sábado, 11 de junho de 2011

Forças Armadas - Teoria da Conspiração

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As Forças Armadas vêm  sofrendo um verdadeiro desmanche. Seu reaparelhamento que já  era necessário desde o governo de Fernando Henrique, nunca  saiu dos discursos. Ano após ano verbas são contingenciadas e  o reaparelhamento é  postergado.

Vez por outra quando a vulnerabilidade do país ficava  evidente, Lula prometia comprar caças e o ministro da Defesa  Nelson Jobim surgia fardado para discursar sobre o assunto  como se a questão se resolvesse com a compra de caças, meia  dúzia de tanques e dois ou três submarinos. Mas nem isso  acontece.



Desde o primeiro governo de Lula até hoje, não se  elaborou um projeto de reaparelhamento das Forças Armadas  levando em consideração os cenários futuros e as reais  necessidades de defesa do país.

A indústria de material bélico foi praticamente  desmontada e a rotina de manutenção nas Organizações Militares  (OMs) se resume a canibalizar e descomissionar.

As Forças Armadas operam sucata e a dotação de  munição da maioria das OMs está abaixo do recomendado, mesmo  em tempos de paz.

Aos poucos as Forças Armadas, última garantia de  nossa soberania, da Constituição e da República, estão sendo  desmontadas. Primeiro foram rebaixadas. Perderam o status de  ministérios para ficarem subordinadas a um ministério da  Defesa cujos ministros têm sido civis despreparados a humilhar  profissionais de carreira, conduzindo o país a uma situação de  vulnerabilidade inaceitável.

O Brasil tem atualmente uma brigada de pronto  emprego, que apesar de altamente profissional, tem limitações  pelo fato de estar equipada com material antigo e de  funcionamento e manutenção precária.

Força Nacional de Segurança Pública.


Em paralelo e  essa política de estrangulamento das Forças Armadas, foi  criada a Força Nacional de Segurança Pública que atenta contra  a própria Constituição Brasileira, pois nela não está  prevista. Leia-se o art. 144 da CB que define claramente as  instituições responsáveis pela segurança pública.  
Art. 144. A segurança pública, dever do Estado,  direito e responsabilidade de todos, é exercida para a  preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e  do patrimônio.


 I – polícia  federal;
II – polícia rodoviária federal;
III – polícia  ferroviária federal;
IV – polícias civis;
VI – polícias  militares e corpos de bombeiros militares.

A Força Nacional de  Segurança Pública esconde dois aspectos que têm passado  despercebida. Primeiro usurpam funções das polícias estaduais  cujas obrigações constitucionais são muito claras.


Mas existe outro aspecto:



As Forças Armadas  brasileiras têm tradição constitucionalista e republicana,  valores esses que são ensinados, cultivados e cultuados desde  a formação nas escolas militares até os mais altos  escalões.

Apesar de seu chefe supremo ser o presidente da  República, as Forças Armadas constitui uma Instituição de  Estado a serviço do Estado.

A Força Nacional de Segurança Pública não têm  identidade e muito menos tradição. É uma tropa que atualmente  tem um contingente reduzido, mas de grande poder de combate,  subordinada ao ministro da Justiça. É integrada por policiais  e bombeiros oriundos dos Estados-membros, indicados pelas  Secretarias de Segurança de seus respectivos Estados.

Essa tropa juntamente com  a Polícia Federal que também é subordinada ao ministro da  Justiça está formando um Estado dentro do  outro.

O governo tem destinado recursos para equipar  a Força Nacional de Segurança Pública em detrimento das Forças  Armadas.


Polícia Federal.

A Polícia Federal tem atuado à margem da lei,  cometendo invasões, escutas, expropriações e outras  ilegalidades impunemente. 
 (veja-se os diversos  vídeos de operações em Roraima tais como: 


http://www.youtube.com/watch?v=XpYsvQnfAFY , entre  outros).

Essa atuação à margem da lei é um claro sinal  que a Polícia Federal que deveria ser uma instituição de  Estado, está dando suporte a um projeto de poder político e  passou a ser uma milícia político partidária a serviço do  governo.

S
omente esse fato é gravíssimo pois atenta  contra a democracia e a própria República.


A destruição da Inteligência  Brasileira.

A Agência Brasileira de Inteligência – ABIN é  uma instituição de inteligência a serviço do Estado. Nenhum  país no mundo atual pode se dar ao luxo de prescindir de  inteligência para governar.

O papel da Inteligência é a produção de  conhecimentos sobre fatos e situações de imediata ou potencial  influência no processo decisório e na ação governamental e  sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do  Estado.

