sábado, 21 de janeiro de 2012

Asinidade Estratégica

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Então me pego pensando... como é que vários sujeitos, tão inteligentes, em papel de liderança, conseguem tomar uma decisão idiota, em nome de uma estratégia? Pois já participei de decisões assim. Já fiz parte, na verdade faço, de tomadas de decisão das quais depois me envergonho.

Compactuei com a burrice e assinei embaixo... Algumas vezes assino com a consciência de ser contra, mas de perder para a maioria. Perder para o consenso. Outras vezes, por “deixar pra lá”. E outras, conscientemente fazendo parte da burrada.

O assustador é que essas pessoas, eu inclusive, no momento da tomada da decisão, estão usando a inteligência. Pensam, elaboram, criticam, analisam e... Agem como asnos.

É o que eu chamo de “asinidade” estratégica. Poderia ser “asnidade”, mas “asinidade” soa melhor... E se você não sacou, o termo vem de asno mesmo.

Na asinidade estratégica pensamos que estamos cortando gordura enquanto cortamos os músculos necessários para o crescimento. A asinidade estratégica vive do curto prazo, das decisões imediatas que vão representar um risco gigantesco para quem vier lá na frente. Seja outro gerente, outro político ou a próxima geração.

A asinidade estratégica coloca as questões egocêntricas à frente das questões práticas. A asinidade estratégica é o recurso dos covardes e incompetentes.

O asno estratégico não faz nem deixa fazer. E é capaz de discorrer por horas sobre a correção de seu ponto de vista, revestindo seu discurso com argumentações consistentes, apoiadas na “prudência”, “ética”, “interesses dos acionistas”, “imagem”, “padrões” e outros jargões do mundo dos negócios, que povoam o universo do asinino estratégico. Não dá pra discutir com o asno estratégico.

Ele não entende o que é lógico. Usa tapa-olhos, fixado numa meta que deve ser atingida a qualquer custo, mesmo que para isso tenha que destruir valor, destruir relacionamentos, destruir a reputação da empresa. Você conhece gente assim? Ah, tem um no seu trabalho, é?

Pois se servir de consolo, saiba que tem um em todos os locais de trabalho. E se você ainda não o encontrou, é só esperar. O asno estratégico sempre aparece.

(Autor desconhecido)
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Psicopatia - A Fronteira da Maldade

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O perigo pode estar mais perto do que imaginamos.



Psicopatas são o que de mais temível e intrigante os descaminhos da mente humana podem produzir. Eles são eloquentes, charmosos, sedutores e capazes de impressionar e de cativar rapidamente. 
Parece bom? Somem-se a essas características insensibilidade, frieza, mentiras, uma brutal capacidade de manipulação e nenhum sentimento de culpa ao fazer o mal. É assim que eles são descritos pelos médicos. Portanto, embora assombroso, esse é o perfil mais realista. 
No código internacional de doenças, editado pela Organização Mundial de Saúde, a psicopatia se enquadra na classificação de distúrbio de comportamento anti-social – uma anomalia cuja incidência no mundo é de 5%. Os psicopatas são o extremo mais grave desse grupo. Correspondem a 1% da população mundial. É grande a possibilidade de já se ter topado com um deles sem saber. Examine-se novamente a estatística. De cada 100 pessoas, uma é psicopata, de acordo com a probabilidade aritmética. Para quem gostaria de criar uma defesa totalmente segura contra eles, pode-se adiantar que é difícil.
Há entre muitos psiquiatras a desconfiança declarada de que vários dos atos bárbaros vistos hoje podem ter origem nesse mal. 
O atentado praticado por Osama bin Laden contra as torres gêmeas de Nova York e o assassinato dos seis turistas portugueses em Fortaleza são característicos. Os sinais da presença deles na sociedade são inúmeros. O desafio é reconhecê-los. Sabem enganar e dizer exatamente o que se quer ouvir. "O leigo normalmente só descobre depois que foi prejudicado", afirma a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, especialista em medicina do comportamento pela Universidade de Chicago. 
A psicopatia não é exatamente um problema mental. É uma zona fronteiriça entre a sanidade e a loucura. Na prática, os pacientes não têm delírios, alucinações. Tampouco perdem o senso da realidade. São pessoas inteligentes, mas incapazes de ter sentimentos altruístas, de sentir pena ou piedade e de se enquadrar nos padrões éticos e morais das sociedades em que vivem. Sua motivação é a satisfação plena de seus desejos, mesmo que isso envolva um golpe financeiro, a falência do concorrente ou, nos casos mais radicais, um estupro ou um assassinato. Tanto faz. 
O caso brasileiro mais conhecido é o do motoboy Francisco de Assis Pereira, o maníaco do parque, preso no Complexo Penitenciário do Carandiru, em São Paulo. Ele é acusado do assassinato de doze mulheres. Nove desses crimes ele confessou. Muito se especulou sobre que loucura teria levado a ações tão bárbaras. Chegou-se a dizer que havia uma influência do além. Seu laudo psiquiátrico – obtido com exclusividade por VEJA – é categórico no diagnóstico. Trata-se de um psicopata.
Embora seja essa a visão mais usual, o psicopata que mata e tortura suas vítimas não corresponde ao perfil mais freqüente. O mais comum é o tipo parasita. É assim que se define aquele que se dedica a atormentar e dar golpes em suas vítimas sem nunca atentar fisicamente contra elas. 
O maior especialista mundial em psicopatia é o psicólogo canadense Robert Hare, da Universidade de British Columbia. 
Hare, por meio da observação clínica de seus pacientes, produziu um dos mais eficientes métodos de análise do comportamento e identificação dos psicopatas. Em seu livro mais famoso, Without Conscience, ele descreve inclusive os psicopatas de colarinho branco, pessoas que dedicam a vida a trapacear nos negócios.
Conhecer a fronteira entre a loucura e a mente sã é ainda um desafio para médicos e cientistas. O método desenvolvido por Hare já está em uso em países como Alemanha, Dinamarca, Holanda, Canadá, Inglaterra e em alguns Estados americanos. Uma de suas principais vantagens é a aplicação no sistema carcerário. 
Estudos realizados nos Estados Unidos e no Canadá estimam que a incidência de psicopatas entre a população carcerária chegue a 20%.
Sua presença na prisão não passa despercebida. Eles têm o perfil adequado para se tornar os chefões da cadeia e os líderes de rebeliões. Podem transformar os outros 80% dos presos em massa de manobra. "Além de recriarem o inferno na cadeia, atrapalham a ressocialização dos detentos que podem ser recuperáveis", afirma a psiquiatra forense Hilda Morana. "É esse um dos principais motivos de o Brasil ter uma taxa de reincidência de crimes tão alta, na casa dos 70%."
Hilda encarrega-se, neste momento, de traduzir e validar o método de Hare no Brasil. Esse é o objetivo do doutorado que faz no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. 
Na etapa final, seu trabalho inclui a aplicação do teste de Hare em dez unidades penitenciárias de São Paulo, de acordo com o compromisso assumido com o secretário de Administração Penitenciária do Estado, Nagashi Furukawa. 
O resultado dessa avaliação, segundo a psiquiatra, possibilitará cuidar melhor dos 80% de detentos que ficam expostos à perversidade dos psicopatas. 
Hilda pretende ainda acompanhar, por quatro ou cinco anos, a vida desses indivíduos depois que saírem da prisão. Sua hipótese é que voltarão a cometer crimes muito antes e com mais facilidade que bandidos comuns. "Normalmente, eles têm as penas atenuadas por bom comportamento", afirma Ana Beatriz Barbosa. "Eles são tão dissimulados que se comportam como cordeiros na prisão. Virou moda forjarem uma conversão ao protestantismo."
A história registra casos de psicopatas que se tornaram celebridades. Um dos mais famosos é o do pintor italiano Michelangelo Merisi, o Caravaggio (1571-1610). Ele morreu, aos 39 anos, após uma atribulada vida de desajustes e crimes – além, claro, de uma das mais importantes obras legadas à história da arte. 
No livro Loucos Egrégios, o médico Juan Antonio Vallejo-Nágera apontou vários indícios de que a obra de Caravaggio teria sido influenciada por seu comportamento anti-social. Ele chamou a atenção para alguns detalhes macabros da obra de Caravaggio. No quadro O Sacrifício de Isaac, observa a expressão fria do ancião enquanto este se prepara para sacrificar o próprio filho.
Não se sabe a origem da psicopatia, mas existe muita pesquisa em desenvolvimento. Os especialistas brasileiros Ricardo de Oliveira-Souza e Jorge Moll Neto, que ganharam o prêmio especial do penúltimo congresso da Associação Americana de Neurologia, identificaram as áreas do cérebro em que há alta atividade diante de julgamentos morais. Entre os anti-sociais, essas regiões não apresentam nenhuma atividade. É de arrepiar.

