sábado, 22 de janeiro de 2011

O que realmente querem as mulheres?

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Espaço para os filhos, para a casa, para o sucesso profissional, para o amor. Tudo embasado na idéia de ser soberana

 
Há uma história de autor desconhecido, que conta que um dia, distraído do caminho e perseguindo um animal, o rei Arthur foi pego caçando em terras vizinhas, crime cujo castigo era nada menos que a morte e apropriação das terras do invasor. Como Arthur reinava com justiça e era um jovem monarca muito querido e respeitado, foi-lhe poupada a vida. Em compensação, o vizinho incumbiu-lhe de, no prazo de um ano, trazer a resposta a uma pergunta que sempre o intrigara: o que realmente querem as mulheres? A história
merece ser lida na íntegra, mas posso adiantar a resposta sem estragar o final: as mulheres querem ser soberanas de suas próprias vidas! Nesse intuito, toda mulher precisa travar suas batalhas contra sabotadores internos que deformam nossa imagem e autoestima. Ao longo da vida vamos acumulando pesos e falsas verdades inventadas por um olhar enviesado sobre si mesma.


Ser soberana não tem nada a ver com dominar nem vencer ninguém, é assunto interno e profundo, mesmo depois da revolução sexual. Desde muito cedo, à menina é oferecida menos autonomia para vencer desafios de alturas, águas, chutes e safanões – isso é mais parte da vida dos meninos, enquanto a gente ficava nas bonecas, panelinhas ou espelhos para mais tarde trocar pelas revistas, música, horas escrevendo em diários e agendas, e espelhos... Procurando a imagem do ideal da vez, descobrindo terríveis defeitos e deformações, revelando excessos e denunciando faltas, falhas e carências para gente carregar uma autoimagem torta e curtir frustrações por muitos e muitos anos. Até quando seremos escravas de uma forma que está fora para construir algo que deve nascer dentro, tamanho único, que só serve a você: a autoestima?

Primeiro a menina é a bonequinha da mamãe e do papai – no raio do olhar deles, sob a proteção deles, cuidada por eles, deles. Apesar das coisas estarem mudando, demora mais para a jovem andar de ônibus, sair, ou mesmo ficar em casa sozinha. Além das reais questões da violência na cidade, há um movimento natural de trazer a menina para junto dos pais, enquanto os meninos são mais estimulados a sair e vencer obstáculos. Quando adolesce, a garota deve seguir leis muito rígidas do grupo de pares, ou será condenada sem clemência à lama e à solidão.
Deusmelivre ser diferente e destacar-se por alguma particularidade – o desejo é misturar-se e para isso é preciso ser igual. Nessa fase, o grupo é que manda e dita as regras, só que a gente nem sempre percebe.

Então, vem o namorado, vira dono e a namorada gosta! Porque somos arrebatadas de paixão e encantamento por aquilo que causamos no outro e tudo é tão novo e lindo e intenso. Soma-se os modelos idealizados dos nossos pais, dos contos de fada e de Hollywood, e de tantas lindas cerimônias de casamento, onde a bela noiva, mais princesa do que nunca, é passada do braço do pai ao do noivo-príncipe; junta a inocência, a insegurança, o ciúme, os medos colhidos no espelho de antes. “Vai indo, indo... e iu”, como diz Reinaldo Moraes. Perdem-se os contornos, tudo fica no plural e as individualidades não cabem nesse modelo amoroso.


Quando chegam os filhos, perde-se até a condição de mulher, às vezes, para dar lugar a esse imenso papel de mãe. O tempo, o sono e os programas giram em torno das crianças. Como conciliar a carreira, o romance e o sexo com o marido, as amigas de infância, as novas amizades e ainda o supermercado, pediatra, ortodontista, autoestima, confiança, crescimento pessoal, manicure e o cardápio da semana? E a gente ainda quer ser soberana, sem perceber o quanto já reinamos.


Mulher é multimídia. Dá conta de tudo isso e mais um pouco, se precisar. E faz tudo mais feliz se sentir que o homem amado valoriza seu empenho e reconhece seu esforço – algumas fazem jornadas duplas, outras abriram mão de suas carreiras para dedicar-se aos filhos (dos dois), outras choram escondidas atrás do computador por terem perdido a festa na escola por conta do trabalho. Tudo cabe se pudermos construir uma vida ressonante com espaço para os filhos, para a casa, o sucesso profissional e um amor gozoso. Ah, e que a gente possa virar bruxa, de vez em quando, que logo passa. Onde as escolhas da vida ecoem os quereres da alma. Isso nos faz soberanas e felizes.


