sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Falando em Economia... Uma história verídica.

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Essa história é VERÍDICA:

Ele se chama Marc Faber e é norte-americano,
Analista de Investimentos e empresário. 

 
Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado:

"O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.
 
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Walt-Mart, esse dinheiro vai para a China. 

 
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes. 


Se comprarmos um computador, vai para a Índia. 

 
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala. 

 
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão. 

 
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan....

E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
 
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui. 

 
Estou fazendo a minha parte..."


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Resposta de um brasileiro igualmente bem humorado:

"Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior." Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev... portanto, restaram apenas as prostitutas. Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, o dinheiro virá para Brasília, onde existe a maior concentração de filhos da puta do mundo."

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Judeu é...

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Dizem por aí que judeu é isso e aquilo.
Veja aqui a verdade.

(http://www.youtube.com/watch?v=EyNIn8dvw08&feature=player_embedded)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Quanto mais as coisas mudam, mais elas ficam iguais

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ATAQUE À CLASSE MÉDIA

Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV:


• Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar já não é possível. Eu gostaria, Senhor  Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço…


• Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado… o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!


• Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?


• Mazarino: Criam-se outros.


• Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.


• Mazarino: Sim, é impossível.


• Colbert: E então os ricos?


• Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.


• Colbert: Então como havemos de fazer?


• Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.


in Le Diable Rouge, de Antoine Rault



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PLUS ÇA CHANGE, PLUS C’EST PAREIL.

Colbert et Mazarin sous LOUIS XIV

Extrait d’une conversation supposée entre Colbert et le Cardinal Mazarin sous LOUIS XIV (Roi de France de 1643 à 1715)


Colbert face à Mazarin

Colbert : Pour trouver de l’argent, il arrive un moment où tripoter ne suffit plus. J’aimerais que Monsieur le Surintendant m’explique comment on s’y prend pour dépenser encore quand on est déjà endetté jusqu’au cou.

Mazarin : Quand on est un simple mortel, bien sûr, et qu’on est couvert de dettes, on va en prison. Mais l’Etat? L’Etat, lui, c’est différent. On ne peut pas jeter l’Etat en prison. Alors, il continue, il creuse la dette ! Tous les Etats font ça.

Colbert : Ah oui ? Vous croyez ? Cependant, il nous faut de l’argent. Et comment en trouver quand on a déjà créé tous les impôts imaginables ?

Mazarin : On en crée d’autres.

Colbert : Nous ne pouvons pas taxer les pauvres plus qu’ils ne le sont déjà.

Mazarin : Oui, c’est impossible.

Colbert : Alors, les riches ?

Mazarin : Les riches, non plus. Ils ne dépenseraient plus. Un riche qui dépense fait vivre des centaines de pauvres.

Colbert : Alors, comment fait-on ? 

Mazarin : Colbert, tu raisonnes comme un fromage (comme un pot de chambre sous le derrière d’un malade) ! Il y a quantité de gens qui sont entre les deux, ni pauvres, ni riches.

Des Français qui travaillent, rêvant d’être riches et redoutant d’être pauvres ! C’est ceux-là que nous devons taxer, encore plus, toujours plus ! Ceux là ! Plus tu leur prends, plus ils travaillent pour compenser. C’est un réservoir inépuisable.

Extrait du Diable Rouge

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Jean-Baptiste Colbert (Reims, 29 de Agosto de 1619 — Paris, 6 de Setembro de 1683) foi um políticofrancês que ficou conhecido como ministro de Estado e da economia do rei Luís XIV. Instalou o Colbertismo na França, onde teve uma grande importância no desenvolvimento do mercantilismo ou da teoria mercantilista, bem como das práticas de intervenção estatal na economia, que o mercantilismo advocava.

Jules Mazarin, nascido Giulio Raimondo Mazzarino, conhecido como Cardeal Mazarino, (Pescina, 14 de julho de 1602 — 9 de março de 1661) foi um estadista italiano radicado na França que serviu como o primeiro-ministro da França de 1642 até sua morte. Mazarino sucedeu seu mentor, Cardeal de Richelieu. Ele era um notável coletor de arte e jóias, particularmente diamantes, e ele deixou por herança os "diamantes Mazarino" para Luís XIV em 1661, alguns dos quais permanecem na coleção do museu do Louvre em Paris.


(http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.magazine-audio.com/magaudio/wpcontent/
uploads/2010/10/Colbert-Mazarin.jpg&imgrefurl=http://www.magazineaudio.
com/2010/colbert-et-mazarin-sous-louis-xiv/&usg=__wtaztENaJl6hP8ogBpoWZtPaRc=&
h=310&w=500&sz=96&hl=ptpt&
start=0&zoom=1&tbnid=ywVlEmp7gBBFfM:&tbnh=96&tbnw=155&prev=/images%3Fq)
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Quando dois e dois são cinco - Ferreira Gullar

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Faz tempo que não toco, aqui, em assuntos políticos e, se volto ao tema hoje, é para refletir, junto com você, leitor, sobre um fato para mim inusitado. Certamente nem todos concordarão comigo ou simplesmente preferirão desconsiderar esse tipo de perplexidade. De qualquer modo, se eu estiver equivocado, peço-lhe desculpas, mas, sinceramente, neste caso, não opino, constato e com espanto. Constato o seguinte: a eleição de Dilma Rousseff à Presidência da República não me parece real.