Além da Inteligência é fundamental existir  uma Contra-Inteligência, cuja função é proteger assuntos  sigilosos relevantes para o Estado e para a sociedade  neutralizando ações de Inteligência executadas em benefício de  interesses estrangeiros ou mesmo de grupos  isolados.

Lamentavelmente desde o fim do regime militar  a inteligência brasileira foi desmontada, criando-se a ABIN  que substituiu o Serviço Nacional de Informação –  SNI.

Desde então, governo, esquerda e mídia têm  feito grande esforço publicitário para associar atividade de  inteligência a bisbilhotagem, transformando analistas de  inteligência em “arapongas”, termo esse que é pejorativo no  meio.

A invasão de instalações da ABIN pela Polícia  Federal com apreensão de material sigiloso representa  aniquilar todo esforço de inteligência do país. Mais grave  ainda foi o vazamento dessas informações para a A  FOLHA.

Os arquivos vazados conteriam nomes de  informantes e funcionários de inteligência, inclusive adidos  estrangeiros que cooperam com a agência. Segundo A FOLHA,  entre o material apreendido há dados sobre exploração mineral  no país, controle de fronteiras, espionagem internacional e  contra-espionagem, além de trabalhos voltados ao monitoramento  de movimentos sociais e terrorismo.

A atividade de inteligência é extremamente  complexa, pois muitas vezes implica em infiltrar agentes em  postos chaves ou criar uma rede de colaboradores voluntários  ou pagos, para obter informações e produzir conhecimento sobre  os mais diversos assuntos. Revelar a identidade de agentes  infiltrados e o organograma do aparelho não só coloca em risco  a integridade de agentes e colaboradores como também anula  todo esforço e pode deixar o Brasil literalmente cego em  assuntos que envolvem interesses políticos, econômicos,  estratégicos e Segurança Nacional.

Além disso, é fácil imaginar o prejuízo e o  risco de desmobilizar eventuais agentes infiltrados nas FARCs,  em movimentos como o MST, no submundo do crime organizado ou  em outros países.

Em lugar nenhum do mundo, a não ser em  regimes autoritários, uma polícia pode se apropriar de  material que contenha sigilos de Estado. Entretanto a Polícia  Federal ou melhor Milícia Federal do ministro Tarso Genro o  fez. Ainda que a Polícia Federal devolva o material como  ingenuamente o ministro anunciou, todas as informações  contidas no material apreendido terão que ser tratadas como  violadas e reveladas. Tal representa queimar recursos para  recomeçar tudo da estaca zero.

Grande parte do trabalho e esforços feitos  por décadas nesse momento podem virar lixo.

Esse seria mais um caso de aplicar a Lei de  Segurança Nacional e responsabilizar todos aqueles que  autorizaram, planejaram e executaram essa  operação.

Mas existe outra face dessa moeda. Destruir a  Inteligência representa tornar o Estado absolutamente  vulnerável, pois a ABIN tal como as Forças Armadas é uma  instituição de Estado.

Anular a ABIN parece fazer parte do projeto  de poder que vem sendo conduzido por Lula, seus ministros e  pelo Partido dos Trabalhadores.


Tanto assim que não colocaram um profissional  de carreira na direção geral da instituição e sim Paulo  Fernando da Costa Lacerda, um delegado da Polícia  Federal.

Essa nomeação pode parecer algo normal, mas  traz grande fragilidade ao sistema. Entre outros aspectos fere  o princípio da compartimentação da informação e concentra  poder em uma única pessoa de forma perigosa e  inaceitável.

Paulo F. C. Lacerda está temporariamente  afastado da função até que sejam apuradas as responsabilidades  sobre a autoria do grampo que interceptou conversa entre o  presidente do Supremo, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes  Torres (DEM).

Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra  – MST e movimentos similares.

O MST sempre foi o braço revolucionário  radical do Partido dos Trabalhadores. Durante algum tempo, nos  primórdios de sua criação, o MST manteve sua imagem vinculada  à pressão pela reforma agrária.



Atualmente é  público e notório que seus objetivos são políticos e que  desejam implantar no Brasil um regime comunista. O governo tem  apoiado o MST e movimentos similares politicamente e  financeiramente.

Tanto o MST como o MLST, suas dissidências e  seus similares são movimentos ilegais que atentam contra todo  o ordenamento jurídico do país. Do ponto de vista legal são  indefinidos. Não são partidos, nãos são Organizações Não  Governamentais - ONGs, nem têm qualquer outra figura jurídica  que os caracterize.