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Às vezes...

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(https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/401386_3013279262138_1567257430_2862082_2034327999_n.jpg)
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Como vai se chamar a menina?

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- Senhora, disse o obstetra, faltam só dois meses para você dar a luz, já sabe o nome que dará à menina?

- Não doutor, enquanto não passarem as eleições de 2012
  não posso decidir o nome da minha filha.

- Mas....como assim?

- Doutor, de acordo com o partido que ganhar, será o nome que daremos à bebê.

- Mas,como? Vai chamar a sua filha PMDB, PSDB, o PT?

- Não, não... Se ganhar o PMDB 
a chamaremos 
Milagros.

Se ganhar o PSDB a chamaremos
Dolores.
 
Mas, se ganhar o PT a chamaremos 
 S o c o o o o r r o !!!

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

JIN SHIN JYUTSU

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A mão direita representa o "aqui agora" e a mão esquerda o "passado".

Aproveite para fazer isso quando você for ao cinema, assistir a uma palestra, TV, fila de banco, viagem ou qualquer lugar que vocês possam pegar em seus dedos e esperar pulsar.

O toque é na intensidade de quando a gente pega um passarinho, sem apertar. Depois que começar a pulsar, espera uns 3 minutinhos e aí muda de dedo.

Memorize cada dedo e os órgãos a que eles se relacionam porque aí você vai poder se cuidar sabendo realmente onde você está estimulando a energia passar. Quando a energia não passa direito no órgão, é aí que aparece a doença.

Envolva, suavemente, com uma mão, o dedo correspondente da mão oposta, por alguns minutos.




Dedo polegar 

Melhora a digestão de alimentos, idéias, pensamentos e emoções; ajuda a dormir melhor e nos torna receptivos ao toque e carinho. Preocupações e ‘ruminações mentais’ desaparecem. Ajuda estômago, baço e pâncreas. Bloqueia uma dor de cabeça que está começando. 




Dedo indicador 

Traz coragem, fortalece o desejo de viver, harmoniza a circulação dos fluidos corporais e o sistema muscular. Dissolve o medo e as inseguranças. Ajuda rim e bexiga.
Evita uma dor nas costas que está iniciando.




Dedo médio 

Expande o sentimento de compaixão, a lucidez mental, a criatividade; regula a harmonia interior do corpo. Elimina a raiva, frustrações e irritabilidade. Ajuda fígado e vesícula biliar.
Melhora a visão e revitaliza a fadiga geral. 




Dedo anular 

Promove a alegria, a esperança, o soltar do passado e o se abrir ao novo; dá vitalidade e energia ao corpo. Afasta a tristeza, negatividade e o pesar. Ajuda os pulmões e o intestino grosso. Harmoniza a respiração e desconforto no ouvido.




Dedo mínimo 

Conecta com a intuição, aumenta a autoestima, harmoniza o sistema esquelético. Termina com pretensão, julgamentos, comparações e esforço. Ajuda coração e intestino delgado.
Evita uma dor de garganta que está iniciando. 




Centro da palma da mão 

Traz sensação de paz profunda e de unidade com o universo. Dissolve o desânimo. Ajuda diafragma e fluxo do umbigo. Harmoniza corpo, mente e espírito mutuamente e com o universo.

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Estudante processa Facebook

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O estudante de direito em Viena, Max Schrems, iniciou um processo contra o Facebook, a maior rede social do mundo criada por Mark Zuckerberg. 


Após muitas dificuldades, o estudante de direito conseguiu um CD com toda a informação coletada durante os três anos em que fez parte desta rede. 


Quando impresso, o conteúdo do CD formava uma pilha de 1.200 páginas. Todo o material - histórico de chats, cutucadas, pedidos de amizade, posição religiosa, etc. - era classificado em 57 categorias que possibilitam facilmente a mineração de dados, descobrindo qualquer informação que se deseja; seja da vida pessoal, profissional, religiosa ou política. 


Além desse material, mesmo as mensagens, fotos e outros arquivos que ele havia deletado continuavam armazenados nos servidores do Facebook. 


Quando questionado sobre isto, o Facebook afirmou que apenas "removia da página" e não "deletava". Isso significa que, quando uma informação é publicada no Facebook, ela jamais é excluída. 


Após descobrir que o Facebook possui servidores na Irlanda, entre agosto e setembro de 2011, Schrems abriu 22 queixas contra a rede social no Irish Data Protection Commissioner, um órgão deste país. 


Para acompanhar o caso, o estudante de direito criou o site "Europe versus Facebook"[http://europe-v-facebook.org/EN/en.html].

Para secretário, juízes devem ser demitidos em caso de desvio funcional

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A atualização da Lei Orgânica da Magistratura - que trata de temas relativos aos juízes brasileiros, como férias e punições administrativas - é vista com bons olhos pelo Executivo. De acordo com o novo secretário de Reforma do Judiciário, Flávio Caetano, que tomou posse nesta semana, a lei está em desacordo com o perfil esperado da magistratura brasileira depois da Constituição de 1988. "É preciso atualizar a Loman [sigla para Lei Orgância da Magistratura], que está defasada. A aposentadoria com vencimentos proporcionais, por exemplo, não é uma punição, é um direito", afirmou à Agência Brasil. Caetano comparou a situação à dos servidores públicos, que são demitidos quando fica comprovado que houve desvio funcional.

A previsão de demissão do juiz por meio de processo administrativo esbarra na garantia da vitaliciedade prevista na Constituição. Por esse motivo, a máxima punição a juízes por meio de órgãos de controle interno é a aposentadoria com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. Tramitam no Congresso duas propostas de emenda à Constituição para colocar fim à vitaliciedade em caso de graves desvios cometidos por juízes.

"O processo em relação ao juiz deveria tramitar na corregedoria, e depois só ser homologado, como acontece com a Comissão de Ética na cassação de mandato. A regra da vitaliciedade para juízes deve ser mantida, mas ela deve existir para o bom juiz. Um juiz que pratica desvios e não cumpre suas obrigações nem pode ser considerado um juiz", argumentou Caetano.

Em relação às demandas da magistratura, o secretário disse ainda que não há expectativa de aumento em 2012. No ano passado, a proposta de revisão de vencimentos prevista pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi cortada pelo Executivo, que alegou a necessidade de contenção de gastos no cenário de crise econômica internacional.

"É natural que as pessoas queiram receber mais, mas neste ano não há qualquer previsão. Passamos por uma crise, em que é preciso tomar as rédeas da situação e apertar o cinto, fazer mais com menos, definir o que é prioritário. E esse tem que ser um esforço conjunto".


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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Peixe (Patativa do Assaré)

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Tendo por berço o lago cristalino, 
Folga o peixe, a nadar todo inocente, 
Medo ou receio do porvir não sente, 
Pois vive incauto do fatal destino. 

Se na ponta de um fio longo e fino 
A isca avista, ferra-a insconsciente, 
Ficando o pobre peixe de repente, 
Preso ao anzol do pescador ladino. 

O camponês, também, do nosso Estado, 
Ante a campanha eleitoral, coitado! 
Daquele peixe tem a mesma sorte. 

Antes do pleito, festa, riso e gosto, 
Depois do pleito, imposto e mais imposto. 
Pobre matuto do sertão do Norte!


(Patativa do Assaré)
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domingo, 15 de janeiro de 2012

Final (Paul Géraldy - Tradução de Guilherme de Almeida)

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Já que a gente vai se separar, olhe-me ainda
um instante ... Mas sem chorar: seria idiota.
Como é horrível agora a lembrança remota
do que nós fomos numa vida antiga e linda!

Nossas vidas se confundiram totalmente ...
E agora cada qual retoma o seu caminho!
E nós vamos partir, cada qual mais sozinho,
recomeçar, vagar por aí ... Certamente,

Sofreremos também ... Mas há de vir, depois,
o esquecimento, a única coisa que perdoa.
E há de haver eu e haver você; seremos dois;
seremos isto: uma pessoa e outra pessoa.

Veja! você já vai entrar no meu passado!
Havemos de nos ver na rua ...
E viveremos nossas vidas paralelas ...
E amigos contarão a você minha história ...

O nosso amor ... era esta coisa sem valor !
No entanto, que loucura a dos primeiros dias !
Lembra-se ? Que apoteose, que magia ! ...

Se nos amávamos! ... E era isto o nosso amor !
Mesmo nós, até nós então, quando dizemos
"eu te amo", o que é que vale o que estamos dizendo?
É humilhante, meu Deus! ... Somos todos os mesmos ?
Iguais aos outros, nós ? ... Como está chovendo !

Fique comigo!
Fique! Vamos viver - não sei ... - mais conformados ...
Os nossos corações, embora bem mudados,
se refaçam talvez à luz do sonho antigo ...

Vamos tentar. Ser bons, de novo. Que remédio !
Podem falar: a gente tem seus hábitos ... Então ?
Não vá! Fique! E retome a meu lado o seu tédio.
Eu retomo a seu lado a minha solidão ...



( Paul Géraldy - Tradução de Guilherme de Almeida )
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Quando entra o terapeuta

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Onde você estava?, perguntou o marido.


"O que é isso, controle?"


"Curiosidade."


"Na terapia."


"Na onde?"


"Tá duvidando?"


"E desde quando você faz terapia?"


"Desde hoje", ela respondeu e começou a andar pela casa, como se não quisesse alongar a conversa.


"Que terapeuta?"


"Você não conhece."


"E como você conheceu?"


"Uma amiga indicou."


"Que amiga?"


"Você também não conhece."

Claro. O único terapeuta que ele conhecia era de cães, com quem jogava tênis no clube.

E amigas que indicam terapeutas são sempre aquelas que os maridos não conhecem. Essas intrusas que, numa conversa de banheiro, ao invés de enumerarem as novidades da indústria cosmética, sugerem terapias.

Por que têm que se meter em algo que, acreditam os maridos, pode e deve ser resolvido na intimidade do lar? Deveriam indicar um restaurante novo, um filme genial, um livro irresistível.

"Quando você começou a pensar em fazer terapia?"

"Depois das férias."

"Depois daquela viagem paradisíaca em que acampamos na praia mais limpa e deserta no raio de duzentos quilômetros, em que não choveu um dia, comemos peixes pescados na hora, não ficamos gripados, nem fomos atacados por borrachudos, bichos geográficos, águas-vivas, piranhas?!"

