sexta-feira, 8 de abril de 2011

Lula inaugura o segundo Dia da Mentira

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O ex-presidente Lula acordou no hotel em Washigton, nesta quarta-feira, disposto a transformar 6 de abril num segundo Dia da Mentira. 

Primeiro, aproveitou a palestra patrocinada pela Microsoft para revelar que a solução de todos os problemas do mundo está na praia. Cobrou 200 mil dólares por 90 minutos de pontapés na verdade. 

Continuou a espancá-la de graça depois do falatório remunerado, ao topar com jornalistas brasileiros interessados em saber o que achava do relatório final da Polícia Federal sobre o escândalo do mensalão.
Forçado a renunciar à mudez  malandra, Lula ergueu cinco monumentos à mentira com as cinco frases seguintes:

1. “Não tem relatório final do mensalão, tem uma peça que dizem que foi o relatório produzido pela Polícia Federal”. 

“Dizem” coisa nenhuma. “Produzido” coisa nenhuma. Foi divulgado o relatório final da Polícia Federal, fruto de cinco anos de investigações.  Lula sabe disso.

2. “Não se sabe se o ministro Joaquim vai receber ou não, se aquilo vai entrar nos autos do processo”.

O ministro Joaquim Barbosa já informou que não pretende anexar o relatório da PF aos autos do processo que deverá ser julgado no começo de 2012. O documento será incorporado a um segundo processo em curso no Supremo. Lula sabe disso.

3. “Se entrar, todos os advogados de defesa vão pedir prazo para julgar, então vai ser julgado em 2050″.

Esse é o plano concebido pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, comandante do pelotão de bacharéis mobilizado para a absolvição dos mensaleiros. Joaquim Barbosa decidiu manter o relatório fora do processo precisamente para evitar mais uma chicana. Adiar o julgamento para 2050, ou para o século 22, é o sonho do bando delinquentes. Infelizmente para os réus, o relatório da PF não poderá ser utilizado para concretizá-lo. Lula sabe disso.

4. “Então, não sei se vai acontecer”.

Se não soubesse, não teria preenchido todas as vagas abertas no STF com ministros de confiança. Claro que Lula sabe.

5. “Não tive chance de dar uma olhada nem vou olhar, não sou advogado”.

Teve chances e tempo, que sempre sobra para quem não tem trabalho fixo. O que falta a Lula é vontade de ler qualquer coisa. Não é advogado porque nunca teve disposição para estudar, mas vive advogando em favor de bandidos de estimação. Sem profissão definida, apresentou-se em Washington como palestrante. Rima com farsante. Deveria criar coragem e ler o relatório da Polícia Federal. Vai gostar de saber do que escapou.



(Augusto Nunes - http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes)