradentes, 2003.
Medalha Pedro Ernesto, 2001.
Colar do Mérito Judiciário, 1998. 


(Fonte: www.luizfux.stj.jus.br/webstj/gabinete/interna.asp?opt=2)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A BICICLETA E O PADRE

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Dois padres no interior costumavam cruzar-se de bicicleta na estrada, quando iam, no domingo, rezar a missa em suas respectivas paróquias.

Mas um dia um deles está a pé. O outro logo pergunta:

- Cadê sua bicicleta?

- Foi roubada, creio que no pátio da igreja - responde o  padre.

- Não brinca! Mas, olhe, tenho uma ideia: para saber quem foi, na hora do sermão, cite os 10 mandamentos. Quando chegar no "Não roubarás", faça uma pausa e percorra os fiéis com o olhar. O culpado com certeza vai se trair.

No domingo seguinte, novamente os padres se cruzam, ambos  de bicicleta.

- Ah! Então o sermão deu certo! - diz o padre que deu a ideia.

- Mais ou menos - responde o padre... É que quando eu cheguei no "Não desejarás a mulher do próximo", eu me lembrei onde tinha deixado a bicicleta...

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

A revolta do MP contra os caranguejos

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Tal como burocratas soviéticos, os tchekistas do Ministério Público querem cuidar de nossa saúde e do nosso consumo. Querem, inclusive, determinar como devemos consumir caranguejos e demais alimentos.


Vetcheka, ou simplesmente Tcheka, foi a polícia política criada por Lênin, em dezembro de 1917, pouco depois do golpe de Estado de outubro e pouco antes da guerra civil. Traduzindo do russo, chamava-se o pomposo nome de "Comitê Extraordinário Pan-russo de Combate à Sabotagem e Contra-revolução" e seu chefe maior era um aristocrata polonês e bolchevista fanático chamado Felix Dhzejinski, homem de aparência ascética e fria. Posteriormente, a polícia política soviética mudou de vários nomes, como GPU, OGPU, NKVD, MDV e KGB. De fato, dentre tantas funções da Tcheka, uma delas era depurar grupos sociais inteiros, seja através da matança generalizada, seja pela deportação em campos de concentração.

Outra questão omitida por muitos livros de história foi o confisco sistemático de alimentos praticado pelos tchekistas. A segunda guerra civil, em 1919, entre os "verdes", camponeses rebeldes e alinhados aos chamados SR, socialistas revolucionários, e o governo bolchevique, foi causada por esse roubo generalizado do regime comunista da comida produzida no campo. Burocratas corruptos e estúpidos queriam usurpar o direito de plantar e de vender os frutos do trabalho do camponês russo. Era o início da política de coletivização, que causou uma monstruosa crise na produção de alimentos e resultou numa fome em massa, onde morreram outros milhões de cidadãos soviéticos. Tristes lembranças daqueles tempos que são omitidos na maior parte dos cursinhos pré-vestibulares e faculdades de história...

No entanto, a despeito de toda essa leva de massacres e extermínio, o socialismo povoa as mentes da justiça brasileira, em específico, as mentes vazias de certos promotores e procuradores do Ministério Público. Na cabeça de alguns deles, a justiça não é a aplicação justa e reta da lei, mas um palco para a luta política, em particular, para a luta de classes. E em nome de modificar ou transformar a sociedade, agora criam portarias e determinações por decreto, invadindo a esfera privada e ameaçando a legalidade e o Estado de Direito Democrático. O Estado parece encarnar sobre eles uma espécie própria e superior de autoridade moral, acima da sociedade. O ódio antiempresarial e o viés estatista são visíveis no discurso moralizante dos promotores. Os pretextos são os mais espúrios: defesa do meio ambiente, do consumidor, fiscalização sanitária ou mesmo as agendinhas politicamente corretas, como o combate à homofobia, ao racismo, etc. Por trás disso, expandem controles governamentais espúrios e francamente questionáveis do ponto de vista jurídico, além de afrontosos ao legislativo e judiciário. O Ministério Público (quando não envolve a Polícia Federal) é a Tcheka da atualidade...