"Não existem piranhas no mar."

"Não mude de assunto."

Ela entrou no banheiro. Trancou. Ligou o chuveiro. Ele continuou, através da porta.

"Por quê?"

"Achei uma ideia interessante", ela disse e entrou no chuveiro.

Terapia não é para deprimidos, melancólicos, esquizofrênicos, paranoicos, insones, ansiosos, viciados, alcoólatras, dependentes químicos? Não. É também para quem acha...nteressante. E pode ser indicada por uma desconhecida num papinho em frente de um espelho de banheiro.

"Por que você não me disse antes?", perguntou assim que ela saiu enrolada numa toalha.

"Porque você sempre está ocupado, nunca repara nos meus problemas."

"Foi por isso que você foi fazer terapia?"

"É, pode ser, não tinha pensado. Será que preciso resolver isso?"

"Resolver o quê?"

"Levar isso."

"Para onde?"

"Para o meu terapeuta."

"Seu terapeuta? Conheceu o cara hoje e já considera seu?!"

Então, tudo mudou no casamento que, acreditava ele, seguia pelo caminho seguro da normalidade, dos conflitos usuais e do número de relações sexuais em acordo com as estatísticas de vida saudável das revistas femininas.

Relação nada conturbada, comparada com outras ao redor.

"Será que preciso resolver isso?" passou a ser o argumento que encerrava toda discussão ou questionamentos, até os mais simples, como por que ela preferia pizza de massa fina, filme dublado, sorvete de frutas, shoyu na salada, se vestir de preto, dormir de lado, caipirinha de saquê, carne malpassada, ler com uma lapiseira na mão, começar as revistas pelo fim e os jornais pelo caderno cultural.

Não teve jeito. Um terapeuta entrou na vida do casal. E quantas vezes ele se pegou imaginando o que conversavam, quais eram as queixas e, pior, o que ele sugeria.

Será que o desgraçado coloca minhocas na cabeça dela, sugere aventuras extraconjugais, realizações de sonhos secretos? Será que ela conta detalhes íntimos, faz comparações com outros homens? Será que arrumou um confidente, com quem ridiculariza as fraquezas inerentes em todos os maridos?

"Que linha ele segue?", perguntou um dia na fila de cinema.

"Quem, meu terapeuta?"

"Quem poderia ser?"

"Ah, sei lá..."

Sei lá? Não existem mais linhas? Seria psicanálise? Usa divã? Estão associando os sonhos à relação dela com os pais? Freudiana, junguiana, lacaniana?

"Acho que é uma linha que ele mesmo criou", foi a resposta que só piorou o tormento.

Afinal, ele confiava nas correntes mais tradiças da psicanálise, anos e anos postas em prática, pouco empíricas, mas muito pesquisadas, debatidas, cujos arquétipos praticamente viraram senso comum.

"Ah, é uma terapia alternativa?", perguntou quando se apagaram as luzes do cinema.

"Pode-se dizer que sim."

"Por quê?"

"Eu precisava resolver umas questões pessoais."

"Que questões?!"

"Coisas minhas."

"E como é? Só você fala, ele anota, ficam frente a frente, dura uma hora, analisam sonhos, você fala de mim?"

"Shhhh!", gritou o idiota da fileira de trás, já que começara o filme.

Ele passou o filme todo se perguntando que questões seriam essas e quanto ele era responsável pela novidade. Será que ela era infeliz no casamento? Será que ela tinha outro e precisava debater com um especialista? Será que ela tinha outra? Será que ela vai se apaixonar pelo terapeuta?

Decidiu, sufocado por tantas perguntas, que não deveria se meter.

Relaxa. Muita gente faz terapia. Vamos ver, de repente, ela fica mais feliz, realizada, mais bonita, mais tarada. Esperar. Ver no que vai dar. Afinal, é apenas uma terapia.

Pense no pior: ela poderia entrar para uma seita amazônica ou um grupo de teatro alternativo ou um movimento de extrema-direita ou um fã-clube de uma banda heavy metal.

Será que ela está pensando em se separar?! Claro! Mulheres fazem terapia antes do divórcio, para se certificarem!

"Gostou do filme?", ela perguntou no estacionamento.

"Não sei. E você?"

"Preciso discutir com o meu terapeuta."

"Boa. Será ético você me contar se ele gostou?"

"Não sei. Por que você não faz terapia também? Aí, terá com quem conversar."

Entraram no carro. Ela olhou pelo espelhinho, retocou a maquiagem, ajeitou os cabelos. Um novo brilho nos olhos. Uma voz macia, diferente. Está tão mais... sexy. Que merda.

Ele concluiu: ela já está apaixonada pelo cara. OK, vou fazer terapia também, pensou. Quem sabe o desgraçado não me indica uma terapeuta. Bem gostosa.

Hábitos que ajudam a evitar enxaqueca

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Mais intensas e cruéis do que as simples dores de cabeça, crises de enxaqueca maltratam quem sofre do problema, pois geralmente impossibilitam a realização de outras tarefas, como trabalhar, cuidar da casa e da família.

Os sintomas não se manifestam da mesma maneira em todos e além de diferentes intensidades de cores de cabeça, englobam náuseas (enjoo), vômitos, aversão à claridade, ao barulho, aos cheiros, hipersensibilidade do couro cabeludo, visão embaçada, irritabilidade, flutuações do humor, ansiedade, depressão (mesmo fora das crises) e lacrimejamento.

Segundo dados de uma pesquisa realizada no Brasil, cerca de 15% dos brasileiros sofrem do mal, chegando a 24% dos moradores do Estado de São Paulo. O levantamento foi feito pelo neurologista catarinense Luiz Paulo de Queiroz com cerca de 4 mil pessoas em todas as regiões brasileiras. Entre as personalidades que já declararam que sofrem de enxaqueca estão a atriz Claudia Raia, a modelo Elle Macpherson, Ben Affleck, Holly Willoughby, Marcia Cross e a atleta Serena Williams, apenas para citar alguns.

A médica inglesa Sarah Jarvis concedeu entrevista ao site Female First sobre mudanças de hábitos que podem ajudar a combater as crises e também sobre os sinais que apontam que uma delas vem vindo. Confira:

Alimentos vilões


Alguns alimentos são conhecidos por desencadear crises de dores de cabeça ou de enxaqueca. Entre eles estão chocolate, sorvete, queijo, frutas cítricas, além de bebidas alcoólicas e outras, ricas em cafeína. Ficar muitas horas sem comer também está associado ao problema. Para saber se alguns desses itens têm relação com as crises, a recomendação é a de manter um diário alimentar que pode ajudar nas associações.

