sexta-feira, 30 de agosto de 2013

NATAN DONADON, POLÍTICOS E OS BANDIDOS QUE SE PROTEGEM

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Ladrões de protegem? Bandidos costumam ajudar os cúmplices em dificuldades? Há mesmo honra entre ladrões?

Se você ainda duvidava disso e costumava fazer essas perguntas ao ler as páginas policiais, pode desistir delas. A Câmara dos Deputados e os políticos brasileiros deixaram bem claro que ladrões se protegem; bandidos ajudam seus cúmplices em dificuldades e a honra entre ladrões não é um mito.

O vergonhoso resultado da votação do pedido de cassação do mandato do ladrão condenado (e ainda deputado) Natan Donadon dá o tom da qualidade dos homens e mulheres que andam pelos corredores da política nacional.

Acostumados a parasitar o suor dos brasileiros, as excelências meliantes se uniram para jogar de vez na fossa entupida, pútrida e transbordante na qual se transformou a política nacional, o pouco de esperança de honradez; seriedade e honestidade que ainda restava no coração do eleitor brasileiro.

Na verdade, não devemos estranhar de todo a manutenção do mandato de Natan Donadon. Afinal de contas, a mesma Câmara dos Deputados recebeu de braços abertos e defendeu com unhas e dentes a posse de ladrões condenados pelo Mensalão petista e, não satisfeita, ainda lhes deu poder sobre o cerne do processo de elaboração de leis e normas de toda nossa república: a Comissão de Constituição e Justiça da casa.

Não duvido que os mesmos deputados abracem, com igual ternura, os mensaleiros do DEM e do PSDB que vierem a ser condenados pelo STF e a mesma Câmara abrirá suas entranhas calorosas para proteger o pior dos criminosos que envergar as cores de algum partido político (hoje, mais adequadamente chamados de quadrilhas).

Mais do que uma surpresa ou um vexame; a manutenção do mandato de Donadon é o ápice de um processo de deterioração de valores sem precedente pelo qual passa nossa sociedade e nossa “elite política”. Grande parte dessa banalização e falta de vergonha na cara deve ser atribuída ao “gênio” Lula que, com seu método mafioso, fomentou e acelerou a degradação final da política nacional.
Se antes o corrupto e o ladrão tinham medo de serem apontados como tal e tentavam a todo custo manter certa “aura de honestidade”; depois de Lula a canalhice, a bandidagem, a cara de pau e a desonestidade passaram a ser condição “sine qua non” para todo político que deseja atingir o objetivo de ficar rico a todo custo. Sem o “selo de qualidade” de um escândalo e sem a exposição de sua cara feia nas páginas dos jornais em alguma mamata da moda; o político hoje é considerado “sem expressão” e fica a margem das negociatas e das falcatruas que pululam em Brasília. Se antes eles apareciam no Jornal Nacional com uma toalha na cabeça, como forma de esconder o rosto e estampar sua vergonha; hoje eles bradam com um sorriso nos lábios e os olhos marejados de emoção: “Roubei sim, mas, quem não rouba?”

A claque espúria de ladrões aplaude emocionada e a canalhada reverencia o novo membro da quadrilha; permitindo assim que, mesmo da cadeia, o integrante do bando mantenha seu status. Isso desde que, é claro, continue molhando a mão de uns e outros.

Ao mesmo tempo, o eleitor surge como agente principal dessa corja. Pois, ao abraçar alegremente os corruptos e dar-lhes uma contínua renovação de seus mandatos pelo voto; por mais que a cara desses canalhas seja estampada nas manchetes; por mais que eles cuspam na cara do povo brasileiro afirmando a plenos pulmões que se lixam para nós; por mais que nos mandem relaxar e gozar (mesmo nos piores momentos de tragédia) é o eleitor brasileiro a figura que insiste em garantir a essa corja a continuidade de seus privilégios e sua perpetuação no poder; garantindo até a ascensão política de seus descendentes, geração após geração.

Assinando um verdadeiro atestado de imbecilidade a cada nova eleição, o brasileiro aclama seus algozes com alegria renovada e esperanças que sabe serão descartadas assim que as cerimônias de posse tenham acabado. Enquanto morre sem atendimento nas filas dos hospitais sucateados e abandonados; o eleitor defende, com unhas e dentes, a cor do partidão ou aplaude, com um misto de respeito e admiração, o último discurso de mais um “salvador da pátria” que jurou melhorar a saúde (enquanto vai, ele mesmo, se tratar no exterior ou no melhor hospital particular do país).

E assim, os milhares de Donadons continuam roubando e matando impunemente enquanto fazem dos corredores de mármore e granito de Brasília o habitat preferido para a sua sanha de poder e fome inesgotável por dinheiro e falcatruas.

E você, o que pensa disso?

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