sábado, 1 de março de 2014

DEGENERAÇÃO

.









Dos homens de civismo a pura raça

No torrão brasileiro degenera;
A uberdade tornou-se tão escassa,
Que o terreno parece que não gera.

Por mais irrigação que se lhe faça,
Os frutos já não há, como os houvera ;
A lavoura de outrora hoje é fumaça,
Cultivada fazenda hoje é tapera.

A industria nacional é quase nula,
E é só de cavalheiro a que regula,
Consistindo nas trocas e baldrocas.

A terra, enfim, não é como era d'antes :
Depois de produzir muitos gigantes,
Produz agora lesmas e minhocas.


(José Joaquim Corrêa de Almeida)

.