Mudança de tempo


Outro fator ligado ao aparecimento de crises de enxaqueca é a mudança brusca de condições climáticas. O sintoma mais comum é a sensação de cabeça pesada trazida pela elevação da umidade, aumento da temperatura ou ocorrência de trovões. Nesses casos, é possível discutir tratamentos preventivos com o médico e ficar de olho na previsão do tempo.

Exercícios pesados


Mexer o corpo está associado à melhores condições de saúde, mas malhação intensiva ou movimentos que exijam força podem desencadear crises de enxaqueca. Levantamento de pesos e até mesmo sexo estão entre os culpados. Por outro lado, atividades que incluem relaxamento são benéficas.

Manter o equilíbrio


Mudanças bruscas na produção de hormônios do estresse fazem veias se contraírem e dilatarem rapidamente, fator que está associado ao aparecimento de crises de dores de cabeça ou enxaqueca. Portanto, elas podem ocorrer não apenas quando uma pessoa se estressa, mas também quando se desliga das obrigações e começa a relaxar em períodos de folga. A recomendação para evitar o quadro é relaxar sempre que possível e não apostar todas as fichas em apenas um período da semana, por exemplo.

De olho na postura


A má posição do corpo aumenta a tensão em regiões como costas, pescoço e ombros, e pode desencadear crises de enxaqueca. Além de observar se cadeiras e mesas, principalmente as usadas por longos períodos, estão adequadas à altura e posições da cabeça e dos braços, preste atenção à postura a todo o momento, mesmo quando está em casa sentado, assistindo à TV.

Cuidado com odores


Algumas fragrâncias colaboram para desencadear dores de cabeças. Perfumes fortes são apontados como os principais vilões, mas produtos de limpeza e itens de higiene também estão na lista. Optar por produtos sem perfume e manter sempre o ambiente ventilado devem ajudar.

Dormir bem


A falta, mas também o excesso de sono estão relacionados a crises de enxaqueca. Portanto, é importante manter uma rotina mesmo nos fins de semana.

Cuidar dos olhos


Pressão ocular é outro fator analisado por especialistas no diagnóstico de crises de enxaqueca. Exames regulares identificam o problema. No dia a dia, fazer pausas durante períodos de leitura ou de trabalho na frente do computador podem ajudar a evitar irritações, desconfortos e dificuldades em focalizar objetos.




(Michelle Achkar - Fonte: http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5494028-EI16560,00-Veja+habitos+que+ajudam+a+evitar+enxaqueca.html)
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sábado, 14 de janeiro de 2012

Vidas ao Silêncio

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O sol desapareceu no silêncio
à noite em sons confusos
alerta de vida fora da casa.
Em ruídos noturnos...
Animais saíram das tocas.
Ouvi o silêncio de minha alma
despertos e calados no âmago.
Em gestos de meditação
desfiz os desafetos
calei os meus lamentos.
Ofusquei a minha visão
encobri os vestígios do ódio
joguei terra e o enterrei
fora de minha alma.
Chamei meu irmão afastado
o abracei com laços fraternos.
Alcancei o respeito
do lado de fora...
Sem gritos e sem imposição.
Falei menos e deixei as palavras
tomar rumo
para a casa certa.
Na vidraça o sol em esplendor
adentrou sem estilhaçar a janela.
O homem sorveu em goles
a tolerância se fez sapiência.
Os verbos presentes
em belas palavras cantadas
ao ritmado das cifras...
Nas sete maravilhas do mundo
em versos de Antípatro de Sídon.
Folhas recebiam palavras
encarnadas...
Na visão da amoreira
Em cores vermelha e roxa...
Tudo era mansidão
ao calar o planeta.
Em perfeito equilíbrio
vi a compaixão.
Dos amores os mais belos enlaces...
A espiritualidade se fez prece
almas desapegadas ao corpo.
Plantio sem intrigas
à sombra alheia.
Em oculto instinto sem opressão
num tempo aprisionado ao vento.
Falácia desfeita nas nuvenzinhas
dissipadas em nuvem ascendente.
Nas ruínas majestosas e desfeitas
resistência intacta...
No transcorrer dos séculos.
A palavra se fez excelência
enquanto eu bebia o meu silêncio.
Num cofre secreto encontrei
outra Maravilha do mundo.
Qual é ela?
A sabedoria...
O som do silêncio.


(Perséfone Diana)
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Você conhece alguém que não quer progredir profissionalmente?

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Com toda certeza existe, mas é uma minoria. Sem impor um juízo de valor, se está certo ou errado, nosso objetivo é descrever o que é preciso fazer para progredir.

O processo de coaching executivo e empresarial nos dá o apoio necessário para colocar a progressão em ação. Para isto, é preciso estar atento a quatro etapas: realidade, metas, opções e próximo caminho. Se fossemos defini-las, diríamos que são variáveis críticas para a realização do objetivo, pois se abandonarmos qualquer uma das etapas mencionadas, a probabilidade de encontrar problemas é grande. Além disto, estas são variáveis porque o material de cada um é diferente em seu processo.

Pessoas e Organizações encontram-se constantemente em situações que desejam mudar a sua realidade. Assim, definem como gostariam que a situação se desenhasse, isto é, a sua meta. A partir disto, optam por meios para preencher o espaço existente entre a realidade e a meta estabelecida, então, suas opções. Finalmente chega o momento de agir, optando por meios com mais entusiasmo e pelas crenças nos resultados, tornando-se seu próximo caminho. Para pessoas progredirem, necessariamente precisarão passar por estas quatro etapas. Caso haja omissão ou falta de clareza em uma dessas etapas, o lado negativo é:

Realidade: a real situação é desconhecida;

Meta: não se chega a lugar nenhum ou o problema não é resolvido;

Próximo caminho: não estão claras quais serão as próximas ações;

Quando as pessoas encontram-se neste estágio ficam alternando entre suposições, analisando superficialmente os prós e os contras de suas escolhas e voltam a realidade do cotidiano até chegarem a conclusão que nada dará certo. O perigo deste estado é torná-lo presente em toda tomada de decisão que precisa ser feita. Assim, torna-se muito difícil tomar uma decisão e ainda mais difícil reconhecê-la como ideal para o momento. Colocando em prática estas etapas, diminui-se o gasto de energia e a tomada de decisão torna-se mais rápida.






