segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Frases do dia - Marquês de Maricá

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A ambição se recomenda freqüentemente por amor do bem geral; os tolos a acreditam, os prudentes suspeitam, os sábios a desmentem.

O sistema de impunidade é também promotor dos crimes.

A ordem pública periga onde não se castiga

É mais útil algumas vezes a extirpação de um erro que a descoberta de muitas verdades.

A ambição de ciência é tão serena e aprazível em seu processo e meios quanto a do poder e honras é violenta e tormentosa: a primeira tem a sabedoria por objeto, a segunda a dominação ou tirania.

A civilidade é uma impostura indispensável, quando os homens não têm as virtudes que ela afeta, mas os vícios que dissimula.

A degeneração moral tem sido por vezes qualificada de regeneração política.

A dialética do interesse é quase sempre mais poderosa que a da razão e consciência.

A fecundidade em palavras anuncia esterilidade em obras.

A impostura e o engano alimentam a muita gente, que não teria emprego e morreria de fome se a verdade surgisse com todo o seu fulgor e dissipasse os erros e ilusões do gênero humano.


Biografia

Mariano José Pereira da Fonseca, 1º e único visconde com grandeza e marquês de Maricá, (Rio de Janeiro, 18 de maio de 1773 — 16 de setembro de 1848) foi um escritor, filósofo e político brasileiro. Foi ministro da Fazenda, conselheiro de Estado e senador do Império do Brasil de 1826 a 1848.

Filho do comerciante Domingos Pereira da Fonseca, este natural de Portugal e de Teresa Maria de Jesus, natural do Rio de Janeiro, Mariano casou-se com Maria Barbosa Rosa do Sacramento a 30 de junho de 1800.

Doutor em filosofia e consagrado em matemática pela Universidade de Coimbra em 1793, ocupou o cargo de Ministro da Fazenda no 3° Gabinete de 1823, depois foi nomeado senador pela província do Rio de Janeiro em 1826.

Por seus conhecimentos e modo de fazer política, tornou-se Conselheiro de Estado Efetivo em 1823 e Grande do Império, tendo participado da elaboração da Constituição do Império. Detinha a Grã-Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro.

Como escritor, escreveu diversas obras, a mais conhecida sendo Máximas, Pensamentos e Reflexões, composta de quatro volumes, com um total de 3169 artigos, publicada entre os anos de 1837, 1839 e 1841.

(Fontes: www.hkocher.info, pt.wikiquote.org, pt.wikipedia.org)