Um fato que polemizou as rodas de Belém do Pará foi o caso do Ministério Público ter proibido o consumo de caranguejo, por conta de supostas condições precárias de coleta e distribuição do produto, uma vez que havia suspeitas de que seus coletores usavam a boca para extrair as partes do crustáceo. Alardearam sobre os perigos do consumo em massa dos bichinhos, uma vez que estariam contaminados com a saliva dos coletores. E de uma hora para outra, impediram o nosso direito sacrossanto de escolher como devemos nos alimentar. Os tchekistas do Ministério Público declararam guerra aos caranguejos e aos seus vendedores e consumidores.

Abusando de suas prerrogativas, o Ministério Público ainda forçou os vendedores de caranguejo e donos de restaurantes a assinarem "termos de ajustamento de conduta", obrigando-os a não venderem mais o produto, sob pena de multa ou fechamento do estabelecimento. O termo jurídico "ajustamento de conduta", por si só, é perigoso e lembra uma linguagem totalitária bem familiar. Não cabe ao direito determinar quais condutas devem ser impostas, principalmente quando implica questões puramente particulares, como o ato de se alimentar, comprar e vender, por exemplo. Mas os arautos Ministério Público não se limitam a só isso: eles também querem expandir essa prática de intervenção nas questões de consciência. Os supostos defensores da lei e da ordem não precisam mandar pra cadeia supostos "racistas" ou "homofóbicos" de alguma ocasião midiática, para violarem a esfera de liberdade de pensamento. Na realidade, ao proibirem a venda e consumo de caranguejos, os promotores interferem e invadem de forma brutal os hábitos da população paraense.

Tal como uma organização tchekista típica da época do regime comunista, o Ministério Público ainda mandou apreender milhares de caranguejos em várias feiras, pontos de venda e restaurantes da cidade. Qual a motivação totalitária dos promotores? O produto tinha origem "clandestina" (ainda que todo mundo claramente comesse em qualquer lugar) e não era fiscalizado por algum órgão público, além de sua coleta e distribuição ser considerada não higiênica.

Em outras palavras, à revelia de toda uma sociedade, um organismo estatal usa de prerrogativas administrativas absurdas para proibir um costume alimentar, ignorando o prejuízo econômico e cultural de toda uma população. Interessante notar é que a população paraense come caranguejo desde que mundo é mundo e ninguém, até o dado momento, morreu por conta da saliva dos seus catadores. Ninguém ficava com nojinho, salvo os transtornados-obsessivos-
compulsivos da promotoria e da Vigilância Sanitária, que vêem bactérias e coliformes fecais em todo lugar (menos, é claro, nos hospitais públicos e presídios, que são um exemplo de limpeza e higiene, naturalmente).

No entanto, tal como burocratas soviéticos, os tchekistas do Ministério Público querem cuidar de nossa saúde e do nosso consumo. Querem, inclusive, determinar como devemos consumir caranguejos e demais alimentos. E se não seguirmos as ordens do sapientíssimo planejamento estatal, confiscarão a comida ou fecharão as portas dos estabelecimentos, do mesmo modo como os tchekistas da época leninista faziam com os comerciantes e camponeses russos. Porque não aderimos aos ajustamentos de conduta impostos por eles.

O abuso não termina por aí. Entre os "ajustamentos de conduta" criados pelo Ministério Público, há a imposição de se usar freezers nos açougues das feiras de Belém. A medida é incrivelmente estúpida: por um lado, os açougueiros vendem a carne fresquinha, na hora, sem precisar congelá-la. E por outro, a carne congelada perde em sabor e qualidade no mercado. Se o Ministério Público existisse na Idade Média, mandaria fechar todos os açougues, já que não existia geladeira até lá. E aí não comeríamos carne.