(Lisandro Zanotto)
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Distúrbio do sono pode ser sintoma de ansiedade ou depressão.

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Especialista em sono dá orientações para quem sofre de insônia

Atividades físicas e 'higiene do sono' ajudam a tratar o problema.



Os médicos recomendam uma boa noite de sono para recarregar as energias e ter disposição para as atividades do dia a dia, porém um problema que afeta as noites de muita gente é a insônia, quando a pessoa simplesmente não consegue pegar no sono. Em Itapetininga, interior de São Paulo, o especialista em problemas do sono, Marcelo Nunes Cardoso, explica que as causas da insônia são diversas.

“A insônia pura, por si só, é muito rara. Normalmente ela é sintoma de um outro problema como transtorno de ansiedade ou de depressão. É necessário um tratamento que identifique e combata esse transtorno e assim a insônia deverá passar também”, explica o especialista. Muitas vezes um tratamento que envolva sessões de terapia com um psicólogo ajuda pessoas que costumam “levar os problemas para o travesseiro” ou seja, não conseguem se desligar das preocupações do dia.

Cardoso conta que há três tipos de insônia. “Existem pessoas que têm dificuldade para começar a dormir, as que acordam no meio da noite e não conseguem retomar o sono e por fim as que não conseguem manter um sono de qualidade até o final da noite, acordando toda hora”.

Existem alguns truques que ajudam a iniciar um repouso tranquilo com mais facilidade. É o que o especialista chama de "higiene do sono", uma série de dicas que ajudam a criar um ambiente confortável para o descanso.

Quem quer dormir bem deve ir para cama só quando se sentir sonolento; tomar um banho (“pois a água morna relaxa a musculatura”) e diminuir a luz antes de deitar. Não se deve “brigar com o sono”: se a pessoa demorar mais de meia hora para adormecer é preciso sair da cama para fazer alguma atividade relaxante como ler, ver TV ou ouvir música.

É preciso ter horários estabelecidos para dormir e acordar; a pessoa deve evitar cochilos durante o dia e praticar esportes, mas evitar atividades físicas próximas da hora de ir para a cama; antes de dormir, não é bom tomar chá mate, bebidas alcoólicas e refrigerantes; nunca se deve fazer refeições pesadas antes de ir dormir e, por fim, é recomendado limpar a cabeça de preocupações anotando-as em um caderno. Isso ajuda a não ficar remoendo pensamentos, o que atrapalha o adormecimento.

O especialista explica que há um “grupo de risco da insônia”, com certos tipos de pessoas mais sujeitas a ter este problema. Neste grupo estão os idosos, mulheres na menopausa pessoas que sofrem de depressão ou ansiedade e trabalhadores de turno. É o caso do vigia noturno Luís Carlos do Nascimento, que há cinco anos trabalha das 21:50 às 06:40.

“Chego em casa, vejo um pouco de televisão e durmo das 08h até as 12h30. Não consigo dormir mais do que isso. Acabo passando o dia com o corpo cansado e sonolência, mas já estou acostumado”, conta.
Cardoso recomenda que o trabalhador da noite “fuja do sol” para ter um sono de qualidade durante o dia. “Ao sair do trabalho a pessoa deve fechar as cortinas da janela, se vier de ônibus fretado, e deve andar com óculos escuros. Ao chegar em casa é recomendado ficar de janelas fechadas também e fugir da luminosidade, evitando ver televisão e usar o computador. É preciso ir direto para a cama e dormir ao menos seis horas para ter um repouso satisfatório”.

O vigia noturno desenvolveu sua “técnica” para ter disposição para encarar a madrugada. “Antes de sair pra trabalhar faço um alongamento das pernas e dos braços de 10 minutos para me aquecer. E chegando lá apelo pro café e pra coca-cola. No meio do turno temos uma hora para descansar mas eu não consigo tirar um cochilo”, conta Nascimento, que finaliza com uma confissão. “Não é qualquer um que tem pique para trabalhar de noite. Na minha ronda da madrugada encontro colegas mais novos que cochilam nas guaritas e eu acabo tendo que acordar eles”.

Dois sargentos querem o amargo caviar do exílio.

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A imprensa vem, desde há muito, dando novos significados a palavras antigas. Por exemplo, genocídio. Houve quem falasse em genocídio por ocasião do assassinato de comunistas no Chile. Assassinato tudo bem. Mas entendo genocídio como extermínio de uma etnia. Não sabia que os comunistas constituíam uma raça.

Da mesma forma, os nordestinos. Mal você diz algo contra as práticas políticas dos coronéis lá do Agreste, não falta quem fale em racismo. Como se nordestino fosse raça. Ainda hoje, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, de Pernambuco - ao defender seu conterrâneo Fernando Bezerra Coelho, ministro da Integração Nacional e atolado até o pescoço em denúncias de nepotismo e favorecimento político de seu Estado – vociferava:

- Vossa excelência está sendo vítima pelo fato de ser nordestino. Acho difícil que se tivesse havido liberação até maior para Estados como São Paulo tivesse essa celeuma. Isso só acontece quando se trata do Nordeste.

Como se políticos do Rio, São Paulo ou de qualquer outro Estado não tenham sido denunciados pela imprensa por suas mazelas. O mundo está cheio de gentes que se dizem discriminadas o vítimas de preconceitos para passar bem. Os coitadinhos dos negros se dizem discriminados por serem negros. Neste país, onde jamais tiveram restrições legais para entrar em um bar ou em uma universidade, exigem cotas no vestibular. Nota de negro vale mais que a de um branco.

Escrevia-me há pouco um leitor, o Sidnei Júnior:

- Apesar de, freqüentemente, as palavras discriminação e preconceito serem utilizadas como sinônimos, é preciso observar que, em essência, seus significados são distintos. O fato de uma pessoa discriminar algo não significa que ela seja necessariamente preconceituosa, e vice-versa.

De acordo, Sidnei. Costumo afirmar que preconceito é o que alimentamos pelo abominável homem das neves. Por que abominável, se jamais o vimos? Preconceitos, não os alimento. Tenho, isto sim, pós-conceitos. Exceto best-sellers, não desgosto de nada que não conheço. Mas best-seller, por definição, é obra concebida ao gosto do populacho. Então já sei do que se trata.

