quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Entendeu o espírito da "coisa"?

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"Coisa"
      A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.
      A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".
      Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.
       Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.
       Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.
       Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz:"Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".
        Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro."Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.
        Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).
        Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!
        Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".
         Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra  ver a banda passar / Cantando coisas de amor"),que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou.         Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas:"Coisa linda / Coisa que eu adoro".
        Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.
        Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal,"são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer  coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."
         Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. Ocheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.
        A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!
         Coisa à  toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".
         Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.
        Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas". 
       ENTENDEU O ESPÍRITO DA COISA?



Não sei quem é o autor dessa coisa...
Só sei que essa coisa é uma coisa boa de ler...
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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Para relembrar - Nat King Cole sings "When I Fall in Love"

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Simplesmente maravilhoso!!!


(http://www.youtube.com/watch?v=GfAb0gNPy6s&feature=player_embedded)

Chocolate protege de infarto e diabetes

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Pesquisa inglesa com 114 mil pessoas afirma que o consumo diário evita a hipertensão e a resistência à insulina



Quem comia mais tinha risco 37% menor de doenças cardíacas e 31% menos chances de desenvolver diabetes 


Boa notícia para os chocólatras: quem come mais chocolate tem menos risco de desenvolver doenças cardiovasculares, derrame e até diabetes, afirma novo estudo.



A má notícia é que, segundo especialistas, o benefício só vale se o chocolate for consumido em pequenas quantidades (20 gramas, ou dois quadradinhos de uma barra), o equivalente a 140 calorias.



A pesquisa da Universidade de Cambridge, publicada no periódico "British Medical Journal", analisou sete estudos com 114 mil pessoas, a maioria delas acompanhadas de oito a 16 anos.



Os estudos quantificaram o consumo de chocolate de diferentes formas e, por isso, os pesquisadores compararam apenas os resultados da maior e da menor ingestão do produto e levantaram as doenças associadas a essas quantidades.



A conclusão é que maiores níveis de consumo de chocolate reduzem em 37% o risco de doenças cardiovasculares, em 31% o risco de diabetes e em 29% o de derrame.



Segundo os pesquisadores, os benefícios se devem aos antioxidantes, que evitam a hipertensão e a resistência à insulina, condição que pode levar ao diabetes.

AMARGO



Outros trabalhos já apontavam na mesma direção e relatavam os benefícios do chocolate, principalmente da versão amarga, com mais cacau e antioxidantes.



Mas o estudo inglês não fez distinção entre os tipos de chocolate e ainda considerou uma gama maior de produtos, como barras, bebidas à base de chocolate, bolachas e sobremesas.



Esse é ainda o primeiro estudo a agrupar as pesquisas já feitas sobre a associação entre consumo de chocolate e doenças cardiometabólicas.



"Mas é preciso tomar cuidado com a qualidade. Alguns chocolates têm mais cacau, e outros, mais gordura", afirma o médico nutrólogo Celso Cukier, presidente da Sociedade Brasileira de Nutrição Clínica.


Os benefícios não valem se o chocolate for consumido esporadicamente e em grandes quantidades.


CAUTELA



O nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, afirma que o efeito protetor do chocolate é real e funciona a longo prazo.

"Mas não dá para indicá-lo para fins terapêuticos porque ele pode levar ao ganho de peso, até porque poucos se limitam aos 20 gramas recomendados", diz.



Os próprios pesquisadores afirmam que as conclusões da pesquisa devem ser interpretadas com cautela, justamente pela grande quantidade de calorias dos chocolates mais vendidos.



O chocolate branco, por exemplo, é a pior escolha possível, segundo Magnoni, porque ele tem mais leite e gordura e pouco cacau.



Ainda que os pesquisadores tenham ajustado dados como idade, peso, sexo e nível de atividade física dos participantes, é difícil atribuir os benefícios só ao consumo do doce.



"O chocolate é só mais uma ferramenta. Não adianta comer um bombom por dia e continuar sedentário."


