sábado, 3 de dezembro de 2011

Lupi, Dilma, arrogância e fraqueza em um mar de lama

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Quando o ministro Lupi disse que só sairia do Ministério do Trabalho à bala (e que a munição tinha de ser pesada) ele não estava brincando. Afinal, em toda organização criminosa, o que mais há são podres. Assim, quando é impossível tomar o poder por meios violentos, os criminosos usam esses podres para assumir o poder ou escravizar quem o exerce tornando-o um fantoche de seus desejos.

Infelizmente, o governo do PT (desde a Era Lula), se converteu em uma verdadeira unidade mafiosa a serviço de escroques, oligarquias e toda sorte de corruptos que tenham algo a oferecer “a família”. O governo empossado para promover mudanças e reformar a política nacional acabou fazendo com que nossa política retroagisse às práticas comuns no século XIX e transformou a máquina estatal em uma grande máquina de fazer dinheiro para os “amigos dos amigos”.

Ministérios, estatais e todas as repartições públicas foram transformadas em centros de arrecadação para partidos participantes do “esquema” e as negociatas, falcatruas e mamatas resultantes disso se converteram em segredos que poderiam ser usados a qualquer momento para garantir a sobrevida de alguém ou mesmo a continuidade do domínio sobre um determinado feudo.

Portanto, mesmo que Dilma aparentemente seja a presidente da nação e o PT seja o partido no poder; na prática, ela não passa de figura decorativa (menos do que uma Rainha da Inglaterra) e o PT tornou-se refém de uma corja que o domina e de uma massa de escroques que vende seu apoio em troca de muito dinheiro. Qualquer coisa que ameace essa estabilidade delicada é convertida rapidamente em ameaças, em chantagens feitas abertamente e em “letra morta”.

Foi assim com todos os ministros apanhados “com a boca na botija” e expostos cometendo atos de corrupção. Ao contrário do que o partido tenta imprimir na mente da “grande massa”; nenhum ministro foi demitido ou afastado. Todos se demitiram para “poderem se defender melhor” e nenhum deles foi constrangido publicamente pelo governo, apesar de terem roubado os cofres públicos descaradamente.








Em todos os episódios, notadamente na queda do ministro da Agricultura e na fritura de Lupi, as chantagens foram feitas em cadeia nacional (ao vivo e a cores), o governo Dilma foi posto contra a parede e obrigado a buscar substituições dentro dos quadros dos mesmos partidos, como forma de manter o esquema arrecadador denunciado e exposto.

O auge da fraqueza de Dilma e a desmoralização completa do governo foi o desprezo dado ao parecer da Comissão de Ética da Presidência que apontou e confirmou que Lupi cometeu crimes e irregularidades diversas, culminando com a determinação de que fosse exonerado.

Ao invés de acatar a determinação da comissão e mandar um recado inequívoco aos corruptos de plantão, Dilma foi obrigada a engolir Lupi e a usar o parecer da comissão como papel higiênico. Como se não bastasse, Lupi veio a público exigir que o parecer fosse refeito e as acusações fossem retiradas (assim como a recomendação para exoneração).

Dilma, sem poder algum e a mercê do que decidem Lula, José Dirceu e os caciques do PMDB, espera que a cúpula responsável pelo efetivo governo da nação se pronuncie para que possa “dar a impressão” de que tomou uma decisão.

Assim, diante da arrogância dos corruptos e da fraqueza do governo Dilma, o povo segue inerte, apático e alienado; ouvindo calado o mais novo contratado do esquema dizer no Horário Nobre (ao ser questionado sobre o desperdício de dinheiro e as irregularidades nas obras da Copa) que “não se faz Copa do Mundo com hospital”.

Portanto, caro leitor, vamos ao circo! Compremos nosso pão de cada dia com o Bolsa Família!

E, o povo…

Ora; o povo que morra!

Pense nisso.





(Arthurius Maximus - Fonte: http://www.visaopanoramica.com/)
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