quinta-feira, 22 de abril de 2010

Tomar decisões - A gente sempre sabe o que é "certo"?

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VOCÊ É BOM EM TOMAR DECISÕES?

Um grupo de crianças brinca próximo a duas vias férreas. Uma das vias ainda está em uso e a outra está desativada. Apenas uma criança brinca na via desativada, as outras na via em operação.

O trem está vindo e você está exatamente sobre aquele aparelho que pode mudar o trem de uma linha para outra. Você pode fazer o trem mudar seu curso para a pista desativada e salvar a vida da maioria das crianças, entretanto isto significa que a solitária criança que brinca na via desativada será sacrificada. Você deixaria o trem seguir seu caminho?

VOCÊ TEM QUE TOMAR UMA DECISÃO! O TREM NÃO VAI FICAR PARADO ESPERANDO POR SUA DECISÃO!

A maioria das pessoas escolherá desviar o trem e sacrificar só uma criança. Você pode ter pensado da mesma forma, eu acho.

Salvar a vida da maioria das crianças à custa de uma só é a decisão mais racional que a maioria das pessoas tomaria, moral e emotivamente.

Mas, por outro lado, você pensou que a criança que escolheu brincar na via desativada foi a única que tomou a decisão correta de brincar num lugar seguro? Não obstante, ela terá que ser sacrificada por causa de seus amigos ignorantes que escolheram brincar onde estava o perigo...

Este tipo de dilema acontece ao nosso redor todos os dias. No escritório, na comunidade, na política, e especialmente numa sociedade democrática, onde a minoria frequentemente é sacrificada pelo interesse da maioria, não importa quão tola ou ignorante a maioria seja e nem a visão de futuro e o conhecimento da minoria. Acrescente a isso o fato de que, se a via havia sido desativada, provavelmente foi porque não era considerada segura.

Se você desviar o trem para a outra via, colocará em risco a vida de todos os passageiros e em sua tentativa de salvar algumas crianças sacrificando apenas uma, você pode acabar sacrificando centenas de pessoas.

Estamos sempre com nossas vidas cheias de fortes decisões que precisam ser tomadas, mas não podemos esquecer que decisões apressadas nem sempre levam ao lugar certo. Lembre-se de que o que é correto nem sempre é popular... E o que é popular nem sempre é correto.


(Autor desconhecido)