(Mariana Versolato - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd3008201101.htm)

domingo, 28 de agosto de 2011

Pimenta pode reduzir pressão alta


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A substância que torna a pimenta picante ajuda a proteger os vasos sanguíneos


A pimenta é a mais nova aliada no tratamento contra hipertensão. Um estudo chinês descobriu que a substância que torna a pimenta picante é responsável também por aumentar a produção de óxido nítrico - molécula que protege os vasos sanguíneos contra inflamação e disfunção.
O cientista Zhiming Zhu, chefe da pesquisa feita pela Terceira Universidade Militar Médica da China, alimentou ratos hipertensos com uma dieta rica nessa substância, a capsaicina, e verificou a redução da pressão arterial com o passar do tempo. Pesquisas anteriores já haviam relacionado a capsaicina à redução do quadro de hipertensão, mas a diferença da abordagem chinesa foi a avaliação a longo prazo.
Conforme os pesquisadores, ainda é cedo para afirmar se o tratamento em humanos será tão satisfatório quanto se observou em roedores. Também não se pode determinar, ainda, a quantidade de pimenta de deveria ser ingerida para um resultado positivo.
No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, pelo menos 17 milhões de brasileiros apresentam sintomas de pressão alta. O estudo chinês foi publicado na edição do mês de agosto do periódico americano Cell Metabolism.

sábado, 27 de agosto de 2011

Estrebucha, menina!

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Agora que fiquei velho, que não sou mais rebelde, nem transgressor; agora que cruzo a rua na faixa e paro o carro para o pedestre atravessar, eu queria confiar na polícia.


Agora que eu tenho medo de assalto, agora que confiro duas vezes se a porta da frente está fechada, agora que eu olho pra ver se ninguém está me seguindo quando saio do banco, eu queria acreditar na polícia, queria mesmo, dar bom dia para o policial do quarteirão, como fazia com o Guarda Civil da minha infância, aquele com a farda azul-marinho linda e espadim e luvas brancas, que ficava na porta do cine Júpiter, na Penha.


Queria conhecer os rapazes da rádio patrulha do meu bairro aqui, reencontrar, sempre que saísse para caminhar, uma dupla Romeu-e-Julieta (um policial masculino e um feminino, patrulhando a pé as ruas, alguém se lembra?), deixando a vizinhança mais tranquila.


Eu queria, mas não consigo.


Eu tenho é medo da polícia.


Mais medo do que quando eu era hippie e cabeludo e a PM descia a borracha porque a gente era tudo "maconheiro vagabundo".


Mais medo do que quando a polícia corria atrás da gente a cavalo e a pé, jogando bomba de gás lacrimogêneo pelas ruas do centro de São Paulo, no tempo das greves dos estudantes, anos 1970.


Mais medo do que quando, aos 17 anos e sem carteira de habilitação, era o motorista da família, buscando caminhos alternativos para evitar as blitze que existiam então.


Eu morro de medo de um policial que diz 'estrebucha, filho da puta' para um rapaz que está de fato estrebuchando, espumando, morrendo na frente dele e de uma câmera de celular.


Caramba, eu tenho pesadelo com esta voz que também pergunta pro outro rapaz ferido: "Ainda não morreu?".


Pavor!


Não era pra ter medo, ou seja, era pra estar acostumado, porque essa é a mesma polícia que, numa lista infindável de façanhas do tipo, executa numa emboscada uma suposta quadrilha de assaltantes de caixas eletrônico, só pra 'mandar um recado para a bandidagem'.


O problema é que o recado se espalha com o pânico que essa polícia de São Paulo causa nos cidadãos minimamente preocupado com valores ultrapassados como direito à defesa, presunção de inocência, Justiça etc.


É toda ela assim, a polícia de São Paulo, atua na base do atira primeiro e pergunta (e xinga...) depois?


Claro que não: houve, há e haverá sempre os bons policiais, que certamente devem ter um baita medo de certos coleguinhas de farda completamente desequilibrados.


Outro dia apareceram alguns desses soldados de verdade na TV, tentando controlar aquelas meninas doidinhas de cheirar cola que ficam brincando de fazer arrastão na Vila Mariana, bairro de classe média de São Paulo.


Com paciência de Jó os PMs (gostaria de saber o nome deles...) cercavam as crianças tresloucadas, procuravam conversar, seguravam as meninas com idades entre 6 e 12 anos que detonavam a sala de uma repartição pública, tentando fugir.


Vendo a cena, quantos de nós não teve vontade de dar umas palmadas naquelas pequenas delinquentes, filhas de grandes delinquentes, frutos de um Estado que delinque? É assim que se faz, não?


Os soldados que mantiveram o controle emocional e atuaram corretamente com as crianças são, na verdade, exceções que confirmam a regra, de uma polícia que assusta em vez de tranquilizar, que respeita uma única lei, a "lex talionis", olho por olho, dente por dente.


