sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Resoluções de Ano Novo.

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Hoje acordei pensando que está chegando o final do ano e que devo começar a planejar as coisas que pretendo fazer e outras que quero mudar em minha vida no ano que vem. Afinal, são 365 novos dias em que devo fazer tudo melhor, aproveitando as experiências vividas até agora.

Sem falar nos projetos que vou empurrando com a barriga, ano após ano, tais como emagrecer, parar de fumar e outros tais, existem planos novos, idéias que surgiram no decorrer do ano, como conseqüência dos fatos ocorridos e que quero por em prática.

Vou enumerando todos eles na minha cabeça, até que, como são muitos, penso em colocá-los no papel, mas aí me lembro de já ter feito isso antes e de ter ficado um bocado aborrecida comigo mesma por não ter cumprido nem a metade. Melhor não...

Na verdade, penso eu cá com os meus botões, porque todo final de ano é a mesma história? Porque a cada ano que termina me sinto meio que na obrigação de planejar mudanças na minha vida, coisas que vou fazer e outras que não devo fazer a partir do dia 1º de janeiro? Afinal, o que é que o dia 1º de janeiro tem de tão especial assim? Pensando bem, ele é um dia igual a todos os outros.

Se acho que deveria mudar alguma coisa em minha vida, deveria e poderia ter feito isso durante o ano todo. O que não me faltou foi tempo, pois tive os mesmos 365 dias para fazê-lo. Por que deixar esta responsabilidade para o ano que está chegando? No fundo, sei que estas resoluções de Ano Novo existem para não serem cumpridas e são como as Leis brasileiras, algumas “pegam” e outras, simplesmente “não pegam”.

Eu deveria mesmo era me levantar, me arrumar, tomar o meu café e tratar de fazer alguma coisa com esse dia que está aqui, na minha frente, novinho em folha.

Mas é que este tipo de pensamento me deixou com tanto sono que vou mesmo é fazer o que faço sempre com as resoluções de Ano Novo... Virar para o outro lado, fingir que não pensei nisso e voltar a dormir.



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