- Discriminar é, pura e simplesmente, o ato de escolher, discernir e, então, optar por aquilo que é conveniente no momento. A toda hora o ser humano é obrigado a fazer escolhas (econômicas, familiares, amorosas) e, ao fazê-lo, precisa discriminar tantas outras. Sendo assim, discriminar é, antes de tudo, um exercício democrático, um direito inalienável e todo cidadão.

Assino embaixo. Estamos discriminando o tempo todo. Eu discrimino, por exemplo, chatos. Chato não existe em meu entorno. Como dizia Goethe, em um século que não poupa nada nem ninguém, vou poupar pelo menos a mim mesmo.

- Em si – continua Sidnei - discriminação e preconceito não são, obrigatoriamente, faltas capitais; pelo contrário, são direitos próprios de qualquer cultura. Sendo assim, cabe a cada um de nós e às instituições responsáveis saber até onde é possível considerá-los como valores bons a sociedade. O problema começa quando a discriminação ou o preconceito perdem o senso das proporções e dos respeitos e descambam para os complexos, tanto de superioridade quanto de inferioridade. É aí, infelizmente, que começam as agressões, as ofensas morais, as violações do direito do cidadão, enfim, atitudes desproporcionais que servem apenas para alimentar o ódio, o rancor de um com o outro, ou, em sentido mais atual, de uma raça com a outra.

De minha parte, diria que, se discriminação é atitude normal – todos discriminamos – preconceito não é postura inteligente. Pode não ser crime, mas tampouco é direito. Quanto ao complexo de superioridade, é discutível. Não creio estar alimentando nenhum complexo quando me sinto superior a um bugre que enterra vivo seus filhos. Ou a um negro que prefere entrar na universidade pela porta dos fundos. Ou a um crente que entrega seus últimos centavos a um pastor vigarista. Ou mesmo a um catolicão que se ajoelha ante um deus que não existe.

Há culturas superiores e inferiores. Não se pode igualar uma Alemanha que deu um Nietzsche a uma África que produz um Idi Amin Dada. Há homens superiores e inferiores. Ninguém pretende comparar um Mozart a um Muamar Kadafi, ou mesmo afirmar que ambos merecem igual respeito. Há pessoas neste mundo que não merecem respeito algum.

Há muita gente querendo passar bem alegando discriminação, dizia. Já nem falo do astrólogo aquele que pretende ter-se refugiado na Virgínia por ameaças a sua vida, como se astrólogo no Brasil corresse algum risco de vida. Muito menos me refiro àquele outro maluco do Mídiasemmáscara, que não consegue escrever um artigo sem condenar o homossexualismo. Diz-se perseguido pelos homossexuais e estaria exilado em lugar incerto e não sabido. Mas o melhor vem agora.

Dois sargentos do Exército nacional, que se declaram homossexuais recorreram à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) para obter segurança internacional. Dizem-se perseguidos pelos heteros. A intenção é sair do Brasil e garantir “uma vida normal”, de acordo com um deles. “Temos visto cada vez mais casos de agressões nas grandes cidades, e, querendo ou não, somos o casal gay mais visado do país, por sermos militares e termos assumido nossa relação. Não agüentamos conviver com tantas ameaças. Ficamos em casa, não podemos sair. Só queremos garantir uma vida tranquila, como qualquer pessoa tem direito”.

Sem falar que nenhuma ameaça é definida, com nome do autor e natureza da ameaça, só o que faltava um soldado sentir medo de ameaças. Exército é uma máquina de matar. Os recrutas não são treinados para passeatas em datas cívicas, mas para matar se necessário for. Como o inimigo não gosta de morrer, é natural que pretenda matar quem o quer matar. Imaginemos os dois sargentos em uma hipotética guerra. “Que horror, o inimigo quer matar-me. Quero asilo no exterior”.

O casal diz não ter preferência por nenhuma nação em especial para residir. É de supor-se que não tenham objeção alguma a Paris, Londres ou Berlim. Os dois procuram um lugar seguro, onde a sua relação afetiva seja aceita. Como se neste Brasil, onde milhões de gays desfilam festivamente em passeatas gigantescas nas capitais do país, alguém não aceitasse relações homossexuais.

No fundo, os dois sargentos querem vida mansa no exterior. O amargo caviar do exílio, tão ao gosto dos comunistas.





(Janer Cristaldo)
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Hoje é sexta-feira 13 - Entenda o mistério que envolve este número

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Mais uma vez o calendário marca uma sexta-feira, 13. É comum associarmos este dia com as antigas superstições ligadas a gato preto, maus auspícios e até tragédias. Mas, afinal, o que faz do 13 um número tão temido?

O número 13 sempre teve um significado especial, nas mais diferentes civilizações. Mas, para compreender este número, temos que entender antes o significado do número 12. Muitos mitos, deidades e heróis aparecem na quantidade de 12 (12 profetas, 12 sábios, as 12 tribos de Israel, os 12 signos do zodíaco, as 12 horas, 12 = uma dúzia).

O 12 encerra um sistema completo, coeso e perfeito. O 12 passa a idéia de segurança, de algo que está estruturado, perfeito e inviolável.

O 13, então, significa a ruptura de tudo isso, a transformação (destruição). Após essa mudança, é possível continuar a evolução. O 13, como transformação, passa a idéia do desconhecido e, por isso, ele traz o "medo".

O número 13 sempre foi temido e evitado. Acreditava-se que até sua simples citação poderia trazer má sorte. Por isso, nos contos de fadas das histórias infantis, o número 13 nunca era dito e era uma grande surpresa abrir a porta que sucedia a porta número 12.

Ninguém sabia o que esperar. Um dragão? O vilão?

A bruxa má? Abrir a porta, após o número 12, significava destruir o que estava perfeito e estar fora de controle.
Na era cristã, o 13 também transgrediu a perfeição do número 12: eram 13 à mesa, quando Judas traiu Jesus. Daí mais ainda a aversão ao número 13.

Mas, a idéia de não juntar 13 à mesa é mais antiga e remonta à tradição de países nórdicos.

Diz a lenda que um banquete para 12 deuses, no Valhalla (o paraíso escandinavo), provocou a ira do deus do fogo, Lóki, porque ele não tinha sido convidado. Enciumado, ele teria armado uma cilada para o deus do sol, Baldur, favorito de Odin, o deus dos deuses.

A sexta-feira, por ser o dia de Frigga, a deusa bruxa do panteão nórdico, acabou associada à má sorte, pelas culturas cristas.

O 13 assumiu um significado negativo, na crença popular. Acabou por ter uma relação com o fim, com a morte.