E o pior é que muita, mas muita gente mesmo gostaria que estivessem 'trabalhando' ali no caso das crianças alguém que resolvesse o problema na base do "estrebucha, menina, estrebucha"...


(Luiz Caversan - http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizcaversan/966115-estrebucha-menina.shtml)

No meio do inferno de lava, o oceano está entrando no deserto da África.

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Vulcões intra oceânicos estão em erupção e uma fenda de vários metros dividiu a África em duas partes e o oceano está entrando, onde antes era deserto. Os cientistas estão espantados com a rapidez deste acontecimento e dizem que o solo já apresenta todas as características de solo de fundo de mar, só falta a água.






A fenda sofre um processo vulcânico praticamente igual ao que ocorre no fundo dos oceanos

Rachadura  (fissura) na Etiópia

Rachadura na Etiópia tem 56 km de comprimento e pode dar origem a um novo oceano.
Uma equipe internacional de cientistas diz que uma rachadura existente no solo da Etiópia representa, provavelmente, a formação de um novo oceano. A fenda, que tem 56 km de comprimento, sofre um processo vulcânico praticamente igual ao que ocorre no fundo dos oceanos.
 





 A rachadura se abriu em 2005, quando um vulcão chamado Dabbahu entrou em erupção, derramou lava no local e começou a aumentar o tamanho da fenda nas duas direções. Em poucos dias o "buraco" já tinha praticamente o mesmo tamanho que tem hoje.

Maiores vulcões da Etiópia. 
 Rift Valley, a fissura que está se abrindo.
 

Em um estudo publicado na revista científica Geophysical Research Letters, os pesquisadores dizem que o objetivo era entender se o que está acontecendo na Etiópia acontece também no fundo dos oceanos, onde, dizem eles, é praticamente impossível ir.

Agora eles confirmaram que isso é verdade. Estudiosos da Etiópia, Estados Unidos, Inglaterra e França estão envolvidos no projeto.
 





A ficção científica voltou a virar realidade na semana passada, com um anúncio feito por cientistas da universidade de Oxford. Eles estão monitorando uma grande rachadura que surgiu na crosta do nosso planeta, depois de um terremoto ocorrido na África, em setembro do ano passado.
 




 

A rachadura está crescendo com uma velocidade sem precedentes e é a maior já vista em séculos. Com 60 quilômetros ela pode chegar ao Mar Vermelho, separando a Etiópia e a Eritréia do resto do continente africano e criando um novo oceano.





 Mais de 2,5 quilômetros cúbicos de lava incandescente já brotaram da rachadura, o suficiente para encher mil estádios de futebol.
 




A situação lembra um filme de ficção científica da década de 1960, chamado "Uma Fenda no Mundo". No filme a crosta terrestre se rachava devido a uma explosão atômica subterrânea e o planeta acabava se fragmentando, apesar de todos os esforços dos cientistas para conter o avanço da rachadura.
 





 Na vida real nada de tão radical deve acontecer. A fenda que apareceu na África é o resultado do movimento normal das chamadas placas tectônicas. O mundo em que vivemos é como uma grande bola de futebol, com a crosta sólida dividida em placas, como aquelas seções de couro que formam as bolas.
 




Essas placas deslizam umas de encontro às outras, provocando terremotos e criando novas cadeias de montanhas. Quando duas placas se separam um continente pode se fragmentar e um oceano surgir no meio. Foi assim que nasceu o Oceano Atlântico, quando a América se separou da África, há 200 milhões de anos.
 


NASCIMENTO 


O mesmo fenômeno está acontecendo agora perto da região conhecida como "o chifre da África".. Para o cientista Tim Wright e sua equipe da universidade de Oxford, trata-se de uma oportunidade única de observar o nascimento de um novo mar, mapeando o avanço da rachadura com imagens do satélite europeu Envisat. A pesquisa foi publicada na famosa revista científica "Nature" e os dados preliminares indicam que a Etiópia e a Eritréia estarão separadas do resto da África dentro de um milhão de anos.
 




 Daí que ninguém precisa se preocupar com as conseqüências desta fenda no mundo. A mudança climática global é muito mais urgente e pode afetar nossa civilização dentro de menos de 50 anos, ao contrário das mudanças geológicas que levam milênios para produzirem grande mudanças. Toda aquela região do oeste e noroeste africano sempre foi marcada por intensa atividade vulcânica.

