segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Desastre de Mariana - Rio Doce na Ponte Queimada

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DIVULGUEM...DIVULGUEM...DIVULGUEM!!




No dia 15/11/2015, Heverton Rocha e seu pai José Rocha, estiveram na Ponte Queimada, onde verificaram a lama proveniente do rompimento da barragem de contenção de dejetos e rejeitos de minério da Samarco em Mariana 15/11/2015. Ainda desce muito lama e o odor exalado pelo manancial é muito forte.



Hoje, 15/11/2015, meu pai e eu fizemos uma visita ao Rio Doce. 

No local que fomos (Ponte Queimada) o manancial faz a divisa dos municípios de Pingo  D'água (no vídeo digo erroneamente Bom Jesus do Galho).

A cena é triste minha gente. A água do rio ainda exala um forte cheiro que não é característico do corpo d’água. 


A imprensa não está noticiando corretamente as informações. O número de mortos é muito maior do que o divulgado. E o pior (se posso falar assim), é que os elementos poluentes que hoje tomam posse do rio não estão sendo revelados pelos responsáveis pelo desastre (Samarco e VALE ex-rio doce) que, junto com o Governo Estadual e Federal escondem a verdadeira situação da população diretamente afetada pelo impacto ambiental.

À medida que o Rio Doce se dirige para o mar, vai deixando destruição e contaminação por onde passa. Os metais pesados presentes nas águas do manancial, que agora é o maior cemitério da biodiversidade lacustre da mata atlântica, irão penetrar na cadeia trófica afetando todos os seus componentes (incluindo o homo sapiens).

Na medida que as águas do rio se encontrarem com o mar, se iniciará a inclusão desses metais na cadeia trófica marinha, podendo a mesma se estender por milhares de quilômetros da costa brasileira... Do norte ao sul.

Para quem quiser saber sobre a introdução dos mais pesados na cadeia alimentar digite no Google: Desastre de Minamata.


Heverton Rocha - Engenheiro Ambiental

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