Talvez não seja eu o único a pensar assim e que não só a mim a eleição dela pareça inusitada. Tendo a admitir que não. Pode ter ocorrido que, na tropelia da disputa política, meses de intensa propaganda, declarações, acusações, desmentidos, as pessoas se deixaram levar pela paixão e não pararam para refletir sobre o que acontecia. Disputa, seja na política seja no futebol, tende a nos cegar, a nos impedir de refletir e ponderar.

Não me excluo disso, tanto que só depois que a coisa se consumou, que os discursos cessaram, os debates acabaram e a Justiça Eleitoral a proclamou presidente eleita do Brasil é que me dei conta de quão surpreendente era tudo aquilo — isto é, de quão surpreendente é termos Dilma Rousseff como presidente do Brasil e que irá nos governar pelos próximos quatro anos. Se quiser entender meu espanto, siga este raciocínio: Dilma Rousseff nunca pretendeu candidatar-se a nenhum cargo eletivo. Embora tenha entrado para a política muito jovem, na época da ditadura, e continuado sua militância após a volta da democracia, jamais disputou eleição alguma.

Isso não teria importância em alguém que sempre se manteve à margem da política, o que não é o caso dela; daí a conclusão de que, se nunca se candidatou, foi porque essa não era a sua praia. Em vez disso, estudou economia e se contentou em ocupar cargos oficiais na área de sua especialização, chegando a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República. Mas, de repente, essa pessoa que nunca disputou eleição nem para vereadora é lançada candidata à presidência da República. Acredita você que foi por vontade dela? Que um dia acordou e disse a si mesma: “Sabe de uma coisa, vou me candidatar a presidente do Brasil!”. Você não acredita nisso, claro, nem eu tampouco. O que aconteceu então?

Todo mundo sabe o que aconteceu: foi Lula quem decidiu isso e impôs a ela a decisão. Como acha você que terá reagido Dilma, ao ouvir de Lula a ideia de candidatar-se ao mais alto cargo eletivo do país, ela, que nunca se candidatou a cargo algum? Estou certo de que pediu um tempo para pensar e mal conseguiu dormir aquela noite. “Lula pirou”, terá dito ela a si mesma, imóvel na cama, olhando para o teto. “Eu, presidente do Brasil? É maluquice!” Claro, estava perplexa, mas, certamente, fascinada pela ideia, como Cinderela ao ver que o sapato da princesa procurada poderia caber em seu pé. Mas tinha dúvida: “Caberá mesmo?”. Aquilo mais parecia sonho que realidade.

O mesmo espanto senti eu e muita gente mais quando a coisa se revelou. Lula veio a público dizer que Dilma seria a candidata sua e do PT à Presidência da República. Não dava para acreditar. O PT também reagiu, tentou convencer Lula de que aquilo era um disparate, mas não conseguiu. Como sempre, prevaleceu a vontade do líder absoluto e incontestável.

Tudo isso se sabe, claro, mas pretendo é que se avalie bem o que ocorreu. Vamos adiante: porque nunca disputara eleições, era natural que não tivesse eleitores, muito menos para ganhar um pleito presidencial — ou seja, conquistar os votos de mais da metade de 130 milhões de eleitores. E chegou lá graças a Lula, que, para elegê-la, usou toda a máquina estatal e desconsiderou a lei eleitoral. O resultado é que temos, diante de nós, agora, uma presidente da República que é uma surpresa até para si mesma. Eleita sem ter votos! Eleita sem nenhuma experiência. É quase como um suplente de senador.

Olho para ela e me pergunto: essa senhora é de fato a presidente do Brasil ou se trata de uma personagem de novela? Acredito até que ela, às vezes, se belisca para ver se é mesmo verdade. O que não significa que fatalmente fará um mau governo, já que tudo é possível neste mundo surrealista latino-americano. Desejo-lhe boa sorte.

(Ferreira Gullar - Folha - 

O Hora do Recreio apóia o aleitamento materno.

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 Visite o Blog Pediatria Brasil (http:www.pediatriabrasil.com.br) 
e colabore com essa campanha.

(http://www.pediatriabrasil.com.br/2011/01/ajude-promover-o-aleitamento-materno.html)

Fica Battisti! Lugar de bandido é no Brasil.

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A franja mais a esquerda do PT gosta mais dos italianos do que dos brasileiros. Isso é uma sorte nossa. Não que merecêssemos. Eduardo Suplicy, Tarso Genro, Luis Eduardo Greenhalgh querem a soltura de Battisti, a não extradição dele para a Itália e um desses citados, cafajeste senil, chega a negar que Battisti tenha cometido qualquer tipo de crime. Se o senador sonoleve intui que Battisti é um injustiçado, tenham toda certeza que ele é culpado. 