 Terremotos de origem vulcânica
 




Foi lá, num vale vulcânico chamado de Rift Valley pelos cientistas, que a espécie humana surgiu e se espalhou para o resto do mundo. Os paleontólogos que fazem pesquisas na região encontram camadas de cinzas depositadas por intensas erupções que aconteceram há milhões de anos.
 




 Terremotos que causaram as fissuras e os dias
 Date - Events  - Magnitude

 14 Sep 2005 - 1 - 4.6
 20 Sep 2005 - 2 - 5.5
 21 Sep 2005 - 16 - 4.9
 22 Sep 2005 - 12 - 4.9
 23 Sep 2005 - 9 - 4.8
 24 Sep 2005 - 29 - 5.6
 25 Sep 2005 - 42 - 5.2
 26 Sep 2005 - 9 - 5.2
 27 Sep 2005 - 1 - 4.5
 28 Sep 2005 - 5 - 5.1
 29 Sep 2005 - 2 - 4.8
 01 Oct 2005 - 1 - 4.5
 02 Oct 2005 - 1 - 5.0
 04 Oct 2005 - 1 - 4.5
 




 Outra região semelhante, mas muito mais perigosa é o chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, perto do sudeste asiático. Lá, a crosta terrestre está se abrindo no fundo do mar, o que provoca abalos submarinos capazes de gerar ondas gigantes, os tsunamis, como os que atingiram recentemente a Indonésia. Não há nada que a humanidade possa fazer para deter esses processos de movimentação da crosta do Planeta. As populações que moram nessas regiões geologicamente ativas podem apenas se precaver, instalando bóias de alerta contra tsunamis e evitando morar perto dos vulcões e das fendas em atividade, como esta da África.
 

 
 
 Como cresce o fundo do mar
 

 As placas que formam a crosta do nosso planeta flutuam como balsas em cima de um oceano de magma, ou rocha derretida a mais de mil graus de temperatura. Assim, sempre que uma fenda se abre, a lava brota do interior do planeta, preenchendo rapidamente a abertura. Quando a lava esfria, ela se solidifica formando uma nova crosta no lugar da que se partiu. O fundo do mar cresce deste modo, com a América do Sul e a África se afastando gradualmente, enquanto a rachadura no meio do oceano vai sendo preenchida com camadas de um novo solo marinho.
 No caso da fenda na África, o novo solo formado no interior da fenda vai ficar abaixo do nível do mar, provocando a invasão das águas do Mar Vermelho e formando um novo oceano. Isso faz com que a geografia do planeta mude gradualmente ao longo das eras. Se um viajante do tempo chegar na Terra, daqui a 250 de anos, vai ter que desenhar um novo mapa do mundo. Porque provavelmente a Califórnia já terá se separado dos EUA, a Etiópia do resto da África e é provável até que a América Central tenha se fragmentado, criando um braço de mar a unir o Atlântico e o Pacífico. (JLC)


(Roberto Braz de Souza - Recebido por email)

A origem do nome "Favela"



FAVELA, COMO HOJE CONHECEMOS,  E SUA ORIGEM


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Favela com o Cristo Redentor ao fundo


Você já parou para pensar qual o motivo de chamarmos os bairros pobres e sem infraestrutura de "FAVELAS"? Eu sempre achei que fosse um nome indígena ou qualquer coisa assim,mas a história é bem mais interessante que isto.

O origem do nome "FAVELA" remete a um fato marcante ocorrido no Brasil na passagem do século XIX para o século XX: a Guerra de Canudos.

Na Caatinga nordestina, é muito comum uma planta espinhenta e extremamente resistente chamada "FAVELA"

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Produz óleo comestível e combustível


Entre 1896 e 1897, liderados por Antônio Conselheiro, milhares de sertanejos cansados da humilhação e dificuldades de sobrevivência num Nordeste tomado de latifúndios improdutivos e secas, criam a cidadela de Canudos, no interior da Bahia, revoltando-se contra a situação calamitosa em que viviam. 

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Mapa da Região de Canudos - Bahia

Em Canudos, muitos sertanejos se instalaram nos arredores do "MORRO DA FAVELA", batizado em homenagem a esta planta.

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Estátua de Antonio Conselheiro olha pela Nova Canudos.
 A cidade original foi alagada para a construção de um Açude

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Morro da Favela em dois momentos: Guerra de Canudos (esquerda) e atualmente (Direita)

Com medo de que a revolta minasse as bases da República recém instaurada, foi realizado um verdadeiro massacre em Canudos, com milhares de mortes, torturas e estupros em massa, num dos mais negros episódios da história militar brasileira, feito com maciço apoio popular.

