quinta-feira, 3 de março de 2011

A Verdade Sufocada - Com link para download do livro

 
 
 
 
A Verdade Sufocada  

Editorial

O  fim do regime militar e a Lei da Anistia não trouxeram a  pacificação desejada. Crédulos, os militares voltaram às suas  atribuições, confiantes na reconciliação de todos os brasileiros.  As mãos foram estendidas em sinal de paz, por um dos lados - as  mãos dos vencedores da luta armada -, porém, para os vencidos, o  combate continuou. Os derrotados trocaram as armas pelas palavras,  fazendo questão de não deixar cicatrizar as feridas que procuram  manter abertas até os dias de hoje.

Com a chegada ao  Brasil dos primeiros banidos e auto-exilados a História começou a  ser reescrita. Com os direitos políticos readquiridos, muitos  voltaram a seus cargos, outros foram acolhidos por governos  simpatizantes e outros ingressaram em partidos políticos recém  fundados.

Aos poucos, a maioria dos “perseguidos  políticos” ocupava cargos públicos, setores da mídia e  universidades. Bons formadores de opinião, passaram a usar novas  técnicas na batalha pela tomada do poder e pela tentativa de  desmoralização das Forças Armadas.
A esquerda revanchista  passou a descrever e a mostrar, da forma que lhe convinha, a luta  armada no Brasil.

E o fez de maneira capciosa, invertendo,  criando e deturpando fatos, enaltecendo terroristas, falseando a  história, achincalhando as Forças Armadas e expondo à execração  pública aqueles que, cumprindo com o dever, lutaram contra a  subversão e o terrorismo em defesa da Nação e do Estado.

Passou a predominar no País a versão dos derrotados, que  agiam livremente, sem qualquer contestação. As Forças Armadas,  disciplinadas, se mantiveram mudas.
Aos poucos, a farsa dos  revanchistas começou a ser aceita como “verdade” pelos que não  viveram a época da luta armada e do terrorismo e que passaram a  acreditar na versão que lhes era imposta pelos meios de  comunicação social.

No segundo semestre de 1985, em razão  das acusações formuladas no livro Brasil: Nunca Mais e pelas suas  repercussões na mídia, a Seção de Informações do Centro de  Informações do Exército (CIE) - atual Divisão de Inteligência do  Centro de Inteligência do Exército - recebeu a missão de empregar  os seus analistas - além de suas funções e encargos normais -, na  realização de uma pesquisa histórica, considerando o período que  abarcasse os antecedentes imediatos da Contra-Revolução de 31 de  março de 1964, até a derrota e o desmantelamento das organizações  e partidos que utilizaram a luta armada como instrumento de tomada  do poder.

As pesquisas iniciais, realizadas ainda em 1985,  mostraram, com clareza, que o trabalho ficaria incompleto e, até  mesmo, impreciso historicamente, se fosse cumprido o planejamento  inicialmente estabelecido. Assim, ampliou-se, no tempo e no espaço  os limites físicos e cronológicos da pesquisa, retroagindo-se a  Marx e Engels, passando pelos pólos irradiadores do Movimento  Comunista Internacional e pela história do PCdoB – desde a sua  criação em 1922 com a denominação de Partido Comunista do  Brasil/Seção Brasileira da Internacional Comunista -,  prolongando-se até a primeira metade da década de 1980.

Foi um trabalho minucioso, realizado em equipe, em que,  inicialmente, os documentos existentes àquela época no CIE foram  estudados, analisados e debatidos, conduzindo a novas indagações e  a novos interesses. Com isso, as pesquisas foram ampliadas  significativamente, incluindo processos, inquéritos, depoimentos  de próprio punho de presos, jornais, revistas, gravações de  programas de televisão, entrevistas, uma extensa bibliografia  nacional e estrangeira e alguns livros de ex-militantes da luta  armada.
Todas as pesquisas contribuíram para a elaboração  desse livro, diferentemente do trabalho da equipe de D. Paulo  Evaristo Arns que, para o livro “Brasil Nunca Mais”, pesquisou os  processos e os inquéritos disponíveis na Justiça Militar, de onde  extraiu, apenas, o que interessava, desde que fossem acusações e  críticas aos militares e civis que os combateram e os derrotaram.

Visando a resguardar o caráter confidencial da pesquisa e  a elaboração da obra, foi designada uma palavra-código para se  referir ao projeto - Orvil -, livro escrito de forma invertida.

Em fins de 1987, o texto, de aproximadamente mil páginas,  estava pronto.
A obra recebeu a denominação de “Tentativas de  Tomada do Poder” e foi classificada como “Reservado”, grau de  sigilo válido até que o livro fosse publicado oficialmente ou que  ultrapassasse o período previsto na lei para torná-lo ostensivo.

Concluída e apresentada ao ministro do Exército, General  Ex Leônidas Pires Gonçalves, este não autorizou a sua publicação -  que seria a palavra oficial do Exército -, sob a alegação de que a  conjuntura política não era oportuna, que o momento era de  concórdia, conciliação, harmonia e desarmamento de espíritos e não  de confronto, de acusações e de desunião.

