terça-feira, 18 de outubro de 2011

Governos, Mentiras e a Corrupção que mata

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A CORRUPÇÃO NO BRASIL




Os últimos protestos contra a corrupção lançam uma luz sobre o futuro político brasileiro. Assumindo que esses protestos comecem a se multiplicar e a se tornarem mais frequentes e incisivos; a tendência é de que acabem promovendo uma forte corrente de conscientização e terminem por agir definitivamente na causa de todos os males de nosso país: a apatia e a alienação do eleitorado.

Mesmo diante dos mais imbecis defensores do “Status Quo”, os militantes partidários robóticos, ficará impossível rotular esses protestos com a pecha de “Movimento Cansei” – no sentido de se tratar de coisa de “riquinhos burgueses” contra a “vitória do proletariado”.

Principalmente os militantes da esquerda brasileira parecem presos ao passado e mentalmente limitados aos velhos jargões saudosistas que os impedem de perceber o óbvio: No Brasil, a diferença entre esquerda e direita é a mão usada para roubar o dinheiro público; sendo que os que se dizem “de centro” são ambidestros.

A maior prova disso é o incrível número de mortes provocadas pela corrupção em nosso país. Ao apontarmos as principais causas de morte prematura em nossos cidadãos seja por violência, doenças, acidentes e qualquer outro fator; veremos presente o elemento corrupção.

Além disso, muito mais do que a simples presença desse elemento pernicioso; constatamos com extrema facilidade que ele consiste do principal responsável ou da fonte geradora desse genocídio silencioso de brasileiros. Desde a falta de saneamento básico, que provoca doenças evitáveis e as mortes precoces de crianças, adultos e velhos até a superlotação e o desaparelhamento dos hospitais a corrupção desvia receitas preciosas e engorda a fortuna das famílias mafiosas que se escondem por trás das legendas partidárias visando apenas o seu próprio benefício.

Como podem explicar, por exemplo, os defensores da administração petista o fato de Antonio Palocci ter sido defendido abertamente por elementos da alta cúpula petista, pela presidente Dilma e pelo ex-presidente Lula, quando a Comissão de Ética Pública o investigava no caso da multiplicação de seu patrimônio? O detalhe desse verdadeiro complô é que tal informação jamais veio à tona na época do escândalo, sendo inclusive veementemente negada por todas as autoridades governamentais, tratando-se de um verdadeiro complô a favor de um suposto corrupto pego em flagrante e sendo somente agora revelada.

O mesmo ocorreu na explosão do restaurante no Rio de Janeiro. Como imaginar que um restaurante se estabeleça durante anos e anos, de forma pública e notória, em um prédio cujo zoneamento proíbe qualquer forma de utilização de gás? Como justificar a declaração do responsável pela vistoria do Corpo de Bombeiros, sem a qual não se consegue o alvará de funcionamento, de que era “impossível” prever que o estabelecimento usaria gás?

A mais inocente criança é capaz de adivinhar que o restaurante só se manteve aberto com polpudos e regulares pagamentos aos fiscais municipais, aos bombeiros e a qualquer autoridade que por ali se apresentasse para receber o seu “capilé”. O resultado do “jeitinho” foram três mortes; dezenas de feridos e milhões de reais em prejuízos. E isso pode ser creditado a uma “intervenção divina” do acaso. Pois, o número de mortes poderia ter sido de centenas.

Da mesma forma se seguem às denúncias de conchavos em São Paulo, Minas, Bahia, etc…

A corrupção é um mal nacional que se apóia no peso das mentiras contadas por governos das mais variadas legendas. Não há probidade e nem preocupação com ela. Não há pudor em roubar os cofres públicos e muitos ainda batem no peito para confirmar que o fazem. Certamente apoiados na impunidade que reina absoluta.

Por isso, o brasileiro deve ser capaz de compreender que a corrupção mata e é muito mais do que um “jeitinho”; uma “esperteza” ou uma “coisa cultural” em nosso país. O brasileiro deve entender que a corrupção é uma vergonha e um crime e que, como tal, deve ser eliminada de nosso convívio.

Só depende de você.

Pense nisso.