Pior foi a determinação dos promotores paraenses de proibir a compra de carne em algumas propriedades rurais e frigoríficos da região. O motivo espúrio? As fazendas de carne e os frigoríficos supostamente não respeitavam a burocrática legislação ambiental e produziam sua mercadoria em área desmatada. Mais uma vez o Estado quer ensinar aos produtores rurais e açougueiros como produzir carne. E quer ensinar como o cidadão comum deve comer. O mais espantoso é que meia dúzia de empresários profundamente imbecis aderiram ao boicote, somando a isso, grandes lojas de supermercados, como o Carrefour e o Pão de Açúcar, colocando em risco milhares de empregos no estado do Pará. Ainda há marxista idiota que acredita na "consciência de classe" dos empresários!

Voltemos aos bichos do mar. Muitos belenenses ficaram desesperados e os donos de restaurantes indignados: onde estão os caranguejos? Percorri Belém inteira a procura de uma famosa unha de caranguejo e não encontrei. Felizmente, houve um comerciante que quebrou a regra: vendia clandestinamente o precioso bolinho, com a unha do bicho. Neste ponto, agradeci a Deus por existir livre mercado, que mandou às favas o ajustamento de conduta do Ministério Público. Comi o caranguejo com direito à saliva dos outros e até agora não passei mal. Pelo contrário, fui colocado na ilegalidade como um subversivo alimentar, junto com o "criminoso" comerciante que vendia coxinhas proibidas.

Mas, a propósito, se o problema é de higiene e segurança alimentar, por que não proibir o consumo de maniçoba? Aquela comida verde, de aspecto horrível, que mais lembra uma diarréia de cavalo, apesar de deliciosíssima, pode matar alguém envenenado se não for cozinhada durante uma semana. Aí veremos "termos de ajustamento de conduta" do Ministério Público ensinando como as quituteiras devem cozinhar a famosa iguaria paraense. Ou quem sabe devamos proibir os próprios promotores de tomarem vinhos finos? Muitos são feitos através dos pés, quando os seus produtores esmagam os bagaços das uvas. Deveríamos impor "termos de ajustamento de conduta" aos alados promotores quando encherem a cara de vinhos portugueses, já que os mesmos podem estar contaminados pelo chulé ou bicho do pé de um mal cheiroso camponês lusitano.

Que tal proibir o consumo de Cazu Marzu, o famoso queijo podre italiano? É possível que os tchekistas do Ministério Público venham proibir a sua venda, por estar cheio de bactérias das moscas. Ou o queijo roquefort, já que é feito através do mofo e dos fungos? Há um leque de alimentos que o Ministério Público deveria proibir, se dependesse dos fundamentalistas talibãs da higiene pública ou do meio ambiente. Qualquer dia, do jeito que os promotores nos julgam idiotas, vão decretar receitas de bolo para nós e aos restaurantes, de preferência algo insosso, dietético e com muito aspartame. Até o cardápio vai entrar no termo de ajustamento de conduta, com direito a numeração da portaria e a lei na lista dos alimentos. Os tchekistas públicos de plantão não concebem limites para as asnices intervencionistas.

Há uma frase que diz que o Ministério Público é o esposo das viúvas, o pai dos órfãos e o baluarte dos desamparados. A promotoria, munida desses senhoritos arrogantes, está mais para proxeneta das viúvas, explorador dos órfãos e baluarte do desamparo social e da indigência intelectual. Conselho para os nobres colegas promotores: vão caçar bandidos, seus retardados mentais!
 
(Leonardo Bruno - http://www.midiasemmascara.org/artigos/direito/11824-a-revolta-do-mp-contra-os-caranguejos.html)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Conselho de advogado - E de graça!!!

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CONSELHO DE ADVOGADO

Um advogado fez circular a seguinte informação para os empregados de seu escritório:
 
1. Não assine a parte de trás de seus cartões de crédito. Em vez disso, escreva 'SOLICITAR RG'.

 
2. Coloque 0 número do seu telefone celular em seus cheques em vez de seu telefone de casa.  Se você tiver uma Caixa Postal de Correio, use esta em vez de seu endereço residencial.  Se você não tiver uma Caixa Postal, use seu endereço de trabalho. 

