sábado, 30 de outubro de 2010

Os valores de um Brasil que avança e pode mais

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O segundo turno das eleições para a Presidência da República nos propiciou um debate aprofundado sobre os problemas do Brasil e nos ofereceu excepcional oportunidade para uma tríplice reflexão.

A primeira é a possibilidade de confrontarmos mais a fundo o preparo e a competência dos dois candidatos. A comparação quanto à história política e à biografia de cada um visa a nos dar ideia sobre quem é capaz de comandar a transformação de projetos em ações concretas que gerem mudanças significativas no cotidiano dos cidadãos.

José Serra traçou seu próprio caminho, sem apadrinhamento. Esteve presente nos grandes momentos de luta contra a Ditadura e nos movimentos a favor da redemocratização. Atuou como deputado federal, senador, prefeito e governador, além de ter ocupado cargos em diferentes ministérios. Trabalhou com seriedade, transparência e foi reconhecido internacionalmente por suas políticas públicas na área da Saúde. 

A segunda reflexão se refere à comparação das diferentes visões sobre o papel do Estado na vida dos cidadãos. Para o PSDB, quem ocupa cargo público deve comportar-se como guardião dos recursos arrecadados dos trabalhadores e empresários. Por isso, nepotismo, tráfico de influência, corrupção e aparelhamento do estado precisam ser severamente combatidos e a dívida pública contida.

A percepção do Estado defendida pelo PSDB tem sua sustentação nos pilares democráticos, na defesa do Estado de Direito e na transparência. Nessa concepção, não há espaço para censura à imprensa, para amordaçamento do Ministério Público, para estímulo às invasões de propriedades rurais, para apoio a ditadores e a governos tiranos. Por outro lado, a violência deve ser combatida com o fortalecimento da presença do Estado no enfrentamento ao crime organizado, ao tráfico de armas e drogas, e com a implantação de amplo e consistente programa de tratamento, para recuperação de jovens viciados. 
      
Por fim, a terceira reflexão diz respeito à comparação das propostas políticas prioritárias. Foi no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que ocorreram os grandes saltos de qualidade na economia brasileira, que transformaram o país: o controle da inflação, que estabilizou a moeda, o PROER (que fechou os bancos insolventes, depurou e fortaleceu o sistema financeiro), a Lei de Responsabilidade Fiscal, a introdução de uma política agrícola eficiente e o respeito aos fundamentos macroeconômicos: metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante. Foram avanços que ajudaram a construir e permitiram a realidade que hoje vivemos.


O governo Lula teve o mérito de preservar estas conquistas.   No entanto, somente preservá-las, sem fazer nada de novo, é insuficiente. Esses ganhos de qualidade, que têm cumprido seu papel nestes 16 anos, vão se esgotando. O PT apenas preservou o que Fernando Henrique e José Serra construíram: o Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), o Vale Gás, o Programa Saúde da Família e o Programa Luz no Campo são alguns deles, apenas trocaram de nome.

Avançamos ainda na Saúde, com a implantação dos genéricos, os mutirões da saúde e o melhor programa de tratamento de AIDS do mundo. Na Educação, o PSDB também deixou sua marca: implementamos o  Fundo de Desenvolvimento da Educação (FUNDEF) e plano de Valorização do Magistério, enquanto o PT assumia postura diametralmente contrária a estas propostas.
Hoje, precisamos de um novo salto de qualidade que o governo do PSDB deverá promover: gerar uma economia forte e competitiva, que crie oportunidades, promova a geração de renda, a democratização de benefícios básicos e a capilarização de serviços.

O tempo mostra que políticas públicas eficientes, guiadas por gestores responsáveis, sobrepõem-se às limitações cronológicas, mesquinharias políticas e espertezas eleitorais.


O Brasil precisa ser conduzido por um governante preparado, com sensibilidade humana e, acima de tudo, caráter, decência e honradez.  Por tudo isso, José Serra é a melhor escolha para um País que pode muito mais.


  (Antonio Carlos Mendes Thame)