Só não consigo entender essa gritaria toda dos italianos. O governo italiano e sua sociedade civil estão reclamando de barriga cheia. Alegam o tempo todo que possuem uma democracia amadurecida que saberá lidar com um ex-terrorista homicida da forma mais apropriada e humana. Oras, se é para tratá-lo bem é melhor que ele fique por aqui. Não há país no mundo que trate melhor os bandidos. Reservamos-nos a finesse de garantir que estupradores de crianças, assassinos de mulheres, traficantes, seqüestradores e afins recebam indulto para curtirem o Natal, o Ano Novo, o Carnaval com suas famílias. Facínoras também são filhos de Deus. Garantimos, também, que esses bandidos não voltem para a cadeia após o indulto. Já imagino Battisti na praia de Copacabana, caipirinha na mão, camarãozinho frito, uma mulata espetacular e uma 765 na cintura. Ai de mim se ele descobre que sou um direitista capitalista fdp!

O ultimo ato do 9 dedos foi quebrar o galho dos italianos. Ponto para ele. Devolver Battisti para a Itália seria mandar um pedacinho do Brasil para lá. Nossa picaretagem intelectual, nossa compulsão pelo assassinato, pelo crime, pela mentira, pela galhofa está entranhada no homicida carcamano. Os italianos não precisam disso. Apesar de Mussolini, apesar de Berlusconi eles ainda conservam alguma dignidade. Nós ainda não nos livramos de Getúlio, de Hermes da Fonseca. Jamais nos livraremos da passagem do 9 dedos da ilegalidade pela presidência. Battisti escolheu o momento certo para vir parar no Brasil. Ele tem é que ficar aqui. Ele vai ficar aqui. Fica Battisti! Lugar de bandido é no Brasil.
(Reproduzida postagem da comunidade do Orkut feita por Gabriel Ribeiro - http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=11431697&tid=5560189345333545808)
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Médicos reprovados

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Médicos reprovados




Os resultados do projeto-piloto criado pelos Ministérios da Saúde e da Educação para validar diplomas de médicos formados no exterior confirmaram os temores das associações médicas brasileiras. Dos 628 profissionais que se inscreveram para os exames de proficiência e habilitação, 626 foram reprovados e apenas 2 conseguiram autorização para clinicar. A maioria dos candidatos se formou em faculdades argentinas, bolivianas e, principalmente, cubanas. 

As escolas bolivianas e argentinas de medicina são particulares e os brasileiros que as procuram geralmente não conseguiram ser aprovados nos disputados vestibulares das universidades federais e confessionais do País. As faculdades cubanas - a mais conhecida é a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana - são estatais e seus alunos são escolhidos não por mérito, mas por afinidade ideológica. Os brasileiros que nelas estudam não se submeteram a um processo seletivo, tendo sido indicados por movimentos sociais, organizações não governamentais e partidos políticos. Dos 160 brasileiros que obtiveram diploma numa faculdade cubana de medicina, entre 1999 e 2007, 26 foram indicados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Entre 2007 e 2008, organizações indígenas enviaram para lá 36 jovens índios.

Desde que o PT, o PC do B e o MST passaram a pressionar o 
governo Lula para facilitar o reconhecimento de diplomas cubanos, o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira têm denunciado a má qualidade da maioria das faculdades de medicina da América Latina, alertando que os médicos por elas diplomados não teriam condições de exercer a medicina no País. As entidades médicas brasileiras também lembram que, dos 298 brasileiros que se formaram na Elam, entre 2005 e 2009, só 25 conseguiram reconhecer o diploma no Brasil e regularizar sua situação profissional. 

Por isso, o PT, o PC do B e o MST optaram por defender o reconhecimento automático do diploma, sem precisar passar por exames de habilitação profissional - o que foi vetado pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira. Para as duas entidades, as faculdades de medicina de Cuba, da Bolívia e do interior da Argentina teriam currículos ultrapassados, estariam tecnologicamente defasadas e não contariam com professores qualificados. 

Em resposta, o PT, o PC do B e o MST recorreram a argumentos ideológicos, alegando que o modelo cubano de ensino médico valorizaria a medicina preventiva, voltada mais para a prevenção de doenças entre a população de baixa renda do que para a medicina curativa. No marketing político cubano, os médicos "curativos" teriam interesse apenas em atender a população dos grandes centros urbanos, não se preocupando com a saúde das chamadas "classes populares". 

Entre 2006 e 2007, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara chegou a aprovar um projeto preparado pelas chancelarias do Brasil e de Cuba, permitindo a equivalência automática dos diplomas de medicina expedidos nos dois países, mas os líderes governistas não o levaram a plenário, temendo uma derrota. No ano seguinte, depois de uma viagem a Havana, o ex-presidente Lula pediu uma "solução" para o caso para os Ministérios da Educação e da Saúde. E, em 2009, governo e entidades médicas negociaram o projeto-piloto que foi testado em 2010. Ele prevê uma prova de validação uniforme, preparada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do MEC, e aplicada por todas as universidades. 