Na prática são bandos revolucionários organizados que  pautam suas ações por atos criminosos como invasões, saques,  depredações, ameaças e furtos. O exemplo mais contundente foi  a depredação do Congresso.

Seus líderes são conhecidos e pelos crimes cometidos  deveriam estar presos cumprindo longas penas. Entretanto estão  soltos, organizando e comandando ações terroristas e  criminosas com o apoio do governo. Os mais notórios líderes  fazem jus a aulas magnas em universidades públicas como se  fossem heróis nacionais.

Como esses movimentos não são pessoas jurídicas não  poderiam receber subvenção ou recursos públicos. Assim foram  criadas ONGs de fachada que são controladas por membros do  MST, cujos objetivos são obter recursos públicos para supostos  projetos sociais. Contudo, o Tribunal de Contas da União – TCU  têm mostrado que esses recuros estão sendo desviados das  finalidades declaradas e a que se destinavam.

Por outro lado, toda logística para manutenção desses  movimentos e de suas ações terroristas é cara e esses  movimentos não têm fontes de recursos. Logo não é dificil  imaginar qual o destino dos recursos que o TCU aponta como  tendo sido desviados.

Além disso, há provas de cooperação ou até aliança  entre o MST e as Forças Armadas Revolucionárias Colombianas –  FARCs, um grupo de narco-guerrilheiros terroristas que vinha  tentando ganhar o poder na Colombia para instalar um regime  comunista. Álvaro Uribe, presidente da Colômbia implantou uma  política séria de combate às FARCs e estas estão praticamente  aniquiladas.

A presença das FARCs no Brasil não se restringe hoje  apenas à montagem de bases estratégicas para o tráfico de  drogas e armas na selva amazônica. Suas ações incluem o  treinamento de criminosos e líderes de "movimentos sociais",  entre eles o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Os centros estão montados estrategicamente na  fronteira do Brasil com o Paraguai.

Relatórios da Inteligência Brasileira e de  autoridades paraguaias registram a ocorrência de pelo menos  três cursos sobre técnicas de guerrilha destinadas a  brasileiros, realizados este ano - em maio, julho e agosto -  na região de Pindoty Porã, departamento de Canindeyú, no  Paraguai, cidade na fronteira com o Mato Grosso do Sul e o  Paraná.

Pelo menos um desses cursos, sobre técnicas de  primeiro socorros e contra-informação, que aconteceu entre 22  e 24 de julho, teve como público alvo integrantes do MST dos  estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Sob a batuta dos mesmos instrutores colombianos, o  último treinamento, que aconteceu em 29 de agosto, foi  destinado a integrante de quadrilhas responsáveis pela  segurança de pontos de distribuição de drogas em São Paulo e  no Rio de Janeiro. Na instrução, foram passadas aos alunos  brasileiros informações sobre táticas de guerrilha  urbana.

No relatório reservado constam inclusive nomes de  pelo menos oito brasileiros participantes desses cursos que  estão sendo investigados.

Recentemente presos e material apreendido na operação  que matou Raul Reyes revelaram outros elos entre MST, FARCs e  membros do governo brasileiro.

Note-se que todos esses movimentos como MST, MLST e  seus dirigentes já deveriam ter sido enquadrados na Lei de  Segurança Nacional ou mesmo nas leis penais. Contudo, o  ministro da Justiça Tarso Genro e o presidente Lula os tratam  como “movimentos sociais” e ainda os subvencionam.

Como se não bastasse, Hugo Chavez tem financiado o  MST para implantação de “escolas revolucionárias  bolivarianas”.
O leitor mais interessado poderá fazer uma  rápida apreciação da LEI de Segurança Nacional, Nº. 7.170, DE  14 DE DEZEMBRO DE 1983, plenamente em vigor. É provável que  tenha uma surpresa ao descobrir o quanto o governo, seus  aliados e "movimentos sociais" têm incorrido em crimes contra  o Estado.
 

Oposição.  


Falar em oposição política no Brasil  atualmente é uma utopia. A custa do loteamento da máquina  pública e criação de cargos, a oposição foi literalmente  comprada e calada. O Congresso tem aceitado todas as  ilegalidades cometidas pelo governo e escândalos já não têm  qualquer conseqüência a não ser vender jornais e  revistas.

Por muito menos o presidente Collor sofreu um  impeachment.

As crises atuais transformam Collor num santo.  Entretanto no governo Lula ele se livrou de todas as  responsabilidades e acusações promovendo discursos, a dança  das cadeiras e distribuindo verbas com finalidade  eleitoreira.