Quando os soldados republicanos voltaram ao Rio de Janeiro, deixaram de receber seus soldos, e por falta de condições de vida mais digna, instalaram-se em casas de madeira sem nenhuma infraestrutura em  morros da cidade (o primeiro local foi o atual "Morro da Providência"), ao qual passaram a chamar de "FAVELA", relembrando as péssimas condições que encontraram em Canudos.

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Morro da Providência em foto antiga. Onde tudo começou...
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Morro da Providência atualmente


Este tipo de sub-moradia já era utilizado a alguns anos pelos escravos libertos, que sem condições financeiras de viver nas cidades, passaram também a habitar as encostas. O termo pegou e todos estes agrupamentos passaram a chamar-se FAVELAS.

Mas existem vários "MITOS" sobre as Favelas que precisam ser avaliados...


 01 - Costumamos achar que as maiores Favelas do mundo encontram-se no Brasil, mas é um engano. Nenhuma comunidade brasileira aparece entre as 30 maiores do Mundo. México, Colômbia, Peru e Venezuela lideram o Ranking, em mais um triste recorde para a América Latina.




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Vista aérea da Favela de NEZA, nas proximidades da Cidade do México.
A Maior do Mundo, com mais de 2,5 milhões de Habitantes
02 - Outro engano comum é achar que as Favelas são um fenômeno "terceiro-mundista", restrito a países subdesenvolvidos ou emergentes. Apesar de em quantidade bem menor, países desenvolvidos como Espanha também tem suas Favelas, chamadas por lá de "Chabolas".


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Chabolas madrileñas, as favelas espanholas
03 - E um terceiro mito é o de que as Favelas apenas aumentam, não importa o que o governo faça...A especulação imobiliária e planos governamentais já acabaram com algumas favelas, mesmo no Rio de Janeiro. O caso mais famoso é o da Favela da Catacumba, ao lado da Lagoa Rodrigo de Freitas, que foi extinta em 1970. A Favela do Pinto também é um outro exemplo...


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Favela da Catacumba na Década de 60. Hoje, parque e prédios de luxo.
Diz-se que no local existiu um cemitério indígena.


ORIGEM DOS NOMES DE ALGUMAS FAVELAS DO RJ
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Vista do Morro da Babilônia com Corcovado ao fundo
Babilônia

A vegetação exuberante e a vista privilegiada de Copacabana levou os moradores a compararem o local com os "Jardins Suspensos da Babilônia".

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Rocinha

Rocinha 

Nos anos 30, após a crise da Bolsa de 1929 que levou vários produtores de café à bancarrota, o  terreno da Fazenda Quebra-Cangalha foi invadido e dividido em pequenas chácaras, que vendiam sua produção na Praça Santos Dumont, responsável pelo abastecimento de toda a Zona Sul da cidade. Quando os clientes perguntavam de onde vinham os legumes, diziam: "-É de uma tal Rocinha lá no Alto da Gávea"



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Morro da Mangueira

Mangueira

Nos anos 40, na entrada da trilha de subida do Morro, que na época ainda era coberto pela mata, foi colocada uma placa que dizia: "Em breve neste local, Fábrica de Chápeus Mangueira". A fábrica nunca foi construída, mas a placa permaneceu, batizando uma das mais emblemáticas comunidades cariocas.


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Morro do Vidigal
Vidigal

Em homenagem ao dono original do terreno onde hoje se localiza a Favela, o Major Miguel Nunes Vidigal, figura muito influente durante o Império.


(Juarez Santana - Recebido por email)
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O Homem e o Vigia


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Conta-se esta história de um empregado em um frigorífico da Noruega.

Certo dia, ao término do trabalho, ao inspecionar a câmara frigorífica, inexplicavelmente a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara. Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu.


Todos já haviam saido para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo.


Já estava preso há quase cinco horas, debilitado com a temperatura insuportável, quando de repente a porta se abriu, o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida.


Mais tarde perguntaram ao vigia:


"Por que foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho"?


Ele explicou:


"Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair. 
Hoje pela manhã ele disse “Bom dia" quando chegou, mas  não se despediu de mim na hora da saída. Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei em toda a empresa até encontrá-lo."


Será que nós seríamos salvos?

(Recebido por email)