Por causa do desempenho desastroso dos médicos formados no exterior, o governo - mais uma vez cedendo a pressões políticas e partidárias - pretende modificar a prova de validação, sob o pretexto de "promover ajustes". As entidades médicas já perceberam a manobra e afirmam que não faz sentido reduzir o rigor dos exames de proficiência e habilitação. Custa crer que setores do MEC continuem insistindo em pôr a ideologia na frente da competência profissional, quando estão em jogo a saúde e a vida de pessoas. 

(Fonte: O Estado de S.Paulo - 03 de janeiro de 2011)


Bispo recusa comenda e impõe constrangimento ao Senado Federal.

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Bispo recusa comenda no Senado em protesto contra aumento de salários

 

Parabens Dom Manuel!!!!

 

D. Manuel Edmilson da Cruz receberia a comenda de Direitos Humanos D. Hélder Câmara



Em protesto contra o reajuste de 62% que os parlamentares concederam aos seus próprios salários, o bispo emérito de Limoeiro do Norte, do Ceará, D. Manuel Edmilson da Cruz, recusou a comenda de Direitos Humanos D.Hélder Câmara, que este ano foi conferido pelo Senado, pela primeira vez.

Ao falar no plenário, na sessão de entrega da comenda, o religioso lamentou que o Congresso tenha aprovado aumento para seus próprios salários, com efeito cascata nos vencimentos de outras autoridades, enquanto os trabalhadores no transporte coletivo de Fortaleza mal conseguiram 6% de reajuste, em recente reivindicação trabalhista.

Segundo o bispo, enquanto o Congresso premia a si próprio, as aposentadorias estão reduzidas e o salário mínimo cresce "em ritmo de lesma". "Só me resta uma atitude: recusá-la (a comenda). Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, ao contribuinte, para o bem de todos com o suor no seu rosto e a dignidade no seu trabalho", disse. Para D.Manuel, o deputado e o senador que aprovaram o reajuste "não é parlamentar. É para lamentar". O bispo foi um dos cinco contemplados pela comenda D.Helder Câmara. 

(Rosa Costa, da Agência Estado - http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,bispo-recusa-comenda-no-senado-em-protesto-contra-aumento-de-salarios,656513,0.htm)

O público aplaudiu a decisão.

O bispo destacou que a realidade da população mais carente, obrigada a enfrentar filas nos hospitais da rede pública, contrasta com a confortável situação salarial dos parlamentares. 

E acrescentou que o aumento “é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho”.
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Entenda como será o novo governo do Brasil

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Navegando há vários meses, sem que os marujos tomassem banho ou trocassem de roupas, o que não era novidade na Marinha Mercante britânica, o navio fedia.


O Capitão chama seu Imediato:
- Mr. Simpson, o navio fede. Mande os homens trocarem de roupa!
- Yes, Sir!
Simpson reune seus homens e diz:
- Sailors, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos trocarem de roupa. David troque a camisa com John. John troque a sua com Peter. Peter troque a sua com Alfred. Alfred troque a sua com Fred...
E assim prosseguiu. Quando todos tinham feito as devidas trocas, ele retorna ao Capitao e diz:
- Sir, todos ja trocaram de roupa.
O Capitão, visivelmente aliviado, manda prosseguir a viagem.


Você acaba de ter uma  idéia exata do que será o Brasil no proximo governo.
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Acompanhe como funciona a “liberdade de imprensa” no Brasil:

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Lula e Bispo Macedo posam satisfeitos para fotos.



Record + Casoy = Governo Lula incomodado
Na época em que Boris Casoy trabalhava na Record, seu jornalismo incomodava (para dizer no mínimo) o governo Lula. Nem tudo o que ele dizia agradava aos donos do poder.
Governo Lula > Record = Casoy demitido
Governo Lula dá um “toque” na Record. Resultado: Casoy é demitido. Veja a notícia completa aqui.
Record sem Casoy = Governo Lula contente!
Sem a presença de um dos jornalistas mais críticos do governo Lula, Record está enfim pronta para receber a presença de Lula para elogiar a “liberdade de imprensa”.


Record junta-se à Globo na defesa da “verdade jornalística”.

O que essa estranha e nebulosa aliança nos ensina?
Não dá para se ter “liberdade de imprensa” no Brasil com Casoys por perto. (E olha que o Casoy, embora muito criticasse alguns erros do amigo do Bispo Macedo, não tenha chegado nem perto de expor muitos outros problemas que o Blog Julio Severo mostra acerca do governo Lula, tais como o programa Brasil Sem Homofobia, políticas nitidamente pró-aborto e muitas outras questões importantes.)
Para o bem da demoniocracia brasileira, Casoy — e muito menos Julio Severo — não podem ter espaço no “noticiário” da Record. A ausência de Casoys e Severos nos grandes meios de comunicação é vital para a sobrevivência da “liberdade de imprensa” e das estranhas alianças.
Lula + Bispo Macedo + Record News + “liberdade de imprensa” = “verdade da imprensa”
Quer ver notícias sobre governo Lula & narcotráfico, governo Lula & homossexualismo, governo Lula & aborto? Se ligar na Record News ou na Globo News, você só verá a “verdade da imprensa”.

