terça-feira, 16 de março de 2010

Blat diz que PT não o intimidará

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O promotor José Carlos Blat emitiu nesta segunda-feira uma nota na qual afirma que não irá se intimidar com os ataques feitos por petistas após a revista Veja divulgar as descobertas da investigação criminal comandada por ele sobre o esquema da cooperativa habitacional Bancoop.

"Os ataques pessoais e campanhas difamatórias representam um claro sinal de desrespeito e uma tentativa de intimidação que não alcançou o resultado desejado, pois nada impedirá a continuidade dos trabalhos de investigação e a elucidação cabal dos fatos criminosos", diz Blat.

Blat é responsável no Ministério Público de São Paulo por investigar o caso da Cooperativa Habitacionais dos Bancários de São Paulo, a Bancoop. A edição desta semana da Veja aponta o tesoureiro do PT, João Vaccari, como um dos arrecadadores do mensalão petista usando fundos de pensão (confira mais abaixo). A seguir, a íntegra da nota:

"Com relação à decisão proferida pelo Juiz de Direito Auxiliar do Departamento de Inquéritos Policiais - DIPO sobre o caso BANCOOP esclareço:


1. O pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de JOÃO VACARI NETO e outra diretora foram amparados em um contexto probatório inegável de documentos bancários, fiscais, contábeis, relatórios, além de depoimentos colhidos ao longo da investigação;


2. A solicitação judicial de esclarecimentos complementares sobre a prova produzida nos autos do inquérito policial será plenamente atendida pelo Ministério Público para análise do pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de aludidos dirigentes da BANCOOP;

3. Esclareço também que já havia sido deferida judicialmente em 2009 pelo Juiz Corregedor do DIPO a oitiva de JOÃO VACARI NETO perante a Autoridade Policial. Ocorre que o inquérito policial permaneceu em cartório aguardando a juntada de informações bancárias e fiscais complementares;

4. Os ataques pessoais e campanhas difamatórias representam um claro sinal de desrespeito e uma tentativa de intimidação que não alcançou o resultado desejado, pois, nada impedirá a continuidade dos trabalhos de investigação e a elucidação cabal dos fatos criminosos;

5. Por fim, esclareço que na minha atribuição como Promotor de Justiça Criminal e Membro do Ministério Público do Estado de São Paulo exerço uma carreira de Estado e não de Governo e que não estou investigando pessoas ligadas a partidos políticos, mas sim dirigentes e ex-dirigentes de uma cooperativa habitacional que lesou milhares de famílias."

(Fonte:
www.poroutrolado.com.br)