 
3. Tire Xérox do conteúdo de sua carteira. Tire cópia de ambos os lados de todos os documentos,
cartão de crédito, etc.  Assim você saberá o que você tinha em sua carteira e todos os números de conta e números de telefone para chamar e cancelar.  Mantenha essas fotocópias em um lugar seguro. Leve sempre uma fotocópia de seu passaporte quando for viajar para o exterior (Sabe-se de muitas estórias de horror de fraudes com nomes, CPF, RG, cartão de créditos, etc... roubados).

 
Infelizmente eu, advogado, tenho conhecimento de primeira mão porque minha carteira foi
roubada no último mês.

 
No espaço de uma semana, os ladrões compraram um caro pacote de telefone celular, contrataram um
cartão de crédito VISA, tiveram uma linha de crédito aprovada para comprar um computador e dirigiram
com minha carteira.

 
4. Nós fomos informados que deveríamos cancelar nossos cartões de crédito imediatamente, mas a chave é ter os números de telefone gratuitos e os números de cartões à mão, assim você sabe quem chamar.  Mantenha essas informações onde você possa achar com facilidade.

 
5. Abra um Boletim Policial de Ocorrência (B.O.) imediatamente na jurisdição onde seus cartões de
crédito, etc., foram roubados. Isto prova aos credores que você tomou ações imediatas e este é
um primeiro passo para uma investigação (se houver uma).

 
Mas o que é, talvez, o mais importante de tudo:

 
6. Chame imediatamente o SPC (11-3244-3030) e SERASA (11-33737272)e outros órgãos de crédito
(se houver) para pedir que seja colocado um alerta de fraude em seu nome e número de CPF.

 
Eu nunca tinha ouvido falar disto até que fui avisado por um banco que me chamou para confirmar
sobre uma aplicação para empréstimo que havia sido feita pela Internet em meu nome.

 
O alerta serve para que qualquer empresa que confira seu crédito saiba que sua informação foi
roubada, e eles têm que contatar você por telefone antes que o crédito seja aprovado...

 
Até que eu fosse aconselhado a fazer isto (quase duas semanas depois do roubo), o dano já
havia sido feito.

 
Há registros de todos os cheques usados para compras pelos ladrões, nenhum dos quais, eu soube, depois que eu coloquei o alerta.  Desde então, nenhum dano adicional foi feito e os ladrões jogaram fora minha carteira. Este fim de semana alguém a devolveu para mim.

 
Esta ação parece ter feito com que eles desistissem...


(Recebido por email)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Um pouco de otimismo...

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Whatever Oasis cover 2011 Coca Cola Spot HD



Razões para crer em um mundo melhor 


(http://www.youtube.com/watch?v=pLMJaYU87Gs)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Michael Jackson - Earth Song (video oficial com tradução)

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Canção da Terra






Simplesmente maravilhoso!!


(http://www.youtube.com/watch?v=dcnuHF01oKQ)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Catarse - Cao Hering

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Ah, Luiz Inácio Lulla da Silva, como esperei por este dia... Foram 2.922 dias vivendo a mais perversa das indigestões. Por favor, sem muitos rodeios e sem enrolar, entregue o osso e vá viver longe das câmeras, para que eu possa assistir aos jornais sem sobressaltos. Foi bom pra você? Divertiu-se?
Então, pegue seus bonés, os mimos, meta-os em quantos caminhões necessários e, como diz a canção, junte tudo que é seu e saia do meu caminho. Pô, seja razoável, já estava mais do que na hora de o país se livrar de seus comentários inoportunos, dos palpites infelizes, das grosserias, do intermitente clima de campanha em voz rouquenha, dos discursos irados. Deu!