(Fonte: www.juliosevero.com.br)
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domingo, 9 de janeiro de 2011

Consultório sentimental.

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DILEMA

"Prezada Márcia Goldschmidt!

Recorro a você para pedir conselho num dilema muito sério.

Eu tenho uma namorada que eu amo intensamente e quero casar com ela. O meu problema tem a ver com a minha família, eu tenho receio que a minha gata não se identifique e isso gere conflitos no nosso relacionamento.

Papai é chefe do tráfico e tem atuação muito forte aqui no Rio. Ele conheceu a minha mãe numa casa de tolerância e conseguiu tirá-la dessa vida. Hoje ela tem sua própria zona com mais de duzentas mulheres e homens, e não precisa mais exercer esse trabalho pessoalmente, só de vez em quando pra se manter sempre por dentro das tendências do mercado.

Tenho três irmãos e duas irmãs que eu conheço pessoalmente. O mais velho é deputado federal. O segundo tinha problema, mas mudou muito de vida depois que cumpriu a pena por sequestro e estupro e hoje é bispo da Igreja Universal da Glória de Jesus, já ressuscitou mais de catorze mortos e curou mais de 3.000 aidéticos e vive bem com a graça de Deus com suas quatro esposas em Jurerê Internacional. Meu terceiro irmão abandonou a milícia que ele comandava no Complexo do Alemão, se arrependeu dos presuntos que ele tem no currículo, saiu do armário faz uns oito meses e hoje é travesti e trabalha na rua do Jóquei em São Paulo , mas ele faz só ativo. Apesar de ter virado a casaca e largado o Mengão pra virar curintiano por causa do Ronaldo, ele é um menino bom e não causa preocupação na família. A gente vê que ele tá bem encaminhado.

A minha irmã mais velha casou com o avô da ex-namorada dela, que está em estado vegetativo por causa de um derrame que ele teve quando o bicho pegou na época do mensalão. Ela abriu sua própria empresa em parceria com um sindicato, um despachante e um cartório e hoje vende autopeças procedentes de veículos desaparecidos de outros Estados. E a minha irmã caçulinha trabalha de dia como atriz nas Brasileirinhas e de noite ajuda a mamãe, só que ainda na fase do atendimento direto ao cliente, pra poder pegar o know-how do negócio a partir da base.

Bom, Márcia, a minha pergunta é a seguinte: você acha que eu devo revelar de uma vez ou ir revelando pouco a pouco pra minha namorada que eu tenho um irmão deputado?
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sábado, 8 de janeiro de 2011

Addio, Dona Marisa ou Xô, galega inútil!!!

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O bisonho legado da primeira-dama


"A Marisa está se dedicando exclusivamente à trabalheira que dá a mudança para São Bernardo”, acaba de avisar o presidente Lula, encerrando oficiosamente o segundo mandato da primeira-dama. Única ocupante do posto a ocupar um gabinete no Palácio do Planalto, Marisa Letícia Lula da Silva foi também a única que não dedicou um único minuto aos programas sociais do governo. Jamais se soube o que fez dentro da sala, só o que fazia ao sair dali: entrava sem bater no gabinete presidencial, dizia que já era tarde e arrastava o marido para casa.


As raras anotações na folha de serviços informam que Marisa Letícia não conseguiu plantar no jardim do Palácio da Alvorada a estrela de sálvias que reproduzia o símbolo do PT, mas conseguiu instalar um galinheiro na Granja do Torto e também conseguiu a cidadania italiana. Que manejou o cartão corporativos como poucas e viajou como nenhuma outra primeira-dama, mas não sabe direito onde gastou nem onde esteve. Que obrigou o prefeito Eduardo Paes a escrever uma carta pedindo desculpas por ter ofendido a Primeira Família, mas ninguém ainda conseguiu obrigá-la a entregar ao patrimônio da União aquelas joias que ganhou numa passeio pelos Emirados Árabes.


As anotações informam ainda que foi condecorada ninguém sabe por quais motivos e que mudou de rosto, mas não de temperamento: de janeiro de 2003 até agora, guardou para dar palpites em casa a voz que raramente usou em público. Fez três discursos sobre temas distintos. Tudo somado, falou pouco mais de um minuto. Não disse rigorosamente nada.


Marisa Letícia Lula da Silva será lembrada por ter ilustrado exemplarmente uma lição antiga: existe a ausência que preenche uma lacuna.



(Augusto Nunes - Veja - http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/o-bisonho-legado-da-primeira-dama ) 






sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

13º Salário - Existe mesmo ou é enganação?

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Brilhante!!!


Os ingleses recebem os ordenados semanalmente! Mas... há sempre uma razão para as coisas - e os ingleses não fazem nada por acaso!!!

Ora bem, aqui está um exemplo aritmético simples, que não exige altos conhecimentos de matemática, mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa.

Uma forma de desmascarar os brilhantes neo-liberais e os seus técnicos (lacaios) que recebem pensões de ouro para nos enganarem com as suas brilhantes teorias...

Fala-se que o governo pode vir a não pagar aos funcionários públicos o 13º salário. Se o fizerem, é uma roubalheira sobre outra roubalheira.