(Lúcia Rosenberg - http://delas.ig.com.br/colunistas/identidadefeminina/o+que+realmente+querem+as+mulheres/c1237939703141.html)



A História





O jovem Rei Arthur foi surpreendido pelo monarca do reino vizinho enquanto caçava em um bosque. O Rei(vizinho) poderia tê-lo matado no ato, pois tal era o castigo para quem violasse as leis da propriedade, contudo se comoveu ante a juventude e a simpatia de Arthur e lhe ofereceu a liberdade, desde que no prazo de um ano trouxesse a resposta a uma pergunta difícil. 
 
A pergunta era: O que realmente as mulheres querem?

Semelhante pergunta deixaria perplexo até ao homem mais sábio, ao jovem Arthur lhe pareceu impossível de respondê-la. Contudo aquilo era melhor do que a morte, de modo que regressou a seu reino e começou interrogar as pessoas.

A princesa, a rainha, as prostitutas, os monges, os sábios, o palhaço da corte, em suma, todos, e ninguém soube dar uma resposta convincente. Porém todos o aconselharam a consultar a velha bruxa, porque somente ela saberia a resposta. O preço seria alto, já que a velha bruxa era famosa em todo o reino pelo exorbitante preço cobrado pelos seus serviços.

Chegou o último dia do ano acordado e Arthur não teve mais remédio se não recorrer a feiticeira. Ela aceitou em dar-lhe uma resposta satisfatória, com uma condição: primeiro, ele aceitaria o preço. Ela queria casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da mesa redonda e o mais íntimo amigo do Rei Arthur!

O jovem Arthur a olhou horrorizado: era feíssima, tinha um só dente, desprendia um fedor que causava náuseas até a um cachorro, fazia ruídos obscenos... ele nunca havia topado com uma criatura tão repugnante. Se acovardou diante da perspectiva de pedir a um amigo de toda a sua vida para assumir essa carga terrível.

Não obstante, ao inteirar-se do pacto proposto, Gawain afirmou que não era um sacrifício excessivo em troca da vida de seu melhor amigo e a preservação da Mesa Redonda.

Anunciadas as bodas, a velha bruxa, com sua sabedoria infernal, disse:

- O que realmente as mulheres querem é: serem soberanas de suas próprias vidas!

Todos souberam no mesmo instante que a feiticeira havia dito uma grande verdade e que o jovem Rei Arthur estaria salvo.

Assim foi: ao ouvir a resposta, o monarca vizinho lhe devolveu a liberdade.

Porém, que bodas tristes foram aquelas, ... toda a corte assistiu e ninguém se sentiu mais desgarrado entre o alivio e a angústia, que o próprio Arthur.

Gawain, se mostrou cortes, gentil e respeitoso. A velha bruxa usou de seus piores hábitos, comeu sem usar talheres, emitiu ruídos e um mau cheiro espantoso.

Chegou a noite de núpcias. Quando Gawain, já preparado para ir para a cama aguardava sua esposa, ... ela apareceu como a mais linda e charmosa mulher que um homem poderia imaginar! ... Gawain ficou estupefato e lhe perguntou o que havia acontecido. A jovem lhe respondeu com um sorriso doce: como havia sido cortês, com a metade do tempo ela se apresentaria com aspecto horrível e a outra metade com aspecto de uma linda donzela.

Então ela lhe perguntou: 

Qual ele preferiria para o dia e qual para a noite?

Que pergunta cruel, Gawain se apressou em fazer cálculos...Poderia ter uma jovem adorável durante o dia para exibir a seus amigos e à noite na privacidade de seu quarto uma bruxa espantosa; ou quem sabe ter de dia uma bruxa e uma jovem linda nos momentos íntimos de sua vida conjugal.

O nobre Gawain respondeu que a deixaria escolher por si mesma.

Ao ouvir a resposta ela anunciou que seria uma linda jovem de dia e de noite, porque ele a havia respeitado e permitido ser dona de sua vida.


Moral da história: 

A mulher se transformará de acordo com a forma que você a tratar ...
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