sexta-feira, 16 de julho de 2010

Celso Arnaldo esclarece o caso da menina de bom coração e do menino de olhos tristes

Vejam o que Celso Arnaldo achou do capítulo sobre a infância da nova biografia de Dilma Rousseff:

O site oficial da Dilma está de cara nova — cara feia, claro, mas a biografia da musa foi incrementada.

O segmento “infância” tem o título de “A menina que sabia dividir”. Sabem o que Dilma dividia? Por favor, não pensem que é gozação minha. Leiam e, se houver dúvida, confiram no site:

“Estudou no Nossa Senhora de Sion, tradicional colégio para meninas, e frequentou o Minas Tênis Clube, ponto de encontro da elite belorizontina. Mas desde cedo aprendeu que o mundo não era cor de rosa. Um outro mundo, de cores tristes, saltava aos olhos sempre que subia o Morro do Papagaio, uma das maiores e mais pobres favelas da cidade, para fazer trabalho voluntário com colegas e freiras do colégio. Ou quando abria a porta de casa para algum mendigo que implorava por um prato de comida.

Certo dia, bateu à porta um menino tão magro e de olhos tão tristes que ela rasgou ao meio a única nota que tinha. Ficou com metade da cédula e deu a outra metade ao menino. Dilma não sabia que meio dinheiro não valia nada. Mas já sabia dividir.”

Não, Dilma não sabe dividir até hoje. Não sabe dividir sílabas. Não sabe dividir as frases de uma sentença, de modo a que elas façam sentido.

Dilma é a metade rasgada de uma cédula — a outra metade está com Lula, o menino magro e de olhos tristes de Garanhuns.

Sem a outra metade, Dilma não tem o menor valor.

Celso Arnaldo, como sempre, pegou na veia. Mas não resisto à tentação de pegar uma carona, continuar no campo das operações aritméticas e registrar que, já maior de idade, Dilma aprendeu a subtrair. Aprendeu tanto que participou da subtração do cofre do Adhemar. Os envolvidos na “ação revolucionária” acertaram na hora de subtrair. Mas até hoje todos se acusam, uns aos outros, de terem errado de propósito na hora de dividir.

(Augusto Nunes - Veja)