Perguntarão por quê.

Respondo: Porque o 13º salário não existe.

O 13º salário é uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista,  e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.

Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.

Suponhamos que você ganhe R$ 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de R$ 8.400,00 por um ano de doze meses.

R$ 700 X 12 = R$ 8.400,00

Em dezembro, o generoso patrão cristão manda então pagar-lhe o conhecido 13º salário.

R$ 8.400,00 + 13º salário = R$ 9.100,00

R$ 8.400,00 (Salário anual) + R$ 700,00 (13º salário) = R$ 9.100,00
(Salário anual mais o 13º salário)

O trabalhador vai para casa todo feliz com o patrão.

Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer uma simples conta que aprendeu no Ensino Fundamental:

Se o trabalhador recebe R$ 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana R$ 175,00.

R$ 700,00 / 4 = R$ 175,00 (salário semanal)

O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos R$ 175,00 (salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será R$ 9.100,00.

R$ 175,00 (Salário semanal) X 52 (número de semanas anuais) = R$ 9.100.00

O resultado acima é o mesmo valor do salário anual mais o 13º salário

Surpresa, surpresa!!! Onde está, portanto, o 13º salário?

A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse fato simples.

A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas). O salário é o mesmo, tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

Se o governo retirar o 13º salário dos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes, não existe nenhum 13º salário. O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual.

Conclusão: Os trabalhadores recebem o que já trabalharam, e não um adicional!!!

(Recebido por email)

O barro e o macaco

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Toda vez que me olho no espelho tenho vontade de perguntar a não sei quem: "Afinal, de onde vim, do barro ou do macaco?" Uma alternativa pouco agradável, mas veraz. Vim do barro, tal como o Gênesis me informa? Ou vim do macaco, que Darwin descobriu entre os meus principais ascendentes?

Gostaria de ter uma terceira via para me explicar, mas, em vez de uma explicação, encontraria mais uma complicação. Fico com as duas e, se não fico bem, fico em parte com a ciência e em parte com a religião.
Acredito que outras pessoas tenham pensamentos iguais ou parecidos: pesquisar nossa origem é salutar, embora não nos leve a lugar nenhum. É até uma forma de monotonia. E, ao falar em monotonia, lembro Machado de Assis: "Cá fico eu que prefiro a monotonia à cova -mania de velho".

Os entendidos atribuem a esta mania, comum a velhos e moços, toda a base da filosofia e da ciência em geral. Quem sou, onde estou, de onde vim, para onde vou? Não sei se foi o poeta Luiz Edmundo que fez as mesmas indagações num soneto que sabia de cor e do qual só recordo o final.

"Quem sou? Funcionário honesto da nação. De onde vim? De casa. Onde estou? No bonde. Para onde vou? Para a repartição."

Diremos que são soluções poéticas, mas nem tanto. Se perguntasse menos, o homem seria, se não mais feliz, mais tranquilo. A resposta é sempre um compromisso, às vezes um dever.

A lenda diz que o apóstolo conseguira fugir de Roma, mas encontrou Jesus na estrada. Perguntou-lhe: "Onde vais, senhor?" (o famoso "Quo vadis"). Jesus respondeu que ia a Roma para ser crucificado outra vez. O apóstolo compreendeu e voltou atrás, aceitando o martírio. Se nada perguntasse, teria vivido um pouco mais.


(Carlos Heitor Cony - http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=1083915&tit=O-barro-e-o-macaco)

Grande família

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Não há explicação para o Itamaraty ter concedido, no apagar das luzes do governo Lula, passaporte diplomático para os filhos do ex-presidente. De acordo com as regras em vigor, o único inciso que poderia ser alegado para a mordomia seria o que trata de "interesses do país". Mas está claro que tais facilidades atendem só a interesses dos pais, nunca do país.


Talvez a confusão semântica não seja gratuita, uma vez que Lula sempre adorou metáforas que identificassem o Brasil como uma espécie de assunto particular. Dilma era a mãe do PAC, o povo era a sua família etc. Enquanto a prática denunciava apenas populismo estilístico, até ia. O problema é quando a licença verbal abre as portas para misturar o público com o privado.


No caso, a situação beira o escárnio. Todos sabem o calvário que é, no Brasil, conseguir ou renovar um passaporte comum. Quando finalmente tem acesso ao documento, o cidadão ainda tem de gramar mais um bom tempo atrás de visto. Com a palavra aqueles que tentam, por exemplo, viajar para os EUA.


A dupla Marcos Cláudio e Luís Cláudio, porém, está dispensada desse tipo de vicissitudes. Os dois nunca foram eleitos, nunca trabalharam para o governo, nunca representaram o Brasil. Só ficaram conhecidos pelas sucessivas estripulias propiciadas pelo parentesco presidencial, fora os negócios frequentemente nebulosos. A carteirada diplomática parece estar em sintonia com esse currículo.


Claro, muitos vão dizer que o assunto é miudeza diante de realizações da gestão Lula. Mas, queira-se ou não, no fundo, no fundo, o que está por trás de tal comportamento é a mesma matriz ética que consagrou o antigo "rouba, mas faz".


