quarta-feira, 24 de agosto de 2011

SÓ!...

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Estou completamente só... O dia 
acaba, a tarde morre docemente 
e eu estou só em meio a tanta gente, 
nesta tarde chuvosa, cinza e fria...

A solidão da tarde me angustia, 
deixa-me imerso em um torpor dolente 
e eu vejo o tempo ir-se lentamente 
de gota em gota, em triste nostalgia.

A chuva aumenta a minha ansiedade, 
enchendo-me de mística saudade, 
numa tristeza atroz que o olhar me embaça.

E vejo tudo qual se fosse um sonho, 
onde o tempo se escoa tão tristonho
na cadência da chuva na vidraça
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(Romildes de Meirelles - http://www.rauldeleoni.org/soneto.html)