Assim, a  instituição permaneceu muda e a farsa dos revanchistas continuou,  livre e solta, a inundar o País.

Muitos militares,  considerando que a classificação sigilosa “Reservado” já  ultrapassara o sigilo imposto pela lei e dispostos a divulgar o  livro, resolveram copiá-lo e difundi-lo nos últimos 12 anos, na  expectativa de que um número cada vez maior de leitores tomasse  conhecimento de seu conteúdo.

Milhares de exemplares foram  distribuídos a amigos, em corrente, e alguns exemplares foram  entregues a jornalistas. Nós também recebemos um e nossos  visitantes têm nos cobrado, permanentemente, a difusão do mesmo.  Hoje, até órgãos do governo o possuem. Não o difundem porque a  eles não interessa a divulgação do que ele contém.
Em abril de  2007, o Diário de Minas e o Correio Braziliense publicaram, por  vários dias, extensa matéria sob o título “Livro Secreto do  Exército é revelado”, em que abordaram, de forma irresponsável e  panfletária, alguns aspectos que mais lhes interessavam sobre o  livro. Logo em seguida, os telejornais fizeram coro à campanha.
Um procurador, mais afoito e atirado, afirmou que os militares  sonegam dados sobre os desaparecidos. E de repente, não mais que  de repente, o assunto bombástico desapareceu da mídia, como  sempre. Os críticos do livro se recolheram, deixando no ar algumas  meias verdades e muitas mentiras.

O silêncio prolongado,  embora excepcionalmente revelador, sugere algumas indagações,  dentre outras:

a - Por que os jornais não difundem o livro  sequencialmente em capítulos?

-Teriam matéria gratuita por  um longo período e, por certo, bateriam recordes de venda;

- Mostrariam à Nação um pouco das “ações heróicas” dos  angelicais ex-terroristas, que receberam treinamento de guerrilha  em Cuba, União Soviética e na China. Terroristas, que mataram,  “justiçaram”, seqüestraram e assaltaram.

- Alertariam a  população para as verdadeiras intenções da luta armada - implantar  no Brasil o comunismo - seguindo as idéias de Fidel Castro e Che  Guevara. As mesmas intenções do atual bolivarismo.

b- Se o  livro teve a mais baixa classificação sigilosa – “Reservado” -,  porque denominá-lo de Livro Secreto?

-Para criar impacto e  vender mais?

-Para criar falsas expectativas no leitor?

- Por que não permitir ao leitor conhecer toda essa  História?

-Por que não publicá-lo ostensivamente, se a  classificação “Reservado” já está caduca?

Assediado pela  imprensa, o General Leônidas confirmou a missão atribuída ao CIE  de elaborar o livro em 1985 e a decisão de não publicá-lo em 1988,  em nome da concórdia, do desarmamento de espírito e da pacificação  nacional, como o fora em 1979 a “Lei da Anistia”.

Em 29 de  agosto último, a Secretaria Especial de Direitos Humanos da  Presidência da República lançou, no Palácio do Planalto, em  badalada cerimônia, que contou com a presença do presidente Lula,  o livro “Direito à Memória e à Verdade”, praticamente uma cópia do  livro “os filhos deste solo” de Nilmário Miranda e Carlos  Tibúrcio. Para os autores desses dois livros, os crimes praticados  pelos militantes da luta armada, simplesmente, não existiram. São  ”heróis” que precisam ser permanentemente homenageados.

No  texto de uma matéria publicada no Correio Braziliense de 31/08/07,  o articulista Lucas Figueiredo estabeleceu um ponto de contato, um  elo de integração entre o livro “Direito à Memória e a Verdade” e  o livro do CIE “As Tentativas de Tomada do Poder”, quando afirmou:  “a versão oficial do Exército sobre a morte de desaparecidos  políticos é incorporada à história formal do período militar –  Livro secreto agora é oficial”, como se o Orvil desse  credibilidade às versões publicadas no livro” Direito à Memória e  a Verdade”.

Em razão de uma afirmação descabida, desonesta  e mal intencionada e para que os leitores possam comparar, avaliar  e concluir, resolvemos divulgar o “Projeto Orvil” no site - www.averdadesufocada.com <http://www.averdadesufocada.com/>  , para consulta livre e  gratuita.

Ao mesmo tempo, o divulgaremos para todos os  endereços eletrônicos disponíveis – particularmente os de jornais,  revistas, escolas, universidades, associações de classe, etc - e o  colocamos à disposição de outros sites que, como o nosso, estejam  interessados em mostrar aos leitores que o livro não é secreto e  nada tem a esconder, pelo contrário, ele mostra tudo aquilo que a  esquerda não quer que o Brasil conheça. 









 Os editores do site www.averdadesufocada.com <http://www.averdadesufocada.com/>

LINK PARA  DOWNLOAD DO LIVRO - http://www.averdadesufocada.com/images/orvil/orvil_completo.pdf

TIPO: PDF
TAMANHO: 36,8MB
RECURSOS:  DIGITALIZAÇÃO COM RECURSO DE BUSCA EMBUTIDO
PÁGINAS: 953 


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