Todos os poderes da República se calaram e compactuam  com a ilegalidade que permearam o governo até as entranhas. 

Não houve sequer uma tentativa de responsabilizar Lula por  todas as ilegalidades que partiram das salas vizinhas a  sua.

Na prática a oposição talvez se resuma a alguns  poucos deputados e senadores considerados páreas por seus  colegas. É uma minoria insignificante sem qualquer poder.

Note-se que todos os grandes escândalos envolvendo  parlamentares, sempre tiveram ligação direta com a base aliada  do governo. Ainda que Lula alegasse desconhecer tudo que  acontecia no seu entorno e as ações de seus aliados, ele é  efetivamente o presidente da República, sendo sua alegação  inaceitável sob todos os aspectos.


Programas sociais.

Os programas sociais lançados pelo governo não têm o  objetivo de mudar a estrutura social do país e transformar  miseráveis em cidadãos dignos, geradores do próprio sustento e  de riquezas para o país.

Pelo contrário, a idéia é apenas oferecer uma versão  contemporânea da política de pão e circo. Assim existirá a  garantia que o celeiro de votos representado pela população  que se beneficia desses projetos, jamais ficará vazio. Quando  essa geração de miseráveis e beneficiários de Bolsa Família,  Cimento Social, e outras políticas medíocres morrerem, é  garantida que suas sucessoras continuarão cronicamente  dependentes.

Assim, é fundamental que o ensino continue precário e  que serviços como saúde e segurança de qualidade sejam  tratados como prêmios a serem distribuídos em forma de  promessas em vésperas de eleições.

Com isso está garantido que o pacto político medíocre  celebrado entre povo e governo se perpetue.


Conspiração ou  apenas criminosos esbulhando o país?

Se tudo isso que foi mencionado são meras  coincidências, definitivamente somos um povo amaldiçoado pelo  destino.
Contudo, é coincidências demais o que leva a  conclusão quanto a existência de um plano conspiratório urdido  por grupos que desejam se perpetuar no poder e implantar um  outro regime político no Brasil. Talvez uma cleptocracia ou um  Estado do Crime ou um regime comunista que no fundo seria uma  fusão de ambos.

Para dar um golpe é necessário anular as Forças Armadas  guardiãs da República e da Constituição. Como não foi possível  fazê-lo por decreto foi adotado o plano do garroteamento até a  morte por asfixia. Felizmente os militares tem se mostrado  valorosos e mesmo diante de toda traição e perseguição  revanchista que vêm sofrendo, não abandonam o ideal maior que  é a defesa da pátria. Ainda que hoje essa luta não se dê com o  sacrifício da vida biológica é visível o sacrifício pessoal  que muitos vêm fazendo. O exemplo mais atual desse sacrifico  foi o general Heleno que, mesmo sabendo das conseqüências de  denunciar a política indigenista caótica, o fez colocando em  risco uma carreira brilhante.

O braço revolucionário que é formado pelos ditos  "movimentos sociais" está sendo financiado para que engrosse  fileiras e adquira meios. Esse exército de criminosos que hoje  já atua livre e impunemente é um forte instrumento de pressão  que certamente será empregado no momento oportuno. Seu emprego  poderá ser para ações violentas ou ocupações de prédios  públicos ou outras ações intimidatórias. Quando a situação se  descontrolar, será criada uma farsa na qual Lula o "grande  líder" surgirá como salvador a negociar um acordo de paz com a  versão brasileira das FARCs.

A Polícia Federal já foi transformada em milícia  particular do ministro da Justiça e ganhou o reforço de uma  unidade de combate. A Polícia Federal tem sido utilizada em  operações clandestinas que obviamente só podem ter o propósito  de imobilizar eventuais forças de oposição. A invasão da ABIN  e apreensão de dados sigilosos seria parte desse plano e tem  também o objetivo de neutralizar uma instituição de  inteligência a serviço do Estado.

Talvez essa seja apenas mais uma teoria da  conspiração.

Mas se essa conspiração não existe, há que haver  outra explicação para todos os crimes e ilegalidades que têm  sido cometidos por agentes da lei, representantes do Estado,  aliados da base política e homens de confiança do presidente  da República.

Seja qual for a resposta, é fato que o atual estágio  de descontrole, desgoverno e corrupção ameace a República e a  democracia.



Fica ao leitor um convite para que reflita  sobre todas essas coincidências e tire suas próprias  conclusões.
 

(Texto extraído do site www.ofca.com <http://www.ofca.com