Desmonte esse circo mambembe, a lona rota, o palco em desnível, leve consigo os artistas decadentes, os animais sem licença, os tratadores servis, os áulicos oportunistas e dê chance a esse respeitável e desavisado público a se ver livre dessa hipnose chinfrim, das palhaçadas sem graça, das mágicas previsíveis. Devolva o dinheiro das entradas. Faça isso indo embora. Que grande aposta fizeram em você, falso brilhante, que nunca se entregou a uma lapidação. Foi bom pra você? Divertiu-se? Eu imagino, foi como tirar doce de criança. Bastou olhar aquela gente simplória e fazer-lhes umas gracinhas para que lhe carregassem nos ombros. E, sendo um deles, usou-os apenas como espelho. Por que, Lulla, idolatrado e de microfone em punho, não aproveitou achance para lhes dar bons exemplos?


Não, você preferiu o legado da esperteza, a apologia à ignorância, desobediência às leis, saída pela mentira, incoerência deslavada, deboche e desrespeito a tudo que lhe entrava em desacordo. Dividiu o Brasil em “nós” e “eles”, elites e pobres, PT e não PT, o antes e o depois de você. Na prática, fez o diametralmente oposto: foi elite, rasgou o idealismo petista, governou com o legado do “antes” e, pior, aliou-se aos piores “eles”, como Sarney e Collor. Finalmente estou livre de suas frases infelizes, recorrentes, intempestivas e mal temperadas; do seu despreparo, da sua diplomacia mal ajambrada, das suas soluções toscas pra arrumar o mundo, de seu desejo de ser rei do planeta e de suas festinhas no Torto em chapéu de palha. Eu quero uma folga!


E não me venha dizer que não apoio a inclusão dos desvalidos, a migração de classes, os programas sociais. É acusação barata. Ninguém é tolo, meu chapa. Isso valeu, e muito, mas não se imagine messias por causa dessas obrigações, não cabe essa auto-unção. E suas descabidas pretensões mundo afora, hein? Conselho de Segurança, Secretário-Geral, apaziguador de inimigos milenares... E enquanto isso aqui, “cara”, nossa saúde, segurança e
trânsito, ó! Olha a coincidência: você passou 470 dias viajando! É o mesmo número que identifica nossa BR, duplicada apenas em suas promessas...


Embaixada em Funafuti(?), asilo a Cesare Batisti, único a reconhecer a China como economia de mercado, empréstimos perdoados, puxa-saco de déspotas, aumento da dívida interna... O cardápio de pretenso “estadista” esteve mais para As Aventuras de Lulla na Casa da Mãe Joana. Pra finalizar, Lulla, sabe quem é a prova inconteste do seu descaso pelo país? Sua mulher. Eu explico. No início do seu governo, quando repórteres perguntaram a Dona Marisa o motivo da requisição da cidadania italiana para os filhos, respondeu “quero um futuro melhor para eles”. Diga: o que essa mulher ouvia em casa enquanto você articulava o acesso à presidência? Nada! Conclusão: a presidência, pra você, Lulla, era apenas algo pra se pegar por pegar.


Foi bom pra você? Então, tchau! Feliz Ano Novo pra mim, e que venha a búlgara. Se trouxer um mínimo de traquejo já estará muito bom.
(Recebido por email)
 


Cao Hering 


Colunista e chargista do Jornal de Santa Catarina, Carlos Hering, é conhecido de todos no Vale do Itajaí como Cao Hering. Formado em publicidade e propaganda pela Faculdade dos Meios de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Famecos-PUC), atuou em agências como a Standard Ogilvy & Mather Propaganda, em Porto Alegre, e as blumenauenses Scriba Propaganda e PAZ Propaganda. Um dos fundadores da Direcional Propaganda, também de Blumenau, já recebeu duas dezenas de Prêmios Colunistas. Foi presidente do Grupo de Profissionais de Comunicação e Marketing de Blumenau por três vezes.  
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O barbeiro

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Certo dia um florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo. Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro repondeu:

- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.

O florista ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista.

Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:

- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.

O padeiro ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.

Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo. Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse:

- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.

O deputado ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar cabelo .

Essa história ilustra bem a grande diferença entre os cidadãos do nosso país e os políticos que o administram.
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