terça-feira, 13 de abril de 2010

Lula, exemplos e a arte da democracia

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Tem gente que acha a eleição a expressão máxima de uma democracia. Tem gente que pensa que a democracia é inviável se não houver a participação popular direta, através de referendos e plebiscitos. Tem gente que vê na democracia uma tábua de salvação mágica que é capaz de resolver sozinha todos os problemas de uma nação.

Mas, na realidade, as coisas são bem diferentes. A democracia é a soma de tudo isso e muito mais. Muito mais do que eleições, plebiscitos, referendos ou uma tábua de salvação; a democracia só se faz plena se houver respeito ao cidadão e fundamentalmente ao que torna todos os cidadãos iguais: as leis.

O presidente Lula se diz um democrata e não perde uma oportunidade para cantar isso aos quatro ventos sempre que possível. No entanto, quer por seus atos, omissões e principalmente pelo seu discurso (que é particularmente coerente nesse aspecto); Lula mostra com toda clareza que abomina a democracia e deseja mesmo governar e impor a sua vontade através de um regime absoluto e totalitário.

Não há oportunidade de ficar calado que Lula não desperdice ao propagar seu pensamento totalitário e revelar, para quem quiser ver, o que realmente vai a sua alma e no mais profundo âmago de seu ser.

Acobertando as claras investidas totalitárias de seu ídolo Hugo Chávez, abraçando os genocidas africanos, acobertando os intolerantes árabes e fazendo vista grossa para as barbaridades humanitárias cometidas pelos Irmãos Castro em Cuba; Lula abraça e flerta com o totalitarismo com o amor e o carinho que apenas um velho amante pode ter.

O discurso ensaiado e cuidadosamente estudado de grande líder democrático, cai por terra rapidamente assim que se vê contrariado ou acossado por denúncias de corrupção ou de irregularidades das mais variadas. Ao fazer troça da justiça eleitoral que o condenou pela claríssima violação da lei eleitoral e pela campanha antecipada que faz de sua fraquíssima candidata; Lula mostra seu desprezo pelas leis e pelas instituições democráticas.

Do alto de sua popularidade, ainda não muito bem compreendida por ele como sendo fruto muito mais de sua origem humilde e simpatia maquiavélica, do que propriamente por ser ele uma sumidade administrativa ou mesmo, numa pequena parte, do “grande estadista” que supõe ser; Lula acha que está imune aos dispositivos legais e que pode tudo. Tal como um déspota medieval ou um senhor de escravos do século XIX.

Despejando seu ódio contra a imprensa, sempre que a corrupção descarada em seu governo e em seu partido é apontada; abraçando carinhosamente os velhos corruptos notórios de sempre e bradando que estão “acima da lei” e “das outras pessoas”, Lula revela o seu desejo de também estar acima dos demais.

A verdade mesmo é que Lula tem tanto de democrata quanto Stálin, Chávez e Fidel.

Aprender, de preferência graças aos rigores da lei e a dureza de punições, que o artigo da constituição onde se lê “todos são iguais perante a lei” não é mera figura decorativa ou algo a ser solenemente ignorado será uma mostra de que popularidade elevada não pode ser desculpa para acobertar nenhum arremedo de ditador ou acalentar sonhos molhados de um idiota que se acha rei.

Pense nisso.

(Arthurius Maximus - www.visaopanoramica.com)