Tanto é que, em alguns países, alguns hotéis e prédios não têm 13º. andar, nem o número 13 em assentos de teatro e plataformas de trem.

Existe até a fobia do número 13, que recebe o nome de Triskaidekaphobia.

Alguns exemplos de pessoas nascidas em um dia 13 são o cantor e compositor Stevie Wonder, Thomas Jefferson (presidente dos Estados Unidos), Gary Gasparov (um dos maiores campeões de xadrez de todos os tempos), L.Ron Hubbard (fundador da Cientologia) e Margaret Thatcher (primeira-ministra da Inglaterra considerada a mulher mais influente do século20).

Concluindo, é importante explicar que o número 13 não indica o fim, mas sim a transformação e o renascimento. No judaísmo, 13 é a idade da maturidade para os meninos. As pessoas nascidas em um dia 13 são capazes de transformar radicalmente as suas vidas e o ambiente onde vivem.




(Fonte: http://aparecidaliberato.terra.com.br/materia.php?id=94)
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

NÃO TROQUE DE CARRO EM 2012

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Campanha Nacional - Boicote ao carro  0km



Agora é a Hora! Acorda Brasil! 


Face ao “nefasto” aumento de IPI para carros importados (de qualidade muito superior, diga-se), é a hora de darmos um basta na farra das montadoras no Brasil.
Somos o único 
(SIM, O ÚNICO), país do mundo, que fabrica carros 1.0.
Somos o único país do mundo, que fabrica carros com rodas Aro 14, sem direção hidráulica.
 
Somos o Único País Tropical do mundo, que fabrica carros sem Ar Condicionado.
Somos o único país do mundo, que ainda tem carros saindo de fábrica sem Airbag e Freios ABS!
 
Somos o único país do mundo que tem investimento 0 (eu disse 0) para carros movidos a energia elétrica!
 
Somos o único país do mundo que ainda tem como padrão o cambio manual (afinal, conforto de cambio automático é coisa de rico... meu Deus, quanta ignorância).
 
Somos o único país do mundo, em que um Celta custa o mesmo que um Honda City nos EUA ou México!
 
Somos o único país do mundo, em que um Gol G5 (com volante torto) custa a mesma coisa que um Civic nos EUA ou na Europa!
 
Somos o único país do mundo cujos compradores de carros novos se contentam com verdadeiras 'carroças' , sem opcionais básicos!
 
 
 
Por isso, você, brasileiro idiota (assim como eu), que está acostumado a pagar preços exorbitantes, por qualidade 0, faça um exercício mental e espiritual e diga:
 

NÃO VOU COMPRAR CARRO NACIONAL 0KM, ATÉ TER PADRÃO DE QUALIDADE INTERNACIONAL, E PREÇO JUSTO! 

As montadoras culpam demasiadamente o governo pelos altos impostos (que de fato são altos), porém, elas mesmas sustentam um cartel monstruoso, que visa ter o maior lucro do planeta! Sim, o maior lucro da Volkswagen no mundo está aqui. Ford, Fiat e GM idem! E o pior, oferecendo carros de baixíssima qualidade!
Portanto, agora que você, consumidor, já sabe da realidade, faça um pacto com seu colega de trabalho, deixe de impressionar seu vizinho, e de ser aparecido com carro 1.0, e passe 1 ano sem trocar de carro!
 
Precisamos de apenas 1 ano (sim 1 ano, passa rápido), para mudar o jogo.

Estas medidas sim, fazem um país mudar! Ou você acha que os americanos, japoneses e alemães andam de carro 1.0 sem direção elétrica/hidráulica e ar condicionado?

A GM que tente vender um Celta nos EUA.... seria o fim da marca.
 
É Hora do Basta!
 
Já pensou o que estes caras farão para nos ter de volta, comprando carros??? 




Campanha Nacional - Boicote ao 0km - Agora é a hora! 
Acorda Brasil !!!




Veja valores de carros vendidos no EUA e Brasil:

Montadora Hyundai - http://www.hyundaiusa.com/vehicle-lineup/

  1. PREÇOS EM DOLAR  +/-  R$ 1,75  em reais

    Descrição: Descrição:

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    Descrição: Descrição: cid:image008.jpg@01CC8BF1.F4A03120
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  2. O Tucson Americano que aqui no Brasil é o ix35 custa nos EUA U$ 19.045,00 equivalente a R$ 33.328,00, aqui no brasil este carro esta por R$100.000,00

    Wolks - 
    http://www.vw.com/en/models.html
    Descrição: Descrição: cid:image016.jpg@01CC8BF1.F4A03120

    Ford Americana - 
    http://www.ford.com/
    Descrição: Descrição: cid:image018.jpg@01CC8BF1.F4A03120

  3. Toyota - http://www.toyota.com/camry/
    Descrição: Descrição: cid:image023.jpg@01CC8BF1.F4A03120
    R$ 27.800,00 nos EUA
    , no Brasil sai Por R$ 86.000,00... é uma Palhaçada


  4. KIA - http://www.kia.com/#/allModels/
    Descrição: Descrição: cid:image024.jpg@01CC8BF1.F4A03120Descrição:
 Descrição: cid:image025.jpg@01CC8BF1.F4A03120

    AUDI - 
    http://progress.audiusa.com/

  5. Descrição: Descrição: cid:image027.png@01CC8BEF.DB2659B0
    Um Absurdo... o AUDI A6 que custa U$ 41.700,00 o equivalente a 
    R$ 70.000,00 nos EUA, aqui no Brasil o Preço Mínimo é de R$272.700,00, ou seja R$200.000,00a mais.
    Descrição: Descrição: cid:image028.png@01CC8BF0.F11419A0

    GM Americana - 
    http://www.gm.com/vehicles/browseByBrand.html

  6. Calculando o dólar a R$1,75 hoje o Camaro Sai por menos de 
    R$35.000,00 nos EUA, no Brasil esse carro não sai por menos de R$ 180.000,00é um ABSURDO!!!
    Descrição: Descrição: Descrição:
 Descrição: cid:image006.png@01CC8BAA.A7081E10Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: cid:image007.png@01CC8BAA.A7081E10

    Pessoal, o Circo está Montado aqui no Brasil, só falta Palhaço, quem quiser pode entrar.

    Vamos ver até quando esta exploração vai continuar..

    Vamos Parar de Sustentar esta cambada de exploradores, e mostrar que quem manda é o consumidor!

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