domingo, 12 de outubro de 2008

Quem sao meus Amigos

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Meus amigos tem olhos que brilham quando vêem os dois pequenos sois em que se transformam os meus olhos quando eu os encontro.

Meus amigos tem mãos que apertam, afagam e tocam; braços que se estendem amplamente para receber o meu abraço.

Meus amigos não são ingênuos, tolos ou imprudentes. São apenas desarmados, não ocultam sentimentos nem se calam quando falar e a necessária e adequada ação.

Meus amigos, quando se expressam, esquecem a retórica impecável e ate mesmo o correto português porque as vezes, o coração precisa de manifestações acima do vernáculo, mas repletas de significativas e barulhentas interjeições.

Meus amigos sacam a distancia o que para mim e sagrado, as vezes brigam comigo e eu com eles, mas quando merecida mente me botam “na lona” por uma besteira que eu tenha feito, não desferem nem mais um golpe, de tal sorte que eu posso refazer-me e novamente juntar as mãos e aplaudi-los.

Meus amigos não são só impulsos elétricos.

Eles conhecem meu endereço e, muitas vezes, perdemos um “face a face”, mas nos abraçamos através de um monitor ou de um amoroso telefonema.

Afinal, quem são meus amigos?

São pessoas plenas de amor como eu.

Alguns sem raça definida, outros tem brasões, outros são quatrocentoes, outros parecem com lordes ingleses, outros carregam complicados sobrenomes alemães; mas há uma marca em comum: todos sabem dar-me transparente e sincera afeição.

Haja o que houver, meus amigos jamais me deixam na mao!

(Fatima Irene Pinto)