O problema não é o montante envolvido, mas a filosofia de um governo. Para dissipar fantasmas, a presidente tem uma ótima oportunidade para mostrar que não é um clone. Basta cassar o privilégio e mandar os Cláudios pegarem a fila como qualquer brasileiro.

 

(Ricardo Melo - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0701201103.htm)

Diplomacia familiar

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Diplomacia familiar


A notícia de que o Itamaraty concedeu passaporte diplomático a dois filhos do ex-presidente Lula ao final de seu mandato é reveladora da relação equivocada que o mandatário manteve com o poder e as benesses decorrentes dele.


Maiores de 21 anos e sem deficiências, esses filhos de Lula não se enquadram mais na definição de dependentes. Com isso, a decisão foi tomada "em função de interesses do país", brecha aberta pelo parágrafo 3º do artigo 6º do decreto que fixa regras para documentos diplomáticos.


Não faz sentido. O único "interesse" em jogo é o de familiares do ex-presidente, por mais facilidades em viagens ao exterior.


Nos últimos oito anos, desde o simbólico episódio inaugural da estrela vermelha plantada no gramado do Alvorada, o petismo borrou deliberadamente as fronteiras entre partido e Estado.


Embora tenha prometido "desencarnar" da Presidência, o que por direito já deveria ter ocorrido, o ex-mandatário parece encontrar grande dificuldade em fazê-lo. De saída do Planalto, embarcou no Aerolula rumo a São Bernardo do Campo. Três dias depois foi descansar em área militar reservada em Guarujá, onde passava férias quando era o presidente.


O roteiro não é ilegal, uma vez que logo surgiu um convite do Ministério da Defesa para explicar a inusitada transformação do Forte dos Andradas em colônia de férias do ex-presidente. No entanto demonstra a dificuldade de Lula em compreender que estruturas públicas não lhe pertencem.


Há, claro, benefícios legais previstos para quem governou o país -ex-presidentes têm direito, por lei, a até oito servidores à sua disposição, além de dois carros.


Lula já anunciou muitos planos para a nova fase -de pescar a combater a fome na África. Que faça o que melhor lhe convier, desde que "desencarnado" de fato.



(editoriais@uol.com.br - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0701201102.htm)

Neto de 14 anos de Lula também tem passaporte especial

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Um neto de 14 anos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também recebeu passaporte diplomático no dia 29 de dezembro, a dois dias do fim do mandato do petista, o que contraria norma interna do Itamaraty.
Outro processo, a que a Folha teve acesso, garantiu o benefício ao bispo da Igreja Universal Romualdo Panceiro Filho. Ele foi emitido, também "em caráter excepcional", em fevereiro de 2010, válido por um ano.


Apontado como sucessor de Edir Macedo, Panceiro é o responsável pela congregação na América Latina.
A Folha apurou que o pedido veio do senador Marcelo Crivella, parlamentar da base aliada fiel nas votações de interesse do governo. Macedo apoiou Dilma Rousseff na última eleição.


Nem o neto do ex-presidente nem o bispo fazem parte da lista de autoridades listadas no decreto 5.978/ 2006, que prevê a concessão de passaporte especial a presidentes, vices, ministros de Estado, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, ministros dos tribunais superiores e ex-presidentes.


A norma também cita os dependentes das autoridades, mas o neto de Lula não se encaixa nessa categoria.
A Folha revelou ontem que Marcos Cláudio Lula da Silva, 39, filho do primeiro casamento de Marisa Letícia, e o irmão dele, Luís Cláudio Lula da Silva, 25, receberam o documento, também contrariando entendimento do órgão, já que são maiores de idade e não são deficientes.


Responsável pelos benefícios, o ex-ministro das Relação Exteriores Celso Amorim recorreu, em todos os casos, ao parágrafo 3º do decreto que, no seu artigo 6º, dá poderes ao ocupante do cargo para emitir o documento, em caráter excepcional, se há "interesse do país".


No caso do Neto e dos filhos de Lula, a validade do passaporte é de quatro anos. Os benefícios são: acesso à fila de entrada separada e com tratamento menos rígido. Em alguns países que exigem visto, o passaporte diplomático o torna dispensável.


O documento é tirado sem custo. Um passaporte custa em torno de R$ 190.


Questionada pela Folha, a assessoria do Itamaraty confirmou que "parentes de Lula" receberam o benefício para "evitar problemas com autoridades de outros países". Sobre Panceiro, disse que recebeu "em caráter excepcional" por "interesse do país".


A assessoria do bispo afirmou que o "mais apropriado a responder é o próprio Itamaraty". A Folha não obteve resposta dos familiares e do próprio ex-presidente Lula. Já o gabinete do senador Crivella informou que ele estava em viagem ao exterior.


MATHEUS LEITÃO -  Editoria de Arte/Folhapress

GABRIELA GUERREIRO, de Brasília

 (http://www1.folha.uol.com.br/poder/856177-neto-de-14-anos-de-lula-tambem-tem-passaporte-especial.shtml)
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Envelhecendo com sabedoria

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Escrito por Regina Brett, 90 anos de idade, assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio


"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou.."


Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma vez: 

1. A vida não é justa, mas ainda é boa. 

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno. 

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém. 

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato. 

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito. 

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar. 

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho. 

8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso. 

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente. 

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora. 

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que é a jornada deles. 

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele. 

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca. 

16. Respire fundo. Isso acalma a mente. 

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre. 

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte. 

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais. 

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial. 

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo. 

23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo. 

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.. 

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?' 

27. Sempre escolha a vida. 

28. Perdoe tudo de todo mundo. 

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta. 

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.. 

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará. 

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso. 

33. Acredite em milagres. 

34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez. 

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora. 

36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem. 

37. Suas crianças têm apenas uma infância. 

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou. 

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares. 

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta. 

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa. 

42. O melhor ainda está por vir. 

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça. 

44. Produza! 

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Itamaraty dá passaporte diplomático a filhos de Lula

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Decisão saiu a 2 dias do fim do mandato; governo diz que só renovou concessão

Para obter o benefício, os filhos do presidente precisariam ter até 21 anos; Luís Cláudio tem 25 e Marcos Cláudio, 39

 
O Itamaraty concedeu passaporte diplomático a dois filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dois dias do fim do mandato.

Segundo entendimento do órgão, dependentes de autoridades podem receber o documento até os 21 anos (24, no caso de estudantes, ou em qualquer idade se forem portadores de deficiência).


Luís Cláudio Lula da Silva, 25, e Marcos Cláudio Lula da Silva, 39, filhos do presidente, gozam de perfeita saúde e obtiveram o documento em 29 de dezembro de 2010, penúltimo dia útil da era Lula.


Questionado, o Itamaraty, disse que ambos já tinham o passaporte especial e tratava-se de uma renovação.
A Folha teve acesso à decisão que beneficiou os filhos de Lula. Ela cita que foi "em caráter excepcional" e "em função de interesse do país", mas não apresenta justificativa para a concessão.
 

Integrantes do corpo diplomático ouvidos pela reportagem, na condição de anonimato, afirmam que a decisão provocou mal-estar dentro do Itamaraty, já que o ex-chanceler Celso Amorim recorreu ao parágrafo 3º do decreto 5.978/2006, que regulamenta a concessão do documento e garante ao ministro o poder de autorizar a expedição "em função de interesse do país".




A Folha apurou que Lula pediu o benefício pouco antes do fim do mandato.


Pelo decreto, o passaporte diplomático é concedido a presidentes, vices, ministros de Estado, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, ministros dos tribunais superiores e ex-presidentes.


O artigo 1º do decreto diz o seguinte: "A concessão de passaporte diplomático ao cônjuge, companheiro ou companheira e aos dependentes das pessoas indicadas neste artigo será regulada pelo Ministério das Relações Exteriores".


No caso dos filhos, a norma seguida pelo Itamaraty segue critério da Receita Federal para a definição de dependente (21 anos ou portador de deficiência). Este entendimento consta do site da própria instituição.


A validade do passaporte diplomático concedido aos dois filhos de Lula é de quatro anos, a contar da data de emissão. Assim, durante todo o governo de Dilma Rousseff, Luís Cláudio e Marcos Cláudio terão acesso à fila de entrada separada e com tratamento menos rígido nos países com os quais o Brasil tem relação diplomática.


Em alguns países que exigem visto, o passaporte diplomático o torna dispensável. O documento é tirado sem nenhum custo para a "autoridade". Um passaporte normal custa em torno de R$ 190 para ser emitido.


Luís Cláudio é o filho caçula de Lula. Formado em educação física, hoje é preparador físico do Corinthians. Marcos Cláudio é filho do primeiro casamento de Marisa Letícia, a ex-primeira-dama, e foi adotado por Lula. Formado em psicologia, é empresário e tentou ser candidato a vereador em 2008.


Na semana passada, a Folha revelou que Luís Cláudio é sócio do irmão Lulinha em seis empresas, mas só uma existe fisicamente. Cinco não saíram do papel: são empresas de entretenimento, tecnologia de informação e promoção de eventos.


 (Matheus  Leitão - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0601201102.htm) 


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Chanceler pode dar o benefício, alega Itamaraty


Procurado ontem, o Itamaraty informou, por meio da assessoria, em um primeiro momento, que "confirma as concessões dos passaportes porque estão de acordo com a legislação vigente" e porque "dependentes de ex-presidentes tinham direito".

O Itamaraty disse que o decreto 5.978 de dezembro de 2006, em vigor, garantia o benefício. Questionado se dependentes não eram somente até os 21 anos ou filhos com deficiência, o ministério informou, em um segundo momento, que o ministro tem o poder, pelo parágrafo 3º, de garantir o benefício em "caráter excepcional".


A Folha procurou Luís Cláudio por telefone e deixou recado, mas não teve retorno. A reportagem não conseguiu localizar Marcos Cláudio. A assessoria de Lula disse que ele só comentaria o caso após voltar do descanso.


(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0601201103.htm)





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