quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dilma assinou duas nomeações de novo investigado para postos no governo

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WITSA - 17th World Congress on Information Technology in 2010 in the Netherlands

(WITSA - 17º Congresso Mundial de Tecnologia da Informação - Holanda- 2010)

 

Challenges to digital inclusion and regulation in Brazil

(Desafios para a inclusão digital e regulamentação no Brasil)



 

Mr. Gabriel Boavista Laender LL.M.

(Sr. Gabriel Boavista Laender LL.M.)

 

Telecommunication Advisor to the Chief of Staff at the Executive Office of the President of Brazil and technical coordinator of regulation at the National Broadband Plan Task Force

(Assessor de Comunicações do Chefe de Gabinete na Secretaria Executiva do Presidente do Brasil e Coordenador Técnico de Regulamentação do Plano de Força-Tarefa Nacional da Banda Larga) 

 

(http://www.wcit2010.org/Program/May%2025%20-%20Day%201/49)




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Suspeito de ter participado do lobby na Casa Civil, o assessor Gabriel Laender foi beneficiado diretamente pela então ministra Dilma Rousseff para conseguir um cargo dentro do governo. 

Laender é procurador no Espírito Santo e atuou como advogado da Unicel, empresa na qual o marido de Erenice Guerra era diretor.
 

Erenice, que era braço direito de Dilma e assumiu seu lugar, deixou o comando da Casa Civil após as acusações de lobby na pasta envolvendo a empresa de seus filhos.

Gabriel Laender foi convidado para trabalhar no governo em 11 de fevereiro de 2009, em ofício assinado por Dilma. No pedido enviado à Procuradoria, a então ministra pede que "seja examinada a possibilidade de colocar Laender à disposição da Presidência da República".


No ofício, informa-se que ele receberá comissão de R$ 6.843,76, uma das mais altas dentro da burocracia estatal, "sem prejuízo da remuneração e das vantagens" do cargo de procurador, cujo salário é de R$ 11.049.


Em 20 de março de 2009, Laender assumiu cargo na SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), vinculada à Presidência. Foi do computador de Laender que partiram os acessos suspeitos com a senha de Vinícius Castro, ex-assessor da Casa Civil que era sócio na empresa de lobby dos filhos de Erenice.


A Folha apurou que depois dos acessos suspeitos, que aconteceram em outubro de 2009, Laender passou a trabalhar informalmente na Casa Civil. Continuava como servidor da SAE, mas dava expediente na Casa Civil.


Dilma, então, intercedeu mais uma vez. Conseguiu tirar Laender da SAE para levá-lo para a secretaria-executiva da Casa Civil, sob o comando direto de Erenice. Um cargo foi criado só para ele.


Foi Dilma quem assinou decreto em 13 de janeiro de 2010 que fez uma triangulação dentro do governo: transferiu um cargo da SAE para o Ministério do Planejamento, e o ministério transferiu esse cargo para a Casa Civil.

Uma semana depois, Laender foi realocado da SAE para a Casa Civil, passando, então, a trabalhar lado a lado com Vinícius Castro.


A Folha apurou que Erenice dizia com frequência que Laender era um "homem dela" no governo. A nomeação do procurador foi assinada por Erenice, então secretária-executiva da Casal Civil.


O procurador Gabriel Laender é o único nome ligado à família de Erenice que sobreviveu na Casa Civil após o escândalo.


Atualmente, é um dos coordenadores do plano de banda larga. A Folha apurou que ele foi preservado porque só pesava contra ele o fato de ter advogado para o marido de Erenice. 


  (FC e AM - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2010201007.htm)